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UMA LENDA CHAMADA PELÉ

(O Rei faria hoje 84 anos)

 

Silvestre Gorgulho
Era uma vez um menino pobre, de uma família pobre, em um país pobre que tinha o dom de fazer mágicas: de uma bolinha-de-meia fez sete bolas de ouro.
Era uma vez, um menino que nasceu Edson, em 23 de outubro de 1940, em Três Corações. Virou DICO, para a família. E ganhou o apelido PELÉ, em São Lourenço, quando seu pai Dondinho jogava no time de minha terra natal.
Era uma vez um garotinho negro, humilde e franzino que fez, com sua arte e sua genialidade, o Brasil maior. Colocou o mundo inteirinho dentro da Vila Belmiro, em Santos. Fez do Maracanã, do Pacaembu e de muitos outros estádios do mundo, altar de suas oferendas.
Era uma vez um garoto de 17 anos, único nessa idade a participar de uma Copa do Mundo, jogando a final, fazendo gols e sendo Campeão.
Era uma vez um atleta que entrou para o mundo das artes, participando da literatura (prefaciou um livro de Carlos Drummond de Andrade); contracenou com Sylvester Stallone (Victory), e com muitos outros artistas em 18 filmes e algumas telenovelas. Entre eles: Os Trapalhões, Paulo Goulart, Milton Gonçalves, Grande Otelo, Dina Sfat, Tereza Raquel e José Lewgoy. Gostava de música. Pelé gravou com Elis Regina, Roberto Carlos, Chico Buarque, Jair Rodrigues e Gilberto Gil.
Em julho de 1971, Pelé se aposentou na Seleção Brasileira, mas a Seleção não o deixou. Continuou como eterna referência.
Em 1971, deu nome ao Centro Educacional e Esportivo Edson Arantes do Nascimento – Pelezão, na Lapa/Barra Funda-SP. Em vida, Pelé colecionou muitas outras homenagens.
Em primeiro de outubro de 1977, pelo Cosmos de New York, fez seu último jogo profissional, mas continuou sendo a maior personagem do esporte mundial.
Em 1981, Pelé foi eleito por jornalistas internacionais como o “Atleta do Século”.
Foi o esportista mais requisitado da História para campanhas de marketing.
Na década de 90, o COI oficializou Pelé como o “Atleta do Século”. Em 1995, aceitou o convite para ser Ministro dos Esportes,
no governo FHC. Criou a Lei Pelé, sancionada em 24 de março de 1998, que instituiu normas gerais sobre o desporto brasileiro.
Além do Diploma de Mérito de Cidadão do Mundo, da ONU, de uma estátua em Três Corações-MG e outra na Índia, de um estádio de futebol no Irã e outro em Maceió (AL) e de uma praça em Los Angeles-EUA, Pelé colecionou ruas. Muitas ruas! Tem rua com seu nome em Montevidéu, no Uruguai, e em muitas cidades do Brasil: Três Corações e Barbacena, em Minas Gerais, Cariacica-ES, Japeri- RJ, Campinas e São José do Rio Preto, em São Paulo.
Em 1997, Pelé recebeu o título de ‘SIR’ – Cavaleiro Honorário do Império Britânico, das mãos da Rainha Elizabeth II, no Palácio de Buckingham.
No ano 2000, foi reconhecido pela FIFA como o maior jogador de futebol do Século.
Em outubro de 2005, Pelé ganhou um presente de aniversário histórico: o Centro de Treinamento do Santos que passou a se chamar CT Rei Pelé.
Em junho de 2008, para comemorar os 50 anos da Copa de 1958, o Museu Nacional de Brasília fez a exposição ‘AS MARCAS DO REI’. Foi a maior mostra realizada sobre sua vida.
Em novembro de 2008, Pelé recebeu outra grande homenagem de Brasília. Ele próprio inaugurou, em Samambaia, cidade satélite do DF, a “Vila Olímpica Rei Pelé”. Nesse complexo esportivo de 2,2 hectares, são oferecidas 17 modalidades de esportes para mais de 5 mil crianças.
