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Enade: prazo de recurso para atendimento especial termina nesta sexta

Aplicação da prova ocorrerá em 29 de novembro em todo o país

 

Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

Os participantes inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2026 para cursos de bacharelado e tecnologia que tiveram negado o pedido de atendimento especializado podem interpor recurso até esta sexta-feira (7).

O procedimento deve ser realizado exclusivamente pelo Sistema Enade com a senha da plataforma Gov.br.

No recurso, o participante deverá anexar novamente a documentação que comprove a necessidade de atendimento especializado, observando os critérios estabelecidos no edital.

O atendimento especializado é destinado aos participantes que necessitam de recursos específicos para realizar a prova em condições de igualdade com os demais candidatos, conforme as situações previstas no edital.

Entre as situações previstas estão as de pessoas com deficiência (PCD), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e com outras condições específicas.

O resultado da análise dos recursos será divulgado no próximo dia 14, no mesmo sistema do exame.

Provas

A aplicação da prova do Enade ocorrerá em 29 de novembro, em todos os estados e no Distrito Federal.

O exame terá duração total de quatro horas e será composto por duas partes. A primeira trata da formação geral e terá 15 questões de múltipla escolha.

A outra será específica de cada uma das 18 áreas avaliadas, entre elas: arquitetura e urbanismo, engenharias, ciências da computação e química.

A parte de componente específico de cada área de avaliação terá 30 questões de múltipla escolha e uma discursiva.

Enade

O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) avalia o rendimento dos estudantes ao fim dos cursos de graduação com o objetivo de verificar a aprendizagem dos conteúdos previstos nas diretrizes curriculares do curso, além do desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação geral e profissional.

Os resultados do Enade e as respostas dos candidatos ao Questionário do Estudante são utilizados na composição dos Indicadores de Qualidade da Educação Superior, conforme a metodologia e a regulamentação vigentes.

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Capoeira é celebrada na CLDF como patrimônio cultural e instrumento de transformação social

Autoridades e capoeiristas destacaram a importância da prática como ferramenta de inclusão social, educação e preservação da cultura brasileira, durante a cerimônia

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Foto: Sara Marques/Agência CLDF

Participantes lembraram décadas de perseguição e criminalização até a capoeira se tornar símbolo da cultura brasileira reconhecido internacionalmente

Ao som do Hino Nacional executado por atabaques e com direito a uma roda de capoeira no foyer do plenário, a Câmara Legislativa realizou, na noite desta terça-feira (4), sessão solene em comemoração ao Dia do Capoeirista. A homenagem foi proposta pela deputada Jaqueline Silva (MDB) e reuniu mestres, professores, atletas e representantes de grupos de diversas regiões administrativas do DF.

Durante a cerimônia, autoridades e capoeiristas destacaram a importância da prática como ferramenta de inclusão social, educação e preservação da cultura brasileira. Também defenderam políticas públicas voltadas ao fortalecimento dos projetos sociais desenvolvidos pelos grupos e à ampliação da presença da capoeira nas escolas públicas.

Em seu pronunciamento de abertura, Jaqueline Silva ressaltou o papel dos capoeiristas na formação de crianças e jovens. “Não há uma cidade sequer que eu visite no Distrito Federal que não tenha projetos de capoeira. Quando a gente fala de capoeira, não estamos falando apenas de um esporte. Estamos falando de uma ferramenta que tem transformado e salvado vidas”, afirmou.

A parlamentar também destacou a necessidade de avançar no reconhecimento institucional da atividade e defendeu sua inclusão no currículo da rede pública de ensino. “Não vou aceitar que outros estados tenham a capoeira dentro das salas de aula de suas escolas públicas como matéria curricular e o Distrito Federal não faça o mesmo. Vamos trabalhar para avançar nessa pauta”, declarou.

 

Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

Em um resgate histórico da trajetória da modalidade, Mestre Tatá lembrou que a capoeira superou décadas de perseguição e criminalização para se tornar um símbolo da cultura brasileira reconhecido internacionalmente. “Ela foi um divisor de águas na minha vida e na vida de milhares de pessoas. Hoje, leva a cultura brasileira e a língua portuguesa para mais de 150 países, tornando-se um dos maiores símbolos da identidade do Brasil no mundo”, destacou. Segundo ele, Brasília também se consolidou como referência nacional pela união e colaboração entre mestres e grupos.

deputado federal Júlio Cesar (Republicanos-DF) também participou da homenagem e destacou a relevância cultural e social da modalidade. “A capoeira é uma das mais belas expressões da cultura brasileira. Ela reúne história, arte, esporte e música, mas, acima de tudo, valores que ajudam a formar cidadãos. Os mestres e praticantes preservam um patrimônio cultural do Brasil e transformam vidas por meio da inclusão social, da educação e do esporte”, declarou.

