Silvestre Gorgulho

Silvestre Gorgulho

"Na praça de Hiroshima, onde caiu a bomba Atômica, foi construído um Parque onde tremula a bandeira branca da Paz"

LINGUIÇA DE FORMIGA

 

SABOR DE MINAS: LINGUIÇA DE FORMIGA

 

Silvestre Gorgulho (julho de 2007)

Minas é assim: cheia cores, amores e sabores. As cores das Minas estão nas pedras, no ouro, na arte, nos mananciais, nas montanhas e no barroco. Os amores são muitos: Marília de Dirceu, Bárbara Bela, Chica da Silva e dona Bêja. Já sabores, têm para todos os gostos: pé-de-moleque de Piranguinho, queijo da Canastra, torresmo e tropeiro do Serro da dona Lucinha, cachaça de Salinas e lingüiça... bem lingüiça tem que ser de Formiga.

Apesar de mineiro, a linguiça de Formiga me foi apresentada, em Brasília, pelo professor de sociologia, hoje empresário Jorge Ferreira. Jorjão, também mineiro de Cruzília, no Sul de Minas, deixou as salas de aula e até o movimento sindicalista para entrar no mundo dos bares e restaurantes. Só em Brasília tem meia dúzia deles, capitaneado pelo tradicional Feitiço Mineiro, na Asa Norte. Chegou a aventurar-se até pelo setor editorial. Por dois anos publicou uma revista bem lida e que teve destaque cultural em Brasília, chamada Tira-Prosa. Antes da Tira-Prosa, Jorjão escreveu com mais quatro amigos – todos pescadores e mentirosos - o livro "Serra, Mar e Bar - Causos de Minas" com edição esgotada.

Verdade ou mentira, de tanto pescar, Jorjão acabou amigo de vários pescadores. Um deles é simplesmente o primeiro companheiro Luiz Inácio Lula da Silva. Mais: joga no time de Lula nas, hoje esporádicas, peladas de sábado no Palácio da Alvorada. E sempre que comparece, o sociólogo e empresário dos bares de Brasília, Jorge Ferreira, não esquece os quatro quilos de lingüiça que serve de tira-gosto depois do futebol. Nem precisa dizer que é uma lingüiça muito especial, disputada em campo e nas "arquibancadas". Que o Presidente Lula a-do-ra! De onde, a linguiça? De Formiga, sô!

silvestre@gorgulho.com