A oferta de horários estendidos busca atender à população que estuda ou trabalha durante o expediente convencional. A maior parte das UBSs funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, mas as unidades com atendimento estendido constituem alternativa para o acesso aos serviços.
Reportagens
Exposições no mês de agosto abrem oportunidades para artesãos do DF
Profissionais poderão expor trabalhos na 3ª Feira Nacional da Uva e do Vinho, de 4 a 13 de agosto, e na 6ª Feira da Lua, nos dias 19 e 20 de agosto
Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
O Governo do Distrito Federal (GDF) está com duas oportunidades voltadas para artesãos da capital. Os profissionais poderão expor trabalhos na 3ª Feira Nacional da Uva e do Vinho, de 4 a 13 de agosto, em Planaltina, e na 6ª Feira da Lua, nos dias 19 e 20 de agosto, no Gilberto Salomão. Os eventos contam com o apoio da Secretaria de Turismo (Setur).
De acordo com o chefe da Unidade de Promoção do Artesanato e ao Trabalho Manual da Setur, Klever Antunes, as feiras são uma forma de fomentar a economia criativa do Distrito Federal. “A Secretaria de Turismo se preocupa muito com os produtos dos artesãos. Queremos dar uma maior oportunidades de fazer essas vendas através dos nossos canais”, declara.

Dados da Secretaria de Turismo apontam que as feiras movimentaram, em 2022, R$ 1,2 milhão com vendas. No primeiro semestre de 2023, R$ 500 mil já foram vendidos em produtos.
Feira da Uva
Das 120 vagas, 75 são para artesãos individuais, cinco para entidades associações de artesãos e 40 são destinadas a manualistas
Na 3ª Feira Nacional da Uva e do Vinho, a Secretaria de Turismo está organizando o Salão do Artesanato. A feira será em Planaltina, de 4 a 13 de agosto, das 10h às 22h. Serão 120 vagas para expositores que poderão apresentar peças de vestuário, acessórios e peças decorativas. Os artesãos têm até este domingo (30) para fazer a inscrição.
As inscrições poderão ser feitas pelo site da Secretaria de Turismo do Distrito Federal. O formulário estará disponível para ser preenchido até as 23h59 de domingo (30), com envio de fotos obrigatórias para o e-mail artesanato.foto@setur.df.gov.br, ou pelo telefone 61 99158-1232.
Das 120 vagas, 75 são para artesãos individuais, cinco para entidades associações de artesãos e 40 são destinadas a manualistas. Todas englobam serviços de artesanato, trabalho manual, costura criativa, além de trabalhos industrializados.
Na edição de 2022, a Feira da Uva e do Vinho obteve uma média de venda de R$ 75 mil. Segundo o representante da Setur, a expectativa de venda para este ano é chegar a R$ 90 mil em vendas.
Feira da Lua
Qualquer artesão ou trabalhador manual pode participar da Feira da Lua, com produtos que possuam atributos culturais e naturais e referentes a Brasília, como flores do cerrado, biojoias, crochê, tricô, patchwork
A 6ª Feira da Lua será nos dias 19 e 20 de agosto, no Gilberto Salomão, no Lago Sul. Serão disponibilizadas 10 vagas na área de comercialização. Os interessados também têm até domingo (30) para se inscrever.
A inscrição é pelo site da Secretaria de Turismo, preenchendo o formulário disponível até as 23h59 do dia 30 de julho. O interessado precisa mandar fotos de sua mercadoria para o e-mail artesanato.foto@setur.df.gov.br ou pelo telefone 61 99158-1232.
A Feira da Lua é realizada duas vezes por mês, com um valor médio de vendas que varia entre R$ 4 mil e R$ 5 mil. Qualquer artesão ou trabalhador manual pode participar, com produtos que possuam atributos culturais e naturais e referentes a Brasília, como flores do cerrado, biojoias, crochê, tricô, patchwork, entre outros.
Artesanato e trabalhos manuais
Artesão é toda pessoa que, de forma individual ou coletiva, usa técnicas manuais para transformar matéria-prima em um produto que expresse identidades culturais brasileiras. Já o trabalhador manual, além das técnicas manuais, pode utilizar máquinas, moldes e padrões pré-estabelecidos, sem necessariamente transformar a matéria-prima.
Joaquina Verônica de Oliveira Brilhante montou o primeiro arranjo com 3 anos de idade. A artesã conta que aprendeu com a mãe, especialista na área das flores secas.
“É um orgulho saber que o meu produto representa minha capital, as flores do cerrado são nossa tipologia, que é do Distrito Federal. E é uma fonte de renda. Esses eventos movimentam muito o poder financeiro do artesão. É muito importante esse apoio do GDF para que a gente possa ter acesso a essas pessoas”, ressaltou a artesã.

Para Luana Nascimento Coimbra, a fonte de renda gerada pelo artesanato é o sustento da família. Casada e com três filhos, a artesã também trabalha com flores do cerrado, fazendo uma colheita ecologicamente correta e vai expor os produtos na Feira da Uva e do Vinho.
“Venho de uma linhagem que cresceu no artesanato, no meio das flores secas e hoje sustento a minha família com isso. O sentimento é de gratidão, porque é muito difícil expor em uma feira dessas, então a disponibilização deste espaço gratuito para tirarmos nosso sustento é muito importante”, observou Luana.
Reportagens
Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais
Mais de 188 mil pessoas identificados como quilombolas vão às urnas
No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.
Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã.
Dobro de eleitores
Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394
Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz.
A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos. “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta.
“Até o ar que a gente respira”
O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.
“Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”.
Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.
Mais visibilidade
O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).
“Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta.
Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.
A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.
Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.
Consciência política
A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política.
“Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza.
Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.
Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios. “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.
Reportagens
Unidades básicas de saúde oferecem atendimento em horário noturno e aos sábados
No DF, Atenção Primária à Saúde conta com nove postos abertos até as 22h durante a semana e 66 aos sábados
Por
Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Pessoas residentes no Distrito Federal que precisam acessar uma unidade básica de saúde (UBS) fora do horário comercial dispõem de opções de atendimento em horário estendido. Das 183 UBSs da rede de saúde pública do DF, nove funcionam no período noturno, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, e 66 unidades abrem aos sábados, das 7h às 12h.
Durante os horários estendidos, as unidades oferecem os serviços da Atenção Primária à Saúde, incluindo consultas agendadas e atendimento à demanda espontânea para situações de menor complexidade.
Nas UBSs, a população encontra acompanhamento de condições como hipertensão e diabetes, pré-natal, vacinação, curativos, renovação de receitas e atendimento com equipes de Saúde da Família, entre outros procedimentos. Casos de urgência e emergência são encaminhados para as unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais da rede.
Os endereços, horários de funcionamento e demais informações sobre as UBSs do Distrito Federal podem ser consultados no Painel Infosaúde — Atenção Primária. O sistema reúne dados atualizados da rede e permite verificar quais unidades operam em horário ampliado.
Reportagens
Câmara Legislativa celebra 10 anos do Instituto Arte Jovem
Cerimônia lembrou da trajetória e das contribuições sociais feitas pela organização social que oferece aulas de música, dança e canto em Ceilândia
Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF
Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista
“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).
>> Confira a cobertura fotográfica
“Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.
Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.

A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.
Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”
A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.

Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.
No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.
A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.
Agência CLDF
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