Silvestre Gorgulho

Silvestre Gorgulho

"Na praça de Hiroshima, onde caiu a bomba Atômica, foi construído um Parque onde tremula a bandeira branca da Paz"

ANA MIRANDA, escritora da Biodiversidade

 

 

                                                                         

 

Na foto à esquerda, Ana Miranda, quando jurada do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em 2010,

com Silvestre Gorgulho e a escritora cearense Tércia Montenegro.


Na foto à direita, Ana Miranda - Patrimônio da literatura mundial, diversa, ousada e eclética - recebe em Belo Hozizonte o Prêmio Verde das Américas 2010 das mãos do jornalista Silvestre Gorgulho, fundador da Folha do Meio Ambiente.

 

 

A praia de Iracema perdeu Ana Miranda para Brasília, que a perdeu para o Rio de Janeiro e que a perdeu para o mundo. Então, como jornalista, poeta, escritora, pesquisadora e roteirista de cinema, Ana Miranda virou  patrimônio da literatura mundial. Agora, consagrada e admirada pelo seu texto renovador, sensível e poético, a praia de Iracema reconquistou Ana Miranda. Aos 58 anos, Miranda vive perto de Fortaleza, na praia de Aquiraz, numa casa onde curte os verdes mares bravios de sua terra natal. E dali ela - uma das mais importantes escritoras contemporâneas com dezenas de obras publicadas - realimenta as conquistas já feitas por este mundo a fora com suas crônicas e livros.
Antes de James Cameron conquistar as bilheterias dos cinemas com seu Avatar, Ana Miranda deu voz aos habitantes da floresta (IUXIN - Alma) para defender o meio ambiente. Diversa, ousada, eclética e de uma sensibilidade única, a escritora se ambientou em plena floresta Amazônica para escrever YUXIN, o romance da biodiversidade. Sua irmã, Marlui Miranda - compositora e intérprete - compôs e produziu um CD especial para que a música acompanhasse o livro Iuxin.

ANA MIRANDA, escritora da biodiversidade, nasceu Ana Maria Nóbrega Miranda, em Fortaleza-CE, mas morou muito tempo em Brasília, onde viveu sua infância e adolescência. Em 1978, com um livro de poesias, iniciou sua vida literária. Em 1989, publica seu primeiro romance: "Boca do Inferno", traduzido em vários idiomas, baseado na vida do poeta Gregório de Matos. Depois "Dias & Dias", inspirado da vida do poeta Gonçalves Dias. Ambas publicações lhe deram dois "Prêmio Jabuti". É autora de "A Última Quimera", sobre Augusto dos Anjos, e "Clarice", sobre Clarice Lispector. Escreveu ainda "Desmundo" , "Caderno de Sonhos" e "Celebração do Outro", o romance "Amrik",  "Só se for em Segredo" além de livros infantis.

ENCONTRO VERDE - O X Encontro Verde das Américas foi realizado em Belo Horizonte e reafirmou que em nome do "desenvolvimento e qualidade de vida" o nosso planeta tem sido usado como um depósito de recursos naturais inesgotáveis e, ao mesmo tempo, como uma lixeira sem fim. Segundo o coordenador do Encontro Verde das Américas, Ademar Leal Soares, este Fórum sempre possibilitou discussões a favor da liberdade de expressão, da sustentabilidade, da luta contra desigualdades sociais, da intolerância religiosa e racial e dos atentados aos direitos humanos”. E é neste sentido que o encontro valoriza aqueles que lutam pela causa, abrindo sempre o Prêmio para destacar e valorizar os autores destas iniciativas. Além de Ana Miranda, receberam o Prêmio o jornalista e professor José Mendonça, o embaixador da Polônia no Brasil, Jacek Kisielwski, o médico Apolo Heringer, e Annika Markovic, embaixadora da Suécia.

ANA por ANA

. "Meu trabalho, é o meu alimento espiritual. É a minha vida. Não poderia mais viver sem literatura, seja lendo, seja escrevendo".

. "Nasci, como todas as crianças, com todas as aptidões da sensibilidade para desenho, música, movimento, ritmo, cor, teatro, fantasia, sonho... Tive a sorte de ver as minhas aptidões desenvolvidas. Sou uma pessoa versátil e isso sempre foi uma faca de dois gumes: atrapalhou e ajudou".

. "Minha vida continua a mesma de sempre, gosto de escrever, escrever, escrever, e ler, ler, ler, e ficar em casa quieta escrevendo e lendo. Nem os prêmios mudam minha vida?.

. Gosto de lidar com personagens ardestes e sensuais. Tenho um lado sensual e ardente. Todos temos. Alguns escondem, alguns ignoram, mas todo ser humano é dotado de sensualidade".

. "O ser humano é preconceituoso, em geral. Quanto mais obscurantista, mais preconceituoso. Demolir os preconceitos é uma qualidade, uma necessidade da civilização. A tolerância é a única saída para a humanidade".

. "A literatura é como uma corrida em que os escritores, ao longo do tempo, passam o bastão uns aos outros, para contar essa história eterna".

silvestre@gorgulho.com