Reportagens
Casa de Chá amplia capacidade e inaugura novo cardápio, com opções para almoço
Local também expandiu o horário de funcionamento, tudo para atender a alta demanda de clientes: em seis meses, já foram quase 100 mil
Por Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira
A Casa de Chá começa 2025 com muitas novidades. O espaço reabriu suas portas na semana passada — após um breve recesso de fim de ano — já em novo horário de funcionamento, de quarta-feira a domingo, das 10h30 às 19h30. E, a partir desta quarta (15), passa a contar também com um novo cardápio, agora com opções para almoço.
O menu do almoço é servido das 11h30 às 14h30 e contempla dois pratos por dia, que saem por R$ 64, cada. Assim como tudo na Casa de Chá — da decoração aos demais itens do cardápio —, as opções do almoço fazem referência ao Brasil e a Brasília, privilegiando ingredientes produzidos no Distrito Federal e no Entorno.
A partir desta quarta (15), a Casa de Chá passa a contar também com um novo cardápio, agora com opções para almoço | Fotos: Matheus H. Souza/Agência Brasília
“São todos pratos que lembram a nossa infância, a nossa casa. Não a minha, que sou argentino, mas a da minha equipe”, brincou o chef Santiago Mathiasen. Apesar de nascido no país vizinho, ele vive em Brasília há dez anos: “Tenho bastante experiência dentro da cultura brasileira, eu adoro, realmente sou apaixonado, mas eu aprendi toda a minha parte de gastronomia na Argentina e eu trouxe para cá. Então, temos essa junção. E isso é Brasília, uma junção de imigrantes com os brasileiros”.
Outra novidade são os drinks. Cinco novos entraram no cardápio. “O que mais se destaca é o drink de café, que a gente tem uma iguaria diferente, que somente aqui na Casa de Chá a gente vai encontrar. Então, nós esperamos que isso seja, de fato, agradável aos nossos clientes, para que traga uma experiência memorável para cada um deles”, explicou o barista Henrique Vogado, já famoso na casa pelos desenhos que faz nos cappuccinos. “Gosto de desenhar a Catedral, o Congresso, além de agradar também as crianças, consigo desenhar um ursinho, alguns animais. E é muito agradável fazer esses desenhos e ver a felicidade do cliente.”
Demanda
Reaberta em julho do ano passado, no coração da capital federal, a Casa de Chá precisou de pouquíssimo tempo para conquistar brasilienses e turistas. Em seis meses, o espaço — que também abriga um Centro de Atendimento ao Turista (CAT) — recebeu quase 100 mil clientes. “A transformação da Casa de Chá na Praça dos Três Poderes em uma café-escola é um marco para o turismo em Brasília. Essa parceria entre o Senac [Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial] e a Secretaria de Turismo une tradição e inovação, valorizando a cultura local e oferecendo uma experiência única aos visitantes. Juntos, estamos promovendo o potencial turístico e cultural da cidade, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento e a hospitalidade”, destacou o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.
Ana Cláudia Souza, servidora: “Eu acho o ambiente agradável, a gente está na Praça dos Três Poderes e é bom porque eu tenho vários amigos que trabalham por aqui. Então, é um ponto de encontro local para a gente poder tomar um café, tomar um chá, comer uma sobremesa e, hoje, almoçar”
Para atender a essa demanda, o local praticamente dobrou a quantidade de cadeiras. Além das 35 da área interna, agora existem mais 20 na área externa — que também ganhou um balcão de drinks e cafés. Parte dos assentos (40%) é destinada às reservas, que são feitas pelo site. Mas, quem não conseguir se programar, também pode ir direto ao espaço e aguardar por uma mesa. “A gente está se tornando um dos lugares mais visitados de Brasília. Pessoas do Brasil inteiro, e não só do Brasil, como de fora, vêm aqui para conhecer. Eles fazem a reserva com meses de antecedência, justamente para conhecer a Casa de Chá. É uma honra não só pra Brasília, mas também para nós, uma instituição como o Senac, que está sempre envolvida com a cultura, com o turismo e com toda a gastronomia de Brasília”, exaltou a gerente do café-escola, Natália Justino.
