Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Igor Silveira
O aniversário de Brasília terá como grande atração um dos artistas mais conhecidos em todo o mundo e que fez carreira na capital federal: DJ Alok. Ele integra a programação oficial e gratuita da celebração dos 64 anos da cidade. O anúncio foi feito nesta terça-feira (19), no Museu Nacional da República, pelo governador Ibaneis Rocha ao lado de autoridades do Governo do Distrito Federal (GDF) e do próprio DJ que apareceu com o cachorro robô Aulok.
“Hoje é um dia muito importante para o Distrito Federal e para o mundo. Recebemos aqui um dos maiores artistas e que doa o seu cachê para a festa de 64 anos de Brasília. Vamos fazer uma grande festa, trazendo os nossos vizinhos e toda a população do DF para comemorar esses 64 anos”, afirmou o governador Ibaneis Rocha.
Também no aniversário de Brasília, o GDF promoverá a campanha ‘É Direito Delas Dizer Não’ para proteger todos os cidadãos que passem por situações de assédio, preconceito ou demais formas de violência no ambiente de lazer e entretenimento | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Goiano de nascimento, DJ Alok passou boa parte da vida em Brasília, onde despontou como um dos maiores DJs do planeta. Essa história com a capital federal o fez aceitar o convite e também abrir mão da cobrança de cachê para a participação. “O primeiro show da minha vida foi em Brasília. Grande parte da minha história foi escrita aqui. Já fui no evento de aniversário como público e queria muito poder estar tocando no evento. Quando fui convidado, me senti privilegiado. Para mim é uma honra e quis abrir mão do cachê como uma forma de retribuir o meu carinho à cidade”, explicou.
“Será um show feito exclusivamente para cá. Quero poder trazer uma experiência única e memorável para o público de Brasília. Teremos a participação dos povos indígenas e de artistas locais. Mas ainda não posso dar muitos spoilers”
DJ Alok
Conhecido por apresentações emblemáticas, ele promete um megashow na Esplanada dos Ministérios em 20 de abril, véspera da data da inauguração da capital. A estrutura prevê uma pirâmide como palco, participações especiais e até o lançamento do novo álbum do artista. “Será um show feito exclusivamente para cá. Quero poder trazer uma experiência única e memorável para o público de Brasília. Teremos a participação dos povos indígenas e de artistas locais. Mas ainda não posso dar muitos spoilers”, disse o DJ em referência aos detalhes do show.
Segundo o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Claudio Abrantes, o nome de Alok foi o primeiro a aparecer durante as conversas da programação do aniversário de Brasília. Ele foi escolhido pela história com a cidade. O titular da pasta lembrou que o DJ chegou a se inscrever no início da carreira no Cadastro de Entes e Agentes Culturais (Ceac), da Secec. Na ocasião, Abrantes entregou uma cópia do processo a Alok.
“Desde o início queríamos artistas que tivessem uma ligação com Brasília, mesmo que não morassem mais aqui. O primeiro nome da lista foi o Alok, porque ele conviveu com a cidade durante muito tempo. Iniciamos as tratativas e contamos com esse lado afetivo dele. Ele queria muito estar aqui e chegamos a esse formato, onde o custo da estrutura vem da iniciativa privada dos nossos parceiros do BRB e o cachê do Alok, ele abriu mão para tocar em Brasília”, explicou Claudio Abrantes.
“Quando fui convidado, me senti privilegiado. Para mim, é uma honra e quis abrir mão do cachê como uma forma de retribuir o meu carinho à cidade”, afirmou Alok sobre a festa dos 64 anos da cidade | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, destacou que o banco participará da festa para valorizar ainda mais a celebração. “Há pouco mais de um mês o secretário nos procurou para comemorar o aniversário com uma série de celebrações valorizando a cidade. Estamos muito felizes em ajudar e fazer parte dessa data”, comentou.
Mais atrações
Alok será a grande atração do aniversário, mas a celebração, que se estenderá por toda a semana do dia 21 de abril, com diversas outras apresentações. Está confirmado também o show da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro na Concha Acústica – área recém-reformada pelo GDF – na tarde de domingo.
O restante da programação será definido por meio de um edital em tramitação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa no valor de R$ 5 milhões, que prevê a contratação de organização da sociedade civil (OSC) para a execução da festividade, e em parceria com a Secretaria de Turismo. A ideia é contratar artistas locais e descentralizar a programação com atrações distribuídas em outras regiões administrativas para além da área central do Plano Piloto.
