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DF oferece rotas turísticas para quem visitar a capital no fim de ano

Expectativa é de receber mais de 1 milhão de pessoas de todo o Brasil e do exterior para as festividades de Natal e Ano-novo

 

Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Com uma programação especial que promete atrair mais de 1 milhão de pessoas neste fim de ano, o Distrito Federal se prepara para acolher os turistas que escolheram a capital como destino final durante as férias de dezembro. Para esse público, a Secretaria de Turismo (Setur) separou 13 rotas turísticas, organizadas por segmentos que mostram que a Brasília tem muito a oferecer, com atrações e espaços para todos os gostos e bolsos.

Inaugurado em 1970, o Santuário Dom Bosco é uma das sugestões de visita do miniguia Rota da Paz, da Secretaria de Turismo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Para quem pretende passar o Natal no DF, a Esplanada dos Ministérios, a Praça do Buriti e a Praça do Cruzeiro serão transformados em espaços mágicos e repletos de atividades para todas as idades. O investimento é de R$ 7 milhões para executar o evento Um Sonho de Natal, que será totalmente gratuito para os visitantes.

De janeiro a outubro deste ano, chegaram a Brasília 4,7 milhões de turistas de fora do país. Este número é 74% maior que o registrado no mesmo período do ano passado

Também neste mês, o DF vai receber o Salão Nacional do Turismo. Nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, na Arena BRB Mané Garrincha, devem passar cerca de 10 mil visitantes por dia para desfrutar de uma diversidade de experiências turísticas.

“Esse evento é nacionalmente importante, trazendo o que cada estado tem de melhor. Também no primeiro dia do Salão do Turismo, a gente pretende fazer a ligação das luzes do nosso evento de Natal e teremos a maior festa de Réveillon dos últimos anos”, afirmou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo.

Turismo em alta

Brasília tem se tornado um destino cada vez mais procurado não só por turistas locais, mas também pelos estrangeiros. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Turismo, de janeiro a outubro deste ano, chegaram a Brasília 4.782.775 turistas de fora do país, sendo 2.896.730 da América do Sul e 929.663 da Europa. Este número é 74% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve um total de 2.748.535 turistas internacionais.

Nos centros de atendimento ao turista (CATs), os visitantes recebem orientações sobre os produtos e serviços turísticos do DF e Entorno | Foto: Renato Braga/Setur

Prova disso é o recorde de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) pagos pelo setor de hotelaria, o que representa uma alta taxa de ocupação durante todo o ano de 2023. “Foi um ano extremamente proveitoso e produtivo. O ISS pago pelos hotéis vai bater a marca de R$ 23,6 milhões, um recorde se formos comparar com os anos anteriores. Até 2020, a arrecadação desse imposto não passava dos R$ 8 milhões”, pontuou o secretário.

De acordo com ele, esse número mostra que a cidade está aumentando sua capacidade de receber turistas. “Os números do ISS são os mais fidedignos que temos na área do turismo. Nós batemos o recorde de ocupação de hotelaria, de turismo, de lotação de restaurantes e bares, por exemplo. Isso mostra que estamos no caminho certo”

Recepção

Para acolher essa gama de visitantes, o GDF investe cada vez mais no turismo e nos centros de atendimento ao turista (CATs), que são a porta de entrada para receber e dar informações sobre os pontos turísticos da cidade.

Somente na região central da capital federal existem cinco pontos de apoio, sendo quatro fixos (Aeroporto, Esplanada dos Ministérios, Rodoviária Interestadual e 308 Sul) e um móvel, na Torre de TV – a unidade funciona de sexta a domingo, em todos os fins de semanas e feriados.

Nos CATs, os visitantes encontram todo o apoio de que precisam e recebem gratuitamente informações sobre os produtos e serviços turísticos no DF e Entorno, como mapas, guias turísticos e materiais promocionais, distribuídos individualmente. Todos os pontos contam com atendentes bilíngues, e o material distribuído ao turista também é traduzido para o inglês.

 

 

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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