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Começa a temporada dos ipês amarelos no Distrito Federal

Saiba mais sobre as árvores e conheça um aplicativo de rastreamento dos ipês de Brasília

 

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

“O que me encanta é esse contraste bonito com o seco do cerrado e a beleza do ipê. O amarelo é meu favorito”, declarou a ciclista Mira Vieira, de 53 anos, ao parar para fotografar os ipês amarelos que já surgem na Asa Norte.

Assim como Mira, é difícil achar quem não se encante com a beleza das árvores, também conhecidas como trombeta dourada e consideradas um símbolo do Brasil. Elas colorem a capital do país durante o período da seca e já começaram a florescer, ainda que de forma tímida. Mas em breve estarão embelezando todo o Distrito Federal.

Mira Vieira interrompeu o passeio de bicicleta para apreciar os ipês amarelos na Asa Norte | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

Entre 2022 e 2023, em torno de 40 mil ipês de cores variadas foram plantados no Distrito Federal. Entre eles, cerca de 15 mil foram ipês amarelos, 5 mil roxos, 5 mil brancos, 5 mil rosas e alguns verdes também.

Espalhadas pela capital, existem três tipos de espécie do ipê amarelo, todas do gênero Tabebuia (Bignoniaceae): o ipê-amarelo-felpudo, também conhecido como peludo; o Ipê-caraíba e o Ipê de Petrópolis. Os três possuem diferenças nas folhas e na floração, além dos tons de amarelo das flores também serem distintos.

O primeiro ipê a florescer é o roxo, que começa em junho. Em seguida, vem o amarelo, florescendo geralmente em julho e vai até setembro. O branco surge a partir de agosto, junto com o ipê rosa e, por último, floresce o verde, que é o mais raro entre os ipês, com alguns exemplares no Parque da Cidade.

Principais cuidados

Florada dos ipês amarelos deve seguir colorindo e encantando a cidade até setembro

Pela variedade de cores, muitas pessoas consideram o plantio de ipês como uma opção em suas residências ou proximidades. Segundo Raimundo Oliveira, do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, o ipê não é uma árvore agressiva – mas o plantio desordenado é sempre perigoso, pela possibilidade de ter áreas com redes fluviais, elétricas ou até de telefone no local do plantio.

“Qualquer dúvida é só consultar o Departamento de Parques e Jardins da Novacap, ficamos felizes em dar as orientações necessárias, além de verificar se no local passam essas redes ou está muito próximo de calçadas ou construções”, ressaltou o especialista.

Se o plantio for feito no período de seca, é importante regar diariamente. Contudo, se a decisão for por plantar na época da chuva, a árvore consegue passar pela seca sem irrigação constante.

O combate a pragas também é um cuidado essencial para manter a árvore saudável. A poda de galhos afetados, por exemplo, deve ser realizada após a floração dos ipês, no fim do inverno, quando as árvores se encontram sem ou com poucas folhas, facilitando a diferenciação entre a hospedeira e a parasita e antes que ocorra a produção de sementes da última.

Para essa parte também é importante a consulta com a Novacap, que tem especialistas que auxiliam para que as árvores coloridinhas estejam sempre bem cuidadas. Afinal, admirar os ipês faz parte de ser brasiliense, assim como vê-los florescer todo ano como se fosse a primeira vez que eles surgissem no nosso cerrado.

Rastreando os ipês

Ticiana Vieira é de Fortaleza, mas, há 10 anos, se rendeu às belezas da árvore símbolo do DF

Tão bonitos quanto efêmeros, os ipês colorem a capital por um tempo determinado. Para quem se frustra na busca dos mais cheios e vistosos antes que as flores estejam colorindo apenas o chão, pode haver uma solução: um aplicativo de mapeamento dos ipês em Brasília.

Criado pela bióloga brasiliense Paula Sicsú, de 34 anos, o Ipês App está disponível para download tanto em sistemas Android quanto iOS. Com a ferramenta, o usuário pode identificar ou registrar no mapa a localização exata das árvores e saber se estão floridas ou não. Também é possível filtrar as cores que desejar (amarelo, roxo, rosa ou branco), além de ser possível limitar o raio de busca.

