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Área da Catedral é preparada para a festa de Nossa Senhora Aparecida

Iluminação externa foi restabelecida, espelho d’água passou por limpeza e parte externa próxima ao templo passou por manutenção

 

Catarina Loiola, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

Importante ponto turístico do Distrito Federal, a Catedral Metropolitana de Brasília Nossa Senhora Aparecida está sendo preparada para a festa de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, na próxima sexta-feira (12). A iluminação externa foi restabelecida pela Companhia Energética de Brasília (CEB) após o furto dos cabos e as calçadas próximas ao templo católico passam por manutenção, executada pelo programa GDF Presente, pela administração regional do Plano Piloto e pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).

A CEB fez a reposição dos cabos dos refletores do espelho d’água da capital, que haviam sido furtados, prejudicando a iluminação do templo religioso | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

Além disso, o espelho d’água passou por limpeza e foi preenchido. Foram utilizados 23 caminhões-pipa, sendo que cada um pode comportar entre 8 mil e 15 mil litros de água. “Atendemos a solicitação da Catedral para oferecer a melhor festa possível para os fiéis”, salienta o coordenador do Polo Central 3, Alexandro César Araújo.

Os cuidados com o espaço religioso e turístico, que ocorrem durante todo o ano, foram intensificados nas últimas semanas devido à chegada da tradicional homenagem à Padroeira do Brasil e de Brasília. “O Governo do Distrito Federal está sempre atento às demandas da população e de prontidão para promover a zeladoria dos espaços públicos, incluindo a Catedral de Brasília, um lugar de fé e de reunião de milhares de pessoas”, ressalta o administrador regional do Plano Piloto, Valdemar Medeiros.

O padre Agenor Vieira, pároco da Catedral de Brasília, conta que as honrarias à Padroeira já começaram. Desde terça-feira (3), a igreja recebe a Novena em Honra à Nossa Senhora Aparecida, com missas às 19h30. A homenagem segue até o dia 11. “Para nós, é a festa mais importante do DF. Esperamos reunir mais de 100 mil fiéis na Esplanada dos Ministérios”, comenta. Em 2022, cerca de 60 mil pessoas estiveram presentes na celebração.

Ícone turístico

André Luiz da Silva levou a sobrinha Jessica de Sousa, do Rio de Janeiro, para conhecer a Catedral: “Sempre que vem alguém para cá, faço esse passeio. Gosto de vir mesmo morando aqui, é bom para olhar com calma”

Localizada na Esplanada dos Ministérios, a Catedral de Brasília foi projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 31 de maio de 1970. O monumento histórico e artístico nacional recebe milhares de visitantes diariamente. É possível conhecer a parte interna do templo religioso de terça a sábado, das 8h às 16h45, e aos sábados, das 7h às 17h40. Não são permitidas visitas nos horários das missas, que ocorrem de terça a sexta-feira, sempre às 12h15, aos sábados, às 17h, e aos domingos, em três horários – 8h, 10h30 e 18h.

“É um lugar lindo, muito bem-cuidado. Mostra que o governo preza por esse monumento, que fica bem no centro da capital do nosso país e é tão importante para todos nós”Roseane Palma, professora

Para a professora Jessica de Sousa, 32 anos, o que mais impressiona na Catedral é a arquitetura. Estudante de engenharia civil, ela elogia as colunas de concreto, que têm 42 metros de altura, cada uma, e convergem num círculo central. Discorre também sobre os anjos pendurados por cabos de aço na cúpula da igreja e sobre o contraste entre o azul do céu brasiliense e o branco do monumento. “Estudo sobre isso, entendo como tudo foi calculado, então é muito interessante ver de perto, mostra que é possível fazer”, afirma.

Jessica é do Rio de Janeiro e veio a Brasília para prestar uma prova de concurso. No pouco tempo em que ficou na casa do tio, o bombeiro André Luiz da Silva, 48, conheceu uma série de monumentos cívicos. “Sempre que vem alguém para cá, faço esse passeio. E a catedral é um ponto obrigatório, junto com a Torre de TV, o museu… São locais muito legais. E eu gosto de vir mesmo morando aqui, é bom para olhar com calma”, diz André.

A professora Roseane Palma, 47, do Pará, também veio a Brasília para participar de um concurso e conseguiu separar um momento para homenagear Nossa Senhora Aparecida, de quem é devota. Na visita ao templo, ela elogiou a conservação do espaço. “Não poderia fazer a prova sem vir aqui antes. Fiquei encantada, é um lugar lindo, muito bem-cuidado. Mostra que o governo preza por esse monumento, que fica bem no centro da capital do nosso país e é tão importante para todos nós”, pontua.

