Cine Brasília exibe o clássico ‘Hiroshima, Meu Amor’, com ingresso único de R$ 5
Obra-prima do diretor Alain Resnais será exibida nesta sexta (23) e no sábado (24); esta semana estreiam na programação o thriller sul-coreano ‘Uma Família Normal’ e a produção franco-árabe ‘Animale’
A Sessão Clássicos do Cine Brasília retorna com a exibição de um dos marcos da história do cinema: Hiroshima, Meu Amor, obra-prima de Alain Resnais lançada em 1959. Dedicada à celebração de grandes títulos da sétima arte, a sessão passa a ocorrer duas vezes no mês, com uma exibição principal e uma reprise no dia seguinte, com ingressos no valor único de R$ 5. A exibição do longa acontece na sexta-feira (23), às 20h30, e contará com reprise no sábado (24), às 18h30.
A obra-prima de Alain Resnais, Hiroshima, Mon Amour, é destaque na programação desta semana do Cine Brasília | Fotos: Divulgação
Esta semana duas estreias entram para a programação do Cine, trazendo narrativas intensas e protagonistas em confronto com códigos morais, familiares e culturais: Uma Família Normal, thriller dramático sul-coreano dirigido por Hur Jin-ho, e Animale, uma produção franco-árabe assinada por Emma Benestan.
As sessões de Animale nesta semana serão abertas pelo curta-metragem Pequenas Insurreições, de William de Oliveira. Os curtas exibidos no cinema são selecionados na Chamada Pública de Curtas do Cine Brasília, uma iniciativa que busca ampliar a diversidade da programação e fortalecer o cinema nacional. A previsão da atual gestão é que 150 curtas de todo o Brasil sejam exibidos antes das sessões de longas-metragens em cartaz.
Os filmes escolhidos recebem um cachê que, recentemente, passou por uma atualização. Para obras finalizadas a partir de 2024 o valor passou de R$ 1.000 para R$ 1.300. Já para aquelas concluídas até 2023 o valor, que antes era de R$ 500, foi para R$ 800. As inscrições podem ser feitas até 1º de abril de 2027 neste link, onde também está disponível o edital completo.
A animação Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu será exibido na Sessão Família
Quatro produções seguem em cartaz no Cine Brasília nesta semana. Um dos destaques é Homem com H, longa dirigido por Esmir Filho e protagonizado por Jesuíta Barbosa, que interpreta Ney Matogrosso em uma narrativa intensa sobre a trajetória do cantor. A produção também será exibida na Sessão Contraturno desta sexta (23), às 10h.
Outra produção que continua em exibição é Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu, animação que resgata o humor clássico dos desenhos animados ao colocar Patolino e Gaguinho. O filme é indicado para todas as idades e será exibido na Sessão Família, no domingo (25), às 16h.
Sessão acessível
No sábado (24), às 14h, o Cine realiza a segunda Sessão Acessível do mês com a exibição gratuita do filme Capitão Astúcia, longa dirigido por Filipe Gontijo, que mistura aventura, afeto e fantasia – com classificação indicativa de 12 anos.
Destinada a pessoas com deficiência, a sessão conta com recursos de acessibilidade como Libras e legendas descritivas projetadas na tela, além de audiodescrição no sistema de som da sala.
Sessão atípica
Na última quarta-feira do mês, no dia 28, Looney Tunes – O Filme: O Dia Que a Terra Explodiu tem exibição dupla dentro da Sessão Atípica, às 10h e às 14h. Destinada a pessoas autistas e neurodivergentes, a iniciativa oferece uma experiência acolhedora, com luzes acesas, som em volume reduzido, temperatura ambiente e liberdade de circulação pela sala, e ingressos com valor único de R$10.
A partir do dia 31 de maio, o Cine Brasília passará a promover Sessão Atípica também aos sábados.