Dia a dia do capoeirista

Os relatos pessoais marcaram a solenidade. O mestre Pedro Teles, por exemplo, contou como retomou a carreira na capoeira após descobrir mecanismos de apoio e financiamento para projetos culturais e esportivos. Neste ano, decidiu dedicar-se exclusivamente à atividade. “Hoje, estou pagando minhas contas com aquilo que ganho da capoeira. Estou muito contente. Precisei quebrar esse tabu e quero dizer para todos: acreditem na capoeira e não se vendam barato”, afirmou.

Já o atleta e mestre Erick Maia relatou que a modalidade lhe permitiu viajar pelo mundo, construir amizades e transformar sonhos de infância em realidade profissional. “Graças à capoeira conheci diversos países e alcancei conquistas que um dia pareciam muito distantes. Hoje sou atleta profissional de capoeira e de MMA. A capoeira me ensinou a cair, levantar, vencer com humildade e perder com dignidade”, disse.

 

Foto: Sara Marques/Agência CLDF

A importância dos projetos sociais foi enfatizada pela mestre Elisângela Lima. Integrante da Associação Capoeiristas do Rei, ela relatou que sua vida e a de seus filhos foram transformadas pela prática. “Foi através desse apoio que minha vida foi transformada. Hoje tenho uma família de capoeiristas. Os projetos tiram crianças da rua, ensinam disciplina e ajudam a acolher quem estava vulnerável às drogas e à violência”, afirmou.

Também emocionado, Mestre Canela destacou o crescimento de um trabalho iniciado de forma simples em Planaltina e que atualmente alcança alunos em diferentes estados e até em Portugal. Para ele, o maior resultado da capoeira não está nos recursos financeiros ou nos títulos conquistados. “O maior sucesso é ver o aluno andar de cabeça erguida e dizer com orgulho: ‘eu sou capoeirista’. Nossos alunos são pessoas de caráter, cidadãos que construíram uma vida digna”, declarou.

Capoeira nas Escolas

A inserção da capoeira na rede pública de ensino foi uma das principais pautas defendidas durante a solenidade. Em seu pronunciamento, Mestre Kel informou que representantes do setor participaram da elaboração de um projeto de lei para ampliar a presença da modalidade nas escolas do DF. “A capoeira é uma prática educativa e está diretamente ligada à história da população negra no Brasil e pode contribuir com diversas áreas do conhecimento e com a formação cidadã dos estudantes”, argumentou.

Representando a Secretaria de Esporte e Lazer, o subsecretário Nivaldo Félix classificou a capoeira como uma atividade multidisciplinar que reúne arte, música, história, dança e esporte. “Nada mais apropriado dentro de uma escola do que a capoeira. Ela dialoga com várias disciplinas e seria um presente para a educação brasileira”, afirmou.

Confira a cobertura fotográfica completa da cerimônia no Flickr da CLDF

 

 

Bruno Sodré – Agência CLDF

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Unidade oferece atendimento especializado a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual no DF

Centro localizado na Asa Sul oferece acolhimento humanizado e escuta especializada, integrando a rede de proteção da infância; denúncias podem ser feitas pelos telefones 125 e Disque 100

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Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal conta com um serviço especializado no atendimento a crianças e adolescentes vítimas ou com suspeita de violência sexual. Localizado na SQS 307, Bloco A, o Centro Integrado 18 de Maio oferece acolhimento humanizado, escuta especializada e acompanhamento técnico por equipe multidisciplinar formada por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos.

O atendimento é realizado em ambiente preparado para garantir privacidade, segurança e respeito às vítimas e a seus familiares. Um dos principais diferenciais do serviço é a escuta especializada, procedimento previsto na Lei nº 13.431/2017, que busca evitar a revitimização de crianças e adolescentes durante o processo de atendimento.

Além do acolhimento, o centro atua de forma integrada com a rede de proteção do Distrito Federal, em articulação com os conselhos tutelares, unidades de saúde, escolas, órgãos do sistema de Justiça e demais instituições responsáveis pela garantia dos direitos da criança e do adolescente. O nome da unidade faz referência ao 18 de Maio, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi instituída em memória de Araceli Crespo, menina de oito anos vítima de violência sexual e assassinada em 1973, caso que se tornou símbolo da luta pela proteção da infância no Brasil.

 

Como denunciar

A denúncia é uma das principais formas de interromper situações de violência e garantir proteção às vítimas. Os canais disponíveis são:

  • Cisdeca – Disque 125: atendimento gratuito, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com atendimento 24 horas aos finais de semana e feriados;
  • Disque 100: atendimento gratuito, 24 horas por dia, todos os dias da semana;
  • Centro Integrado 18 de Maio: (61) 2244-1512 e (61) 2244-1513.
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Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas

Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares

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Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.

Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.

Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%.

Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais – de 56% em 2024 para 75% em 2025 – e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.

Obstáculos

Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).

Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).

Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).

“Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação”, avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.

Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”.

“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende.

Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.

“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.

Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital.

“As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.

Uso de celulares

Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).

Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.

Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.

Inteligência artificial

É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.

No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).

Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).

Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.

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