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Últimos blocos pós-carnavalescos agitam quatro cidades do Distrito Federal

Água Quente, Ceilândia, Planaltina e Plano Piloto terão programação diversificada

 

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

A programação do DF Folia 2026 está chegando ao fim. Neste último final de semana de folia, blocos vão movimentar as ruas de Água Quente, Ceilândia, Planaltina e Plano Piloto.

“Chegamos ao último fim de semana do DF Folia celebrando um Carnaval que comprovou a força da descentralização, das ações democráticas e da grande participação comunitária”, comemora o coordenador-geral do DF Folia, Dorival Brandão.

Neste sábado (28), na mais nova região administrativa do DF, Água Quente, vai ter Samba Quente em frente à administração da cidade, na Quadra 1 do Condomínio Dom Francisco. A programação começa às 18h e conta com Gleison Rodrigo, Figura, Elas que Toquem e DJ Drigo.

No centro de Brasília, no Museu Nacional da República, o Canteiro do Samba vai levar a batucada ao público a partir das 17h, com Nó Cego, Banda Maria Vai Casoutras, Samba Nosso, Bloco Eduardo e Mônica, Macetada Pagodão e Elas que Toquem. O ingresso, gratuito, deve ser retirado na plataforma Sympla.

“Encerrar o DF Folia com atividades espalhadas por diferentes regiões administrativas mostra que a política cultural do Distrito Federal está comprometida com a descentralização e com o acesso democrático”

Claudio Abrantes, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF

No domingo (1º/3), a festa também começa às 17h em Planaltina, Ceilândia e Asa Sul. Em Planaltina, o Carnaval Delas estará na Praça São Sebastião, com Asé Dudu, DJ Cri$tyle, DJ Ana Ximenes e performances artísticas de poesia e drag queens.

Na Praça do Cidadão, em Ceilândia, a folia começa às 15h, no Carnaflash. A programação conta com as companhias de dança Eletro Rock, Bad Boy, Over Boys, Moviment XXI, Ballet Dance e Comunidança.

“Encerrar o DF Folia com atividades espalhadas por diferentes regiões administrativas mostra que a política cultural do Distrito Federal está comprometida com a descentralização e com o acesso democrático”, avalia o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes.

Confira, abaixo, a programação.

 

Sábado (28)

Samba Quente — DF 280, Quadra 1, Condomínio Don Francisco (estacionamento em frente à Administração Regional de Água Quente), Água Quente
→ 18h15: Abertura com DJ
→ 19h: Elas que Toquem
→ 19h30: Gleison Rodrigo
→ 20h15: DJ Drigo
→ 20h30: Samba de Gafieira, com Sidney e Raabe
→ 20h45: Zamir
→ 21h: Figura
→ 21h30: DJ Drigo

Canteiro do Samba/ Maratona da Ressaca — Museu Nacional, Plano Piloto
→ Das 17h à 1h
Nó Cego
Maria Vai cas Outras
Bloco Eduardo e Mônica
Elas que Toquem
Samba Nosso

Domingo (1º/3)

Carnaval Delas — Praça São Sebastião, Planaltina
→ 15h: Abertura com DJ Nilma Naiz/ Mulher 50+
→ 17h40: Poesia e arte drag com Etcétera Vibes, Lady Raio Lazer e Raquel Ely
→ 19h: Asé Dudu
→ 19h40: DJ Cri$tyle
→ 20h25: Grupo musical convidado
→ 21h10: DJ Ana Ximenes

Carnaflash — Praça do Cidadão, Ceilândia
→ 15h: DJ B.A
→ 16h: DJ Duda Master
→ 18h: Eletro Rock
→ 18h30: Bad Boy
→ 19h: Over Boys
→ 19h30: Moviment XXI
→ 20h: Ballet Dance
→ 20h30: ComunidanÇa-DF
→ 21h: DJ Júlio Cesar
→ 21h40: DJ Gil Santiago.

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa

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Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

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Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

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Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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