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Em meio ao luto, Mocidade leva reflexão sobre o futuro para a Sapucaí

Enredo foi idealizado por Renato e Márcia Lage, que morreu em janeiro

 

Francielly Barbosa*

 

A Mocidade Independente de Padre Miguel, escola de samba da zona oeste do Rio, traz uma reflexão sobre o futuro da humanidade para o carnaval deste ano. Com o enredo Voltando para o Futuro – Não Há Limites pra Sonhar, a agremiação será uma das poucas a abordar temas sem relação com a negritude ou a africanidade durante os três dias de desfile no Sambódromo da Marquês de Sapucaí nos desfiles do próximo mês.

“Nosso enredo para o carnaval de 2025 é uma grande reflexão sobre o futuro tão sonhado. É uma reflexão que precisamos fazer, no sentido de que sonhamos e almejamos tanto algumas situações tecnológicas e esse futuro chegou. O que podemos fazer agora para o futuro da humanidade?”, explica o diretor de Carnaval, Mauro Amorim, que retorna à Mocidade após dez anos.

Amorim questiona: “nossas relações interpessoais vão bem? Nossa relação humana vai bem? Não entramos no mérito da contestação, mas mostramos uma grande reflexão sobre o mundo em que vivemos hoje e o mundo que queremos para o futuro, principalmente.”

Legado

Brasília (DF) 19/01/2025 -  Carnavalesca da Mocidade Independente, Márcia Lage.
Foto: Mocidade Independente de Padre Miguel/Instagram
A carnavalesca da Mocidade, Márcia Lage, que morreu em 19 de janeiro deste ano  –  Foto:  Mocidade  Independente  de  Padre  Miguel/Instagram

 

Todo o trabalho de pesquisa e construção do enredo foi desenvolvido pelo casal de carnavalescos da Mocidade, Renato e Márcia Lage. Com longa história no samba, a dupla tem passagem por diversas outras escolas, como a Acadêmicos do Salgueiro e a Império Serrano. “Lá atrás, tivemos muitas reuniões em que eles fizeram várias explanações sobre o enredo, e a escola abraçou a ideia desde o primeiro momento, sabendo da importância e do valor que essa discussão tem para os dias atuais”, lembra Amorim.

No dia 19 de janeiro, porém, Márcia Lage morreu, aos 64 anos. A carnavalesca sofria de leucemia, um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas. Segundo Mauro Amorim, foi uma perda irreparável” para a escola. “Ela [Márcia] tem trabalhos muito relevantes dentro da nossa agremiação, mas a melhor forma de homenageá-la é trabalhando, é todo mundo se unindo e entregando um desfile à altura dela, à altura do Renato e à altura de cada torcedor da Mocidade Independente de Padre Miguel.”

“O carnaval é feito de superação, de mostrar que podemos mais nas horas difíceis. Agora, é tirar forças de onde não tem, apoiar muito o Renato e fazer por ela e também pela comunidade”, acrescenta o intérprete da agremiação, José Paulo Ferreira Sierra, mais conhecido como Zé Paulo Sierra.

“A escola superar é muito difícil, porque é uma morte, é uma perda, mas, dentro do possível e do que podemos fazer, a Mocidade está muito preparada para fazer um grande carnaval para ela”, diz o intérprete. Um dia antes da carnavalesca, morreram o intérprete Luizinho Andanças — Luís Fernando Guaglianone dos Santos — e o compositor Zé Glória — José Glória da Silva Filho —, ambos no dia 18 de janeiro.

Samba

Mesmo com as perdas recentes, Zé Paulo garante que a escola está preparando um grande desfile para o carnaval deste ano. A Mocidade será uma das últimas escolas a entrar na avenida, abrindo a noite do terceiro dia de apresentações das agremiações do Rio de Janeiro, que se encerra com a Portela, maior campeã do carnaval carioca.

“O enredo tem o DNA da Mocidade, de ser uma escola futurista, de vanguarda, pioneira. E tem o DNA do Renato e da Márcia, que são carnavalescos que prezam por esse tipo de enredo”, ressalta o compositor, em seu segundo ano como intérprete da escola verde e branco. Zé Paulo relembra o desfile do ano passado em que a escola celebrou o caju com o enredo Pede caju que dou… Pé de caju que dá!. Apesar da popularidade do samba, a Mocidade encerrou a competição na 10ª posição no último carnaval.

“Este ano, optamos por uma coisa mais tensa, com conteúdo de alerta, de mensagem, e acaba sendo um paralelo diferente porque saímos de um samba muito popular, viralizando no Brasil todo, e entramos em um samba que fala mais para dentro da comunidade”, destaca. Diferentemente do carnaval anterior, que tinha um samba que a pessoa ouvia “e já saía dançando, pulando, sem se importar com o que estava sendo cantado”, este ano, a escola pretende passar uma ideia de aviso e de necessidade de preservação com a composição musical.

