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GDF promove Dia Solidário e arrecada brinquedos para a campanha Vem Brincar Comigo

Ação no Palácio do Buriti, com participações do governador Ibaneis Rocha e da primeira-dama Mayara Noronha Rocha, marca a 6ª edição da iniciativa que deve beneficiar milhares de crianças; no dia 7, parte dos brinquedos será distribuída no Sol Nascente

 

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Karol Ribeiro e Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

O governador Ibaneis Rocha participou, nesta quinta-feira (2), do tradicional Dia Solidário, no Palácio do Buriti, que marcou o drive-thru de recebimento de brinquedos da 6ª edição da Campanha Vem Brincar Comigo. Promovida pela primeira-dama Mayara Noronha Rocha e coordenada pela Chefia-Executiva de Políticas Sociais do Governo do Distrito Federal (GDF), a iniciativa já arrecadou mais de 45 mil brinquedos (números desta quinta-feira, 2), segue até 10 de outubro e terá, no próximo dia 7, a distribuição de parte dos itens em uma carreta que percorrerá o Sol Nascente.

Lançada em 20 de agosto, a campanha integra o calendário oficial do governo e tem como objetivo arrecadar brinquedos novos ou usados em bom estado para crianças atendidas por instituições sociais e projetos de proteção à infância.

Segundo o governador Ibaneis Rocha, a Campanha Vem Brincar Comigo é uma das ações das quais ele e a primeira-dama mais sentirão falta após o término do governo. “É um evento que reúne solidariedade, harmonia e união, além de levar alegria a crianças que merecem. Como diz o mote da campanha, brincadeira de criança é coisa séria, e para nós isso tem um significado muito importante”, afirmou. Ele destacou que a meta inicial era arrecadar 20 mil brinquedos, mas já foram ultrapassados 40 mil, com expectativa de aumentar até o fim do dia. “Isso significa levar alegria a, pelo menos, 60 mil crianças, em sua maioria de famílias que não teriam condições de comprar uma lembrança nesta data tão significativa”, completou.

Vem Brincar Comigo tem como objetivo arrecadar brinquedos novos ou usados em bom estado para crianças atendidas por instituições sociais e projetos de proteção à infância | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Ibaneis Rocha afirmou estar feliz com o resultado deste ano, que deve bater todos os recordes, mostrando que Brasília é uma cidade solidária. “Essa solidariedade se manifesta em diferentes áreas, seja no fornecimento de alimentação, na entrega de brinquedos ou no cuidado com famílias em situação de vulnerabilidade. Ao longo dos últimos sete anos, avançamos muito: tiramos Brasília do patamar da fome, garantimos pelo menos três refeições diárias para todos, ampliamos os restaurantes comunitários, implementamos programas como o Uniforme Escolar e o Prato Cheio, entre diversas outras ações voltadas à proteção social”, ressaltou.

Mais do que doações, a campanha valoriza a brincadeira como ferramenta essencial para o desenvolvimento lúdico, educacional e afetivo, capaz de criar memórias que acompanham a criança por toda a vida. “Doar um brinquedo vai além do gesto material: é um investimento no futuro adulto da criança e um reconhecimento da oportunidade de contribuir com a vida de outra pessoa. Esperamos uma cidade mais segura, saudável e justa, e quem participa dessa campanha investe em crianças que, mesmo não pertencendo à sua casa, fazem parte do nosso cotidiano”, afirmou a primeira-dama, Mayara Noronha Rocha.

A ação superou todas as expectativas e bateu recorde de arrecadação, segundo o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo. “Não conseguimos nem contar a quantidade exata de brinquedos, mas certamente dobrou em relação ao ano passado, e todos de ótima qualidade. O mais importante é que estamos realizando o sonho das crianças e nos colocando no lugar delas”, afirmou.

Primeira-dama Mayara Noronha Rocha: “Através da iniciativa, proporcionamos momentos que fortalecem relações interpessoais e memória afetiva”

“Esta é a sexta edição da campanha e é extremamente importante, porque leva alegria para crianças que muitas vezes não teriam a oportunidade de receber um brinquedo. Como a primeira-dama sempre diz, brincadeira de criança é coisa séria”, ressalta a chefe-executiva de Políticas Sociais, Talita Mattosinhos. Para ela, por meio de um brinquedo, une famílias e, muitas vezes, identifica necessidades especiais das crianças. “Toda criança merece um brinquedo, e a campanha Vem Brincar Comigo vai além: proporciona momentos que ficam eternizados no coração delas. Por isso, quanto maior o número de doações, maior o número de crianças contempladas”, afirmou.

 

Ação social

Além da arrecadação de brinquedos, a campanha promove experiências memoráveis para as crianças. “Através da iniciativa, proporcionamos momentos que fortalecem relações interpessoais e memória afetiva. Nos últimos dias, mais de duas mil crianças participaram de atividades como ‘Na Praia’, muitas delas tendo a primeira experiência com o ambiente de praia, algo que antes só conheciam pela televisão”, explicou a primeira-dama Mayara Noronha Rocha.

A campanha levou ao complexo do Festival Na Praia crianças em situação de vulnerabilidade, pacientes do hospital da Criança, e idosos atendidos pelos Centros de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do Distrito Federal (Cecons). Além disso, 500 crianças de diferentes regiões do Distrito Federal participaram de uma programação especial no Hot Zone do ParkShopping na última quarta-feira (1°).

“É um evento que reúne solidariedade, harmonia e união, além de levar alegria a crianças que merecem. Como diz o mote da campanha, brincadeira de criança é coisa séria, e para nós isso tem um significado muito importante”

Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha

 

Até o fim da campanha, os brinquedos arrecadados em pontos de coleta espalhados pelo DF, como o Palácio do Buriti, secretarias de Estado, administrações regionais, batalhões do Corpo de Bombeiros e o ParkShopping, serão entregues às instituições parceiras.

Segundo a comandante da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Ana Paula Habka, a campanha contou com intensa participação dos policiais e do Colégio Militar Tiradentes, que promoveram gincanas para arrecadação de brinquedos. “Ainda não contabilizamos todos os itens, porque foram muitos. A sociedade também contribuiu, levando brinquedos usados que recebemos com cuidado: limpamos, lavamos e embalamos para entrega. Foi uma alegria ver essa solidariedade em conjunto, que beneficia não apenas quem recebe, mas também quem doa”, afirmou.

Ela destacou ainda que ações como essa aproximam a polícia da população. “A Polícia Militar faz questão de participar dessas campanhas, fortalecendo a confiança da comunidade e criando pontes de diálogo e proximidade”, completou.

Na edição de 2024, a campanha arrecadou e distribuiu mais de 25 mil brinquedos em diversas cidades do DF. Podem ser doados brinquedos novos ou usados em bom estado. Nos casos de itens já utilizados, é importante higienizá-los com álcool 70% e embalá-los em sacos transparentes para identificação.

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Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

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Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

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Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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