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Dia do Motociclista é comemorado com alerta para as regras de segurança

Dados mostram crescimento de 9% no número de motociclistas mortos em 2025 e ações do Detran-DF enfatizam os cuidados para pilotar de forma segura
Zélia Ferreira

 

Em alusão ao Dia Nacional e Internacional do Motociclista, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal preparou várias ações educativas e de fiscalização para proporcionar mais segurança ao trânsito de motocicletas. Apesar da redução de 15% no número mortes envolvendo motos nas vias urbanas, no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2024, esse número tem aumentado nas rodovias distritais (7%) e federais (85%) e levanta um alerta importante para quem transita sobre duas rodas.

 

De janeiro a junho de 2024, foram registradas 54 mortes em sinistros envolvendo motocicletas, sendo: 20 nas vias urbanas, 27 nas rodovias distritais e 7 nas rodovias federais. No mesmo período deste ano, foram 59 mortes: 17 nas vias urbanas, 29 em rodovias distritais e 13 nas rodovias federais que cortam o DF. Em quase metade das ocorrências com morte nas vias do DF em 2025, o motociclista esteve envolvido: 58 de 118 ocorrências (49%).

 

“O Dia Internacional do Motociclista é momento de comemorar a liberdade e o prazer de andar sobre duas rodas, mas também de se lembrar dos cuidados necessários para pilotar com segurança. Não dá para exceder a velocidade, andar muito próximo aos demais veículos, pilotar sem habilitação ou alcoolizado, por exemplo, pois a estabilidade do veículo de duas rodas é muito frágil. Os dados de mortes no trânsito em sinistros com moto é motivo de grande preocupação e, por isso, durante toda a semana, estaremos com diversas ações educativas e de fiscalização voltadas para a segurança dos motociclistas”, explica o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.

 

Os dados da Gerência de Estatística do Detran-DF apontam que, em 2025, a maioria dos sinistros como moto ocorreram por colisão (39), seguidos por choque com objeto fixo (6), queda do veículo (5) e atropelamento de pedestre (5). Houve ainda um sinistro que envolveu atropelamento de animal e queda de pessoa.

 

Perfil das vítimas

 

Entre os 59 mortos nessas ocorrências, a maioria é o próprio motociclista (52), representando 88% das mortes. Morreram também quatro pedestres (7%) e três passageiros (5%). Quanto ao gênero, 79,6% homens (47) e 20,4% mulheres (12).

 

Em relação à faixa etária, os sinistros com motocicleta têm vitimado mais as pessoas com até 39 anos – 37 mortes (62,7%) – e 22 mortos com mais de 40 anos (37,3%). As três faixas etárias com mais vítimas são: de 20 a 29 anos (16), de 30 a 39 anos (17) e de 40 a 49 anos (9). Houve ainda duas vítimas entre 12 e 17 anos, duas com 18 e 19 anos, quatro vítimas entre 50 e 59 anos, sete com idade entre 60 e 69 anos e duas de 70 a 79 anos.

 

Fatores de risco

 

A perda do controle da direção esteve presente em 18 ocorrências, a direção muito próximo a outro veículo (13), o excesso de velocidade (9), o uso de álcool (7), pilotar na contramão (6), estar no ponto cego (4), usar de forma incorreta o capacete (3) e falta de visibilidade (3) – fatores de risco centrados no motociclista.

 

É importante observar que a perda do controle de direção se dá, muitas vezes, pelo excesso de velocidade e pela inexperiência do motociclista, que pode ser recém-habilitado ou nem possuir habilitação. Entre os 58 motociclistas envolvidos em sinistros fatais no primeiro semestre de 2025, 16 deles não tinha habilitação para pilotar motos (27,5%), o que representa em média uma a cada quatro ocorrências.

 

Ações educativas

 

A Diretoria de Educação de Trânsito do Detran-DF estará presente na Conferência Nacional de Segurança no Trânsito “Protegendo vidas sobre duas rodas”, nos dias 28, 29 e 30 de julho, promovido pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Haverá entrega de material educativo, intervenções com bonecos do trânsito, minipalestras e participação no painel “Olhar que protege: a fiscalização como aliada da vida”.

 

Na quarta-feira (30), das 9h às 16h, o Detran-DF realizará o Pit Stop Educativo, em comemoração à Semana Nacional de Prevenção de Sinistros com Motociclistas. O evento contará com a parceria da Senatran e Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) e o apoio da Polícia Militar do DF, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros do DF, Samu, I Food e Associação Brasileira de Segurança Viária (ABSeV).

 

Nos dias 1, 2 e 3 de agosto, os educadores de trânsito vão estar no “Festival Brasília sobre Rodas”, no Brasília Palace Hotel, orientando os participantes sobre a segurança de pedestres, ciclistas e motociclistas, por meio de palestra, entrega de material educativo, abordagem e intervenções artísticas de mímicos e bonecos.