Zé Paulo enfatiza que a mensagem do samba é muito direta. “É de contar um pouco a história de onde viemos e do quanto a tecnologia pode ser importante, mas também do quanto pode prejudicar. Acho que é um samba com uma grande mensagem. A escola entendeu bem isso e consegue transportar isso em forma de canto para quem estar assistindo”, diz o intérprete.

*Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa

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STJ restabelece sanções a cursos de medicina com nota baixa no Enamed

MEC quer elevar desempenho de 107 instituições de ensino superior

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu liminarmente a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e restabeleceu as medidas cautelares impostas pelo Ministério da Educação (MEC), em março deste ano, a 107 instituições de ensino superior com baixo desempenho no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) de 2025.

Entre as medidas previstas para essas instituições estão a suspensão da oferta de vagas vinculadas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e ao Programa Universidade para Todos (Prouni), assim como de novos processos seletivos e vestibulares, e a redução do número de vagas autorizadas.

De acordo com o MEC, as medidas cautelares e as ações de supervisão impostas pela pasta têm como objetivo promover a melhoria da qualidade dos cursos de medicina e assegurar à população a excelência da formação dos futuros médicos.

“O MEC seguirá defendendo uma abordagem que valorize a formação de qualidade, a responsabilidade das instituições de ensino e o papel do Estado na indução de melhorias, assegurando o direito da população a serviços prestados por profissionais bem formados”, diz o comunicado publicado pelo ministério.

Instituições privadas de educação superior

Em nota à imprensa, a Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – entidade que representa instituições e mantenedoras da educação superior privada em todo o país – diz ter tomado conhecimento da decisão proferida nesta quarta-feira (19) pelo STJ e que seguirá acompanhando o tema com serenidade e responsabilidade institucional. “A entidade informa que sua assessoria jurídica está analisando o teor da decisão e avaliará as medidas cabíveis.”

Enamed

Criado pelo MEC, o Enamed será aplicado obrigatoriamente a cada seis meses pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a todos os estudantes concluintes de cursos de medicina no Brasil.

O exame tem duas funções principais: avaliar a formação médica no país e servir como critério para processos seletivos de residência médica de acesso direto, como no processo unificado do Exame Nacional de Residências (Enare).

Em junho deste ano, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) anunciou que o Enamed passa a valer como instrumento de avaliação da proficiência dos estudantes de medicina e da qualidade dos cursos de graduação.

A regra está prevista na nova política integrada para a formação em medicina no país, prevista na Medida Provisória n° 1370/2026. Com isso, os formados nesse curso somente vão poder realizar sua inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) se tiverem rendimento suficiente no exame. O registro no conselho é obrigatório para o exercício legal da profissão de médico no Brasil.

O Enamed também substituirá integralmente a primeira fase (teórica) do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

O graduado que não obtiver avaliação satisfatória no Enamed poderá refazê-lo em edições seguintes do exame, realizadas a cada seis meses, conforme a nova política integrada para formação médica.

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Voos de drones terão restrição temporária na área do Desfile de 7 de Setembro

Medida será aplicada em 29 de agosto e em 7 de setembro, da 0h às 18h; orientação é destinada a pilotos e proprietários de aeronaves não tripuladas

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

Pilotos e proprietários de drones devem ficar atentos às restrições temporárias de voo previstas para a área do Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília. Nos dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h, será estabelecida uma Zona de Restrição de Voo, conhecida pela sigla FRZ (Flight Restriction Zone), na região destinada ao evento.

Durante os períodos de restrição, ficam proibidos os voos de aeronaves não tripuladas na área delimitada, com exceção dos equipamentos pertencentes aos órgãos de segurança pública e às demais instituições previamente autorizadas. A medida faz parte dos procedimentos de segurança adotados para a realização do evento e busca reduzir riscos para o público, autoridades, equipes que trabalham na área e demais operações realizadas no espaço aéreo.

Área de restrição

A Zona de Restrição de Voo abrange a área destinada ao desfile cívico-militar e seu entorno imediato, conforme delimitação definida para a operação de segurança. Antes de operar um drone nas datas previstas, o piloto deve verificar se o local pretendido está inserido na área restrita e observar as determinações estabelecidas para o período.

A proibição alcança os voos recreativos e profissionais que não tenham autorização específica. Equipamentos utilizados por órgãos de segurança pública e instituições previamente autorizadas poderão operar conforme as regras estabelecidas para a atividade.

Voos não autorizados podem gerar sanções

 

A realização de voos em desacordo com as restrições poderá resultar na adoção de medidas de mitigação e na aplicação das sanções administrativas, civis e penais previstas na legislação.

