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CCBB Brasília apresenta espetáculo inédito “Euforia”

Produção de dança contemporânea africana dirigida por Idio Chichava resgata o período da infância e as raízes culturais da África e do Brasil

 

CCBB traz para Brasília o espetáculo inédito Euforia, com estreia dia 15 de agosto. Em cartaz até 18 de agosto, as apresentações acontecem de quinta a sábado, às 20h, e no domingo, às 18h. O ingresso, no valor de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) podem ser adquiridos no site www.bb.com.br/cultura  e na bilheteria do CCBB Brasília. O espetáculo conta com sessões acessíveis por meio de tradução em libras.

Euforia é um espetáculo inédito de dança contemporânea africana dirigido por Idio Chichava, que reúne elenco e equipe técnica do DF em uma celebração das conexões entre Brasil e Moçambique. A montagem resgata a infância e as raízes culturais do elenco e direção, explorando a multiplicidade dos corpos e histórias, além da capacidade da dança de transformar e regenerar. A obra inédita que começou a ser ensaiada em junho de 2024 no Centro de Dança de Brasília faz parte do projeto Ritmo e Regeneração, iniciativa idealizada pelo brasiliense Cris Cantarino e realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC/DF.

A proposta do espetáculo é alcançar diferentes estados de energia através de uma fusão de ritmos e movimentos. A coreografia aprofunda as conexões humanas e culturais, promovendo um intercâmbio que destaca a diversidade de corpos em movimento na cena”, destaca Cris. A produção é resultado do projeto Ritmo e Regeneração. 

Sobre Idio Chichava e processo

Idio Chichava está no Brasil para apresentar uma obra junto com bailarinos renomados do Distrito Federal. A conexão de Chichava com os profissionais da capital federal começou em um projeto de residência iniciado em 2023. O bailarino moçambicano desponta como um dos mais criativos coreógrafos da atualidade e está entre um dos cinco finalistas da edição inaugural do prémio europeu de dança Salavisa European Dance Award (SEDA) criado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

O SEDA é resultado de uma parceria da Fundação Gulbenkian com seis instituições culturais da Franca, Alemanha, Bélgica, Austria, Dinamarca e Reino Unido. Será atribuído de dois em dois anos a bailarinos ou coreógrafos de qualquer parte do mundo, “que demonstrem ter talento ou qualidades especiais que merecem extravasar as suas fronteiras nacionais”, segundo comunicado da Gulbenkian. O prêmio foi lançado como forma de homenagear o coreógrafo Jorge Salavisa.

Chichava começou a dançar num grupo de dança tradicional moçambicana em 2000. Sua trajetória na dança contemporânea tem início no ano seguinte. Inclui experiências humanas e criativas com as companhias CulturArte e Kubilai Khan Investigations, na França, onde colabora desde 2005. Em 2012, fundou a companhia Converge+, centrada em performances que juntam o canto e a dança. O mais recente trabalho de Chichava, intitulado “Vagabundus”, foi um dos destaques da bienal africana “Danse En Afrique”, para programadores de todo o mundo e o público em geral. Em agosto, Vagabundus, participa do Tanzmesse, festival alemão de dança contemporânea, em Dusseldorf.

O coreógrafo Idio Chichava é tido como artista que mostra Moçambique atual. A sua pesquisa sobre a ocupação de espaços, trabalhando com comunidade da periferia, desempenha uma função estimulante na criação de escrituras de novos vocabulários cénicos. É um privilégio ter um finalista do prêmio Salavisa coreografando em Brasília. Relação que já vem de alguns anos entre o moçambicano e o Movimento Internacional de Dança – MID.

Na nova coreografia de Brasília, estão no palco oito bailarinos que dançam e cantam. Chichava explica que se trata de uma experiência que passa pela vivência do corpo. Em Moçambique, um bailarino tradicional tem de cantar também. Não tem que cantar com eficiência, com muita técnica, mas tem que cantar para reforçar o grupo. A obra foi criada a partir de uma de nossas canções de ninar antigas que representam a tradição e a cultura brasileira. Ressignificada ela não mede medo a ninguém. Só embeleza e encanta.

Sobre Ritmo e Regeneração

Idealizado pelo artista da cena e produtor residente na capital federal, Cris Cantarino, que estará na assistência de direção de cena junto a Idio Chichava em “Euforia”, Ritmo e Regeneração contou com várias fases. Em junho, a iniciativa ofereceu várias oficinas em diversas vertentes da dança com renomados profissionais locais. Agora, paralelo aos cursos, o Centro de Dança de Brasília recebe o bailarino Idio Chichava para preparação da montagem do espetáculo ” Euforia” que chega ao CCBB Brasília.

