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Fim de semana com música, teatro e algumas atrações gratuitas

Diversificada, programação inclui até um festival de flores, com palestras e estandes

 

Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

O primeiro fim de semana do último mês do ano tem um pouco de tudo: flores, samba, cinema, teatro, música e arte circense. Tudo incentivado pelas secretarias de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec), com eventos gratuitos para todas as idades. Confira, abaixo, a programação.

Festivais e feiras

Festflor Brasil apresenta diversos exemplares de plantas ornamentais, em programação que também inclui palestras | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O maior evento de flores e plantas ornamentais do Distrito Federal já começou e vai até este domingo (3), na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), das 11h às 19h. A oitava edição do FestFlor Brasil tem programação gratuita e conta com palestras e oficinas sobre floricultura, além de estandes para expor e comercializar plantas das mais variadas espécies.

O festival é organizado pela Sempre Eventos em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), a Setur, a Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), a Ceasa-DF e a Embrapa.

Outra atração deste fim de semana é a quinta edição do Festival Haynna e os Verdes, na Casa Akotirene, em Ceilândia Norte. Com entrada franca, o evento musical começa às 16h deste sábado (2), reunindo artistas do DF e do Brasil, como Maria Paula Andrade, DJ Kalectra, Mic Dias, Prethaís, Ane Êoketu, Haynna e os Verdes, Negra Eve, Lu Ferreira, Dj Lunary, Dark Style, Talíz, Marlene Souza Lima e Flor Furacão.

Já para quem aprecia a arte impressa, o Motim ocupará o Museu Nacional da República sábado e domingo, das 11h às 19h. O evento, gratuito, é uma feira colaborativa de talentos, com exposição de diversos artistas locais.

Samba e arte circense

Samba da Tia Zélia leva ritmos animados à praça central do Espaço Cultural Renato Russo | Foto: Divulgação

Como neste fim de semana é comemorado o Dia do Samba (2 de dezembro), o ritmo também compõe as atrações da agenda. No domingo, o Samba da Tia Zélia celebrará a data na praça central do Espaço Cultural Renato Russo, das 15h às 19h, em evento gratuito.

Samba da Tia Zélia virou o evento queridinho do público desde seu nascimento, em 2022. Diversos artistas reconhecidos passaram a frequentar a tenda da Vila Planalto, como os músicos do 7 na Roda, Goiabada Cascão, Samba na Comunidade, Teresa Lopes, Carol Nogueira, Cris Pereira e Litieh, entre outros.

Também neste sábado, o IFB Campus Gama será ocupado pela arte circense, com espetáculo Além das Palavras, às 19h, com entrada franca. O show é criado e estrelado pelo Intervenções de Circo Social, um grupo de educadoras que utiliza o circo como ferramenta para o desenvolvimento humano e social.

O coletivo utiliza as técnicas circenses, integrando-as com um projeto pedagógico inspirado na educação popular de Paulo Freire e trabalhando habilidades como malabares, equilíbrio, pirâmides humanas e acrobacias, além de abordar questões como melhora da autoestima, autossuperação, comunicação não violenta, coletividade e colaboração.

Cinema

Durante este fim de semana, o Cine Brasília exibirá, em parceria com a Embaixada da Rússia, uma sessão única do filme Khitrova, o Signo dos Quatro. A história se passa em Moscou, no ano de 1902, e segue o renomado diretor de teatro Konstantin Stanislavsky em sua busca por inspiração para uma nova peça. Com a ajuda de um especialista nas periferias da cidade, ele mergulha no lendário bairro dos bandidos, Khitrovka, para investigar o assassinato de um misterioso morador.

Clássico das chanchadas, ‘Carnaval Atlântida’ está em carta no Cine Brasília, em mostra gratuita | Foto: Divulgação

Ainda no Cine Brasília, segue em cartaz a mostra A Cinemateca é Brasileira. O projeto conta com a exibição dos filmes Carnaval Atlântida (1952), À Meia-Noite Levarei sua Alma (1964), São Paulo: A Sinfonia da Metrópole (1929), Bacurau (2019), Cabra Marcado para Morrer (1984), Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), Limite (1931), O Bandido da Luz Vermelha (1968), Central do Brasil (1998) e Dona Flor e Seus Dois Maridos (1979). Todas as sessões da mostra são gratuitas.

Além disso, a animação Trolls 3 – Juntos Novamente continua em cartaz no Cine Brasília. As sessões contam com com recursos de acessibilidade de libras, legendas e audiodescrição por meio do aplicativo Mobi LOAD. Para acessar a programação completa e assistir aos trailers, basta entrar no site do Cine Brasília.

Teatro

Sábado e domingo, o coletivo Casa Moringa estreia a brincadeira-espetáculo Tawá Tingá: o Rio, a Cidade e a Onça. Protagonizada por mulheres, a peça reconta a história do povoamento de Taguatinga e da construção de Brasília, demarcando o protagonismo feminino nas culturas populares.

‘Tawá Tingá: o Rio, a Cidade e a Onça’ evoca seres da floresta para contar a história do povoamento de Taguatinga | Foto: Divulgação/Cied Pereira

Na apresentação, 18 mulheres retomam a amarração de fios da história que foram cortados na formação do Distrito Federal. Elas reocupam o território ancestral de Tawá Tingá (barro branco, na língua tupi), com um mutirão de reflorestamento do imaginário e de limpeza das águas profundas do rio da memória. Na travessia, vida e morte se encontram para celebrar o nascimento de um povo e de uma brincadeira, sob a proteção da guardiã da floresta, a onça Yayá.

