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Mais de mil produtores rurais beneficiados com novo escritório da Emater no Núcleo Rural Taquara

Localizado em Planaltina, espaço não era reformado desde 2010 e ganhou salas de atendimento individualizadas, recepção, cobertura na garagem, além de melhorias nos banheiros e na copa

 

Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Mais privacidade e conforto para atender os produtores rurais do Núcleo Rural Taquara, em Planaltina. Este foi um dos principais objetivos da reforma do escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). Entregue neste sábado (13) pela vice-governadora Celina Leão, o espaço, que não recebia manutenções estruturais desde 2010, foi ampliado e adequado para melhor atender a população.

“Temos condição de ter no DF o melhor campus tecnológico da agricultura do país. Queremos produzir mais com menos espaço, gastando menos água, sendo mais sustentável, e é isso que a Emater e a Secretaria de Agricultura têm buscado”, afirmou a vice-governadora Celina Leão neste sábado (13) | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

O investimento foi de R$ 288 mil, oriundos de emenda parlamentar do ex-deputado distrital Claudio Abrantes, atual secretário de Cultura e Economia Criativa. Executada entre novembro de 2022 e abril de 2023, a reforma incluiu a criação de seis salas de atendimento; readequação da copa e dos banheiros; criação de sala de recepção; além de instalação de cobertura na garagem, que tem capacidade para quatro veículos. O local é utilizado desde o ano passado.

“As áreas rurais nunca foram tão cuidadas como tem sido pelo nosso governo. Desde construção de creches, instalação de escritórios da Emater, construção de campo sintético…”, destacou a vice-governadora Celina Leão. “Temos condição de ter no DF o melhor campus tecnológico da agricultura do país. Queremos produzir mais com menos espaço, gastando menos água, sendo mais sustentável, e é isso que a Emater e a Secretaria de Agricultura têm buscado.”

O secretário de Agricultura, Rafael Bueno, destacou outras ações governamentais já realizadas no Taquara, que ganhou o primeiro campo sintético de futebol neste sábado (13). “Para o trabalhador e o produtor rural, é importantíssimo ter momentos de lazer em que possam confraternizar com a comunidade, com a família”, salientou. “O governo Ibaneis Rocha vem trabalhando muito na área rural. Só na região da Taquara, já entregamos mais de 14 km de canal tubulado, mais de 100 km de estradas foram recuperadas e estamos trabalhando para que mais trechos sejam asfaltados.”

Com a reforma, o escritório da Emater-DF no Núcleo Rural Taquara ganhou seis salas de atendimento e readequação da copa e dos banheiros

Segundo o presidente da Emater, Cleison Duval, a reforma do espaço do Taquara faz parte de um conjunto de obras para conservar os escritórios da empresa pública. “A maioria dos nossos prédios da Emater não sofria qualquer reforma ou conservação há mais de 30 anos. Temos focado nessas reformas para dar melhores condições de trabalho para os nossos empregados e também para os clientes, que devem ser atendidos da melhor forma possível”, enfatizou. “No Taquara, fizemos um espaço para que os produtores possam fazer capacitações e individualizamos as salas dos técnicos, para que o produtor possa passar as suas demandas para o técnico e discutir assim de forma mais isolada, com tranquilidade.”

A repartição auxilia 1.044 pessoas, entre produtores familiares, produtores patronais e trabalhadores das propriedades. Em 2022, foram promovidos 1.512 atendimentos, enquanto em 2023 o número subiu para 1.964 assistências

Planaltina conta com cinco escritórios da Emater. Em junho de 2023, foi entregue a reforma da unidade que atende a região do Pipiripau, onde estão 440 propriedades rurais e cerca de 800 produtores. Com aporte de R$ 240,3 mil, a obra incluiu ampliação do número de salas de atendimento privativo, adequação da sala de reunião, copa, banheiros e recepção. Em abril do ano passado, o GDF entregou o novo escritório da Feira do Produtor de Ceilândia, que não passava por melhorias havia mais de 20 anos. O investimento foi de R$ 272 mil.

