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Prêmio Candango de Literatura chega à segunda edição com inscrições abertas em maio

Lançamento da premiação será em 9 de maio, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional; interessados podem se inscrever de 10 de maio a 25 de junho

 

O Prêmio Candango de Literatura chega à sua segunda edição em 2025, consolidando a capital do Brasil no cenário literário internacional. Realizado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), em parceria com o Instituto Casa de Autores, o prêmio – voltado para países de língua portuguesa – reconhece autores, designers e projetos de incentivo à leitura, oferecendo uma oportunidade especial de visibilidade e conexão.

O lançamento oficial será em 9 de maio, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro, com a presença de autoridades, figuras do universo literário e o show Clodo Ferreira – Existência, um tributo à vida e à obra do compositor e professor Clodo Ferreira (1951–2024). A cerimônia de premiação ocorrerá no mesmo local, em 31 de outubro. Com R$ 195 mil distribuídos entre os vencedores, a iniciativa reforça o compromisso com a diversidade e a circulação de obras que ecoam em português – idioma que une continentes, culturas e vozes.

O Prêmio Candango de Literatura incentiva a criação literária e a difusão da cultura escrita | Foto: Divulgação/Secec-DF

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, a importância do Prêmio Candango de Literatura reside em seu papel de incentivo à criação literária e à difusão da cultura escrita: “Ao premiar autores e projetos que se destacam, o prêmio contribui para o fortalecimento da identidade cultural do Distrito Federal, do Brasil e de países de língua portuguesa, estimulando a leitura e a valorização da literatura como forma de expressão artística e crítica social”.

No âmbito do Prêmio Candango de Literatura 2024 serão concedidas sete premiações, divididas em três pilares principais:

• Obras de caráter literário
• Obras de caráter editorial
• Iniciativas pedagógicas de incentivo à leitura

Para participar, a obra inscrita deve ser escrita em língua portuguesa, editada e comercializada no Brasil e/ou em países da Comunidade Lusófona durante o ano de 2024

Nas categorias literárias, serão R$ 140 mil distribuídos entre:

• Melhor Romance
• Melhor livro de contos
• Melhor livro de poesia
• Prêmio Brasília (exclusivo para autores nascidos ou residentes no DF)

Já nas categorias editoriais, serão premiadas:

• Melhor capa do ano – R$ 20 mil
• Melhor projeto gráfico – R$ 20 mil

Por fim, será entregue o Prêmio Candango de Literatura – Incentivo à Leitura, no valor de R$ 15 mil, destinado à melhor iniciativa voltada à promoção da leitura, incluindo ações para pessoas com deficiência (PCD). Essa premiação, de caráter pedagógico, é destinada a pessoas jurídicas com pelo menos dois anos de atuação comprovada na área.

Para participar, a obra inscrita deve ser escrita em língua portuguesa, editada e comercializada no Brasil e/ou em países da Comunidade Lusófona durante o ano de 2024. As inscrições, gratuitas, estarão abertas de 10 de maio a 25 de junho. Após essa fase, o júri selecionará dez finalistas por categoria, com divulgação dos resultados em setembro. Os vencedores serão conhecidos na noite de premiação, em outubro.

A curadoria será conduzida por João Anzanello Carrascoza – escritor, professor e redator publicitário, considerado uma das grandes vozes da ficção brasileira contemporânea. Carrascoza venceu a categoria Contos na primeira edição do prêmio.

“É motivo de júbilo a grande responsabilidade de ser curador do Prêmio Candango de Literatura. Sobretudo porque é um prêmio aberto a todos que escrevem em língua portuguesa, independentemente do país em que vivem. Também porque contempla não apenas os gêneros tradicionais como o romance, o conto, a poesia, mas talentos da cidade, ações de incentivo à leitura, projeto gráfico, entre outras categorias. É um prêmio que já demonstrou, em sua edição inaugural, ser capaz de motivar a participação de centenas de autores e, assim, reconhecer a qualidade de obras vigorosas e revelar novas vozes”, afirma o curador.

Com a visibilidade ampliada e a expectativa gerada desde o lançamento do certame, em 2022, a projeção é ultrapassar as quase duas mil inscrições da primeira edição. A campanha de divulgação visa justamente promover o intercâmbio entre países lusófonos, fomentar a leitura e difundir a escrita como patrimônio cultural.

Sobre Clodo Ferreira – Existência

O show-homenagem é protagonizado pelos filhos João e Pedro Ferreira, em celebração à trajetória artística de Clodo Ferreira – cantor, compositor, escritor, fotógrafo e professor. Em formato intimista, o espetáculo revisita canções do álbum Constelação de Palavras (2024) e sucessos consagrados como Cebola Cortada e Mentira da Saudade, em parcerias com nomes como os irmãos Climério e Clésio, além de Dominguinhos e Zeca Bahia.

A apresentação une a sensibilidade musical de João, violonista e diretor musical da banda Natiruts, à expressividade de Pedro, percussionista e intérprete, celebrando com afeto, talento e tradição familiar o legado de um dos grandes nomes da música brasileira.

Prêmio Candango de Literatura

· Lançamento: 9 de maio, às 19h
· Local: Sala Martins Pena, Teatro Nacional Cláudio Santoro
· Inscrições: De 10 de maio a 25 de junho
· Categorias: Romance, Contos, Poesia, Prêmio Brasília, Capa, Projeto Gráfico e Incentivo à Leitura
· Valor total dos prêmios: R$ 195 mil
· Abrangência: Escritores, designers e editores de países de língua portuguesa
· Informações e regulamento: www.premiocandangodeliteratura.com.br
· Instagram/Facebook: @premiocandangodeliteratura

*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF)

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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