Artigos

Concha Acústica, um cartão-postal da música

Conheça a história desse espaço cultural de Brasília que, projetado por Oscar Niemeyer, recebe shows e eventos desde 1961

 

‌Josiane Borges, da Agência Brasília | Edição: Igor Silveira

 

A Concha Acústica de Brasília guarda uma magia. Talvez por conta do céu, do Lago Paranoá e de toda a natureza em volta do monumento que forma o cenário ideal. O fato é que o primeiro palco de Brasília caminha lado a lado com a história da música na capital. Nomes como Roberto Carlos, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Rita Lee, Nando Reis, além de bandas como Capital Inicial e Pato Fu, marcaram presença em um dos principais cartões-postais da cidade.

A Concha Acústica de Brasília recebeu o primeiro show em 1960, mas só foi inaugurada oficialmente em 1969 | Foto: Arquivo Público do DF

Agência Brasília conta a história do teatro de arena em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que aproveita a sigla em inglês de Throwback Thursday (em tradução livre, quinta-feira do retrocesso) para reviver momentos marcantes do palco que pertence a todas as tribos e gerações.

Assim como os vários monumentos da capital federal, a Concha Acústica foi projetada por Oscar Niemeyer. Em forma de anfiteatro ao ar livre, o palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, com o objetivo de integrar a arquitetura do projeto com a natureza. O espaço conta também com dependências para bilheteria, camarins, banheiros e estacionamento público. E tem capacidade para receber 5 mil pessoas sentadas.

No cenário musical, a primeira apresentação feita na arena foi do Balé Municipal do Rio de Janeiro, em 1960, na inauguração de Brasília. O maior público já registrado dentro do teatro foi no concerto dos líderes do movimento da Jovem Guarda, em 1967 – Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que levaram 25 mil pessoas para a Concha.

Em 2021, o local teve sua estrutura interna totalmente restaurada | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília

Contudo, a inauguração oficial só veio em 1969, quando a Terracap doou o terreno para a Fundação Cultural de Brasília, atual Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF). Entre as atrações, logo após a oficialização, foi antológico o show de Roberto Carlos, em 1971. Nos anos 1980 e 1990, outros artistas locais e de renome nacional passaram pelo palco do monumento.

“Qualquer atração que se adapte a um palco pode se apresentar aqui na Concha. Recebemos shows de comédia, apresentações musicais de todos os estilos, orquestra sinfônica, filarmônica, cinema, eventos para crianças. Se falarmos da história, aqui houve shows enormes, porque a Concha foi o primeiro espaço para atrações”, conta o gerente do espaço cultural, Marcelo Gonczarowska.

O gestor destaca também o papel democrático da arena, que atende público e artistas de todos os gostos e bolsos: “O papel da Concha é receber eventos da comunidade, daqueles artistas que precisam de espaços para se apresentar, e priorizamos aqueles que sejam gratuitos para o público. Mas se é um evento pago, tem que ser feita a reversão para a comunidade pelo uso do espaço, e é cobrada uma taxa”.

Palco para os artistas

Entre os mais antigos a se apresentarem no local está o regente da Orquestra Filarmônica de Brasília, Doner Cavalcante. Na década de 1980, ele era um dos principais assessores do maestro Claudio Santoro, da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. “Minha história com a Concha é bem antiga; na década de 1980, realizamos o programa Ouro, com a Orquestra Sinfônica. Eram espetáculos lindíssimos”, relembra.

Assim como os vários monumentos da capital federal, a Concha Acústica foi projetada por Oscar Niemeyer. Em forma de anfiteatro ao ar livre, o palco, em nível inferior ao da plateia, é dotado de concha acústica com 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, com o objetivo de integrar a arquitetura do projeto com a natureza

Anos depois a frente da Orquestra Filarmônica, o maestro passou a realizar apresentações quase que anuais no espaço, com grandes públicos infantis e levando para o espaço a música clássica. “É um ótimo local. Recentemente, em 2022, fizemos quatro festivais e, no ano passado, fizemos o festival sinfônico com três grandes espetáculos, com artistas de renome da cidade. De certa forma, popularizamos a orquestra e a música clássica, mostrando de maneira gratuita o que ela pode ser para todos”, completa Doner Cavalcante.