Retorno
No primeiro dia do novo cardápio, vários clientes já aproveitaram para conhecer as opções de almoço. Entre eles, estava a servidora pública Ana Cláudia Souza, que aprovou a novidade. “Eu acho o ambiente agradável, a gente está na Praça dos Três Poderes e é bom porque eu tenho vários amigos que trabalham por aqui. Então, é um ponto de encontro local para a gente poder tomar um café, tomar um chá, comer uma sobremesa e, hoje, almoçar”, apontou. “A sacada do almoço foi muito boa e o prato de hoje estava super gostoso, comi uma moqueca. Então, eu super recomendo. Só veio a acrescentar ao ambiente, acho que os encontros serão mais frequentes”, acrescentou.
Mas a novidade também é boa para quem trabalha no local. A Casa de Chá opera como um café-escola, cujos funcionários são, na maior parte, alunos do curso profissionalizante de Práticas Operacionais em Cafeteria do Senac. “No começo, a gente fazia mais omelete, tapioca, alguns lanches e agora a gente está tendo essa prática de fazer comidas, e às vezes até umas comidas que mais típicas de outros lugares, como a moqueca”, pontuou o estudante Erick Araújo, que ainda enfatizou a importância da localização central: “A gente está no coração de Brasília, para qualquer lado que você olhe tem um dos Poderes, tem o Congresso, o STF e o Palácio do Planalto. E a própria Casa de Chá é bonita. Ela ficou desativada por muito tempo e todo mundo olhava e se perguntava o que era. Agora, a gente sabe que é a Casa de Chá”.
Reportagens
Conheça os filmes do Distrito Federal que disputarão o 28º Troféu Câmara Legislativa
Este ano, 15 produções concorrem a R$ 298 mil em prêmios. Os títulos serão exibidos, de 14 a 18 de setembro, durante o 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro
Foto: Montagem realizada com fotos de divulgação
Longas selecionados foram Amadeo e o Hipotético Mundo Novo; Mapas; Onde Moram os Irmãos; e Nem Todos Sabem
A 28ª edição do Troféu Câmara Legislativa terá quatro filmes de longa-metragem e 11 de curta-metragem (veja abaixo) na disputa por um total de R$ 298 mil em prêmios. Destinada a produções do Distrito Federal, a premiação foi criada há três décadas, pela CLDF, com o objetivo de reconhecer e incentivar os realizadores brasilienses. Este ano, a exibição ocorrerá de 14 a 18 de setembro, durante a Mostra Brasília, que integra a programação oficial do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Os filmes que concorrem ao 28º Troféu Câmara Legislativa foram anunciados na manhã desta terça-feira (18), durante coletiva de imprensa de lançamento do festival. Os títulos de linguagens diversas — ficção, documentário, animação e híbridos — foram selecionados por um grupo de especialistas composto por Ana Arruda, Bethania Maia, Daniela Diniz, Marcelo Barbosa e Paulo Duro Moraes, que examinou 132 títulos, sendo 23 longas e 109 curtas-metragens, habilitados entre os inscritos.
Para a Comissão de Seleção, a programação, que será mostrada no Cine Brasília, “reúne filmes marcados pela invenção, risco, incômodo, observação atenta e, sobretudo, pela autenticidade”. Eles observam que são “obras que partem de memórias, afetos e estranhamentos para ampliar nossa percepção sobre o Distrito Federal e aqueles que o habitam”. Os integrantes também ressaltam que, “ao reconhecer talentos locais”, o conjunto “reafirma o cinema como linguagem artística, espaço político e ponto de encontro entre realidades que divergem, mas que coexistem no mesmo território”.
Por fim, apontam que, “em uma época marcada pela imprevisibilidade”, os 15 títulos que disputam o 28º Troféu Câmara Legislativa “plasmam, com coragem e inquietude, a potência de materializar e compartilhar histórias. Um gesto de persistência que merece ser valorizado, pois reafirma o cinema como uma forma de compreender, questionar e imaginar o tempo em que vivemos”.