“Uma das épocas que eu acho mais bonitas é essa da floração dos ipês de todas as cores”Ticiana Vieira

“Uma das épocas que eu acho mais bonitas é essa da floração dos ipês de todas as cores. Sou de Fortaleza (CE) e foi uma das coisas que mais me chamaram a atenção em Brasília. Há dez anos estou aqui e sempre fico acompanhando”, destacou Ticiana Vieira, de 49 anos, enquanto passeava na área norte do Eixão do Lazer neste domingo (30).

Arborização

Toda arborização de Brasília é de responsabilidade do Departamento de Parques e Jardins da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap). No programa anual de arborização da pasta está o plantio de 100 mil árvores por ano. De acordo com Raimundo Oliveira, uma das determinações do governador Ibaneis Rocha é chegar a um milhão de ipês plantados em todas as regiões administrativas até o fim do mandato.

“Isso tomando o cuidado, é claro, para não criar uma monocultura, que pode trazer risco de pragas e doenças. Por isso as espécies que plantamos são variadas, temos 30 espécies nativas do cerrado”, destacou Raimundo.

 

 

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Motoclubes e similares são reconhecidos por relevante interesse social e cultural

Lei originada na Câmara Legislativa prevê promoção de eventos, proteção dos direitos dos motociclistas e criação de programas de educação, entre outros

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Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Justificativa da proposta aponta que os motoclubes oferecem benefícios sociais e culturais como a promoção da amizade, segurança no trânsito e outros

A Lei do Distrito Federal nº 7.910, sancionada em 16 de junho de 2026, reconhece as atividades de motoclubes, moto grupos, moto car clube e similares como forma de expressão cultural, lazer e convívio social. Para o autor da norma, deputado Martins Machado (Republicanos), os grupos não apenas reúnem pessoas com interesses comuns, mas também contribuem para a construção de uma identidade cultural específica, que deve ser valorizada e respeitada.

O projeto de lei justifica que os motoclubes e moto grupos oferecem uma série de benefícios sociais e culturais significativos, como a promoção da amizade, apoio mútuo, segurança no trânsito e ações beneficentes entre os motociclistas. Além disso, preservam a história, celebram a liberdade e influenciam a sociedade por meio de sua cultura e estilo de vida.

A legislação prevê a promoção de eventos relacionados ao motociclismo e ao automobilismo; a proteção dos direitos dos motociclistas, incluindo a liberdade de expressão e associação; a criação de programas de educação e conscientização sobre as atividades; a ampliação da quantidade de espaços adequados para a realização de eventos; e o fortalecimento, a promoção e a difusão das práticas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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ENQUANTO HOUVER BRASIL

HAVERÁ PELÉ

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Não há como não falar da COPA do Mundo de 2026. Foram 48 seleções e 1.100 atletas disputando o torneio de esporte mais importante do Planeta.
Espetáculo de emoções, de mídia, de BETs, de patriotadas, de fanatismo, de alegrias, de teatro e de marketing. Tudo isso, junto misturado, dá o chamamos, hoje, de paixão pelo Futebol.
Vi e li todos os jornais desta segunda-fera. Em fotos, estilos e críticas, mais ou menos o óbvio. Tostão, magistral no campo da bola e no campo das letras, deixou sua opinião: “Os grandes problemas do País se estendem ao futebol… Nas últimas décadas e em variados governos, o Brasil tem sido incompetente… O mesmo acontece no futebol”.
Vi, também, pelas crônicas e reportagens que os atuais deuses do futebol (Messi, Mbapé, Cristiano Ronaldo) vão deixando seus pódiuns. Novos deuses virão… E, como sempre, chegarão as novas comparações. Ele ou Pelé?
Vi também, e gostei, da crônica de Gustavo Poli, em O Globo: “Perdoa, Rei Edson Arantes do Nascimento”-
Pois é, ano que vem – outubro de 2027 – serão 50 anos que Pelé se aposentou no campo… Sim, há quase meio século Pelé deixou de jogar. E hoje, Pelé está há mais de três anos em outro patamar. Mesmo assim, tenho certeza, continuará sendo alvo de comparações: – QUEM FOI MAIOR?
Penso comigo: enquanto houver Brasil, haverá Pelé.
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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