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Novas nectarinas garantem oferta de fruta por mais tempo ao consumidor

 

Foto: Paulo Lanzetta

 

Três novas cultivares de nectarineiras foram lançadas em conjunto para proporcionar aos produtores disponibilidade de frutas nos pomares por mais tempo. Desenvolvidas pelo Programa de Melhoramento Genético de Frutas de Caroço, liderado pela Embrapa Clima Temperado (RS), as variedades BRS CathyBRS Dani e BRS Janita possuem períodos de maturação que se complementam, garantindo produção do fim de outubro ao fim de dezembro. “Em geral, lançamos uma cultivar de cada vez, porque leva em média cinco anos para serem adotadas e chegarem realmente ao mercado. Mas essas foram lançadas em conjunto porque têm as características comuns de serem doces, com baixa acidez e com uma sequência na maturação”, explica a pesquisadora Maria do Carmo Bassols Raseira, uma das responsáveis pelo desenvolvimento dos materiais.

Considerando a região de Pelotas (RS), onde ocorreram as principais avaliações a campo, a maturação e consequente colheita é precoce e tem início no final de outubro ou no início de novembro no caso da BRS Cathy. Na sequência, a BRS Dani pode ser colhida a partir da segunda quinzena de novembro e a BRS Janita a partir da segunda semana de dezembro. O foco das frutas é para o mercado in natura.

 

Lançamento e disponibilidade de mudas

As variedades foram lançadas em janeiro, durante o 4º Encontro Estadual de Frutas de Caroço, em Pinto Bandeira (RS) – maior município produtor de pêssego de mesa do Rio Grande do Sul, com produção de cerca de 18,5 mil toneladas em 2022, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Atualmente, cinco produtores já foram licenciados para multiplicar os materiais. As mudas devem estar disponíveis ao setor produtivo a partir do ano que vem. A lista dos fornecedores pode ser encontrada na página de cada uma das cultivares no portal Embrapa ou neste documento.

A expectativa é que nos próximos dois a três anos, a pesquisa ainda disponibilize mais três variedades de nectarineiras. Em 2018, a variedade de polpa branca BRS SCS Nina foi lançada, em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), para suprir parte da necessidade de cultivares adaptadas ao cultivo no Brasil. Com os futuros lançamentos, a Embrapa deve disponibilizar sete variedades ao setor produtivo até 2026.

Características das frutas e das plantas

A BRS Cathy (foto à direita) e a BRS Dani produzem frutas de polpa branca, com película de cor creme e cobertura majoritariamente vermelha; já a BRS Janita produz frutas de polpa amarela, com película amarelo-esverdeada e cobertura também predominantemente vermelha. As duas primeiras variedades apresentam frutos com peso médio entre 80 g e 100 g. A BRS Janita eleva essa média para entre 90 g e 110 g.

Em termos de produtividade, a BRS Cathy parte de 15 toneladas por hectare (t/ha), podendo superar 20 t/ha, dependendo da região de cultivo e do manejo do pomar. As variedades BRS Dani e BRS Janita, por sua vez, têm produtividade média em torno de 20 t/ha e também podem superar essa marca em função do contexto produtivo.

As avaliações foram realizadas por mais de quinze anos em áreas experimentais da Embrapa, em Pelotas (RS); por seis a oito anos em Bento Gonçalves (RS), pela Embrapa Uva e Vinho (RS); e em produtores parceiros dos estados do Sul e Sudeste do Brasil. A recomendação de cultivo é para as Regiões Sul e Sudeste do País. As três variedades apresentam baixa necessidade de frio, especialmente a BRS Cathy (200-250 horas de frio), o que significa que são melhores adaptadas a regiões mais quentes, onde há menor incidência de períodos frios (abaixo de 7,2º C).