As normas relacionadas à operação de drones envolvem diferentes responsabilidades, desde o cumprimento das regras de tráfego aéreo até cuidados para não colocar em risco pessoas, bens, aeronaves ou a própria segurança pública.

Regras
Entre as legislações aplicáveis estão o Código Brasileiro de Aeronáutica, normas específicas sobre aeronaves não tripuladas e dispositivos relacionados às responsabilidades civil e penal decorrentes de operações irregulares.

O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) atua nas questões relacionadas ao acesso e uso do espaço aéreo. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estabelece regras para a operação das aeronaves, enquanto a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) atua na regulamentação dos equipamentos de radiofrequência.

Em áreas ou situações relacionadas à segurança presidencial, também são adotados procedimentos específicos coordenados pela Presidência da República, em articulação com os demais órgãos envolvidos na segurança do evento. Por isso, além das regras gerais aplicáveis à utilização de drones, o operador deve observar restrições temporárias estabelecidas para determinadas regiões, datas e eventos.

Serviço:
⇒ Restrição temporária para voos de drones;
⇒ Dias 29 de agosto e 7 de setembro, da 0h às 18h;
⇒ Local: área delimitada para o Desfile Cívico-Militar de 7 de Setembro, em Brasília.

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Câmara Legislativa celebra 10 anos do Instituto Arte Jovem

Cerimônia lembrou da trajetória e das contribuições sociais feitas pela organização social que oferece aulas de música, dança e canto em Ceilândia

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Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF

Sessão solene contou com apresentação do bailarino Thiago Batista

“Uma ideia teimosa, que a gente não sabe como vai dar certo, mas tem a certeza de que precisa existir.” Foi assim o início do Instituto Arte Jovem, nas palavras de seu fundador e diretor artístico Edmilson Campos Júnior. Criada em 2016, a organização social oferece aulas de música, dança e canto na região administrativa de Ceilândia. A trajetória foi homenageada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), em sessão solene na noite de terça-feira (18).

>> Confira a cobertura fotográfica

Hoje, essa ideia tem quase 600 crianças e jovens de Ceilândia”, ressaltou Edmilson Júnior, que discursou sobre a transformação promovida pela arte. “Nós vimos crianças chegarem aqui sem coragem de olhar nos olhos. Pouco tempo depois, subiram no palco e se apresentaram para centenas de pessoas. Já vimos jovens descobrirem aqui um talento que nem sabiam que existia e, junto com ele, descobriram o próprio valor. Não é só ensinar música e dança. É ensinar que vocês são capazes”, enfatizou o fundador.

Edmilson Júnior também deixou um conselho para os alunos:“Se em algum momento a vida disser a vocês que não dá, que é difícil demais, que não é para gente como nós, lembrem-se dessa noite. Lembrem-se de um projeto nascido em Ceilândia, sem quase nada além de vontade, e que hoje está sendo homenageado pela Câmara Legislativa. Desistir nunca foi uma opção para nós. E também não vai ser para vocês”.

Orquestra do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

A homenagem foi uma iniciativa do deputado distrital Martins Machado (Republicanos), que destacou o impacto do instituto na família e na comunidade, ajudando a construir novas perspectivas. “É gente que ganhou confiança, encontrou oportunidades e passou a enxergar novos caminhos. Quando uma pessoa começa a acreditar mais em si mesma, muita coisa ao redor dela também começa a mudar”, refletiu.

Representando as famílias dos alunos, Antônio Carlos de Souza demonstrou gratidão aos professores, colaboradores, parceiros e “todos que acreditaram e continuam acreditando no projeto”. “(O instituto) abriu portas, fortaleceu sonhos e ajudou nossas crianças e jovens a descobrirem suas capacidades, sua sensibilidade e seu lugar no mundo.”

A cofundadora e diretora-geral do Instituto Arte Jovem, Inayá Amanacy, comentou sobre a continuidade da organização, que está sempre agregando novos integrantes e alunos. “Hoje, nós temos alunos que tocam com a gente, já são pais e seus filhos continuam conosco”, observou.

O professor Edmilson Campos com os alunos da Orquestra Baby do Instituto Arte Jovem (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)

Um dos propósitos do instituto é a formação permanente de novos professores, conforme explicou o professor Edmilson Campos, que também é pai do fundador da organização. “O nosso papel é estar sempre formando e transformando. Eu sempre coloco os alunos para aprender a dar aula, independentemente da idade. Se tem seis anos, ensina para quem tem quatro. Você já é professor ao ensinar tudo o que sabe para o outro que não sabe”, detalhou.

No final, foram entregues moções de louvor a participantes do Instituto Arte Jovem, em reconhecimento à relevante contribuição prestada à formação musical, cultural e cidadã, promovendo inclusão social, desenvolvimento humano e valorização dos talentos locais.

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

Agência CLDF

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
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(61) 98442-1010