Serviço

Euforia

Local: Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil Brasília

Endereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul

Temporada: dias 15, 16, 17 e 18 de agosto de 2024 (de quinta a dom)

Horários: quinta, sexta e sábado às 20h e domingo, às 18h

Ingresso: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada para estudantes, professores, profissionais da saúde, pessoa com deficiência e acompanhante, quando indispensável para locomoção, adultos maiores de 60 anos e clientes BB), à venda em www.bb.com.br/cultura e na bilheteria do CCBB Brasília

Capacidade do teatro: 327 lugares

Classificação indicativa: 14 anos

Instagram: @ritmoeregeneracao

Fonte: Clara Camarano

 

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Representação feminina: total de candidatas à Câmara cai 24% em 2026

Barreiras culturais e de financiamento persistem, aponta estudo do Instituto Esfera

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Deputadas da bancada feminina da CâmaraFoto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O número de candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados caiu 24% em 2026 em relação a 2022, passando de 3.717 para 2.820. Apesar da queda no total de inscritas, a proporção de mulheres entre os concorrentes a deputado federal subiu de 35% para 36,7%.

Nas eleições majoritárias, não há mulheres nas chapas presidenciais de partidos com representação no Congresso Nacional. Além disso, 34 mulheres disputam os governos estaduais e o Distrito Federal, em um universo de 198 concorrentes. Em 2022, foram 38.

Estudo e propostas

Um estudo do Instituto Esfera aponta que é necessário ampliar o acesso das mulheres aos recursos do Fundo Partidário e adotar a reserva de vagas. A pesquisadora Daniela Matos afirma que México e Bolívia alcançaram índices próximos a 50% de mulheres nas cadeiras do Poder Legislativo com esse modelo.

Segundo o levantamento, o Brasil tem a menor representação feminina na política entre os países da América Latina.

Do conjunto geral de 20.719 candidaturas registradas para todos os cargos nas eleições de 2026, 35% são de mulheres. Em 2022, elas representavam 34%.

Conforme o levantamento do Instituto Esfera, entre 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%. No mesmo período, o número de deputadas eleitas cresceu apenas 210%.

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No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitoradoFoto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Cotas e financiamento

No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam cerca de 18% das vagas do Congresso Nacional, embora a legislação determine cota de 30% para candidaturas e recursos repassados pelos partidos.

Segundo Daniela Matos, falta fiscalização na distribuição das verbas. “O sistema de cotas até garante que a mulher seja candidata, mas não dá condições para a eleição. Não dá condições e um dos motivos é a falta de acesso ao Fundo Partidário”, afirma.

A pesquisadora explica que diversos fatores dificultam a entrada das mulheres na vida pública. “Geralmente o trabalho doméstico ainda recai sobre a mulher: cuidar das crianças e organizar a rotina. A vida partidária ocorre à noite e nos fins de semana, exigindo dedicação contínua. As barreiras culturais e de acesso são muito altas”, ressalta.

 

 

 

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Conheça os direitos de pessoas com deficiência no transporte público do DF

Todos os benefícios garantem direitos, mas cada um tem um uso específico

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Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro.

O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial.

O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei.

Carteira de Identificação de PcD

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação

A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente.

 

Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente.

Cartão Especial

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.

O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício.

Empatia e garantia de direitos

É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos.

Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.

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Semana da Primeira Infância une música, educação e conscientização ambiental

Crianças de Ceilândia participaram de atividade lúdica no auditório da CLDF e aprenderam sobre a importância da preservação da fauna do Cerrado

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Foto: David Calaça/Agência CLDF

Iniciativa busca promover educação para a cidadania a partir de atividades que incluem visitas guiadas, contação de histórias, oficinas e espetáculos

Apresentação do grupo Camerata Caipira

 

A conscientização sobre a preservação da fauna do Cerrado, apresentada de forma lúdica por meio da música, deu o tom do encerramento do projeto Infância Cidadã no auditório da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (25). Com uma proposta lúdica e pedagógica, o grupo Camerata Caipira encantou crianças da Escola de Ensino Fundamental 17 de Ceilândia. O evento integra a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), que ocorre hoje e amanhã.

A apresentação do grupo reforça a iniciativa da Elegis, que busca promover educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficinas e espetáculos musicais.

A exibição reuniu ritmos como xote, samba de roda e frevo para mostrar aos alunos a importância da preservação do Cerrado e de espécies nativas como o lobo-guará, o tamanduá, o tatu-canastra, a anta e o teiú.

 

Alunos do EC 17 de Ceilândia particiaram da apresentação

Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.

A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.

A programação segue na tarde desta terça-feira e durante toda a quarta-feira (26), com uma conferência magna e uma meda redonda.

25 de agosto (terça-feira)

Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
•    8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
•    14h às 17h | Projeto Infância Cidadã

26 de agosto (quarta-feira)

Local: Auditório da CLDF
•    8h30 | Credenciamento e acolhimento
•    9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
•    9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
–    Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
•    11h30 às 14h | Intervalo para almoço
•    14h | Recepção

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Confira as imegens a apresentação

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010