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A Vida Depois do Acolhimento é tema do Caminhos da Reportagem

Programa apresenta histórias de jovens e famílias acolhedoras

 

EBC

 

Nesta segunda-feira (20), a TV Brasil exibe, às 23h, um novo episódio do premiado programa Caminhos da Reportagem, que tem como tema A Vida Depois do Acolhimento. A produção apresenta histórias reais de jovens que cresceram em casas de acolhimento e, ao completarem 18 anos de idade, precisaram encarar sozinhos os desafios da vida adulta.

O Brasil tem, atualmente, mais de 35 mil crianças e adolescentes em cerca de 8 mil instituições de acolhimento. Essa é uma medida extrema, adotada quando há graves situações de vulnerabilidade, como maus-tratos, abandono, violência física ou abuso sexual.

A assistente social da 1ª Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal Izabel Freitas destaca que a necessidade de acolhimento ocorre por negligência.

“A criança vai para um serviço de acolhimento porque a família, de alguma forma, não soube protegê-la. E, olhando mais profundamente, o Estado também falhou, porque várias políticas públicas não foram efetivas para evitar essa situação”, explica.

Julia Matinatto, doutora em psicologia, acrescenta que “existe um direito que é garantido, o direito à convivência familiar e comunitária”.

“Quando há uma situação excepcional e provisória, essa criança é retirada do convívio familiar”, diz.

Entre os casos retratados pelo programa está a história de Valéria Damasceno, que foi institucionalizada ainda bebê. “Minha mãe era usuária de drogas. Ela e meu pai perderam a guarda porque nos deixavam trancados em casa, sem comida, sem água, sem nada”, revela.

Hoje adulta, após passar por instituições de acolhimento e diversas tentativas frustradas de reintegração familiar, Valéria mora com o irmão.

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Como é o acolhimento?

Patrícia Braga, presidente da instituição Nosso Lar, em Brasília, explica como funciona o processo de acolhimento.

“Quando a criança chega, realizamos um estudo de caso em rede, junto com o Conselho Tutelar, a Vara da Infância, o Creas e o CRAS. O primeiro investimento da instituição é tentar o retorno desse menor à família de origem, seja o pai, a avó, a tia ou um irmão mais velho”, detalha.

No entanto, se ao longo de 2 anos ficar comprovada a impossibilidade de reintegração familiar, a criança deve ser destituída do poder familiar e inserida no Cadastro Nacional de Adoção.

Caminhos da Reportagem mostra que essa não é a realidade da maioria.

Dados do Sistema Nacional de Adoção (SNA) mostram que a minoria dessas crianças e adolescentes é adotada. Em outubro de 2025, das 5.869 crianças e adolescentes em processo de adoção, apenas 405 encontraram novos lares desde 2019, segundo o SNA.

Maioridade

O Poder Judiciário, atento a essas dificuldades, lançou o programa Novos Caminhos, uma política nacional voltada à criação de oportunidades para jovens que vivem em instituições de acolhimento, com o objetivo de garantir uma transição segura para a vida adulta.

A juíza auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça Cláudia Catafesta explica: “Pelo CNJ [Conselho Nacional de Justiça], conseguimos criar um elo com todos os tribunais do país. O objetivo é ofertar oportunidades, cuidado e proteção para crianças, adolescentes e jovens em situação de acolhimento”.

Projeto referência

O programa da TV Brasil também apresenta um exemplo de sucesso no acolhimento de crianças e adolescentes, a organização da sociedade civil Aconchego, em Brasília. Um de seus projetos é o Centelha, que já atendeu mais de 100 jovens desde 2019.

Segundo o coordenador do programa, Guilherme Ávila, o programa foi criado para acompanhar os jovens no momento da saída do acolhimento. “É muito comum esses meninos irem para a rua ou para a prostituição. Então, o Centelha trabalha com o objetivo de promover autonomia, oferecendo treinamentos, cursos profissionalizantes e oportunidades de trabalho”.

Um dos jovens apoiados pelo Centelha é Raone, de 19 anos. Hoje, mora sozinho e trabalha em uma barbearia. Aos 14 anos, após sofrer agressões da mãe, procurou o Conselho Tutelar e foi acolhido por uma instituição. O jovem, que encontrou abrigo, estudo e oportunidades para recomeçar, sonha em viver de música e poesia.

Famílias acolhedoras

A realidade dessas crianças e jovens não se resume à adoção ou ao acolhimento institucional. Existe também o programa Família Acolhedora, que propõe que o acolhimento seja feito na casa de uma família, em vez de em uma instituição.

Qualquer configuração familiar pode se candidatar ao programa. Os interessados passam por capacitações para compreender as regras e se certificarem de que estão realmente preparados para acolher uma criança ou adolescente em sua casa.

As famílias acolhedoras cadastradas são informadas, desde o início, de que ficarão temporariamente responsáveis pelos cuidados dos acolhidos, oferecendo afeto e estabilidade enquanto a Justiça decide seu futuro. E que, em hipótese alguma, poderão adotar a criança ou adolescente acolhido.

