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Agenda cultural de todos os cantos do mundo neste fim de semana

Teatro, samba, festival do Japão e exposição de carros fazem parte da programação fomentada pelas secretarias de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec)

 

Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

Os brasilienses terão acesso a diversas opções para preencher a agenda cultural deste fim de semana. Entre sexta (24) e domingo (26), o Distrito Federal receberá apresentações teatrais, exposição de carros e festivais que exaltam o samba e também a cultura japonesa. Confira a seguir a programação gratuita fomentada pelas secretarias de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec).

Teatro

A 7ª edição do Festival Bonecos de Todo Mundo reúne artistas do Brasil, América Latina e Europa com espetáculos, oficinas e rodas de bate-papo. A programação é gratuita e realizada no Ponto de Cultura Invenção Brasileira, no Teatro Yara Amaral do Sesi Taguatinga e no Taguaparque. A programação completa está disponível nas redes sociais do evento.

Festival Bonecos de Todo Mundo reúne artistas do Brasil, América Latina e Europa | Foto: Divulgação

As apresentações têm acessibilidade de audiodescrição, visita guiada para pessoas com deficiência visual e interpretação em Libras, além da acessibilidade estrutural (rampas e espaços reservados para cadeiras de rodas) para pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida.

O fim de semana também traz o espetáculo Carrego o que Posso, Faço Quintal onde Dá, que resgata histórias de mulheres que chegaram a Brasília no início da construção da nova capital. Realizada pelo Coletivo Entrevazios, a montagem percorre sete cidades com dez apresentações gratuitas em praças públicas, desta sexta (24) a 9 de junho, com sessões sempre às 17h30.

As atrações deste fim de semana serão nesta sexta, na Praça São Sebastião, em frente à Igreja São Sebastião de Planaltina; sábado, na Praça Central do Paranoá, e domingo, na Praça da Igreja da Vila Planalto. A iniciativa também inclui bate-papos após as apresentações.

O espetáculo ‘Carrego o que Posso, Faço Quintal onde Dá’, que resgata histórias de mulheres que chegaram a Brasília no início da construção da nova capital | Foto: Vanessa Acioly/ Divulgação

Uma apresentação inspirada na célebre obra 1984, de George Orwell, chega ao Gama. A Agrupação Teatral Amacaca apresenta o espetáculo 2+2=5, no Teatro Sesc Paulo Gracindo (Gama), sexta, às 15h e às 19h (com presença de estudantes da rede pública de ensino) e sábado e domingo, às 19h30. A entrada é gratuita, e a classificação indicativa é de 12 anos.

O drama ‘2+2=5’ tem como base o livro ‘1984’, de George Orwell | Foto: Gleyka Vieira/ Divulgação

A trama se passa em um futuro distópico, onde o território do qual a região do Brasil faz parte é dominado por uma grande corporação miliciano-religiosa. Apologia ao ódio, hipervigilância e o avanço da tecnologia são temas atuais e repaginados em 2+2=5.

Festivais

O 12º Festival do Japão Brasília será realizado no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade de sexta a domingo, das 10h às 22h. Para divulgar a cultura japonesa, o evento prevê uma série de atrações, como danças típicas, gastronomia, exposições e oficinas de arte, além de shows de cantores locais e demonstração de artes marciais. Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

O Festival Sambeiras reúne bambas do samba de Brasília no Taguaparque | Foto: Divulgação

Já para quem aprecia o samba, a segunda edição do Festival Sambadeiras leva shows ao Taguaparque reunindo grandes cantoras de samba do DF, como Martinha do Coco, Renata Jambeiro e oficina de samba de roda com as descendentes de Dona Dalva do Samba. O evento ocorrerá sábado e domingo a partir das 16h, com entrada franca e acessibilidade estrutural por meio de reserva de espaços para pessoas com mobilidade reduzida, idosos, portadores de deficiência e guia de cegos, além de tradução em Libras.

BSB Underground

Brasília receberá a 3ª edição do evento de automobilismo BSB Underground, no Parque de Exposições Granja do Torto, de sexta a domingo. Será uma exposição de carros customizados com oficinas de grafite, competições de drift e apresentações de break dance e danças urbanas. Além disso, haverá a Carona Radical, em que alguns participantes terão a oportunidade de participar de um circuito de drift com pilotos profissionais.