Exibição especial
O Cine Brasília recebe no próximo domingo (25), às 18h, de forma gratuita, a ficção brasileira Desmemórias. Com uma abordagem sensível e poética, o longa acompanha Narcisa, uma mulher que lida com o esquecimento e falhas na memória. Ao tentar resgatar suas lembranças, ela embarca em uma jornada que atravessa realidades reinventadas, onde devaneios e fragmentos de lucidez se misturam.
Ingressos e acessibilidade
Os ingressos para as sessões regulares do Cine Brasília, bem como para a Sessão Contraturno e a Sessão Família, custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), com exceção das segundas-feiras, quando o valor único é de R$ 5. A Sessão Atípica conta com ingressos a R$ 10 e a Sessão Clássicos a R$ 5. A Sessão Acessível e a exibição de Desmemórias são gratuitas.
Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do cinema, às segundas e terças, das 13h e 22h, e de quarta a domingo, das 9h às 21h, ou no site.
Os filmes Homem com H e Virgínia e Adelaide possuem recursos de acessibilidade de Libras, audiodescrição e legendas através do aplicativo MLoad; e o filme Looney Tunes no MovieReading.
O Cine Brasília segue com o Programa de Fidelidade – Cinelover, que recompensa espectadores frequentes. A cada sessão assistida, os participantes acumulam carimbos no cartão fidelidade, que podem ser trocados por prêmios como entradas gratuitas, ímãs, baldes de pipoca, ecobags e camisetas exclusivas. O programa é válido para sessões regulares da grade, bem como para as especiais permanentes Sessão Contraturno, Sessão Família e Sessão ao Meio-Dia. Cada ingresso dessas três sessões especiais dá direito a dois carimbos no cartão fidelidade. Mais informações neste link.
Programação de 22 a 28 de maio
Quinta-feira, 22/5
Cinema fechado
Sexta-feira, 23/5
O thriller sul-coreano Uma Família Normal será exibido no Cine Brasília nesta sexta (23), no sábado (24) e na segunda-feira (26)
10h: Sessão Contraturno – Homem com H
14h: Uma Família Normal
16h30: Inventário de Imagens Perdidas
18h20: Pequenas Insurreições (curta-metragem) + Animale
20h30: Sessão Clássicos – Hiroshima Meu Amor
Sábado, 24/5
10h: Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que A Terra Explodiu
14h: Sessão Acessível – Capitão Astúcia
16h: Uma Família Normal
18h30: Sessão Clássicos – Hiroshima Meu Amor
20h20: Homem com H
Domingo, 25/5
10h: Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que A Terra Explodiu
13h30: Homem com H
16h: Sessão Família – Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que A Terra Explodiu
18h: Desmemórias
Segunda-feira, 26/5
14h: Uma Família Normal
16h10: Pequenas Insurreições (curta-metragem) + Animale
18h15: Homem com H
20h40: Virgínia e Adelaide
Terça-feira, 27/5
14h30: Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que A Terra Explodiu
16h20: Virgínia e Adelaide
18h10: Homem com H
20h40: Pequenas Insurreições (curta-metragem) + Animale
Quarta-feira, 28/5
10h: Sessão Atípica – Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que A Terra Explodiu
14h: Sessão Atípica – Looney Tunes – O Filme: O Dia Em Que A Terra Explodiu
15h50: Homem com H
18h20: Pequenas Insurreições (curta-metragem) + Animale
20h30: Inventário de Imagens Perdidas
Cine Brasília
→ Endereço: Asa Sul Entrequadra Sul 106/107 – Brasília, DF, 70345-400.
→ Informações pelo WhatsApp: 61 99878-2198 (seg a sex – das 14h às 18h) ou contato@cinebrasilia.com
→ Ingressos à venda na bilheteria ou neste link
→ Mais informações: site do Cine Brasília ou @cinebrasiliaoficial
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
A umidade relativa do ar pode chegar a 12% no Distrito Federal nesta sexta-feira (14) e no sábado (15), principalmente durante as tardes. O DF está sob alerta laranja, de perigo, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica índices entre 20% e 12%, condição que aumenta o risco de incêndios florestais e pode causar impactos à saúde.