As duas sessões de estreia serão apresentadas na Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, em Taguatinga, com interpretação em Libras e audiodescrição. No sábado, a peça começa às 20h; no domingo, às 17h. A entrada é franca, com classificação indicativa livre.

 

 

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
NIÈDE GUIDON: LIVRO HOMENAGEM DE ANDRÉ PESSOA
A FOTOGRAFIA-DENÚNCIA DE MICHAEL NAIFY
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NEM PÉ DE ESQUERDO, NEM DE PÉ DIREITO, MAS DE JOELHO.

Um convite à humildade, à gratidão e à fé para atravessar o novo ano com propósito e serenidade.

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Silvestre Gorgulho – Fundador e Editor-Geral da Folha do Meio.

 

Já decidi. É definitivo: não quero entrar em 2026 nem com o pé esquerdo e nem com o pé direito. Confesso que quero entrar de joelho. Ajoelhar, como todo gesto corporal, não é algo neutro. É um gesto de humildade, de reverência e de penitência. Requer muita serenidade, sabedoria e paz. Mais do que uma oração, é uma atitude em que aceitamos nossa condição de criaturas abaixo de Deus e entendemos nossa finitude humana.

 

  • Tenha certeza: quando a gente se ajoelha, vai sentir que está se entregando ao poder de Deus.
  • De joelho, com as sandálias da humildade, diante dos Céus, significa permanecer de pé em qualquer circunstância.
  • Gratidão é tudo. É de joelhos que se agradece as coisas boas do ano que passou, que se pode levar o que foi bom e aprender com o que doeu.
  • Neste Ano Novo, um livro novo vai ser escrito. Ao escrever as próximas páginas da vida, você tem 365 dias para – de joelho – escrever e sonhar. Mas há que confiar sempre no prazer da releitura.
  • É de joelho que a gente extrai o prazer de praticar certos pecados, sabendo, até que alguns valem muito bem pela penitência futura.
  • Vale agradecer de joelho e não reclamar por envelhecer. Nem todos têm esse privilégio.
  • Ajoelhado, a gente se sente maior e menos ansioso. A ansiedade não tira o problema do ano que começa. Só tira a paz do momento.
  • É de joelho que a gente pede que os próximos políticos sejam eleitos por votos e não por devotos.
  • Vale sempre pedir (de joelho) que o Brasil deixe de punir o sucesso com impostos e o fracasso com bolsas e benefícios.
  • Entenda de uma vez por todas que não vale a pena tropeçar em algo que já ficou atrás de você.
  • É ajoelhado e em silêncio que a gente medita e reflete. Mas, tenha certeza, que quando nada acontece há sempre um milagre que não estamos vendo.
  • Nada melhor do que estar ajoelhado e contrito para sentir que o sabor da vida depende sempre de quem a tempere.
  • Se colocando de joelho para os amigos, podemos aprender que a amizade e a tolerância desenvolvem a felicidade e reduz o sofrimento. Mais: duplica a nossa alegria e divide qualquer dor.
  • De joelho ou não, leve a sério durante os próximos 365 dias: quando você ama o que tem, você tem tudo o que precisa.
  • Ajoelhado diante de uma floresta ou na contemplação de um parque a gente entende por que árvore que verga, o vento não quebra.
  • É ajoelhado, mas sempre firme, que podemos entender as conveniências do ser humano: não deixe de desconfiar dos idealistas que lucram com o seu ideal.
  • Comece o Ano Novo fazendo planos, mas sem esquecer que a vida é o que acontece com a gente justamente enquanto fazemos planos. Mais: o Amanhã tem uma extrema mania de ser tarde demais.
  • Se, por acaso, coisas ruins acontecerem, mesmo ainda ajoelhado, lembre-se: nada é para sempre. E tudo que é bom de passar, é ruim de contar. Mas tudo que foi ruim de passar, é sempre bom de contar.
  • Comece o Ano vivendo de forma honesta. Então, para falarem mal de você, vão ter que mentir.
  • É de joelho que a gente entende que quando o dinheiro falta e o coração aperta, seu Anjo da Guarda continua presente. A luta não é o fim de história. Confie que é só o capítulo que antecede o milagre.
  • Ajoelhado, preste atenção: às vezes, Deus permite a dificuldade para fortalecer a fé. O que hoje dói, amanhã será testemunho.
  • Quem tem a humildade de se ajoelhar uma vez por dia, vai entender que a felicidade não é a ausência de conflitos, mas é a habilidade de lidar com eles. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo. Ela torna tudo melhor.
  • Há tempo para tudo na vida. Até a pressa em ajudar pode sufocar a natureza das coisas que precisam florescer sozinhas. Quem ajuda uma borboleta a sair do casulo, rouba-lhe o voo.
  • Estando de pé ou de joelhos, passeando ou trabalhando, não se esqueça nunca: quanto mais tempo você ficar no trem errado, mais longa é a viagem de volta.
  • A crença e a convicção de uma pessoa ajoelhada são mais puras e reais. Vale a máxima: A vida é muito perigosa. Não só pelas pessoas que fazem o mal, mas também por aquelas que ficam sentadas à beira do caminho vendo tudo acontecer.
  • Sempre ajoelhado, entra ano e sai ano, desde 1680, nunca ficam defasados os sermões do Padre Antônio Vieira: “A educação e a humildade são moedas de ouro. Valem muito em qualquer tempo e em qualquer lugar”.
  • Estar de joelho é um ato de gratidão e de humildade. Conscientize-se: Ano Novo começa e termina. E todo o ano você, sem saber, passa pelo dia que você um dia vai morrer.

 

 

 

 

 

 

 

 

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