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Três dias de festa vão celebrar o Dia da Consciência Negra no Distrito Federal

Entre os dias 18 e 20 deste mês, população poderá participar de palestras e eventos de moda e gastronomia, além de curtir shows com Ellen Oléria, Seu Jorge, Raça Negra, Olodum, entre outros

 

Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Feriado nacional pela primeira vez, o Dia da Consciência Negra será celebrado no Distrito Federal com um grande festival de exaltação à cultura afro-brasileira. Serão três dias de festa — de 18 a 20 de novembro — com palestras, gastronomia, moda e muita música. O Consciência Negra 2024 é promovido pelas secretarias de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) e de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), com apoio da Associação de Educação, Cultura e Economia Criativa (Aecec), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Ministério do Turismo. O investimento total será de R$ 6 milhões.

Entre os artistas confirmados estão Ellen Oléria, Marcelo Falcão e Nação Zumbi, que sobem ao palco montado em frente à Torre de TV na segunda-feira (18). Na terça, será a vez, entre outros, de Dhi Ribeiro, Seu Jorge e Raça Negra. Já a quarta (20) terá apresentações de Olodum, Vanessa da Mata e Tribo da Periferia. Os shows são gratuitos, mas é preciso retirar o ingresso antecipadamente na plataforma Sympla.

Claudio Abrantes: “Neste momento histórico, é muito importante a gente ter na capital da República um dia realmente emblemático, um dia que valoriza esta celebração” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

“Neste momento histórico, é muito importante a gente ter na capital da República um dia realmente emblemático, um dia que valoriza esta celebração e, por isso, seguindo a orientação do governador Ibaneis Rocha, a gente tem avançado, inclusive, para que seja publicado um decreto que estabeleça o reconhecimento oficial do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra como uma manifestação cultural popular democrática. Ou seja, não se trata de uma celebração que acontecerá apenas este ano. É algo que vai permanecer como uma política pública de conscientização, de luta, de respeito”, destacou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, em coletiva de imprensa no Palácio do Buriti, na tarde desta terça-feira (12).

Mais ações

Além das atrações musicais, o Consciência Negra 2024 terá palestras com personalidades nacionais, como o rapper MV Bill; venda de pratos assinados pelo chef Edilson Oliveira e de doces e sucos feitos por comunidades quilombolas; e uma feira, a Afro Brasília, onde serão vendidos peças de moda afro e produtos feitos por artesãos e empreendedores afro-brasileiros.

As crianças também terão vez, com peças teatrais, contação de histórias, atividades pedagógicas e brinquedos infláveis. Estudantes da rede pública participarão de ações como aulas de dança, capoeira e hip-hop. Na segunda e na terça-feira, as atividades começam às 9h. Já na quarta, a programação tem início às 10h.

A secretária Marcela Passamani ressalta o incentivo que o GDF dá a afroempreendedores

“Quando a gente fala de uma celebração desse porte, muito me alegra, porque nós vamos conseguir trazer para essa festa a política pública implementada no território aqui do Distrito Federal. A Secretaria de Justiça e Cidadania é hoje responsável pela política do afroempreendedor. Então, na celebração dos três dias, nós teremos afroempreendedores”, apontou a secretária Marcela Passamani. “Outro trabalho que nós traremos dentro da celebração é o letramento racial. Nós já começamos a fazer isso com os servidores, com as escolas, mas agora nós seremos responsáveis por visitas guiadas também, onde nós iremos convidar as escolas para poder conhecer o evento e, mais além de tudo, sair com a informação”, acrescentou.

Já o coordenador-geral da bancada negra da Câmara, deputado federal Damião Feliciano, elogiou a articulação entre os Poderes para marcar a data no DF: “Eu fico muito contente, muito entusiasmado. Esse daqui é um exemplo que com certeza vai ser seguido no Brasil. O Governo do Distrito Federal sai na frente, dá um pontapé extraordinário”.

A data para marcar o Dia da Consciência Negra foi instituída em 2011, em homenagem a Zumbi dos Palmares, importante líder quilombola, assassinado em 20 de novembro de 1695. No fim do ano passado, foi oficializada como feriado nacional. No DF — onde 57,3% da população se autodeclara negra, segundo a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios (PDAD) —, a data vem sendo considerada ponto facultativo desde 2019.