Reparos

Recentemente, o cabeamento dos refletores do espelho d’água da capital foi furtado, prejudicando a iluminação do templo religioso. A CEB, então, iniciou a reposição dos fios na última quinta-feira (5) e, na noite de sábado (7), os aparelhos já haviam voltado a iluminar a catedral. Segundo a companhia, outros reparos ainda serão executados nesta segunda (9).

Foram extraviados 200 m de cabos de cobre com 4 vias de 10 mm². Já para o conserto do dano, foram utilizados 194 m de cabo 4 x 16 mm² e 6 m de cabo 4 x 4 mm². O custo total foi de R$ 6.820,03. O trabalho mobilizou sete eletricistas, um engenheiro e um técnico de segurança.

O preenchimento do espelho d’água também vai evitar que criminosos voltem a agir no local.

 

 

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Com alerta laranja, umidade pode chegar a 12% no DF nesta sexta e sábado

Alerta do Inmet indica condição de perigo e prevê índices entre 20% e 12% 

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 Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

A umidade relativa do ar pode chegar a 12% no Distrito Federal nesta sexta-feira (14) e no sábado (15), principalmente durante as tardes. O DF está sob alerta laranja, de perigo, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica índices entre 20% e 12%, condição que aumenta o risco de incêndios florestais e pode causar impactos à saúde.

O período mais crítico ocorre durante a tarde, quando as temperaturas sobem e a umidade tende a cair. A previsão indica que índices iguais ou inferiores a 12% ainda podem ser registrados até pelo menos segunda-feira (17).

O período da tarde é o mais crítico, com umidade do ar ainda mais baixa | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

A situação é provocada pela atuação de uma massa de ar quente e seco, associada à estabilidade atmosférica e à ausência prolongada de chuva. Essas condições dificultam a formação de nuvens e mantêm o tempo seco no Distrito Federal.

 

Baixa umidade

A região do Gama pode atingir 12% de umidade na tarde desta sexta-feira (14). O índice corresponde ao nível laranja de severidade utilizado pelo Inmet.

O menor índice registrado no DF desde o início de agosto foi de 13%. A marca foi registrada no dia 10 deste mês, na Estação Meteorológica do Gama (Ponte Alta). Se a umidade ficar abaixo de 12%, o nível de severidade passa a ser vermelho, considerado de grande perigo.

A partir de terça-feira (18), a umidade deve apresentar uma pequena elevação e ficar, em média, entre 30% e 35%. Mesmo assim, os índices ainda serão considerados baixos. Não há previsão de chuva para os próximos dias.

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Semana legislativa traz a primeira infância para o centro do debate na CLDF

Evento será em 25 e 26 de agosto e reúne atividades educativas, debates com especialistas e discussões sobre a garantia dos direitos das crianças

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Semana integra oficialmente o calendário anual da CLDF e terá como mote “escutar para construir: cultura democrática desde a infância”

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, entre 25 e 26 de agosto, a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância. Promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), o evento reúne atividades educativas, debates com especialistas e discussões sobre a garantia dos direitos das crianças. A participação é gratuita e terá direito a certificado. O número de vagas é limitado. A inscrição pode ser feita por este link.

O mote deste ano é “escutar para construir: cultura democrática desde a infância”. O objetivo é ser um espaço de diálogo, reflexão e formação sobre a importância da escuta das crianças como fundamento para a construção de uma cultura democrática desde a infância, reconhecendo-as como sujeitos históricos, culturais e de direitos e fortalecendo sua participação na vida social e na construção de políticas públicas.

A abertura da semana ocorre na terça-feira (25), às 8h, com o projeto Infância Cidadã, que recebe crianças da educação infantil da rede pública de ensino do DF. A iniciativa da Elegis promove educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficina e espetáculo musical do grupo Camerata Caipira, além de piquenique.

No dia seguinte, a abertura oficial do evento está marcada para as 9h, no auditório da Casa, seguida da conferência magna com o tema “escutar para reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos”. A palestrante será a professora doutora Zoia Prestes, que leciona na Universidade Federal Fluminense e é pesquisadora nas áreas de educação, psicologia e desenvolvimento infantil, com base na teoria histórico-cultural.

Após intervalo para almoço, a programação será retomada às 14h30, com uma mesa redonda sobre o tópico “escutar para transformar: o lugar da criança na construção da vida social. Além de Zoia Prestes, o debate contará com os professores Rodrigo Rodrigues e Simão de Miranda.

Prioridade de Estado

Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.

A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.