O período mais crítico ocorre durante a tarde, quando as temperaturas sobem e a umidade tende a cair. A previsão indica que índices iguais ou inferiores a 12% ainda podem ser registrados até pelo menos segunda-feira (17).
O período da tarde é o mais crítico, com umidade do ar ainda mais baixa | Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília
A situação é provocada pela atuação de uma massa de ar quente e seco, associada à estabilidade atmosférica e à ausência prolongada de chuva. Essas condições dificultam a formação de nuvens e mantêm o tempo seco no Distrito Federal.
Baixa umidade
A região do Gama pode atingir 12% de umidade na tarde desta sexta-feira (14). O índice corresponde ao nível laranja de severidade utilizado pelo Inmet.
O menor índice registrado no DF desde o início de agosto foi de 13%. A marca foi registrada no dia 10 deste mês, na Estação Meteorológica do Gama (Ponte Alta). Se a umidade ficar abaixo de 12%, o nível de severidade passa a ser vermelho, considerado de grande perigo.
A partir de terça-feira (18), a umidade deve apresentar uma pequena elevação e ficar, em média, entre 30% e 35%. Mesmo assim, os índices ainda serão considerados baixos. Não há previsão de chuva para os próximos dias.
Semana integra oficialmente o calendário anual da CLDF e terá como mote “escutar para construir: cultura democrática desde a infância”
A Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, entre 25 e 26 de agosto, a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância. Promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), o evento reúne atividades educativas, debates com especialistas e discussões sobre a garantia dos direitos das crianças. A participação é gratuita e terá direito a certificado. O número de vagas é limitado. A inscrição pode ser feita por este link.
O mote deste ano é “escutar para construir: cultura democrática desde a infância”. O objetivo é ser um espaço de diálogo, reflexão e formação sobre a importância da escuta das crianças como fundamento para a construção de uma cultura democrática desde a infância, reconhecendo-as como sujeitos históricos, culturais e de direitos e fortalecendo sua participação na vida social e na construção de políticas públicas.
A abertura da semana ocorre na terça-feira (25), às 8h, com o projeto Infância Cidadã, que recebe crianças da educação infantil da rede pública de ensino do DF. A iniciativa da Elegis promove educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficina e espetáculo musical do grupo Camerata Caipira, além de piquenique.
No dia seguinte, a abertura oficial do evento está marcada para as 9h, no auditório da Casa, seguida da conferência magna com o tema “escutar para reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos”. A palestrante será a professora doutora Zoia Prestes, que leciona na Universidade Federal Fluminense e é pesquisadora nas áreas de educação, psicologia e desenvolvimento infantil, com base na teoria histórico-cultural.
Após intervalo para almoço, a programação será retomada às 14h30, com uma mesa redonda sobre o tópico “escutar para transformar: o lugar da criança na construção da vida social. Além de Zoia Prestes, o debate contará com os professores Rodrigo Rodrigues e Simão de Miranda.
Prioridade de Estado
Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.
A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.
Programação
25 de agosto (segunda-feira)
Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
• 8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
• 14h às 17h | Projeto Infância Cidadã
26 de agosto (terça-feira)
Local: Auditório da CLDF
• 8h30 | Credenciamento e acolhimento
• 9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
• 9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
– Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
• 11h30 às 14h | Intervalo para almoço
• 14h | Recepção
• 14h30 | Mesa-redonda. Tema: Escutar para Transformar: o lugar da criança na construção da vida social
Participantes: Prof. Dr. Rodrigo Rodrigues, Prof. Dr. Simão de Miranda e Prof.ª Dra. Zoia Prestes
• 16h30 | Encerramento.
Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil
O crescente uso de tecnologias como a internet, com destaque para a inteligência artificial (IA), deve ser acompanhado de pensamento crítico e não apenas entregá-las nas mãos de estudantes e professores.
