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O ADEUS JK

HÁ 49 ANOS O BRASIL PERDIA SEU MAIOR ESTADISTA:
PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK DE OLIVEIRA

 

Em 22 de agosto de 1976, o Brasil amanheceu com a triste e impactante notícia: JK morreu. No dia seguinte, uma segunda-feira, contra tudo e contra todos, o povo brasiliense foi à rua para reverenciar o Fundador da Cidade e levar o corpo do ex-presidente da Catedral até o Campo da Esperança.
Foi o ano que Brasília criou alma. 1976 foi, também, um ano de guerra e muita violência contra os direitos humanos no Brasil e no mundo.
No Brasil, além de JK (o maior estadista que este País produziu), morre também o metalúrgico Manuel Fiel Filho nas dependências do DOI-Codi.
Os conflitos raciais matam e ferem na África do Sul.
Jimmy Carter assume a Presidência dos Estados Unidos com a bandeira dos direitos humanos.
Oscar Niemeyer lança na Europa o livro “Minha Experiência em Brasília”. E já prepara o lançamento de outro: “A Forma na Arquitetura”.
Um casamento revoluciona as relações planetárias: a união da informática com a eletrônica. Nos EUA, Bill Gates e Paul Allen popularizam os microcomputadores e a Microsoft ganha o mundo. A TV Globo ganha seu padrão, marca um estilo de excelência graças à dupla Walter Clark e Boni. Éder Jofre encerra uma carreira brilhante com 81 lutas, sendo 77 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O Concorde faz seu primeiro voo comercial.
E Pelé completa 1.250 gols.
ALGUMAS DATAS DE 1976
17.jan.1976 – Indignação nacional: o metalúrgico Manuel Fiel Filho (49) morre nas dependências do DOI-Codi. Mais tarde, virou o documentário “Perdão, Mister Fiel”, de Jorge Oliveira. O presidente Geisel exonera o general Ednardo d’Ávila Melo do Comando do 2º Exército.
21.jan.1976 – O Concorde, voando a 2.500 km/h e a 17.700 metros de altura, faz seu primeiro voo comercial. Seu primeiro voo de teste foi em 2 de março de 1969. O último voo em 26 de novembro de 2003.
29.jan.1976 – É inaugurada a Embaixada da França em Brasília, pelo ministro Jean Sauvagnargues, das Relações Exteriores do governo Valéry Giscard d’Estaing. Por sugestão de Lucio Costa e Oscar Niemeyer, o projeto foi confiado a Le Corbusier.
6.fev.1976 – Brasília inaugura duas obras fundamentais para a mobilidade urbana: a segunda ponte sobre o Lago Paranoá e a ligação da W3 Sul com a W3 Norte. A nova ponte liga a Avenida das Nações ao Lago Sul. Projeto de Oscar Niemeyer, a Ponte tem 400m de extensão e dá à paisagem um toque de simplicidade e leveza, pela sua arquitetura em forma de arco ou de uma garça pousando na água. Ligando a W3 Sul e W3 Norte, viadutos e tesourinha interligam as duas avenidas e, também, o Eixo Monumental.
6.fev.1976 – JK, o presidente que trouxe a indústria automobilística para o Brasil em 1958, faz questão de, reservadamente, visitar as obras da Fiat, em Betim-MG. O presidente da Fiat, Adolfo Neves Martins da Costa o acompanha. O Relações Públicas da fábrica, Jack Corrêa prepara uma surpresa que deixa JK emocionado: manda emplacar todos os Fiat 147 que estão no pátio com as placas alfanuméricas de prefixo JK.
8.jun.1976 – JK deixa registrado no seu diário: “Hoje ‘comemoro’ 12 anos de cassado e vejo o Brasil cada vez pior, sem liberdade, sem esperança e sem felicidade. E arrumaram outra dívida para mim, relativa a um imóvel que adquiri e depois vendi e cujo Imposto de Renda vai me absorver a fabulosa quantia de 900 mil cruzeiros. Será o começo de outra dívida. Outra chateação”.