 

A autarquia também fará uma ação educativa em comemoração ao Dia Nacional e Internacional do Motociclista, no domingo (27), das 10h às 13h, na Granja do Torto, próximo ao Capital Moto Week. O objetivo é estimular comportamentos positivos no trânsito, com orientações aos motociclistas sobre segurança viária.

 

A Vila do Bem, do Capital Moto Week, também contará com a participação dos educadores do Detran-DF com orientações voltadas aos idosos, na segunda-feira (28), das 15h às 17h, e na quarta-feira (30), das 13h às 17h.

 

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Exposição inédita de Tarsila do Amaral chega a Brasília no Centro Cultural TCU

“Transbordar o mundo” reúne mais de 60 obras e ambiente imersivo que revisita trajetória de umas principais pintoras da arte brasileira

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Pela primeira vez em Brasília, o Centro Cultural TCU apresenta a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, mostra inédita que convida o público a revisitar a trajetória de uma das figuras centrais do modernismo brasileiro. A exposição será aberta para visitação no dia 11 de fevereiro e permanecerá em cartaz até 10 de maio, com entrada gratuita.

A mostra reúne mais de 60 obras originais, entre elas Operários, além de uma sala imersiva com projeções de pinturas icônicas da artista, como AbaporuA Cuca e Antropofagia. O espaço evoca os chamados “jardins tarsilianos” – paisagens exuberantes e imaginárias que marcaram o universo visual de Tarsila do Amaral, criando uma atmosfera envolvente e sensorial para o visitante.

O percurso curatorial tensiona as relações entre modernidade, identidade e pertencimento cultural, destacando a forma singular como a artista formulou uma linguagem modernista profundamente enraizada na realidade brasileira.

Curadoria da exposição e da sala imersiva

Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a exposição apresenta Tarsila como um “corpo-em-obra“, cuja produção artística e intelectual se constrói em permanente elaboração, atravessando as principais inquietações estéticas, sociais e políticas do século 20.

Licenciado pela Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos S.A. e desenvolvido pela empresa Live Idea, o espaço imersivo tem curadoria de Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e diretora da Tarsila S.A., em parceria com Juliana Miraldi. A atuação das profissionais articula novas linguagens artísticas, pesquisa, tecnologia e mediação contemporânea da obra da artista.

Detalhes da exposição

Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar de Tarsila ao longo de sua trajetória: dos primeiros anos da produção como pintora até chegar à fase social, marcada por uma abordagem mais direta das desigualdades e transformações estruturais do país.

Além disso, outros dois núcleos abordam a fase de descoberta do espaço ao seu redor, conciliando a velocidade das metrópoles ao tempo dilatado da vida no interior, e do mundo da imaginação, com cores e formas fantásticas.

Entre os destaques está a tela Operários, uma das obras mais emblemáticas da artista e da história da arte brasileira, que sintetiza o olhar crítico de Tarsila sobre o processo de industrialização e o mundo do trabalho. O público também poderá conferir trabalhos como São Paulo, Estrada de ferro Central do Brasil, Autorretrato I, Palmeiras, Floresta e o retrato de Mário de Andrade, entre outros.

Pela primeira vez em Brasília, este conjunto expressivo de obras – provenientes de importantes acervos públicos e privados – oferece uma visão panorâmica e, ao mesmo tempo, aprofundada da produção de Tarsila do Amaral, evidenciando sua relevância estética e intelectual e a atualidade de seu pensamento artístico.

Mais do que uma retrospectiva, “Transbordar o mundo” se afirma como gesto de atualização crítica da obra de Tarsila e evidencia sua capacidade de dialogar com temas contemporâneos como identidade, alteridade, território e memória.

Parcerias institucionais

O conjunto apresentado resulta de ampla articulação institucional do Tribunal de Contas da União (TCU) com importantes acervos públicos e privados, entre eles o Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Estado de São Paulo; a Associação Paulista de Medicina; o Museu de Valores do Banco Central (Bacen); Casa Guilherme de Almeida; a Fábrica de Arte Marcos Amaro (FAMA); o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP); o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP); o Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP); a Pinacoteca de São Paulo; a Galeria Almeida e Dale, além de coleções particulares como a Coleção Ivani e Jorge Yunes; a Coleção Orandi Momesso; a Coleção Paulo Vieira; a Coleção Rose e Alfredo Setúbal; e a Coleção Salvador Lembo.

A exposição conta com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição pertencente ao estado brasileiro, do Banco de Brasília (BRB) e apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis).

Arte-educação

Além da exposição, o Centro Cultural TCU oferecerá programação educativa complementar, com visitas mediadas e ações voltadas a estudantes, professores e público em geral. Também serão realizadas oficinas de arte-educação aos finais de semana, em diálogo com a temática da exposição.