A avaliação é da educadora Daniela Costa, consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o Brasil.
“Até um determinado momento, a gente pensava em inclusão digital. Agora, a gente acrescentou duas palavrinhas: tem que ser uma educação, uma inclusão digital significativa e crítica”.
Daniela Costa é coordenadora da pesquisa TIC Educação, desenvolvida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), uma organização sem fins lucrativos.
“Não dá mais para pensar só em entregar as tecnologias nas escolas, a gente precisa pensar em objetivos, motivos, riscos, oportunidades, o que fazer com as tecnologias e como educar os alunos para um uso mais crítico”, defendeu.
Encontro de educadores
A especialista participou do 4º Encontro de Educadores do Século XXI – Inteligência Artificial e o Futuro da Educação, realizado nesta sexta-feira (14), no Rio de Janeiro. O evento é organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Para abordar o tema, a consultora da Unesco apresentou dados que refletem avanços e preocupações sobre a relação entre estudantes com o ensino.
Pelo lado do avanço, ela mostrou que, na China, gravações de aulas de alta qualidade distribuídas a 100 milhões de estudantes rurais melhoraram os resultados deles em 32%. Além disso, diminuíram a desigualdade salarial entre populações urbanas e rurais em 38%.
Entre as preocupações, ela citou que a “simples proximidade” de um aparelho celular era capaz de distrair os estudantes e provocar um impacto negativo na aprendizagem em 14 países.
Para a professora, existe uma correlação negativa entre o excesso de uso de tecnologias digitais e a aprendizagem dos estudantes.
“Eu estou em aula, os meus alunos pegam o celular e pronto, acabou. Eles não têm mais atenção”.
Daniela apresentou dados do Cetic.br de que, no início de 2026, 51% das escolas afirmam que os estudantes não podem sequer levar o celular para a escola.
“Essas regras vão se tornando mais brandas de acordo com o nível de ensino”, complementa ela, apontando que no ensino médio, essa regra cai para 31% dos estabelecimentos.
“O celular tem que ficar em bolso, acessórios ou em locais da escola”, explica.
Pesquisa em vídeos
Daniela Costa chamou atenção também para o fato de que aplicativos de vídeo como YouTube e TikTok foram apontados por estudantes de ensino médio como o recurso digital mais utilizado para fazer pesquisas para trabalhos escolares.
O levantamento mostra que esses vídeos são utilizados por 89% dos alunos.
“A gente passa de uma pesquisa usando a linguagem verbal para uma pesquisa visual. É assistir um vídeo para se informar”, constata.
A segunda forma mais comum de pesquisa são sites de buscas, como o Google, utilizado por 88% dos estudantes.
Na sequência figuram sites como blogs e Wikipédia (72%) e plataformas de IA (70%). Livros digitais são a quinta forma mais comum (65%).
Ela assinala que apenas um terço dos estudantes brasileiros afirmam terem sido orientados sobre erros das IAs.
Sociedade e professores
A educadora acrescentou que dados revelam que os professores são referências para os alunos em como utilizar as tecnologias digitais.
De 2022 para 2024, o percentual de estudantes que declararam se informar sobre o uso com os professores passou de 44% para 56%.
No entanto, ela destacou a queda na proporção de professores que informaram terem passado por formação continuada sobre tecnologias digitais nos processos de ensino e aprendizagem.
Em 2021, 65% dos docentes declararam participação. Em 2024, eram 54%. “Esse número é baixo. Essa proporção representa metade dos professores”, lamenta.
“É como se, durante a pandemia, precisávamos falar sobre isso. Depois, não precisamos mais”, criticou.
Para a consultora da Unesco, é importante que a sociedade “se comprometa com esse ator que é o professor, o educador”.
“Não existe uma sociedade sem escolas, não existe uma sociedade sem professores, não existe educação e desenvolvimento integral dos estudantes sem esses elementos”, defende.