A banda brasiliense de reggae Jah Live, que nasceu em 1998, já viveu bons momentos no palco da Concha. A primeira apresentação foi em 1999; e, depois disso, as apresentações se tornaram uma atração das tardes de domingo à tarde.

“Na época da seca, tínhamos aquele pôr do sol maravilhoso, e isso ficou marcado na nossa história. É sempre um show lindo, com um visual maravilhoso. A Concha tem esse diferencial de viver uma experiência. Eu já estive como espectador e como músico. E se apresentar aqui é algo incrível; esse formato possibilita uma acústica muito inteligente, porque o som se propaga”, conta o baterista Martin Barreiro. “O palco na parte inferior permite que o público enxergue o show de todos os ângulos.”

A Concha já recebeu espetáculos de todos os tipos, como shows musicais e peças de teatro | Foto: Arquivo Público do DF

Além dos diversos espetáculos abrigados em Brasília, a Concha Acústica está marcada por ser a precursora de um dos maiores eventos musicais do Centro-Oeste. O Porão do Rock deu o seu primeiro sinal de vida no palco da Concha, com uma programação de 14 bandas do DF. A coletânea seguiu por lá em 1999, mas já era grande demais para ficar contida entre os bancos de concreto.

Obras no centro cultural

A Concha Acústica passou por algumas pausas para reformas. O espaço, que não recebia obras havia cerca de 18 anos, sofreu duas intervenções na gestão do governador Ibaneis Rocha. Em 2021, o local teve a estrutura interna totalmente restaurada. Entre os serviços realizados, estão pintura completa, troca de piso e alambrado, instalação de refletores, substituição de vidros, limpeza das lajes, reparos hidráulicos e elétricos, entre outros. O investimento foi de aproximadamente R$ 500 mil.

Agora em fase final de acabamento, a área localizada entre a Concha Acústica e o Museu de Arte de Brasília (MAB) foi equipada com calçadas, estacionamentos, paisagismo e uma praça que interliga os dois centros culturais. Estão sendo feitos serviços de drenagem pluvial, com instalação de grelhas de ferro fundido, construção de 12.398 m² de calçada em concreto e implantação de 3.969 m² de ciclovia. O paisagismo inclui um amplo gramado, com o plantio de cerca de 8,3 mil mudas do Cerrado. Além disso, para o conforto dos visitantes, foram instalados 14 bancos individuais e 29 coletivos, juntamente com placas de sinalização que incluem recursos de linguagem em Braille e piso tátil.

“A Concha Acústica foi devolvida à comunidade após [ter ficado] muitos anos fechada, e está junto ao MAB pelo aspecto interdisciplinar. Podemos fazer exibição de filmes, shows e outros eventos. É um espaço convidativo em um setor que tem uma destinação cultural. A reforma traz a verdadeira vocação do espaço”, conclui o subsecretário do Patrimônio Cultural, Felipe Ramón.

 

 

Artigos

Os últimos dias de JK

Perseguição e tensão marcaram os dias antes de sua morte.

Publicado

em

Por

 

JORGE HENRIQUE CARTAXO
Especial para o Correio

“O presidente JK que trouxe meu pai para construir esta cidade. Eu vim junto com meu pai. JK será eterno porque mudou a minha família, mudou o Brasil, e eu tenho que agradecer aqui ao meu amado presidente. Custe o que custar!”

