Silvestre Gorgulho

Silvestre Gorgulho

"Na praça de Hiroshima, onde caiu a bomba Atômica, foi construído um Parque onde tremula a bandeira branca da Paz"

JOHN PARSONS e as gentilezas com a vida

 Cidadania e exemplos

 

Silvestre Gorgulho   (21/Marco/2012)

A vida é um jogo de emoções e gentilezas. Gentilezas com a natureza, com as plantas, com os animais e com nossos semelhantes. Gentilezas com a vida. A melhor história que se pode contar é quando se mistura trabalho, dedicação e exemplo. E o melhor legado de nossa passagem por este mundo é deixá-lo melhor. É fazer sem se pedir nada em troca. Vou deixar aqui duas histórias que envolvem tudo isso: emoção, gentileza, exemplo, legado e vida. A primeira história vem de Vergons, na França, e a segunda vem de Tiradentes, em Minas Gerais.

 

Vamos começar pela história de Tiradentes. Ela envolve o inglês mais brasileiro que existe. Ele é o engenheiro John Parsons, proprietário do hotel mais aconchegante e refinado de Tiradentes, o Solar da Ponte. John Parsons é casado com a historiadora Anna Maria.

O casal Parsons é um dos muitos estrangeiros com chegou a Tiradentes e virou mineiro de raiz. Em 1972, Anna Maria e John deixaram uma vida muito bem resolvida na Europa para assumir compromissos de vida com a cidade, com Minas Gerais e com o Planeta. Tudo ali mesmo, em Tiradentes. Revolucionaram o turismo local, plantaram cultura, educação e responsabilidade social, criaram campanhas de meio ambiente, enfim, fizeram de suas vidas um exemplo de cidadania.

 

A HISTÓRIA

Na década de 90, John Parsons comprou um morro ao lado da cidade que desce até campos e pastos beirando o rio das Mortes. Havia um lugar no pé do morro que ficava úmido logo nas primeiras chuvas de verão. Parsons fez uma cerca para proteger as pastagens no morro e começou a plantar arvores.

A natureza agradeceu e fez sua parte, como sempre. Em três anos o morro estava coberto de vegetação. No quarto ano, as nascentes voltaram e de forma perene. No sexto ano, John Parsons fez uma mureta.

A nascente virou um manancial, que virou um pequeno lago que não para de jorrar água. E a cada ano que passa, novos mananciais vão nascendo. Com o resultado de seu trabalho e vendo a reciprocidade imediata da natureza, John Parsons tira uma lição:

- Estou convencido – diz ele – que a ligação entre árvore e água é quase imediata. A verdade comprovada é que quem planta árvore colhe água. Portanto, só não tem água quem não quer.

A segunda história também é muito bonita. Virou filme, se transformou em arte e cativa pela apresentação. Não vou interpretá-la. A história está completa e linda neste filme no You Tube. Vale a pena conhecê-la. Como Vale! < http://www.youtube.com/watch?v=Klx8UBMRrMA&feature=youtu.be  >

 

 

 

 

O casal John Parsons e Anna Maria: 

quem planta árvore colhe água e felicidade.