“Estamos com um edital na rua e vamos ter várias atrações musicais que vão enfeitar a festa da nossa capital. A Secretaria de Cultura está cuidando para que tenhamos atrações em outros locais, para que a população possa se divertir nesse dia, que é de grandes comemorações para todos nós”, definiu o governador do DF, Ibaneis Rocha.
Campanha
Após ter tido o Carnaval da Paz, Brasília pretende repetir a atmosfera de segurança na celebração dos 64 anos. Para isso, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) promoverá a campanha “É Direito Delas Dizer Não” para proteger todos os cidadãos que passem por situações de assédio, preconceito ou demais formas de violência no ambiente de lazer e entretenimento. Durante o evento, Alok recebeu a camisa da campanha.
Todo um esquema de segurança será montado junto à Secretaria de Segurança Pública (SSP) para garantir que a festividade ocorra sem grandes problemas. “Esperamos poder celebrar esses 64 anos com muita alegria e com toda a população presente. O esquema de policiamento será totalmente montado para que tenhamos uma festa extremamente pacífica, onde a população possa se divertir, trazer sua família, seus filhos e suas crianças. Será um momento muito importante para todos nós”, decretou Ibaneis Rocha.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu liminarmente a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC), em março deste ano, a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.
Entre as medidas previstas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.
De acordo com o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão impostas pela pasta têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.
“O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados”, diz o comunicado publicado pelo ministério.
Instituições privadas de educação superior
Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país – diz ter tomado conhecimento da decisão proferida nesta quarta-feira (19) pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional. “A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.”
Enamed
Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.
O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).
Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.
A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026. Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.
O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).
O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.
Pilotos e proprietários de drones devem ficar atentos às restrições temporárias de voo previstas para a área do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília. Nos dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h, será estabelecida uma Zona de Restrição de Voo, conhecida pela sigla FRZ (Flight Restriction Zone), na região destinada ao evento.
Durante os períodos de restrição, ficam proibidos os voos de aeronaves não tripuladas na área delimitada, com exceção dos equipamentos pertencentes aos órgãos de segurança pública e às demais instituições previamente autorizadas. A medida faz parte dos procedimentos de segurança adotados para a realização do evento e busca reduzir riscos para o público, autoridades, equipes que trabalham na área e demais operações realizadas no espaço aéreo.
Área de restrição
A Zona de Restrição de Voo abrange a área destinada ao desfile cívico-militar e seu entorno imediato, conforme delimitação definida para a operação de segurança. Antes de operar um drone nas datas previstas, o piloto deve verificar se o local pretendido está inserido na área restrita e observar as determinações estabelecidas para o período.
A proibição alcança os voos recreativos e profissionais que não tenham autorização específica. Equipamentos utilizados por órgãos de segurança pública e instituições previamente autorizadas poderão operar conforme as regras estabelecidas para a atividade.
Voos não autorizados podem gerar sanções
A realização de voos em desacordo com as restrições poderá resultar na adoção de medidas de mitigação e na aplicação das sanções administrativas, civis e penais previstas na legislação.
As normas relacionadas à operação de drones envolvem diferentes responsabilidades, desde o cumprimento das regras de tráfego aéreo até cuidados para não colocar em risco pessoas, bens, aeronaves ou a própria segurança pública.
Regras
Entre as legislações aplicáveis estão o Código Brasileiro de Aeronáutica, normas específicas sobre aeronaves não tripuladas e dispositivos relacionados às responsabilidades civil e penal decorrentes de operações irregulares.
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) atua nas questões relacionadas ao acesso e uso do espaço aéreo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece regras para a operação das aeronaves, enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atua na regulamentação dos equipamentos de radiofrequência.
Em áreas ou situações relacionadas à segurança presidencial, também são adotados procedimentos específicos coordenados pela Presidência da República, em articulação com os demais órgãos envolvidos na segurança do evento. Por isso, além das regras gerais aplicáveis à utilização de drones, o operador deve observar restrições temporárias estabelecidas para determinadas regiões, datas e eventos.
Serviço:
⇒ Restrição temporária para voos de drones;
⇒ Dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h;
⇒ Local: área delimitada para o Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília.
Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista
“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).
“Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.
Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.
Orquestra do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)
A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.
Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”
A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.
O professor Edmilson Campos com os alunos da Orquestra Baby do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)
Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.
No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.