Em 4 de novembro de 2010, Pelé foi homenageado pelo Exército Brasileiro. Em cerimônia solene no Museu do Desporto do Exército, na Fortaleza São João, Urca-RJ, o Soldado Nascimento 201, que serviu no 6o GMAC de Praia Grande-SP, ganhou busto e um espaço especial. Apenas duas pessoas no mundo serviram o Exército de seus países na condição de ídolos e no auge da fama: Elvis Presley e Pelé.
Em dezembro de 2010, ao reconhecer o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, a Taça de Prata e a Taça Brasil como partes do
Campeonato Brasileiro, a CBF proporcionou a Pelé um novo recorde: o maior campeão brasileiro da História com seis títulos nacionais.
Em 26 de julho de 2011, a presidente Dilma Rousseff nomeou Edson Arantes do Nascimento – Pelé Embaixador Honorário do Brasil para a Copa de 2014.
Em 9 de fevereiro de 2012, Pelé ganhou estátua no Estádio da Amizade, na capital Libreville – Gabão, na final da Copa Africana de Nações. A homenagem foi para lembrar janeiro de 1969, quando o Rei interrompeu duas guerras para o Santos jogar em segurança contra a seleção A e seleção B do Congo.
Em janeiro de 2014, Pelé recebeu da FIFA a Bola de Ouro Especial. O então presidente, Joseph Blatter, abriu a cerimônia dizendo: “Há poucos nomes que se destacam na História. Quando se fala em futebol, apenas um nome fica acima de todos: Pelé”.
Também em 2014, a Prefeitura de Santos inaugurou o Museu Pelé. Em outubro de 2017, foi lançado a 57o publicação sobre sua vida. Na China.
Em dezembro de 2017, em Moscou, é reverenciado por Maradona com um beijo na testa ao abrir o sorteio para a Copa de 2018, na Rússia.
Em 2022, na Copa do Catar, Pelé é homenageado pela FIFA, por jogadores em campo e na arquibancada por torcedores.
Em 2023, Santos planeja construir, ao lado de seu Museu, o Monumento que Oscar Niemeyer projetou para glorificar Pelé.
A Era Pelé parece não ter fim. O Rei descansa em seu mausoléu, em Santos, num ambiente de paz e de glória, onde seus feitos são agora saudade. O tempo passa, os anos avançam e o mito permanece. Amantes ou não do futebol têm sempre na ponta da língua a expressão mais nobre e digna para lembrá-lo. Lenda!
Lenda que sempre recomeça: ERA UMA VEZ um menino pobre, que ao fazer Mil Gols lembrou das crianças pobres e, de uma bola, fez uma coroa de Rei.

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O BRASIL PERDE UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

Uma manhã triste hoje em Brasília.

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O Brasil se despede de CARLOS MONFORTE, exemplo de profissional dedicado, um pai de família exemplar e um amigo de todas as horas.
Carlos Monforte, Maria Ignez, Serginho e Flavinha, uma família linda que conheço desde 1979. Maria Ignez e Carlos Monforte fazem parte do jornalismo brasileiro de excelência. Ambos com uma história maravilhosa em Santos, São Paulo e Brasília.
Carlos Monforte foi pioneiro e implantou o BOM DIA BRASIL. Sucesso absoluto! Lembrar Carlos Monforte é reverenciar o seu legado e suas ações de amizade, de cidadania que fizeram a diferença.
Vá em Paz, meu amigo. Você foi um Guereiro de Luz!
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MISSA DA SAUDADE PARA UM GUERREIRA DE LUZ

Maria Elisa Costa.

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Nessa segunda-feira dia 31 de agosto, às 18h30, na Igrejinha de Fátima na 308 Sul.
“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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MARIA ELISA COSTA

HISTÓRIA, LEGADO E ADEUS!

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“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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