O pequeno e emocionado discurso do policial militar que rompeu as mãos dadas — para acalentar suas palavras — com as mais de duas dezenas de companheiros que cercavam, em proteção, o túmulo ainda aberto de Juscelino Kubitschek no Campo da Esperança foi a última e inesperada saudação ao fundador de Brasília antes que o corpo do grande estadista fosse guardado e entregue ao silêncio eterno, no longínquo 23 de agosto de 1976. A noite escura abraçava o cemitério de Brasília apinhado de candangos que, numa algaravia comovente, entre a tristeza, a revolta e a saudade, pranteavam o último adeus a JK. Todos seguiam as luzes difusas das câmeras de TV que se dirigiam ao jazigo, em busca do último registro da lamentável e indesejada cena histórica.

O jornalista Silvestre Gorgulho, à época assessor do então ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli, estava na Catedral de Brasília naquela tarde melancólica, quando o esquife com o corpo de JK deixou o nosso primeiro templo e seria acondicionado sobre um carro do Corpo de Bombeiros. Num átimo, os candangos em multidão — cerca de 300 mil — apoderaram-se do corpo de Juscelino e o levaram de mão em mão, de braço em braço, de ombro em ombro, até o cemitério. Nos longos oito quilômetros que separam a Catedral do Campo da Esperança, parte percorrida pela Esplanada e parte pela W3 Sul, os candangos cantaram Peixe Vivo — a música preferida de JK — e o Hino Nacional, clamaram por Juscelino, silenciaram em preces e espargiram lágrimas de saudades e dor.

“Não houve honras oficiais, nem salões ou palácios da cidade que ele fez construir. Apenas a casa de Deus, as ruas e as orações candangas”, lembra Silvestre Gorgulho, que acompanhou o cortejo da Catedral até o Campo da Esperança e presenciou toda a cerimônia. Essas cenas estão contadas, com vantagens, no livro De Casaca e Chuteiras — A Era dos Grandes Dribles na Política, Cultura e História / 1956 — 1977 / Brasília-JK-Pelé, um brinde de Gorgulho a Brasília.

Primeiro recado

No dia 17 de fevereiro de 1976, o jornalista Roberto Marinho, dono das Organizações Globo, fez uma visita ao ex-presidente Juscelino Kubitschek, no Rio de Janeiro. “Juscelino, trago um recado do Armando. Militares pretendem coisas dramáticas contra a sua vida”, teria dito Roberto Marinho a um apreensivo, mas sempre sereno JK. Armando Falcão, então ministro da Justiça do governo Geisel, havia sido também ministro da Justiça entre 1956 e a inauguração de Brasília, em 1960. Na foto clássica de JK com Jango e Israel Pinheiro entrando no Palácio do Planalto no final da tarde daquele histórico 21 de abril de 1960, igualmente de casaca, ao lado de Jango, estava lá ele, Armando Falcão.

No sábado, 7 de agosto daquele mesmo ano, uma “notícia” se espalharia pelo país: Juscelino teria morrido num acidente automobilístico na estrada Rio-São Paulo. A imprensa se mobilizou. Dona Sarah foi procurada no Rio. Recluso na sua Fazendinha, em Luziânia, Juscelino foi surpreendido pela visita de uma dezena de fotógrafos e jornalistas movidos pela pauta tenebrosa e, de certo modo, premonitória. Apreensiva, Vera Brant se deslocou de Brasília até Luziânia para conversar com JK. “Juscelino, acho que jogaram esse alarme falso para avaliar que tipo de emoção causaria no país a sua morte. Cuidado, que vão te matar”, vaticinou Vera ao abraçar o amigo ainda perplexo com o vasto ruído.

O desmentido viria na noite do dia seguinte, no programa Fantástico, da TV Globo. A vontade de tirar a vida de JK não era nova na ditadura militar. Em junho de 1968, um grande atentado foi abortado no país. O caso Para-Sar (tropa especial de elite da Aeronáutica especializada em busca, salvamento e operações especiais) foi um plano arquitetado pelo então brigadeiro João Paulo Burnier. As vítimas finais seriam os principais líderes civis do país perseguidos pelo golpe de 1964: Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, Jânio Quadros, Dom Hélder Câmara e mais 40 militantes da oposição. Jango estava no exílio.