Com uma programação para toda a família, o evento terá entrada gratuita mediante a doação de 2 kg de alimentos não perecíveis e a retirada dos ingressos no site Furando a Fila. O evento sexta, às 14h, e termina domingo, às 18h.

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Na era da IA, inclusão digital deve ser crítica, defende educadora

Consultora da Unesco aponta avanços e preocupações com o ensino

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Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

 

O crescente uso de tecnologias como a internet, com destaque para a inteligência artificial (IA), deve ser acompanhado de pensamento crítico e não apenas entregá-las nas mãos de estudantes e professores.

A avaliação é da educadora Daniela Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o Brasil.

“Até um determinado momento, a gente pensava em inclusão digital. Agora, a gente acrescentou duas palavrinhas: tem que ser uma educação, uma inclusão digital significativa e crítica”.

Daniela Costa é coordenadora da pesquisa TIC Educação, desenvolvida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), uma organização sem fins lucrativos.

“Não dá mais para pensar só em entregar as tecnologias nas escolas, a gente precisa pensar em objetivos, motivos, riscos, oportunidades, o que fazer com as tecnologias e como educar os alunos para um uso mais crítico”, defendeu.

Encontro de educadores

A especialista participou do 4º Encontro de Educadores do Século XXI – Inteligência Artificial e o Futuro da Educação, realizado nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro. O evento é organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Para abordar o tema, a consultora da Unesco apresentou dados que refletem avanços e preocupações sobre a relação entre estudantes com o ensino.

Pelo lado do avanço, ela mostrou que, na China, gravações de aulas de alta qualidade distribuídas a 100 milhões de estudantes rurais melhoraram os resultados deles em 32%. Além disso, diminuíram a desigualdade salarial entre populações urbanas e rurais em 38%.

Entre as preocupações, ela citou que a “simples proximidade” de um aparelho celular era capaz de distrair os estudantes e provocar um impacto negativo na aprendizagem em 14 países.

Para a professora, existe uma correlação negativa entre o excesso de uso de tecnologias digitais e a aprendizagem dos estudantes.

“Eu estou em aula, os meus alunos pegam o celular e pronto, acabou. Eles não têm mais atenção”.

Ela lembra que o Brasil tem Lei Federal 15.100, de janeiro de 2025, que proíbe uso de celular durante a aula, recreio ou intervalos.

Daniela apresentou dados do Cetic.br de que, no início de 2026, 51% das escolas afirmam que os estudantes não podem sequer levar o celular para a escola.

“Essas regras vão se tornando mais brandas de acordo com o nível de ensino”, complementa ela, apontando que no ensino médio, essa regra cai para 31% dos estabelecimentos.

“O celular tem que ficar em bolso, acessórios ou em locais da escola”, explica.

Pesquisa em vídeos

Daniela Costa chamou atenção também para o fato de que aplicativos de vídeo como YouTube e TikTok foram apontados por estudantes de ensino médio como o recurso digital mais utilizado para fazer pesquisas para trabalhos escolares.

O levantamento mostra que esses vídeos são utilizados por 89% dos alunos.

“A gente passa de uma pesquisa usando a linguagem verbal para uma pesquisa visual. É assistir um vídeo para se informar”, constata.

A segunda forma mais comum de pesquisa são sites de buscas, como o Google, utilizado por 88% dos estudantes.

Na sequência figuram sites como blogs e Wikipédia (72%) e plataformas de IA (70%). Livros digitais são a quinta forma mais comum (65%).

Ela assinala que apenas um terço dos estudantes brasileiros afirmam terem sido orientados sobre erros das IAs.

Sociedade e professores

A educadora acrescentou que dados revelam que os professores são referências para os alunos em como utilizar as tecnologias digitais.

De 2022 para 2024, o percentual de estudantes que declararam se informar sobre o uso com os professores passou de 44% para 56%.

No entanto, ela destacou a queda na proporção de professores que informaram terem passado por formação continuada sobre tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem.

Em 2021, 65% dos docentes declararam participação. Em 2024, eram 54%. “Esse número é baixo. Essa proporção representa metade dos professores”, lamenta.

“É como se, durante a pandemia, precisávamos falar sobre isso. Depois, não precisamos mais”, criticou.

Para a consultora da Unesco, é importante que a sociedade “se comprometa com esse ator que é o professor, o educador”.

“Não existe uma sociedade sem escolas, não existe uma sociedade sem professores, não existe educação e desenvolvimento integral dos estudantes sem esses elementos”, defende.

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
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(61) 98442-1010