 

Batismo das cultivares e apoio dos produtores

Os nomes fantasia das cultivares tendem a ser escolhidos em função de características importantes dos materiais, mas desta vez a equipe decidiu reconhecer pessoas relevantes ao trabalho de melhoramento. A BRS Cathy homenageia a pesquisadora norte-americana Catherine Bailey, uma das primeiras melhoristas de frutíferas, que prestou relevantes contribuições à fruticultura mundial; e a BRS Janita (foto à esquerda) é uma homenagem a Janita Moore, esposa e incentivadora do melhorista James Moore, por quem Maria do Carmo foi orientada.

Já a BRS Dani presta uma homenagem nacional e reconhece o jovem Daniel Staloch, atualmente com 15 anos, que desde criança ajuda o pai, Marcos Staloch, no cultivo de pêssegos e nas avaliações das seleções de nectarineiras. “Na época, era um menino que nos acompanhava nas visitas às Unidades de Observação (UO) na propriedade do pai dele. Com a homenagem ao Daniel, homenageamos também todos os produtores e parceiros que têm colaborado conosco ao longo dos anos”, completa a pesquisadora.

O pai de Daniel, Marcos, cultiva hoje cerca de 11 hectares de pêssego e mantém uma UO de nectarinas, mas estava aguardando os resultados das avaliações e os lançamentos para investir na cultura da nectarineira. A ideia é cultivar em torno um hectare nos próximos dois anos.

Para a presidente da Associação dos Produtores de Frutas de Pinto Bandeira (Asprofruta), Rubiane Rubbo, a fruta tem potencial para crescer. “Como a nectarina não tem pelos, não precisa descascar, usar faca, vejo muito potencial. Cultivamos e acreditamos nela como uma fruta do futuro, para as crianças, nos lanches… E essas variedades que estão sendo lançadas são doces, trazem praticidade e só tendem a expandir o cultivo aqui no nosso município”, declara.

 

Diferenças entre nectarinas e pêssegos

A pesquisadora esclarece que a nectarina é uma mutação do pêssego e, portanto, pertence à mesma espécie, Prunus persica L. “Muitos pensam que ela é o cruzamento de pêssego com ameixa, mas não é”, comenta. A principal diferença entre as frutas está na pele, já que a nectarina não tem pelos. A polpa da nectarina também tende a concentrar maior nível de sólidos solúveis, ou seja, costuma ter mais açúcar.

De modo geral, o cultivo de nectarina tem crescido no mundo, enquanto que o do pêssego está estabilizado, embora no Brasil a nectarina ainda não seja muito popular. Os dados do IBGE mais recentes, de 2017, apontam área colhida de 355 hectares, com produção estimada em 4,2 mil toneladas, em cerca de 280 estabelecimentos. O estado de Santa Catarina era o maior produtor, com 2,1 mil toneladas colhidas, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 605 toneladas à época.

Segundo dados mais recentes da Radiografia da Agropecuária Gaúcha 2023, elaborada pelo Departamento de Governança dos Sistemas Produtivos da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul, o estado abriga hoje cerca de 60 hectares da fruta, em 74 produtores. Em 2022, o volume de produção estimado foi de 950 toneladas.

O potencial para crescimento do cultivo de nectarinas tem relação com o volume de importações, para os pesquisadores, já que isso indicaria aumento da demanda pela fruta. Segundo informações da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), o Brasil importou, em média, 5,2 mil toneladas e US$ 6,5 milhões em nectarinas anualmente, considerando-se os últimos seis anos.

Tendência do cultivo de nectarineiras em comparação com pessegueiro

De acordo com o pesquisador da área de socioeconomia rural da Embrapa Clima Temperado Luiz Clóvis Belarmino, a tendência nos principais países produtores de pêssegos do Ocidente, principalmente Espanha, tem sido uma mudança no tipo de produção e comercialização. Segundo o site Fructidor, que reúne informações internacionais sobre frutas e vegetais, o crescimento naquele país foi de 63% na produção de nectarinas em 2023 em relação ao ano anterior (que não atingiu safra plena).

Somando os principais países produtores na Europa em 2023 (Itália, Grécia, Espanha e França), foram colhidas 3,3 milhões de toneladas de frutas da espécie Prunus persica, classificadas em nectarinas (39%), pêssegos tradicionais (30%), pávias (20%) e pêssegos achatados (10%). Com relação à nectarina, foram produzidas 1,3 milhão de toneladas, o que representou crescimento de 16% com relação ao ano anterior.