A primeira fase da operação terrorista consistia em realizar uma série de atentados a bomba tendo como alvo empresas norte-americanas, como o Citibank e a Sears, além da explosão de um gasômetro na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro. Os crimes seriam atribuídos aos movimentos de esquerda. Estabelecido o caos, os líderes civis seriam sequestrados e mortos. O capitão Sérgio Miranda de Carvalho (um cavalheiro conhecido pela tropa como Sérgio Macaco), convocado para coordenar a operação terrorista, recusou-se a praticar os atos ilegais e denunciou o horror aos seus superiores. A violência pública proposta por Burnier mergulharia nos porões — tortura, sequestros e mortes — com o AI-5, em dezembro de 1968.

Em janeiro de 1971, o assassinato do ex-deputado federal Rubens Paiva no DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, sinalizou a fase do terror da ditadura militar. Somente em 1974, com a vitória do MDB nas eleições gerais de novembro, os limites do autoritarismo assumiriam contornos mais visíveis. É bem verdade que, em agosto de 1974 — cinco meses após a sua posse como presidente da República, em março —, o general Ernesto Geisel, num encontro com os dirigentes da Arena — partido político que dava sustentação simbólica e congressual à ditadura —, anunciou a famosa proposta de distensão política, por ele chamada de “lenta, gradual e segura”.

Como a história republicana assinala, os quartéis nunca foram exatamente harmônicos, disciplinados, amigos das leis e da legitimidade. No dia 25 de outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog foi torturado e morto nas dependências do II Exército de São Paulo, que abrigava o temido DOI-CODI. Herzog havia se apresentado voluntariamente ao general Eduardo D’Ávila Mello no dia 24 daquele mesmo outubro. Em janeiro de 1976, três meses após a morte de Vladimir Herzog, no mesmo II Exército, ainda sob o comando do general D’Ávila, seria morto o operário e sindicalista Manoel Fiel Filho.

Os dois assassinatos atingiram em cheio o governo militar e desafiaram frontalmente o presidente Geisel. O general D’Ávila foi demitido três dias após a morte de Fiel Filho. Na madrugada do dia 14 de abril de 1976, a famosa estilista Zuzu Angel foi esmagada, dentro do próprio carro, na saída do Túnel Dois Irmãos, em São Conrado, no Rio. Zuzu lutava desesperadamente pelo paradeiro de seu filho, Stuart Angel, preso, torturado e morto pela ditadura em 1971.

No dia 19 de agosto de 1976, uma bomba explodiu na sede da ABI e outro artefato foi desativado na sede da OAB, ambas no Rio. Ainda em 1976, JK seria morto no dia 22 de agosto; o ex-presidente João Goulart morreria em dezembro, também num rastro de suspeitas de atentado. Em maio de 1977 seria a vez de Carlos Lacerda, também em um cenário igualmente suspeito. No dia 12 de outubro de 1977, o presidente Geisel demitiu o então ministro do Exército, general Silvio Frota, um inimigo militante da abertura política e candidato, já em campanha, à sucessão de Geisel. Tornava-se pública a grave crise militar que abalava a ditadura, além da expressiva derrota nas eleições de 1974.

