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Para Hugo Motta, papa Leão XIV tem a missão de ampliar a conciliação

Novo papa foi escolhido nesta quinta-feira

 

Novo papa, Leão XIV faz sua primeira aparição pública

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse esperar que o papa Leão XIV continue o legado de tolerância, diálogo e conciliação do papa Francisco. O novo líder religioso foi escolhido nesta quinta-feira.

“Ele tem a missão de ampliar a conciliação. Todos nós, seguidores da fé cristã, desejamos muita sabedoria, fé e energia para o novo pontífice”, disse Motta em suas redes sociais.

O cardeal Robert Francis Prevost foi eleito o 267º papa da Igreja Católica Romana nesta quinta-feira, tornando-se o primeiro papa oriundo dos Estados Unidos.

Frente Parlamentar Católica
O coordenador da Frente Parlamentar Católica, deputado Luiz Gastão (PSD-CE) ressaltou a mensagem de paz do papa Leão XIV em sua primeira aparição depois de eleito. A palavra foi citada 10 vezes no discurso papal. “‘A paz esteja com todos vocês!’ — com estas palavras evangélicas, iniciou-se o pontificado. Um gesto simples, mas repleto de profecia: paz verdadeira não é mera ausência de conflito nem neutralidade, mas reconciliação com Deus, com a Verdade”, afirmou o deputado.

Gastão lembrou que Leão XIV, nome escolhido por Robert Prevost para o papado, evoca a memória de Leão XIII que lançou os fundamentos da doutrina social da igreja. “Ali, o papa denunciou tanto o materialismo do socialismo quanto a desumanidade do liberalismo desenfreado, propondo o caminho da justiça enraizada na dignidade da pessoa humana”, disse Gastão.

Repercussão
O líder do Governo, deputado José Guimarães (PT-CE), felicitou a escolha de Leão XIV como novo líder da igreja católica e desejou que ele atue para unir a humanidade no amor fraterno, na solidariedade e na superação da desigualdade. “Que o Papa Leão XIV siga os passos de Papa Francisco, promovendo a paz, o diálogo e a justiça social para todos. Sucesso nessa caminhada!”, escreveu Guimarães.

O líder da Maioria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), desejou que a igreja católica siga o legado do papa Francisco. “Levando esperança a milhões de pessoas, promovendo e fortalecendo a solidariedade, a paz e a justiça social, num mundo marcado por desigualdades e conflitos”, afirmou.

O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), ressaltou que Prevost foi nomeado cardeal pelo papa Francisco [em 2023] e atuou tanto nos Estados Unidos como no Peru. “Que ele possa seguir o legado deixado por Francisco com fé, união e sabedoria

Segundo o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), o novo papa é um profundo conhecedor do Brasil e da América Latina. “Desejo sucesso ao Papa Leão XIV. Que seja uma voz firme contra as injustiças e desigualdades e nos ajude a construir um mundo de paz e fraternidade”, afirmou. Farias acredita que Leão XIV deva seguir uma linha de continuidade do trabalho do papa Francisco de defesa dos mais pobres e vulneráveis.

A líder do Psol, Talíria Petrone (Psol-RJ), avalia que o fato de o papa ter falado em espanhol e não em inglês pode ser o sinal de sua atuação. “Um papa estadunidense falando em espanhol, em tempos de extrema direita fascistas em seu país e que nega a importância cultural e econômica da população latina e negra, é um gesto importante”, disse. Para Petrone, Leão XIV representa uma continuidade do papado mais sensível às causas sociais e climática do Papa Francisco. “Um homem visto como moderado, que falou na urgência da paz e na construção de pontes”, declarou.

O líder do União, deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA), também felicitou a escolha. “Como católico, desejo que o Espírito Santo guie as suas decisões e a condução do papa Leão XIV à frente da igreja”, afirmou Fernandes.

O líder do PSB, deputado Pedro Campos (PSB-PE), desejou que o papa conduza a igreja com os princípios do evangelho: fé, esperança e caridade. “E que o Espírito Santo siga guiando a igreja no caminho da paz e da unidade”, escreveu.

Peru
Prevost, antes de se tornar papa Leão XIV, trabalhou por mais de duas décadas no Peru, sendo 8 anos como bispo em Chiclayo, no noroeste do país. Ele tem, desde 2015, cidadania peruana.

Em 2023, foi chamado pelo então papa Francisco para chefiar o Dicastério para os Bispos, órgão da Santa Sé que auxilia na escolha dos responsáveis pelas dioceses, divisões territoriais em que a igreja católica organiza sua atuação.

Leão
O último papa que escolheu o mesmo nome que Prevost foi Leão XIII (papa entre 1878 e 1903), que ficou conhecido por estabelecer as bases da doutrina social. Na sua encíclica “Rerum Novarum” ele defendeu alguns pontos como:

  • dignidade dos trabalhadores e criticou suas condições precárias;
  • rejeição tanto do capitalismo desenfreado quanto do socialismo;
  • defesa do direito à propriedade privada, mas com destaque à sua função social;
  • defesa de salários justos e do direito de associação dos trabalhadores;
  • ação estatal para proteger os mais vulneráveis.