28º Troféu Câmara Legislativa
Filmes selecionados
Longas-Metragens
Amadeo e o Hipotético Mundo Novo (animação), de Brenda Lígia e Edu Felistoque
Mapas (ficção), de Rafael Lobo
Nem Todos Sabem (documentário), de Edileuza Penha de Souza
Onde Moram os Irmãos (ficção), de Marisa Mendonça
Curtas-Metragens
A Arte Perdida da Lombada (ficção), de Helena Sarmento e Gabriel Brito
Ar-Dor (ficção), de Mike Peixoto
Dora (ficção), de Murilo Abreu
Hacker Leonília (animação), de Gustavo Fontele Dourado
Impostor (ficção), de Rafael Ribeiro Gontijo
Isso Aqui é Várzea! (documentário), de Flávio Costa
Madre (documentário), de Talita Carvalho e Carol Matias
Não Há Crime no Plano Piloto (ficção), de Gabriel Machado
O Jardim Mágico (animação), de Naira Caneiro e Carlon Hardt
Rima (híbrido), de Josianne Diniz
Vinte Vinte Quatro (híbrido), de Davi Pieri
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
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Salário de até R$ 3,4 mil e 1.887 vagas, nesta quarta-feira (19), nas agências do trabalhador
Interessados podem cadastrar o currículo pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou presencialmente
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
As unidades da agência do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta quarta-feira (19), 1.887 vagas de emprego em diversas regiões. O maior salário é de R$ 3.447, para a função de calceteiro, com dez vagas disponíveis na Asa Sul. Para concorrer, é preciso ter experiência comprovada, e não há exigência de escolaridade.
Entre as funções com maior número de vagas estão estoquista, com 202 oportunidades; ajudante de carga e descarga de mercadorias, com 200; e operador de empilhadeira, com 180.
Há também oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência. Entre elas, estão duas vagas para operador de caixa, em Ceilândia Norte, com salário de R$ 1,7 mil; 25 chances para auxiliar administrativo, em Taguatinga Norte, com remuneração de R$ 1.621; e cinco para atendente de farmácia, na Asa Sul, com salário de R$ 1.750. Todas exigem ensino médio completo.
Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das 16 agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana. Mesmo que nenhuma das oportunidades do dia seja atraente ao candidato, o cadastro vale para oportunidades futuras, já que o sistema cruza dados dos concorrentes com o perfil que as empresas procuram.
Empregadores e empreendedores que desejam ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail. Pode ser utilizado, ainda, o Canal do Empregador.
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MEC lança diretrizes para ensino de arte na educação básica
Áreas abrangem artes visuais, dança, música e teatro
A rede escolar de educação básica tem agora diretrizes para ensino de arte na educação básica brasileira. Nesta terça-feira (18), foi publicada no Diário Oficial da União a norma que trata a arte como campo de conhecimento.

O material foi produzido e aprovado, em março de 2026, pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) e complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
O documento destaca que o ensino e aprendizado das áreas artísticas devem ser organizados em quatro componentes curriculares, desde a educação infantil até o ensino médio. São eles: artes visuais, dança, música e teatro.
De acordo com Parecer CNE/CEB nº 2, a arte é um campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas.
O presidente do CNE, César Callegari, explica o que muda na educação brasileira.
“Não podemos mais falar de arte com improviso ou apenas para ilustrar festas e comemorações. A arte é fundamental para tudo, para o ensino da língua portuguesa, para física, para matemática. Essa articulação é que dá sentido maior àquilo que nós chamamos a formação integral do indivíduo”, pontuou.
A nova norma
As escolas devem ensinar sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento.
- arte como prática integradora – deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar;
- processos criativos e reflexivos – o ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução;
- contextualização e análise crítica – analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes;
- desenvolvimento integral do estudante – o ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes.
As redes de educação devem definir uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem.
Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação.
O texto destaca que, na educação básica, cada criança, jovem ou adulto aprende de um jeito único e essa singularidade deve ser respeitada.
Deveres das redes de ensino
Os sistemas de ensino estaduais, do Distrito Federal e municipais, em regime de colaboração com a União, devem assegurar a completa implementação desta resolução até o fim do prazo de vigência do Plano Nacional de Educação (PNE 2026-2036).
O PNE estabelece as diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira na próxima década.
O objetivo é reforçar a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros.
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