Qualidade no atendimento

Segundo o gerente do escritório do Núcleo Rural Taquara, Revan Soares, a reforma permitirá maior privacidade aos atendimentos. Antes, todas as consultorias ocorriam no mesmo ambiente. “Era uma sala comunitária, então a conversa entre produtor e técnico acabava sendo prejudicada. Com as salas separadas, teremos um atendimento mais individualizado, em que o produtor poderá se abrir com mais privacidade e até falar de situações que, se fosse no ambiente comum, não falaria”, comenta Soares.

A repartição auxilia 1.044 pessoas, entre produtores familiares, que produzem, na maioria dos casos, para consumo próprio; produtores patronais, que empregam no mínimo uma pessoa; e trabalhadores das propriedades. Em 2022, foram promovidos 1.512 atendimentos, enquanto em 2023 o número subiu para 1.964 assistências. Os agricultores residem no Núcleo Rural Taquara e nas comunidades Retiro do Meio e Jibóia/Olhos d’Água.

Os resultados da região têm aumentado. Em 2022, os produtores da Taquara produziram 286 hectares (ha) de hortaliças, com destaque para a produção de mandioca, pimentão, tomate e abóbora itália. No ano seguinte, foram 310 ha de hortaliças, com predominância da mandioca, abóbora menina, pimentão e tomate. A produção local se destaca também na pecuária, sobretudo no desenvolvimento de aves de corte, bovinos de corte e bovinos de leite.

O presidente da Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina (Cootaquara-DF), Maurício Severino, afirma que o escritório tem um papel essencial no desenvolvimento do núcleo rural. “A Emater é muito presente na vida dos produtores. Então, quanto mais confortável for o escritório, melhor para o atendimento”, comenta ele, que cultiva tomates e pimentão em estufa e atua na região há mais de quatro décadas.

Inaugurado em fevereiro de 1982, o escritório da Emater na Taquara é localizado próximo à DF-230, ao lado do Centro Educacional Taquara, do recém-inaugurado campo sintético de futebol e da Unidade Básica de Saúde 10 de Planaltina. A equipe é formada por seis profissionais, entre eles dois agrônomos, um técnico em agropecuária, uma veterinária, uma economista doméstica e um auxiliar administrativo.

Criada em abril de 1978 e com 15 escritórios espalhados pelo DF, a Emater orienta mais de 18 mil produtores e presta cerca de 150 mil atendimentos por ano. Nesses locais, entre outros serviços, é possível obter a carteirinha de produtor e outras documentações, além de buscar financiamentos e fazer o cadastro ambiental rural e o plano de utilização das áreas de produção (PU), instrumento também necessário para regularização fundiária.

 

 

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Conheça os filmes do Distrito Federal que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa

Este ano, 15 produções concorrem a R$ 298 mil em prêmios. Os títulos serão exibidos, de 14 a 18 de setembro, durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

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Foto: Montagem realizada com fotos de divulgação

Longas selecionados foram Amadeo e o Hipotético Mundo Novo; Mapas; Onde Moram os Irmãos; e Nem Todos Sabem

A 28ª edição do Troféu Câmara Legislativa terá quatro filmes de longa-metragem e 11 de curta-metragem (veja abaixo) na disputa por um total de R$ 298 mil em prêmios. Destinada a produções do Distrito Federal, a premiação foi criada há três décadas, pela CLDF, com o objetivo de reconhecer e incentivar os realizadores brasilienses. Este ano, a exibição ocorrerá de 14 a 18 de setembro, durante a Mostra Brasília, que integra a programação oficial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Os filmes que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa foram anunciados na manhã desta terça-feira (18), durante coletiva de imprensa de lançamento do festival. Os títulos de linguagens diversas — ficção, documentário, animação e híbridos — foram selecionados por um grupo de especialistas composto por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes, que examinou 132 títulos, sendo 23 longas e 109 curtas-metragens, habilitados entre os inscritos.