18.jun.1976 – JK recebe, em São Paulo, o Prêmio Intelectual do Ano-1975. JK escreve em seu diário: “No dia anterior almocei na ‘Folha de S. Paulo’ com Otávio Frias e seu staff. Duas horas de debate cerrado. Queriam saber tudo de minha vida política, inclusive por que nos dois últimos anos não tive uma atitude mais agressiva. Devia ter-lhe perguntado se ele seria capaz de fazer um artigo me defendendo… Na noite do Prêmio falaram Raimundo Menezes, o Otávio Frias, da Folha, lido o discurso do Menotti del Picchia. O Raimundo Magalhães me entregou a estatueta. Aplausos e autógrafos em profusão”.
27.jun.1976 – Pelé completa 1.250 gols. O gol histórico, marcado na partida entre Cosmos 2 a 3 Washington Diplomats, não tem a mesma divulgação do milésimo. Mas o Rei recebe uma grande homenagem em Nova York.
7.ago.1976 – Do diário de Juscelino, de próprio punho, na fazendinha de Luziânia-GO: “Hoje é sábado. Crepúsculo no Belvedere. Às 19 horas, mal começava a novela Anjo Mau, minha casa foi invadida por dezenas de pessoas. Repórteres do Jornal do Brasil, Globo, Manchete à procura de notícias. Circulava no Brasil a notícia de minha morte. Todos me telefonavam ansiosos. Telefonei para Luciana, em Brasília. Houve uma amostra do que seria a repercussão de minha morte. Tarde da noite todos se retiraram. A casa ficou triste. Parece que realmente saíra um defunto. Dormi mal”.
22.ago.1976 – Morre o ex-presidente Juscelino Kubitschek em um desastre automobilístico, no KM 165 da Rodovia Presidente Dutra, próximo à cidade de Itatiaia-RJ. Acidente ou atentado? Muitas especulações.
23.ago.1976 – O corpo do ex-presidente JK é levado do Rio para o aeroporto de Brasília, de onde segue para a Catedral Metropolitana. No enterro de JK, Brasília vive sua primeira grande manifestação popular. Cerca de 60 mil pessoas acompanham o cortejo pela W3, até o cemitério Campo da Esperança, entoando a canção do folclore mineiro “Peixe Vivo”, imortalizada por Milton Nascimento: “A minh´alma chorou tanto, que de pranto está vazia desde que aqui fiquei, sem a sua companhia / Não há pranto sem saudade, nem amor sem alegria / É por isso que eu reclamo essa tua companhia / Como pode um peixe vivo viver fora da água fria? Como poderei viver sem a tua companhia?”
26.ago.1976 – Anunciado pelo presidente da Câmara, deputado Célio Borja, o deputado Tancredo Neves (PSD–MG) faz discurso histórico em homenagem a JK. “A morte do ex-presidente uniu o País pela dor. Houve em cada lar uma prece, em cada alma uma lágrima e em cada coração um voto de pesar e de saudade. É que, em sua magnanimidade, JK nunca partilhou o ódio, mas sempre distribuiu o amor”.
Mas nada mais forte do que a mensagem que deixou Carlos Lacerda – o maior opositor ao presidente JK, quando soube de sua morte: “Celebram JK por ter feito Brasília. Mas há que celebrá-lo ainda mais por ter demonstrado aos brasileiros que a democracia é possível. E, desde que possível, indispensável”.
FOTOS
1) Pela Varig, o corpo de JK chega a Brasília no final da manhã do dia 23 de agosto. (foto: Fernando Bizerra)
2) Motoqueiros brasilienses acompanham o cortejo fúnebre de JK. (Foto: Fernando Bizerra)
3) A Catedral é pequena para receber a multidão dos brasilienses que queriam prestar a ultima homenagem a JK. (Foto: Fernando Bizerra)
4) Em 1989, Oscar Niemeyer projetou um belo Memorial para ser construído no local do acidente mortal que levou JK. Mas o projeto infelizmente ficou apenas no papel. (foto: Silvestre Gorgulho)
5) Na rodovia Presidente Dutra, próximo a Resende, um simples memorial lembra o local onde JK e seu motorista Geraldo faleceram. (foto: Silvestre Gorgulho)

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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