Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Espécie de farol do governo nas cidades, os líderes comunitários do Distrito Federal foram condecorados nesta quarta-feira (5) com uma medalha. A homenagem foi entregue pelo governador Ibaneis Rocha a centenas de personalidades que veem, escutam e levam as demandas da população ao governo.
Durante a cerimônia, o governador Ibaneis Rocha declarou: “Vocês merecem todo o carinho e todo o amor que pode se dar, são muito importantes para nós e ainda mais para a comunidade” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
A medalha Mérito Líder Comunitário do Distrito Federal foi lançada pelo GDF com apoio da Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac). A cerimônia ocorreu no auditório da Academia de Bombeiros Militar, no Setor Policial Sul. Na ocasião, os homenageados receberam um pin e um diploma, reconhecendo a importância do trabalho para a sociedade.
“A honraria surgiu com a intenção de homenagear as lideranças que prestam serviço de forma anônima, que fazem isso de coração e que não são servidores efetivos do governo – eles fazem um trabalho de suma importância”Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade
“Quem anda nas ruas descobre o valor do líder comunitário, o valor do trabalho que vocês realizam junto às pessoas mais carentes”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. “Vocês merecem todo o carinho e todo o amor que pode se dar, são muito importantes para nós e ainda mais para a comunidade.”
Instituída pelo decreto n° 44.502/2022, a medalha definiu que os líderes seriam indicados pelas administrações regionais com base no tempo de dedicação à cidade, além de comprometimento com o trabalho e responsabilidade com as demandas dos moradores.
Parceiros do governo
“A honraria surgiu com a intenção de homenagear as lideranças que prestam serviço de forma anônima, que fazem isso de coração e que não são servidores efetivos do governo – eles fazem um trabalho de suma importância”, explicou a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, presidente do Conselho da Medalha.
Tendo como vice-presidente o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, o conselho é formado pelos secretários da Casa Civil, Gustavo Rocha; o executivo de Atendimento à Comunidade, Evaldo Rabelo, e o adjunto de Governo, Valmir Lemos de Oliveira.
Para o secretário de Governo, o líder comunitário é quem tem a melhor percepção do que as cidades mais precisam. “Eles sabem dos anseios da comunidade, isso é muito interessante”, diz. “O líder comunitário sente a carência da cidade, sente a carência das pessoas e traz consigo esse espírito de servir ao próximo. Então, essa homenagem é mais do que justa. Eles nos ajudam muito a governar”.
Reconhecimento
Moradora do Sol Nascente/Pôr do Sol há 20 anos, a líder comunitária Maria de Fátima Abreu, a Fatinha, elogiou a iniciativa e falou um pouco da sua atuação junto à comunidade.
“Estou sendo homenageada pelo trabalho que eu faço com a comunidade do Sol Nascente, principalmente as mulheres em situação de vulnerabilidade, as mulheres pretas, pardas, brancas, indígenas, as que vêm da África”, declarou Maria de Fátima. “O meu trabalho é estar junto dessas mulheres esclarecendo e encaminhando-as para os locais de atendimento do governo.”
Por sua vez, o líder comunitário do Itapoã, Leonilson Andrade da Silva, ressaltou que a parceria do governo com a comunidade é o que faz as cidades evoluírem em infraestrutura.
“Depois de alguns anos de abandono, vimos que esse governo abraçou a nossa cidade”, disse. “Temos hoje muitas obras em execução e outras executadas. Temos uma principal que é o viaduto, mas destaco também a duplicação da DF-250, que era um problema muito grande que a gente tinha, e o governador Ibaneis Rocha nos atendeu.”
Deputadas da bancada feminina da Câmara – Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
O número de candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados caiu 24% em 2026 em relação a 2022, passando de 3.717 para 2.820. Apesar da queda no total de inscritas, a proporção de mulheres entre os concorrentes a deputado federal subiu de 35% para 36,7%.
Nas eleições majoritárias, não há mulheres nas chapas presidenciais de partidos com representação no Congresso Nacional. Além disso, 34 mulheres disputam os governos estaduais e o Distrito Federal, em um universo de 198 concorrentes. Em 2022, foram 38.
Estudo e propostas
Um estudo do Instituto Esfera aponta que é necessário ampliar o acesso das mulheres aos recursos do Fundo Partidário e adotar a reserva de vagas. A pesquisadora Daniela Matos afirma que México e Bolívia alcançaram índices próximos a 50% de mulheres nas cadeiras do Poder Legislativo com esse modelo.
Segundo o levantamento, o Brasil tem a menor representação feminina na política entre os países da América Latina.
Do conjunto geral de 20.719 candidaturas registradas para todos os cargos nas eleições de 2026, 35% são de mulheres. Em 2022, elas representavam 34%.
Conforme o levantamento do Instituto Esfera, entre 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%. No mesmo período, o número de deputadas eleitas cresceu apenas 210%.
No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado – Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Cotas e financiamento
No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam cerca de 18% das vagas do Congresso Nacional, embora a legislação determine cota de 30% para candidaturas e recursos repassados pelos partidos.
Segundo Daniela Matos, falta fiscalização na distribuição das verbas. “O sistema de cotas até garante que a mulher seja candidata, mas não dá condições para a eleição. Não dá condições e um dos motivos é a falta de acesso ao Fundo Partidário”, afirma.
A pesquisadora explica que diversos fatores dificultam a entrada das mulheres na vida pública. “Geralmente o trabalho doméstico ainda recai sobre a mulher: cuidar das crianças e organizar a rotina. A vida partidária ocorre à noite e nos fins de semana, exigindo dedicação contínua. As barreiras culturais e de acesso são muito altas”, ressalta.
Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro.
O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial.
O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei.
Carteira de Identificação de PcD
O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação
A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente.
Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente.
Cartão Especial
O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.
O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício.
Empatia e garantia de direitos
É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos.
Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.
Iniciativa busca promover educação para a cidadania a partir de atividades que incluem visitas guiadas, contação de histórias, oficinas e espetáculos
Apresentação do grupo Camerata Caipira
A conscientização sobre a preservação da fauna do Cerrado, apresentada de forma lúdica por meio da música, deu o tom do encerramento do projeto Infância Cidadã no auditório da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (25). Com uma proposta lúdica e pedagógica, o grupo Camerata Caipira encantou crianças da Escola de Ensino Fundamental 17 de Ceilândia. O evento integra a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), que ocorre hoje e amanhã.
A apresentação do grupo reforça a iniciativa da Elegis, que busca promover educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficinas e espetáculos musicais.
A exibição reuniu ritmos como xote, samba de roda e frevo para mostrar aos alunos a importância da preservação do Cerrado e de espécies nativas como o lobo-guará, o tamanduá, o tatu-canastra, a anta e o teiú.
Alunos do EC 17 de Ceilândia particiaram da apresentação
Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.
A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.
A programação segue na tarde desta terça-feira e durante toda a quarta-feira (26), com uma conferência magna e uma meda redonda.
25 de agosto (terça-feira)
Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
• 8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
• 14h às 17h | Projeto Infância Cidadã
26 de agosto (quarta-feira)
Local: Auditório da CLDF
• 8h30 | Credenciamento e acolhimento
• 9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
• 9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
– Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
• 11h30 às 14h | Intervalo para almoço
• 14h | Recepção