Sirlete de Paula Moreira faz parte de uma família acolhedora. Ela conta que soube da oportunidade por meio de um programa de televisão e se sensibilizou profundamente. Algum tempo depois, recebeu dois irmãos, de 2 e 6 anos, em sua casa.

“Uma experiência muito intensa. Eles ficaram só 3 meses, mas deixaram marcas profundas e muitos sentimentos envolvidos”, relata.

Após algumas experiências de acolhimento, Sirlete recebeu, há um 1 e 3 meses, um garotinho de 12 anos. “Ele é muito carismático. Aonde ele chega, atrai os olhares”, conta.

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Representação feminina: total de candidatas à Câmara cai 24% em 2026

Barreiras culturais e de financiamento persistem, aponta estudo do Instituto Esfera

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Deputadas da bancada feminina da CâmaraFoto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O número de candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados caiu 24% em 2026 em relação a 2022, passando de 3.717 para 2.820. Apesar da queda no total de inscritas, a proporção de mulheres entre os concorrentes a deputado federal subiu de 35% para 36,7%.

Nas eleições majoritárias, não há mulheres nas chapas presidenciais de partidos com representação no Congresso Nacional. Além disso, 34 mulheres disputam os governos estaduais e o Distrito Federal, em um universo de 198 concorrentes. Em 2022, foram 38.

Estudo e propostas

Um estudo do Instituto Esfera aponta que é necessário ampliar o acesso das mulheres aos recursos do Fundo Partidário e adotar a reserva de vagas. A pesquisadora Daniela Matos afirma que México e Bolívia alcançaram índices próximos a 50% de mulheres nas cadeiras do Poder Legislativo com esse modelo.

Segundo o levantamento, o Brasil tem a menor representação feminina na política entre os países da América Latina.

Do conjunto geral de 20.719 candidaturas registradas para todos os cargos nas eleições de 2026, 35% são de mulheres. Em 2022, elas representavam 34%.

Conforme o levantamento do Instituto Esfera, entre 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%. No mesmo período, o número de deputadas eleitas cresceu apenas 210%.

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No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitoradoFoto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Cotas e financiamento

No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam cerca de 18% das vagas do Congresso Nacional, embora a legislação determine cota de 30% para candidaturas e recursos repassados pelos partidos.

Segundo Daniela Matos, falta fiscalização na distribuição das verbas. “O sistema de cotas até garante que a mulher seja candidata, mas não dá condições para a eleição. Não dá condições e um dos motivos é a falta de acesso ao Fundo Partidário”, afirma.

A pesquisadora explica que diversos fatores dificultam a entrada das mulheres na vida pública. “Geralmente o trabalho doméstico ainda recai sobre a mulher: cuidar das crianças e organizar a rotina. A vida partidária ocorre à noite e nos fins de semana, exigindo dedicação contínua. As barreiras culturais e de acesso são muito altas”, ressalta.

 

 

 

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Conheça os direitos de pessoas com deficiência no transporte público do DF

Todos os benefícios garantem direitos, mas cada um tem um uso específico

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Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro.

O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial.

O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei.

Carteira de Identificação de PcD

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação

A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente.

 

Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente.

Cartão Especial

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.

O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício.

Empatia e garantia de direitos

É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos.

Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.

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Semana da Primeira Infância une música, educação e conscientização ambiental

Crianças de Ceilândia participaram de atividade lúdica no auditório da CLDF e aprenderam sobre a importância da preservação da fauna do Cerrado

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Foto: David Calaça/Agência CLDF

Iniciativa busca promover educação para a cidadania a partir de atividades que incluem visitas guiadas, contação de histórias, oficinas e espetáculos

Apresentação do grupo Camerata Caipira

 

A conscientização sobre a preservação da fauna do Cerrado, apresentada de forma lúdica por meio da música, deu o tom do encerramento do projeto Infância Cidadã no auditório da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (25). Com uma proposta lúdica e pedagógica, o grupo Camerata Caipira encantou crianças da Escola de Ensino Fundamental 17 de Ceilândia. O evento integra a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), que ocorre hoje e amanhã.

A apresentação do grupo reforça a iniciativa da Elegis, que busca promover educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficinas e espetáculos musicais.

A exibição reuniu ritmos como xote, samba de roda e frevo para mostrar aos alunos a importância da preservação do Cerrado e de espécies nativas como o lobo-guará, o tamanduá, o tatu-canastra, a anta e o teiú.

 

Alunos do EC 17 de Ceilândia particiaram da apresentação

Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.

A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.

A programação segue na tarde desta terça-feira e durante toda a quarta-feira (26), com uma conferência magna e uma meda redonda.

25 de agosto (terça-feira)

Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
•    8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
•    14h às 17h | Projeto Infância Cidadã

26 de agosto (quarta-feira)

Local: Auditório da CLDF
•    8h30 | Credenciamento e acolhimento
•    9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
•    9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
–    Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
•    11h30 às 14h | Intervalo para almoço
•    14h | Recepção

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Confira as imegens a apresentação

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
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(61) 98442-1010