Para a Comissão de Seleção, a programação, que será mostrada no Cine Brasília, “reúne filmes marcados pela invenção, risco, incômodo, observação atenta e, sobretudo, pela autenticidade”. Eles observam que são “obras que partem de memórias, afetos e estranhamentos para ampliar nossa percepção sobre o Distrito Federal e aqueles que o habitam”. Os integrantes também ressaltam que, “ao reconhecer talentos locais”, o conjunto “reafirma o cinema como linguagem artística, espaço político e ponto de encontro entre realidades que divergem, mas que coexistem no mesmo território”.

Por fim, apontam que, “em uma época marcada pela imprevisibilidade”, os 15 títulos que disputam o 28º Troféu Câmara Legislativa “plasmam, com coragem e inquietude, a potência de materializar e compartilhar histórias. Um gesto de persistência que merece ser valorizado, pois reafirma o cinema como uma forma de compreender, questionar e imaginar o tempo em que vivemos”.

28º Troféu Câmara Legislativa
Filmes selecionados

Longas-Metragens
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (animação), de Brenda Lígia e Edu Felistoque
Mapas (ficção), de Rafael Lobo
Nem Todos Sabem (documentário), de Edileuza Penha de Souza
Onde Moram os Irmãos (ficção), de Marisa Mendonça

Curtas-Metragens
A Arte Perdida da Lombada (ficção), de Helena Sarmento e Gabriel Brito
Ar-Dor (ficção), de Mike Peixoto
Dora (ficção), de Murilo Abreu
Hacker Leonília (animação), de Gustavo Fontele Dourado
Impostor (ficção), de Rafael Ribeiro Gontijo
Isso Aqui é Várzea! (documentário), de Flávio Costa
Madre (documentário), de Talita Carvalho e Carol Matias
Não Há Crime no Plano Piloto (ficção), de Gabriel Machado
O Jardim Mágico (animação), de Naira Caneiro e Carlon Hardt
Rima (híbrido), de Josianne Diniz
Vinte Vinte Quatro (híbrido), de Davi Pieri

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

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Salário de até R$ 3,4 mil e 1.887 vagas, nesta quarta-feira (19), nas agências do trabalhador

Interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

As unidades da agência do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (19), 1.887 vagas de emprego em diversas regiões. O maior salário é de R$ 3.447, para a função de calceteiro, com dez vagas disponíveis na Asa Sul. Para concorrer, é preciso ter experiência comprovada, e não há exigência de escolaridade.

Entre as funções com maior número de vagas estão estoquista, com 202 oportunidades; ajudante de carga e descarga de mercadorias, com 200; e operador de empilhadeira, com 180.

Há também oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência. Entre elas, estão duas vagas para operador de caixa, em Ceilândia Norte, com salário de R$ 1,7 mil; 25 chances para auxiliar administrativo, em Taguatinga Norte, com remuneração de R$ 1.621; e cinco para atendente de farmácia, na Asa Sul, com salário de R$ 1.750. Todas exigem ensino médio completo.

Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.

Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.

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MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica

Áreas abrangem artes visuais, dança, música e teatro

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

A rede escolar de educação básica tem agora diretrizes para ensino de arte na educação básica brasileira. Nesta terça-feira (18), foi publicada no Diário Oficial da União a norma que trata a arte como campo de conhecimento.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

O documento destaca que o ensino e aprendizado das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, desde a educação infantil até o ensino médio. São eles: artes visuais, dança, música e teatro.

De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.

O presidente do CNE, César Callegari, explica o que muda na educação brasileira.

“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.

A nova norma

As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.

  • arte como prática integradora – deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar;
  • processos criativos e reflexivos – o ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução;
  • contextualização e análise crítica – analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes;
  • desenvolvimento integral do estudante – o ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.

As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem.

Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.

O texto destaca que, na educação básica, cada criança, jovem ou adulto aprende de um jeito único e essa singularidade deve ser respeitada.

Deveres das redes de ensino

Os sistemas de ensino estaduais, do Distrito Federal e municipais, em regime de colaboração com a União, devem assegurar a completa implementação desta resolução até o fim do prazo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).

O PNE estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década.

O objetivo é reforçar a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros.

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