Programação

25 de agosto (segunda-feira)
Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
•    8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
•    14h às 17h | Projeto Infância Cidadã

26 de agosto (terça-feira)
Local: Auditório da CLDF
•    8h30 | Credenciamento e acolhimento
•    9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
•    9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
–    Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
•    11h30 às 14h | Intervalo para almoço
•    14h | Recepção
•    14h30 | Mesa-redonda. Tema: Escutar para Transformar: o lugar da criança na construção da vida social
Participantes: Prof. Dr. Rodrigo Rodrigues, Prof. Dr. Simão de Miranda e Prof.ª Dra. Zoia Prestes
•    16h30 | Encerramento.

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Bruno Sodré – Agência CLDF

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Na era da IA, inclusão digital deve ser crítica, defende educadora

Consultora da Unesco aponta avanços e preocupações com o ensino

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Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

 

O crescente uso de tecnologias como a internet, com destaque para a inteligência artificial (IA), deve ser acompanhado de pensamento crítico e não apenas entregá-las nas mãos de estudantes e professores.

A avaliação é da educadora Daniela Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o Brasil.

“Até um determinado momento, a gente pensava em inclusão digital. Agora, a gente acrescentou duas palavrinhas: tem que ser uma educação, uma inclusão digital significativa e crítica”.

Daniela Costa é coordenadora da pesquisa TIC Educação, desenvolvida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), uma organização sem fins lucrativos.

“Não dá mais para pensar só em entregar as tecnologias nas escolas, a gente precisa pensar em objetivos, motivos, riscos, oportunidades, o que fazer com as tecnologias e como educar os alunos para um uso mais crítico”, defendeu.

Encontro de educadores

A especialista participou do 4º Encontro de Educadores do Século XXI – Inteligência Artificial e o Futuro da Educação, realizado nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro. O evento é organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Para abordar o tema, a consultora da Unesco apresentou dados que refletem avanços e preocupações sobre a relação entre estudantes com o ensino.

Pelo lado do avanço, ela mostrou que, na China, gravações de aulas de alta qualidade distribuídas a 100 milhões de estudantes rurais melhoraram os resultados deles em 32%. Além disso, diminuíram a desigualdade salarial entre populações urbanas e rurais em 38%.

Entre as preocupações, ela citou que a “simples proximidade” de um aparelho celular era capaz de distrair os estudantes e provocar um impacto negativo na aprendizagem em 14 países.

Para a professora, existe uma correlação negativa entre o excesso de uso de tecnologias digitais e a aprendizagem dos estudantes.

“Eu estou em aula, os meus alunos pegam o celular e pronto, acabou. Eles não têm mais atenção”.

Ela lembra que o Brasil tem Lei Federal 15.100, de janeiro de 2025, que proíbe uso de celular durante a aula, recreio ou intervalos.

Daniela apresentou dados do Cetic.br de que, no início de 2026, 51% das escolas afirmam que os estudantes não podem sequer levar o celular para a escola.

“Essas regras vão se tornando mais brandas de acordo com o nível de ensino”, complementa ela, apontando que no ensino médio, essa regra cai para 31% dos estabelecimentos.

“O celular tem que ficar em bolso, acessórios ou em locais da escola”, explica.

Pesquisa em vídeos

Daniela Costa chamou atenção também para o fato de que aplicativos de vídeo como YouTube e TikTok foram apontados por estudantes de ensino médio como o recurso digital mais utilizado para fazer pesquisas para trabalhos escolares.

O levantamento mostra que esses vídeos são utilizados por 89% dos alunos.

“A gente passa de uma pesquisa usando a linguagem verbal para uma pesquisa visual. É assistir um vídeo para se informar”, constata.

A segunda forma mais comum de pesquisa são sites de buscas, como o Google, utilizado por 88% dos estudantes.

Na sequência figuram sites como blogs e Wikipédia (72%) e plataformas de IA (70%). Livros digitais são a quinta forma mais comum (65%).

Ela assinala que apenas um terço dos estudantes brasileiros afirmam terem sido orientados sobre erros das IAs.

Sociedade e professores

A educadora acrescentou que dados revelam que os professores são referências para os alunos em como utilizar as tecnologias digitais.

De 2022 para 2024, o percentual de estudantes que declararam se informar sobre o uso com os professores passou de 44% para 56%.

No entanto, ela destacou a queda na proporção de professores que informaram terem passado por formação continuada sobre tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem.

Em 2021, 65% dos docentes declararam participação. Em 2024, eram 54%. “Esse número é baixo. Essa proporção representa metade dos professores”, lamenta.

“É como se, durante a pandemia, precisávamos falar sobre isso. Depois, não precisamos mais”, criticou.

Para a consultora da Unesco, é importante que a sociedade “se comprometa com esse ator que é o professor, o educador”.

“Não existe uma sociedade sem escolas, não existe uma sociedade sem professores, não existe educação e desenvolvimento integral dos estudantes sem esses elementos”, defende.

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