Silvestre Gorgulho

Silvestre Gorgulho

"Na praça de Hiroshima, onde caiu a bomba Atômica, foi construído um Parque onde tremula a bandeira branca da Paz"

Ana Maria Carvalho R. Langue

Brasília, janeiro de 2009

Por Silvestre Gorgulho

Ana Maria Carvalho Ribeiro Lange, paranaense de Cambé, é formada em Antropologia Social na Universidade Federal do Paraná. O destaque de seu trabalho é a Amazônia, sendo responsável no MMA pelo programa Amazônia Solidária, voltado para as comunidades extrativistas. Trabalhou na Funai por seis anos, onde lutou pelos direitos dos povos indígenas e em 1986, já no IPEA, trabalhou na coordenação do Programa de Meio Ambiente e Comunidades Indígenas. Foi responsável pelos processos de identificação e regularização de áreas indígenas e para o fortalecimento de comunidades de base (extrativistas e de agricultura familiar) e de várias organizações não governamentais. Como consultora da Eletronorte, atuou no Amapá junto aos povos indígenas Galibí-Kalinã, Palikur, Karipuna e Galibí-Marworno, na formulação de proposta de compensação pela passagem da linha de transmissão de energia, Calçoene/Oiapoque, na Terra Indígena Uaçá.

Ana Maria Carvalho R. Langue recebeu o Prêmio Chico Mendes individual. Foram muitas homenagens e muita participação de artistas na entrega do Prêmio Chico Mendes de Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Indígenas da tribo Ashaninka fizeram a abertura do evento com cânticos da floresta pedindo a integração das diversas raças para uma nova consciência ambiental. A atriz Lucélia Santos dividiu com Letícia Spiler o papel de mestre de cerimônias.


Entre clipes que mostravam imagens de Chico Mendes e algumas de suas declarações mais importantes em defesa da Amazônia e dos Povos da Floresta, apresentaram-se artistas do grupo Aplauso, Ney Matogrosso, Gilberto Gil e a Orquestra Imperial do Rio de Janeiro.
Este ano, seis categorias foram contempladas com o prêmio: Liderança Individual, Associação Comunitária, ONG, Negócios Sustentáveis, Educação Ambiental e Município. Os primeiros colocados de cada categoria receberam R$ 28 mil, sendo que na categoria município foi entregue uma menção honrosa.
O Prêmio Chico Mendes foi instituído em 2002 pelo MMA com o objetivo de homenagear Chico Mendes pela defesa das populações tradicionais e dos povos indígenas, do meio ambiente, da igualdade, da cidadania e da consciência ambiental e, também, de reconhecer e estimular trabalhos voltados à conservação dos recursos naturais da Amazônia Legal, tornando possível a materialização do desenvolvimento sustentável, equilibrando interesses ecológicos de conservação ambiental com interesses sociais de melhoria de vida das populações.
Durante a entrega do Premio, o ministro Carlos Minc lembrou Chico Mendes, o líder seringueiro que conseguiu unir duas grandes utopias da humanidade. "De um lado a luta pela terra, pela justiça, pelos sindicatos e, de outro, a luta por todas as formas de vida da natureza".

Sandino, filho de Chico Mendes, e Angélica, neta, também participaram da homenagem junto com o presidente do JBRJ, Lizst Vieira; o jornalista Zuenir Ventura; a ambientalista Adriana Ramos e o indígena, músico e amigo de Chico Mendes, Aílton Krenak, e os atores Victor Fasano e Cristiane Torlon

 

Os vencedores

 
 Categoria Liderança
 Individual

Ana Maria 
Carvalho Ribeiro Lange

 Categoria Associação 
Comunitária

Associação de Seringueiros Kaxinawa do Rio Jordão)

 Categoria ONG

Conselho Geral da Tribo 
Ticuna e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia

 Categoria Negócios 
Sustentáveis

Associação Halitinã

 Categoria 
Educação Ambiental

Associação Vagalume

 Categoria Município

Prefeitura Municipal de Lucas de Rio Verde/MT