Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
Festival de Brasília do Cinema Brasileiro: GDF leva oficina de audiovisual a escola pública de Planaltina
Iniciativa integra a programação da 58º edição do festival e visa introduzir estudantes à linguagem do cinema com uso do celular
Por
Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), promove nesta semana a oficina “Agentes do Cinema: aprenda a filmar ideias com o celular”, no Centro de Ensino Fundamental 01 de Planaltina. A atividade integra a programação do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e é voltada a estudantes do ensino fundamental e médio da região.
Conduzida pelo roteirista e realizador audiovisual Janú Ário Jr., a oficina busca apresentar fundamentos da linguagem cinematográfica usando um recurso comum aos jovens: o celular. Durante quatro encontros, entre terça-feira (16) e sexta-feira (19), das 14h às 17h, os participantes aprendem noções de enquadramento, iluminação, movimentos de câmera e formatos para redes sociais.
Segundo Janú Ário Jr., a atividade funciona como porta de entrada para diferentes áreas. “O celular é uma ferramenta que eles já dominam. O que fazemos é aplicar conceitos de cinema e mostrar que esse conhecimento pode ser útil em reportagens, publicidade, documentários e em produções para a internet”, explica.
Ele acrescenta que, ao final do processo, os grupos de alunos terão um material pronto para ser exibido em mostras escolares ou festivais comunitários. A ideia é mostrar que os alunos podem registrar as próprias histórias e aplicar esse aprendizado em diferentes formatos. Segundo o professor, os alunos começam tímidos, mas logo se animam ao perceber que conseguem aplicar os conceitos.
A iniciativa
A metodologia envolve teoria e prática. Os alunos são convidados a criar roteiros em grupo e, ao final do processo, produzir ao menos um curta-metragem. Nos grupos, cada um é responsável por criar uma cena diferente, que será editada em conjunto. A iniciativa busca estimular a criatividade, dar base técnica e despertar um olhar crítico para a produção audiovisual.
O coordenador da TV Centrinho do CEF 01, professor Marcus Martins Macedo, ressalta a relevância do projeto no contexto escolar. “Os jovens produzem muitos vídeos, mas sem técnica acabam desperdiçando material. Quando compreendem a linguagem do cinema, começam a transformar essa produção em algo mais artístico e consistente”, afirma.
Para Macedo, o sistema educacional ainda não está estruturado para o cinema. “Oficinas como essa ajudam a preencher essa lacuna. O celular pode ser um instrumento de inclusão e de desenvolvimento criativo quando usado com técnica”, explica.
O diretor do CEF 01, Marcos Antônio, reforçou a importância de aproximar os estudantes de novas linguagens. “O celular já faz parte do cotidiano dos jovens. Quando eles aprendem a usá-lo de forma qualificada, não apenas registram, mas também criam. Essa prática pode revelar talentos e até abrir caminho para carreiras no audiovisual”, avalia. Ele diz que a oficina amplia o conhecimento dos alunos e pode revelar talentos. “Com orientação, eles passam a editar, roteirizar e entender a lógica da narrativa, o que fortalece a formação e pode até despertar futuros cineastas”, prevê.
Em 2025, o Festival de Brasília completa 60 anos de existência. Nesta 58ª edição, realizada sob gestão compartilhada entre a Secec-DF e o Instituto Alvorada Brasil, a programação inclui exibições, debates e atividades formativas em várias regiões do Distrito Federal. Com isso, diferentes regiões administrativas recebem atividades formativas, estimulando a participação de estudantes e fortalecendo o contato da juventude com o audiovisual.
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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