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Eugênio Giovenardi lançou livro em defesa da preservação do Cerrado

Sociólogo, filósofo e escritor, Eugênio Giovernardi lançou o livro ‘Ouvir as árvores’, no qual fala sobre a urgência de preservar o cerrado

 

Eugenio Giovenardi: luta de quatro décadas para preservar o Cerrado – (crédito: Kayo Magalhaes)

Foto de perfil do autor(a) Luíza Grecco Altoé*

Luíza Grecco Altoé*

Apesar de ser considerado o segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado perdeu para o desmatamento, ao longo dos anos, cerca de metade da área total. Sem perspectivas positivas futuras, essa vegetação ainda encontra esperança em pessoas como Eugênio Giovenardi, responsável pela preservação de 70 hectares desse ecossistema na própria biocomunidade do Sítio das Neves. Ele conta sobre a urgência de medidas de preservação no livro Ouvir as árvores, a ser lançado, nesta quinta-feira (14/12), às 17h, na Livraria Sebinho, pela Editora Kelps.

Sociólogo, filósofo, escritor e acadêmico do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHG/DF), Eugênio chegou a Brasília em 1972. Dois anos depois, ele adquiriu um sítio que, na época, se encontrava devastado por manadas de gado, queimadas e carvoarias. “Eu sou do sul, não conhecia o Cerrado. O que mais me impressionou quando eu vim a Brasília foi a monumentalidade do silêncio das noites brasileiras. Esse silêncio é o que nós temos que começar a preservar”, explica. “O Cerrado quer paz, quer tranquilidade”.

Para regenerar a vegetação nativa, ele construiu pequenas barragens que armazenam a água da chuva, além de plantar árvores com capacidade de infiltrar a água, por meio das raízes, e recarregar aquíferos. “Então, durante esse tempo que eu colaboro com o Cerrado, eu aprendi a falar com as árvores, a ouvir e saber qual é o papel delas”, conta. Segundo ele, a vegetação grita pela preservação da fauna e flora, mas também, das nascentes, para que haja água para as próximas gerações do Distrito Federal.

Esforço

Além de abordar a relevância da criação de reservas de recursos naturais, a obra também passa pelo descasos governamentais, dos administradores de água e energia elétrica, com a existência de políticas públicas que não dão a devida importância ao assunto. “Não vejo os últimos governos do DF, nesses últimos 40 anos, se preocuparem com isso. Então, há um esforço muito grande de grupos ambientalistas, de grupos que querem proteger a natureza, mas isso não é suficiente”, reforça. “São coisas que deveriam ser normais para a construção de Brasília. Constrói uma casa, constrói um prédio, junto constrói a captação de água da chuva”, ele exemplifica.

O livro trata também do tema da “saúde” das árvores, levando em conta a dificuldade de replantio e reflorestamento. “As mudas das árvores são feitas no berço — onde elas têm carinho, água e comida todos os dias — mas, depois, nós pegamos e plantamos no lugar que nós achamos que é bom e a árvore fica lá, sem ninguém para falar com ela e, então, demora para se adaptar”, observa. No mesmo dia do lançamento, Eugênio recebe a Comenda do Museu da Pedra Fundamental de Brasília, como protetor do Cerrado do DF. O Sítio das Neves foi a primeira área do DF a ser declarada como Patrimônio Natural em Caráter Perpétuo.

O autor enfatiza que, caso a política do ser humano falhe, o ecossistema se voltará contra ele. Alguns exemplos deste possível cataclisma são as drásticas mudanças climáticas que o planeta enfrenta. “A natureza tem sua própria força para se regenerar, só que a espécie humana tem que deixar que ela cumpra o seu dever e que adquira essa capacidade de guardar a água da chuva e levar essa água para os aquíferos”, ressalta.

 

CB

 

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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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BRASIL HELOU ou BRASÍLIA HELOU

Brasília está mais triste.

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Nos despedimos hoje de uma das mais importantes, carismáticas e realizadoras figura de Brasília: BRASIL HELOU.
Sua empresa construiu o Panteão e também a Igrejinha Ortodoxa do Lago Sul – projetos de Oscar Niemeyer.
Eu tinha um carinho especial por ele. Sempre proavitivo, tranquilo e levava na alma a força do Bemquerer.
Mais do que um pioneiro, Brasília perdeu um cidadão do bem e que, em vida, só fez o bem.
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