Confira a programação completa

18 de novembro (segunda-feira)
9h às 9h30 – Abertura
10h às 11h30 – Palestra com MV Bill
12h às 14h – DJ HOOL Ramos
14h às 14h40 – Visita escolar guiada
14h40 às 16h40 – Oficina de dança mãe África
17h às 17h45 – Show Afoxé Ogum Pá
18h às 18h45 – Filhos de Dona Maria
19h às 19h45 – Show Patakori + Folha Seca
20h às 21h – Ellen Oléria
21h30 às 22h30 – Marcelo Falcão
23h – Nação Zumbi

19 de novembro (terça-feira)
9h às 9h30 – Visita escolar guiada
9h40 às 11h40 – Oficina de breaking dance
12h às 14h – DJ Alhoca
14h às 14h30 – Visita escolar guiada – Bianca Tur Negro
14h40 às 15h40 – Oficina de DJ com Arte Urbana – Fab Gril
16h às 17h – Desfile da Beleza Negra
17h às 17h45 – Nego De
18h às 18h45 – Laady B
19h às 19h45 – Julia Moreno
19h30 às 20h30 – Dhi Ribeiro
22h às 23h30 – Raça Negra
0h – Seu Jorge

20 de novembro (quarta-feira – Dia da Consciência Negra)
10h às 23h – Visitação aberta
10h às 12h – Encontro de B-Boys
12h30 às 13h15 – Cirurgia Moral
13h30 às 14h – DJ Odara
14h às 15h – Francisco Pessanha
15h às 15h45 – Tropa de Elite
16h às 17h – Roda de capoeira
17h às 17h45 – Show Marvin
18h às 19h – Olodum
19h30 às 20h30 – Vanessa da Mata
21h – Tribo da Periferia

 

 

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STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

MEC quer elevar desempenho de 107 instituições de ensino superior

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu liminarmente a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC), em março deste ano, a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Entre as medidas previstas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.

De acordo com o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão impostas pela pasta têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.

“O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados”, diz o comunicado publicado pelo ministério.

Instituições privadas de educação superior

Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país – diz ter tomado conhecimento da decisão proferida nesta quarta-feira (19) pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional. “A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.”

Enamed

Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026. Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.

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Voos de drones terão restrição temporária na área do Desfile de 7 de Setembro

Medida será aplicada em 29 de agosto e em 7 de setembro, da 0h às 18h; orientação é destinada a pilotos e proprietários de aeronaves não tripuladas

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

Pilotos e proprietários de drones devem ficar atentos às restrições temporárias de voo previstas para a área do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília. Nos dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h, será estabelecida uma Zona de Restrição de Voo, conhecida pela sigla FRZ (Flight Restriction Zone), na região destinada ao evento.

Durante os períodos de restrição, ficam proibidos os voos de aeronaves não tripuladas na área delimitada, com exceção dos equipamentos pertencentes aos órgãos de segurança pública e às demais instituições previamente autorizadas. A medida faz parte dos procedimentos de segurança adotados para a realização do evento e busca reduzir riscos para o público, autoridades, equipes que trabalham na área e demais operações realizadas no espaço aéreo.

Área de restrição

A Zona de Restrição de Voo abrange a área destinada ao desfile cívico-militar e seu entorno imediato, conforme delimitação definida para a operação de segurança. Antes de operar um drone nas datas previstas, o piloto deve verificar se o local pretendido está inserido na área restrita e observar as determinações estabelecidas para o período.

A proibição alcança os voos recreativos e profissionais que não tenham autorização específica. Equipamentos utilizados por órgãos de segurança pública e instituições previamente autorizadas poderão operar conforme as regras estabelecidas para a atividade.

Voos não autorizados podem gerar sanções

 

A realização de voos em desacordo com as restrições poderá resultar na adoção de medidas de mitigação e na aplicação das sanções administrativas, civis e penais previstas na legislação.

As normas relacionadas à operação de drones envolvem diferentes responsabilidades, desde o cumprimento das regras de tráfego aéreo até cuidados para não colocar em risco pessoas, bens, aeronaves ou a própria segurança pública.

Regras
Entre as legislações aplicáveis estão o Código Brasileiro de Aeronáutica, normas específicas sobre aeronaves não tripuladas e dispositivos relacionados às responsabilidades civil e penal decorrentes de operações irregulares.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) atua nas questões relacionadas ao acesso e uso do espaço aéreo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece regras para a operação das aeronaves, enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atua na regulamentação dos equipamentos de radiofrequência.

Em áreas ou situações relacionadas à segurança presidencial, também são adotados procedimentos específicos coordenados pela Presidência da República, em articulação com os demais órgãos envolvidos na segurança do evento. Por isso, além das regras gerais aplicáveis à utilização de drones, o operador deve observar restrições temporárias estabelecidas para determinadas regiões, datas e eventos.

Serviço:
⇒ Restrição temporária para voos de drones;
⇒ Dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h;
⇒ Local: área delimitada para o Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília.

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Câmara Legislativa celebra 10 anos do Instituto Arte Jovem

Cerimônia lembrou da trajetória e das contribuições sociais feitas pela organização social que oferece aulas de música, dança e canto em Ceilândia

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Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista

“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).

>> Confira a cobertura fotográfica

Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.

Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.

Orquestra do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.

Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”

A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.

O professor Edmilson Campos com os alunos da Orquestra Baby do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.

No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Agência CLDF

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