Silvestre Gorgulho

Silvestre Gorgulho

"Na praça de Hiroshima, onde caiu a bomba Atômica, foi construído um Parque onde tremula a bandeira branca da Paz"

MINAS VESTE AZUL

 

 
Azul tem cheiro de magia 
Silvestre Gorgulho
 
Preste atenção, torcedor: quando o estádio vestir azul, entre! Sem titubear. Vale curtir, torcer, apreciar e vibrar pelo jogo. Se for do time celeste, melhor. O azul é mais puro e verdadeiro.
 
Mesmo se não gostares de futebol ou se tiveres outro time, quando o estádio vestir azul, entre! Sem pestanejar. Vale por uma seção de cromoterapia. O quê? Sim, sabes que a cromoterapia é a prática da utilização das cores no equilíbrio e bem estar do corpo. E o azul tem grande influência na saúde e na cura. A sensação das cores é produzida logo na retina, provocando depois um efeito psicológico em cascata devido as frequências peculiares de vibração no corpo. Então, o azul recarrega o organismo.
O azul tem magia, é a cor do céu, da verdade, estimula a doçura, a ternura, favorece a intuição e a meditação.
 
Na escala de preferência pessoal, o azulocupa o índice mais alto. Chega a 40%. É disparada a cor mais desejada e cobiçada no vestir. A moda adora o azul. É a cor de maior propriedade terapêutica e classificada como a mais importante do espectro, por sua ação refrescante sobre o Sistema Nervoso Central, as artérias e a pele.
 
Portanto, torcedor, quando o estádio vestir azul, entre! Sem hesitar. O azul é o infinito. É atração! É paz! É poesia!
Há provas.
É só cantar com Wilson Simonal: “Vesti azul! Minha sorte então mudou...”
Ou com Djavan: “Eu não sei / se vem de Deus / Do céu ficar azul / ou virá dos olhos teus / essa cor que azuleja o dia...”
Quem sabe, com Tim Maia: “Ter na vida algum motivo pra sonhar / ter um sonho azul / azul da cor do mar.”
Ou se entregar à Clarice Lispector: “Tudo que for azul, belo, puro, com cheiro de magia, com ar de sinceridade e na forma de um sorriso, me atrai”.
 
Quando o estádio vestir azul, entre! Não te arrependerás. A emoção é certa e o prazer uma realidade.
Não gosto quando o Cruzeiro usa outro uniforme que não seja o azul. Desencanta. Não é celeste. Os olhos não conseguem abstrair o que o coração vê.
Raul eternizou a camisa amarela. Agora, o clube criou o uniforme amarelo. Coincidência ou não, Paulo Leminski – conterrâneo do goleiro – deve ter se inspirado no Cruzeiro para poetar: “Amar é um elo / entre o azul / e o amarelo”.
Mas o meu elo está entre o azul e o azul. Amarelo não é azul. Branco não é azul. O azul há de ser sempre azul.
No céu, no mar e no meu coração.
 
silvestre@gorgulho.com