Segundo o IBGE, o Brasil colheu 208.823 toneladas de pêssegos em 2022. “A diversificação já está acontecendo lá fora e a tendência é que essa mudança ocorra por aqui. O nosso futuro será repetir os hábitos de consumo norte-americanos e dos países europeus exportadores, como a Espanha”, completa o pesquisador.

 

Francisco Lima (MTb 13.696/RS)
Embrapa Clima Temperado

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Jovens eleitores quilombolas defendem voto em defesa de ideais

Mais de 188 mil pessoas identificados como quilombolas vão às urnas

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Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

No próximo dia 4 de outubro, o agricultor Joaquim Moreira, de 87 anos, pessoa mais velha da comunidade quilombola de Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), fará o caminho até a escola em que vai votar em uma companhia especial. 

Ele estará com a neta, a estudante Thauany Silva, de 16 anos, que terá a primeira experiência na urna. Ambos estão muito ansiosos pela data e com os títulos bem guardados em suas carteiras. “Sempre votei e vou votar de novo”, diz o agricultor.

Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família
Thauany tem 16 anos e votará pela primeira vez. Foto: acervo da família

Thauany ficou tão empolgada com o primeiro voto que, assim que completou 16 anos em abril, foi com a mãe, Mayara, até o centro da cidade para fazer valer os direitos de cidadã.

Dobro de eleitores

Nas eleições de 2026, o número de eleitores que se identificaram como quilombolas praticamente dobrou em relação ao pleito de 2024, segundo os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eram 95.409 pessoas nas eleições municipais e subiu para para 188.371 em 2026. Em Goiás, onde a família deles vota, o número de quilombolas eleitores subiu de 3.625 para 5.394

Mayara Silva, de 36, mãe de Thauany, afirma que ensina aos filhos que é necessário acompanhar as decisões políticas porque interferem diariamente no dia a dia da sua comunidade. “Não tem como fechar os olhos para o fato que tudo é política”, diz.

A adolescente ficou muito feliz quando recebeu o título provisório de eleitora em mãos.  “Quando a gente vota, estamos cuidando do futuro de todos nós, né?”, argumenta.

“Até o ar que a gente respira”

O sentimento de querer participar do dia importante da democracia também encanta a universitária de direito Franciele Silva, de 27 anos. Ela, que é nascida e criada na comunidade de Rio dos Macacos, em Simões Filho (BA), explica que tem o título de eleitor desde os 18 anos.

“Eu tinha muita curiosidade sobre como era votar. Até o ar que a gente respira tem a ver com política. Minha mãe sempre me ensinou a lutar pelos meus direitos e da minha comunidade”, enfatiza. Franciele, desde que começou a estudar direito na Universidade Federal da Bahia (UFBA), passou a trazer ainda mais informações para a comunidade sobre caminhos para a defesa do seu território. “Votar é fundamental”.

Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: acervo de família
Franciele Silva vive na comunidade de Rio dos Macacos. Foto: Acervo de família

Inclusive, no Nordeste, há maior quantidade de quilombolas eleitores do país. Em 2024, eram 51.633 pessoas e, em 2026, serão 95.901. Segundo o TSE, a região tem mais da metade do eleitorado quilombola do país.

Mais visibilidade

O crescimento do eleitorado nas comunidades tradicionais tem relação com a ampliação da visibilidade e da conscientização política nos territórios, segundo avalia a professora Bia Nunes. Ela é pesquisadora da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq).

“Nós temos levado as nossas pautas a diferentes espaços e encontramos parcerias.” Ela diz que, o engajamento de eleitores quilombolas ocorre a partir de conscientização e letramento sobre o papel que os quilombolas realizam pela natureza como guardiões da floresta. “Entender, por exemplo, a importância que os territórios têm para a biodiversidade. É o trabalho que os quilombolas sempre fizeram e fazem”, acrescenta.

Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: Arquivo pessoal
Bia Nunes, da Conaq, diz que é fundamental engajar os jovens. Foto: arquivo pessoal

Bia Nunes diz que a reivindicação de políticas públicas leva em conta o papel que as comunidades têm para a coletividade. “As pessoas começam a dimensionar esse trabalho e a entender a importância do voto e de escolher os representantes”.

A representante da entidade ressalta ainda que a população quilombola tem entendido que deve exigir dos governantes comprometimento com a proteção das pessoas e avanço das titulações de territórios quilombolas pelo país. Para isso, o engajamento dos mais jovens torna-se um caminho essencial.

Bia Nunes defende mais campanhas por parte do Estado brasileiro para o estímulo de eleitores e candidatos quilombolas. Inclusive, ainda há um contexto de vulnerabilidade, formado por pressões e ameaças de violências. “Eu mesmo sou uma pessoa que estou no programa de proteção porque, no ano de 2020, eu sofri uma ameaça contra a minha vida (quando era candidata)”.

Consciência política

A conscientização política da comunidade quilombola tem diferentes caminhos, como explica o educador de alfabetização financeira Rafael Costa, de 32 anos, da comunidade Mesquita, da Cidade Ocidental (GO). Ele avalia que há um crescimento de interesse por temas temas relacionados à participação e à representatividade política.

“Quanto mais as pessoas se informam, mais pesquisam, estudam e passam a ter mais noção da necessidade de políticas públicas, por exemplo”, contextualiza.

 Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal
Rafael é educador financeiro. Foto: Acervo pessoal

Rafael Costa avalia que as comunidades, que cresceram com espírito de cooperação e altruísmo, precisam estar atentas para evitar golpes financeiros e desinformação. “A partir do momento que se conscientizam sobre seu modo de vida e de produção, começam também a desenvolver maior consciência política”, argumenta.

Há, segundo o educador financeiro, engajamento e politização dos jovens adultos sobre participação política para se defender da desinformação que ameaça territórios.  “A comunidade está cada vez mais se fortalecendo politicamente”.

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Unidades básicas de saúde oferecem atendimento em horário noturno e aos sábados

No DF, Atenção Primária à Saúde conta com nove postos abertos até as 22h durante a semana e 66 aos sábados

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Pessoas residentes no Distrito Federal que precisam acessar uma unidade básica de saúde (UBS) fora do horário comercial dispõem de opções de atendimento em horário estendido. Das 183 UBSs da rede de saúde pública do DF, nove funcionam no período noturno, de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, e 66 unidades abrem aos sábados, das 7h às 12h.

 

A oferta de horários estendidos busca atender à população que estuda ou trabalha durante o expediente convencional. A maior parte das UBSs funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, mas as unidades com atendimento estendido constituem alternativa para o acesso aos serviços.

 

Durante os horários estendidos, as unidades oferecem os serviços da Atenção Primária à Saúde, incluindo consultas agendadas e atendimento à demanda espontânea para situações de menor complexidade.

Nas UBSs, a população encontra acompanhamento de condições como hipertensão e diabetes, pré-natal, vacinação, curativos, renovação de receitas e atendimento com equipes de Saúde da Família, entre outros procedimentos. Casos de urgência e emergência são encaminhados para as unidades de pronto atendimento (UPAs) ou hospitais da rede.

Os endereços, horários de funcionamento e demais informações sobre as UBSs do Distrito Federal podem ser consultados no Painel Infosaúde — Atenção Primária. O sistema reúne dados atualizados da rede e permite verificar quais unidades operam em horário ampliado.

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Câmara Legislativa celebra 10 anos do Instituto Arte Jovem

Cerimônia lembrou da trajetória e das contribuições sociais feitas pela organização social que oferece aulas de música, dança e canto em Ceilândia

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Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista

“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).

>> Confira a cobertura fotográfica

Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.

Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.

Orquestra do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.

Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”

A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.

O professor Edmilson Campos com os alunos da Orquestra Baby do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.

No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Agência CLDF

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
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