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Dia da Ave, é lançado o segundo ciclo do Plano de Ação Nacional das aves da Mata Atlântica

Novo plano tem como marca o retorno da sociedade civil como parceira da política; espécies de papagaios-de-altitude também receberão atenção

 

Mutum-do-nordeste (Pauxi mitu); espécie foi salva da extinção a partir do trabalho de reprodução e conservação realizado por instituições públicas e privadas – Foto: Marcos Rosa

Em comemoração ao Dia da Ave (05/10), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), lança o 2º ciclo do Plano Nacional (PAN) das Aves da Mata Atlântica. O lançamento é marcado principalmente pelo retorno da sociedade civil à governança do plano, como parceira na execução da política. 

Além do lançamento do novo PAN, O ICMBio vai aproveitar o Dia da Ave para iniciar uma campanha de proteção dos papagaios-de-altitude. A iniciativa visa sensibilizar o público sobre a importância da conservação do papagaio-charão (Amazona pretrei), do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e da Floresta com Araucária, importante ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica. 

PAN AVES MATA ATLÂNTICA2º ciclo do PAN – A nova fase do Plano Nacional (PAN) das Aves da Mata Atlântica, entre outras ações, reinstitui o Grupo de Assessoramento Técnico (GAT), formado por 16 pessoas representando diferentes setores da sociedade: ONGs, Academia, setor privado e órgãos públicos ligadas à conservação de quatro regiões do país (com ocorrência na Mata Atlântica). O GAT fazia parte do 1º ciclo do PAN, mas foi reconfigurado no governo passado, juntamente com outros colegiados ligados ao então Ministério do Meio Ambiente (MMA).  

O 2º ciclo do PAN das Aves da Mata Atlântica terá vigência até 2028 e traz estratégias de conservação para 114 espécies ameaçadas de extinção, classificadas como “extinta na natureza”, “criticamente em perigo”, “em perigo” e “vulnerável”.  

Estabelecerá também ações de proteção para outras 25 espécies, classificadas na categoria “quase ameaçada”, como o sabiá-pimenta (Carpornis melanocephala) e o chorozinho-de-boné (Herpsilochmus pileatus), “migratórias”, como águia-pescadora (Pandion haliaetus) e espécies ameaçadas na lista vermelha do estado da Bahia, como o juriti-vermelha (Geotrygon violacea). 

Segundo o coordenador do plano, analista ambiental do CEMAVE Eduardo Araújo, “o 1º ciclo do PAN foi um agente catalizador para muitas ações, sendo responsável por, entre outras medidas, aumento de conhecimento para algumas espécies do PAN, além da integração de planejamentos de conservação específicos. Já o 2º ciclo vai revisitar o planejamento do primeiro e ampliar as parcerias com órgãos ambientais estaduais, empresas, agentes de fiscalização e ONGs”, afirma.  

Uma dessas instituições é o Parque das Aves. Localizado em Foz do Iguaçu-PR, preserva 16 hectares de Mata Atlântica, com mais de 1.300 aves. Anualmente, recebe cerca de 800 mil visitantes de todo mundo. A Diretora Técnica do Parque, Paloma Boss, é uma dos 16 dedicados voluntários que compõem o grupo de assessoramento técnico (GAT) no 2º ciclo.  

Paloma destaca o retorno da sociedade civil como uma das principais medidas do novo ciclo. “Encontrar bons parceiros para realizar essas ações maneira conjunta é fundamental”, pontua. Segundo ela, “as expectativas para o 2º ciclo são as melhores, principalmente com o aprimoramento das ações do primeiro ciclo” afirma. 

Papagaios-de-altitude – Além do lançamento do 2º ciclo do Plano Nacional (PAN) das Aves da Mata Atlântica, as comemorações do Dia da Ave prosseguirão com o início da Campanha Papagaios-de-altitude, cujo objetivo é sensibilizar o público sobre a importância da conservação do papagaio-charão (Amazona pretrei), do papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e da Floresta com Araucária, importante ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica. A campanha é fruto da colaboração de diversas entidades públicas, privadas, ONGs e parceiros que trabalham voltadas para a conservação de aves no Brasil. 

Tanto o papagaio-charão quanto o papagaio-de-peito-roxo são ícones da Floresta com Araucária e encontram-se em estado preocupante de conservação. O papagaio-charão e o papagaio-de-peito-roxo, os dois endêmicos do bioma Mata Atlântica, estão hoje na categoria Vulnerável (VU) de ameaça, enquanto a araucária está Em Perigo (EN). 

Além de chamar a atenção para a necessidade de proteção das espécies, a campanha busca destacar a importância da Floresta com Araucária, que foi fortemente degradada por décadas de exploração irresponsável e hoje, no Brasil, estima-se que existam somente cerca de 1% de fragmentos desse ecossistema em bom estado de conservação, considerando a distribuição original. Entretanto, no país, não existem dados de monitoramento adequados, nem atualizados para se identificar a situação real de remanescentes do ecossistema, o que pode tornar os índices ainda mais preocupantes. 

“Precisamos unir nossas forças agora mesmo para proteger essas espécies emblemáticas e seus ambientes naturais. A Floresta com Araucária tem um papel crucial no equilíbrio do nosso ecossistema e na sobrevivência dessas aves. Convidamos, portanto, todas as pessoas para fazerem parte dessa campanha, que reúne importantes parceiros!”, concluiu Eduardo Araújo, analista ambiental do CEMAVE/ICMBio e coordenador do PAN das Aves da Mata Atlântica. 

Dia da Ave – A data foi instituída por decreto da Presidência da República, em 2002, para ser comemorada no dia 05 de outubro de cada ano. Elegeu o sabiá (Turdus rufiventris) como o símbolo das comemorações. E estabeleceu que as comemorações deverão ter “cunho eminentemente educativo e serão realizadas com a participação das escolas e da comunidade”. 

Serviço – O evento de comemoração do Dia da Ave, com o lançamento da nova fase do Plano Nacional (PAN) das Aves da Mata Atlântica e da Campanha Papagaios-de-altitude será na Reserva Águia Branca, localizada no município de Vargem Alta, no Espírito Santo. Contará com a presença de representantes do ICMBio e das instituições parceiras na política. Para mais informaçõesentrar em contato com a Coordenação de Comunicação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio/MMA): (61) 2028-9280 ou com Melissa Correa, do Parque das Aves: (45) 99112-9713 melissa@parquedasaves.com.br 

Portaria do 2º ciclo do PAN DAS AVES DA MATA ATLÂNTICA no Diário Oficial: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-3.369-de-4-de-outubro-de-2023-514632976 

Portaria do GAT no diário oficial: https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-icmbio-n-3.309-de-28-de-setembro-de-2023-514503255

Comunicação ICMBio
comunicacao@icmbio.gov.br

 

 

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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