A partir daí, o terror se acentuaria. Dois atentados marcaram a época e se espalham pelo mundo. Em 27 de agosto de 1980, uma carta-bomba explodiu nas mãos da secretária da presidência da OAB, Lyda Monteiro, no Rio, ceifando-lhe a vida. Na noite do dia 30 de abril de 1981, no estacionamento do Centro de Convenções Riocentro, uma bomba explodiu no colo do sargento do Exército Guilherme do Rosário, matando-o, e deixou gravemente ferido o então capitão do Exército Wilson Dias Machado. Naquela noite, Chico Buarque, Gal Costa, Clara Nunes, Gonzaguinha, Elba Ramalho, Alceu Valença, Beth Carvalho, Moraes Moreira e João Bosco estavam se apresentando para 20 mil pessoas que lotavam o Riocentro. Um “acidente de trabalho” impediu que a tragédia se consumasse. Entre 1978 e 1983, de acordo com relatórios oficiais, a extrema-direita praticou mais de 187 ataques terroristas. Os alvos mais evidentes eram as redações de jornais, as bancas de revistas que vendiam publicações da oposição e as instituições — OAB, ABI… — que se mobilizavam pela redemocratização do país.

Retomando a cena política

Na manhã do dia 20 de agosto de 1976, uma sexta-feira, o ex-presidente Juscelino Kubitschek embarcou num avião da Vasp em Brasília com destino a São Paulo. Estavam no aeroporto e no mesmo voo o então senador José Sarney e sua esposa Marly, o ex-senador Franco Montoro e o ex-deputado federal Ulysses Guimarães. O mau tempo em Congonhas obrigou o desvio da aeronave para Viracopos, em Campinas. Durante toda a viagem, Ulysses, Montoro e JK conversaram sobre a conjuntura política do país, que se redesenhava velozmente depois da vitória do MDB nas eleições de 1974. “Hoje está cada vez mais clara a necessidade de normalização da ordem pública. Isso é um desejo de todo o povo brasileiro, à exceção de uns poucos radicais de direita e de esquerda”, disse JK a Ulysses Guimarães em um certo momento daquele último encontro.

Os atentados a bomba que haviam ocorrido na véspera também foram objeto da conversa entre eles. “Tenho sentido uma inquietação crescente nos meios econômicos e bancários com os quais tenho conversado nos últimos tempos”, revelou ainda JK aos dois notáveis interlocutores. O voo inicia o seu procedimento de pouso em Viracopos, naquele final de uma manhã diluviana em São Paulo. Apesar dos temas delicados do diálogo com Ulysses e Montoro, JK não escondia o seu contentamento com a recente retomada da cena pública. No aeroporto havia dado autógrafos. Na decolagem em Brasília, tão logo o avião alcançou a estabilidade dos 10 mil pés, a voz do comandante Sérgio informou: “Tenho o prazer de anunciar que está a bordo o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira”. Os passageiros entoaram aplausos, sinalizando empatia e acolhimento.

Jornalista, mestre em história pela Universidade Paris-Sorbonne.

Legenda da foto: “Mais de 300 mil pessoas foram dar o último adeus a JK em agosto de 1976.”

Continue Lendo

Artigos

SEBASTIÃO NERY

SAUDADES

Publicado

em

Por

 

Vi hoje um video produzido pela Câmara Municipal de Jaguaquara-BA, terra natal do Tião Nery, que me trouxe lembranças queridas e uma saudade imensa do meu amigo.
Como eu gostava de viajar nos livros, nas palavras e nos causos do NERY. Sobretudo na companhia dele e da Bia. Ainda bem que viajamos muito por este mundo a fora. Até nas montanhas dos Pintos Negreiros, lá perto de São Lourenço, um distrito de Maria da Fé (na Mantiqueira) nós formos. Rodamos a Amazônia, Chapada dos Veadeiros, Líbia, Marvão, a Europa, Líbia, França e Bahia… Fomos juntos, pelo menos, quatro vezes ao Pantanal.
Ganhamos um PRÊMIO ESSO juntos… Uma história fantástica que ocupa cinco páginas (pag.414) de seu livro “A NUVEM – 50 Anos de História do Brasil”.
Mas vamos ao vídeo, um bom resumo da vida desse `Guerrilheiro das palavras`.
Continue Lendo

Artigos

EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

Publicado

em

Por

 

O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010