Serviço

Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral

Data: 11 de fevereiro a 10 de maio de 2026

Local: Centro Cultural TCU – Brasília/DF – Setor de Clubes Sul, Trecho 3

Entrada gratuita

Secom: ISC/pc

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Ação Carnaval Sem Assédio é lançada pelo quarto ano consecutivo no DF

Iniciativa da Secretaria da Mulher (SMDF) reforça a prevenção à violência de gênero durante a folia, amplia a conscientização e fortalece os canais de denúncia em todas as regiões administrativas

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

A Secretaria da Mulher (SMDF) lança, nesta sexta-feira (6), às 14h, o calendário de atuação da ação Carnaval Sem Assédio, iniciativa que chega ao seu quarto ano consecutivo com o objetivo de prevenir e combater situações de assédio e violência contra as mulheres durante o período carnavalesco.

A ação leva equipes da SMDF a estabelecimentos comerciais e blocos de carnaval em regiões administrativas do DF, promovendo conscientização, orientação e acolhimento. A estratégia busca alertar foliões, comerciantes e trabalhadores do setor de entretenimento sobre a importância do respeito e reforçar os canais de denúncia disponíveis para vítimas e testemunhas de violência de gênero, prática que tende a se intensificar nesta época do ano.

Com o slogan “Não acabe com a minha festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos começaram a ser entregues desde o dia 2 de fevereiro por cerca de 90 servidores da pasta. Os materiais são fixados em locais de grande circulação, como banheiros e entradas de bares e restaurantes, garantindo que o maior número possível de foliões tenha acesso às informações.

“O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”

Celina Leão, vice-governadora

“O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”, destaca a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. “Com o trabalho de todo o GDF, vamos buscar ter um carnaval sem casos de assédio e garantir segurança, orientação e o acolhimento das mulheres”.

Os cartazes trazem um QR Code que direciona para o site da Secretaria da Mulher, além dos principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 6 (Central do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher).

 

Carnaval sem assédio

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), não houve registro de ocorrências de assédio durante o período de Carnaval nos últimos dois anos, resultado atribuído às ações preventivas, à presença do poder público nos territórios e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

“Estar nos blocos, nos bares e nos espaços onde as pessoas estão é fundamental”, enfatiza a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “O Carnaval Sem Assédio é uma ação que salva vidas, porque informa, orienta e mostra às mulheres que elas não estão sozinhas. Respeito também faz parte da festa”.

A iniciativa também coloca em prática o Protocolo Por Todas Elas, instituído pelo Decreto nº 45.772/2024, que regulamenta a Lei nº 7.241/2023. O protocolo prevê que espaços públicos e privados adotem medidas para garantir segurança, proteção e apoio às mulheres vítimas de violência, assédio ou importunação sexual, bem como àquelas que estejam sob risco de sofrer esse tipo de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção durante grandes eventos.

Serviço

Dia: 06/02
Hora: 14h
Local: New Mercaditto – 201 Sul

*Com informações da SMDF

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Deputados abordam crise do BRB e repasses para educação durante sessão ordinária

Parlamentares da oposição reforçam pedido para abertura de CPI e lamentam cortes do GDF em repasses para a educação

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Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

A sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (4) foi reservada a debates parlamentares. Os parlamentares presentes concentraram suas falas sobre a crise envolvendo o processo de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e o repasse de recursos para a educação pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

O líder da minoria, deputado Gabriel Magno (PT), pediu a presença de representantes do GDF no plenário da Casa para prestar esclarecimentos sobre as investigações envolvendo o BRB. “É inaceitável que, diante da maior crise, não tenham coragem de vir aqui, de dar respostas ao que nós estamos vivendo”, afirmou o parlamentar, que ainda pediu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar a questão.

Os deputados da oposição Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (Psol), Max Maciel (Psol) e Paula Belmonte (PSDB) também defenderam a abertura da CPI. No início da tarde desta quarta-feira, novo pedido de impeachment foi protocolado na CLDF.

Educação

Durante a sessão, distritais demonstraram preocupação com o impacto da crise sobre a educação do Distrito Federal. Uma das medidas de contenção de despesas foi a não impressão do nome das escolas nos uniformes dos estudantes.
De acordo com o deputado Ricardo Vale (PT), a falta de identificação da unidade de ensino “pode trazer uma insegurança muito grande para as famílias, para os professores, para os diretores, porque qualquer um agora com a camisa ‘Regional de Ensino’ da cidade entrará na escola”.

A deputada Paula Belmonte (PSDB), por sua vez, relatou que o GDF cancelou emendas da sua autoria destinadas a escolas públicas que somavam cerca de R$ 11 milhões. “Esse dinheiro, que é de todos nós, era para dar dignidade para as nossas crianças. São 129 escolas que não foram atendidas e o governo pegou [o recurso] para pagar dívida. Pagar dívida porque gastou mais do que podia, gastou sem responsabilidade”, apontou.

De acordo com Gabriel Magno, somando todos os distritais, o GDF cancelou R$ 49 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), responsável por transferir recursos financeiros diretamente às escolas públicas e coordenações regionais de ensino.

Assista à sessão na íntegra:

 

Mario Espinheira – Agência CLDF

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