 

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier e Tiago Miranda
Edição – Wilson Silveira

Fonte: Agência Câmara de Notícias

 

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
NIÈDE GUIDON: LIVRO HOMENAGEM DE ANDRÉ PESSOA
A FOTOGRAFIA-DENÚNCIA DE MICHAEL NAIFY
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NEM PÉ DE ESQUERDO, NEM DE PÉ DIREITO, MAS DE JOELHO.

Um convite à humildade, à gratidão e à fé para atravessar o novo ano com propósito e serenidade.

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Silvestre Gorgulho – Fundador e Editor-Geral da Folha do Meio.

 

Já decidi. É definitivo: não quero entrar em 2026 nem com o pé esquerdo e nem com o pé direito. Confesso que quero entrar de joelho. Ajoelhar, como todo gesto corporal, não é algo neutro. É um gesto de humildade, de reverência e de penitência. Requer muita serenidade, sabedoria e paz. Mais do que uma oração, é uma atitude em que aceitamos nossa condição de criaturas abaixo de Deus e entendemos nossa finitude humana.

 

  • Tenha certeza: quando a gente se ajoelha, vai sentir que está se entregando ao poder de Deus.
  • De joelho, com as sandálias da humildade, diante dos Céus, significa permanecer de pé em qualquer circunstância.
  • Gratidão é tudo. É de joelhos que se agradece as coisas boas do ano que passou, que se pode levar o que foi bom e aprender com o que doeu.
  • Neste Ano Novo, um livro novo vai ser escrito. Ao escrever as próximas páginas da vida, você tem 365 dias para – de joelho – escrever e sonhar. Mas há que confiar sempre no prazer da releitura.
  • É de joelho que a gente extrai o prazer de praticar certos pecados, sabendo, até que alguns valem muito bem pela penitência futura.
  • Vale agradecer de joelho e não reclamar por envelhecer. Nem todos têm esse privilégio.
  • Ajoelhado, a gente se sente maior e menos ansioso. A ansiedade não tira o problema do ano que começa. Só tira a paz do momento.
  • É de joelho que a gente pede que os próximos políticos sejam eleitos por votos e não por devotos.
  • Vale sempre pedir (de joelho) que o Brasil deixe de punir o sucesso com impostos e o fracasso com bolsas e benefícios.
  • Entenda de uma vez por todas que não vale a pena tropeçar em algo que já ficou atrás de você.
  • É ajoelhado e em silêncio que a gente medita e reflete. Mas, tenha certeza, que quando nada acontece há sempre um milagre que não estamos vendo.
  • Nada melhor do que estar ajoelhado e contrito para sentir que o sabor da vida depende sempre de quem a tempere.
  • Se colocando de joelho para os amigos, podemos aprender que a amizade e a tolerância desenvolvem a felicidade e reduz o sofrimento. Mais: duplica a nossa alegria e divide qualquer dor.
  • De joelho ou não, leve a sério durante os próximos 365 dias: quando você ama o que tem, você tem tudo o que precisa.
  • Ajoelhado diante de uma floresta ou na contemplação de um parque a gente entende por que árvore que verga, o vento não quebra.
  • É ajoelhado, mas sempre firme, que podemos entender as conveniências do ser humano: não deixe de desconfiar dos idealistas que lucram com o seu ideal.
  • Comece o Ano Novo fazendo planos, mas sem esquecer que a vida é o que acontece com a gente justamente enquanto fazemos planos. Mais: o Amanhã tem uma extrema mania de ser tarde demais.
  • Se, por acaso, coisas ruins acontecerem, mesmo ainda ajoelhado, lembre-se: nada é para sempre. E tudo que é bom de passar, é ruim de contar. Mas tudo que foi ruim de passar, é sempre bom de contar.
  • Comece o Ano vivendo de forma honesta. Então, para falarem mal de você, vão ter que mentir.
  • É de joelho que a gente entende que quando o dinheiro falta e o coração aperta, seu Anjo da Guarda continua presente. A luta não é o fim de história. Confie que é só o capítulo que antecede o milagre.
  • Ajoelhado, preste atenção: às vezes, Deus permite a dificuldade para fortalecer a fé. O que hoje dói, amanhã será testemunho.
  • Quem tem a humildade de se ajoelhar uma vez por dia, vai entender que a felicidade não é a ausência de conflitos, mas é a habilidade de lidar com eles. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo. Ela torna tudo melhor.
  • Há tempo para tudo na vida. Até a pressa em ajudar pode sufocar a natureza das coisas que precisam florescer sozinhas. Quem ajuda uma borboleta a sair do casulo, rouba-lhe o voo.
  • Estando de pé ou de joelhos, passeando ou trabalhando, não se esqueça nunca: quanto mais tempo você ficar no trem errado, mais longa é a viagem de volta.
  • A crença e a convicção de uma pessoa ajoelhada são mais puras e reais. Vale a máxima: A vida é muito perigosa. Não só pelas pessoas que fazem o mal, mas também por aquelas que ficam sentadas à beira do caminho vendo tudo acontecer.
  • Sempre ajoelhado, entra ano e sai ano, desde 1680, nunca ficam defasados os sermões do Padre Antônio Vieira: “A educação e a humildade são moedas de ouro. Valem muito em qualquer tempo e em qualquer lugar”.
  • Estar de joelho é um ato de gratidão e de humildade. Conscientize-se: Ano Novo começa e termina. E todo o ano você, sem saber, passa pelo dia que você um dia vai morrer.

 

 

 

 

 

 

 

 

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