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Inaugurada primeira unidade do Na Hora Empresarial, no Plano Piloto

Espaço reúne serviços essenciais para empreendedores, com atendimento sem filas e expectativa de mais de 500 atendimentos diários

 

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Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

A partir de agora, os empreendedores do Distrito Federal contam com atendimento exclusivo na primeira unidade do Na Hora Empresarial, inaugurada nesta terça-feira (3) pelo governador Ibaneis Rocha. A nova estrutura, coordenada pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), funciona no terceiro andar do Venâncio Shopping, no Setor Comercial Sul, e é um marco na modernização e desburocratização dos serviços públicos destinados ao setor produtivo.

Durante a inauguração, o chefe do Executivo destacou a política de simplificação adotada pelo Governo do Distrito Federal ao longo dos últimos anos. “Desde o início do nosso governo, nós passamos a trazer uma desburocratização muito grande para o setor produtivo aqui do Distrito Federal. Tinha um pedido dos empresários para que tivéssemos um ambiente adequado que proporcionasse agilidade na retirada de certidões e na resolução de problemas, e aqui nós reunimos todos os órgãos do DF em parceria também com a Polícia Federal”, afirmou Ibaneis Rocha.

Com mais de 500 m², a unidade foi planejada para concentrar, em um único espaço, serviços essenciais para a abertura, regularização e expansão de empresas, com atendimento presencial, sem filas e sem necessidade de agendamento. A expectativa é que sejam feitos mais de 500 atendimentos por dia, o que também deve contribuir para desafogar as outras unidades do Na Hora.

O governador anunciou, ainda, a intenção de expandir o modelo para outras regiões administrativas. “A nossa ideia é trabalhar a criação do Na Hora Empresarial também em Taguatinga, para atender toda a região Oeste, que é a maior do DF em número de habitantes e de empresas. Isso já está sendo programado e nós vamos dar todo o apoio para que aconteça o mais rápido possível”, anunciou.

A unidade reúne serviços estratégicos de diferentes órgãos do GDF. A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do DF (DF Legal) presta atendimentos relacionados à emissão e regularização de licenças de funcionamento e atividades econômicas; a Vigilância Sanitária do DF atua com licenças e orientações técnicas para empreendimentos das áreas de alimentação, saúde e estética; e a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) oferece consultas de viabilidade urbanística e informações sobre uso e ocupação do solo.

 

Outro destaque do espaço é o atendimento da Polícia Federal, que passa a oferecer serviços de emissão de passaportes (com agendamento), além de controle e fiscalização de produtos químicos, segurança privada e registro e controle de armas de fogo. A proposta é garantir mais segurança jurídica e agilidade aos empresários e profissionais que demandam esses serviços.

Para a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a nova unidade foi pensada para atender uma demanda antiga do setor produtivo. “Esse é um espaço exclusivo para o empresariado do Distrito Federal, onde concentramos os principais serviços necessários para aprovação e licenciamento de projetos e outras demandas do empresário em um só local, funcionando a semana toda, sem necessidade de agendamento”, explicou.

O governador Ibaneis Rocha anunciou ainda a intenção de expandir o modelo para outras regiões administrativas

Marcela Passamani detalhou os serviços disponíveis e reforçou o caráter exclusivo do espaço. “Aqui o atendimento é voltado apenas para pessoas jurídicas. O empresário encontra Junta Comercial, Vigilância Sanitária, DF Legal, Sebrae, Secretaria de Economia, Ibram, Detran, Neoenergia, Caesb e Seduh, todos concentrados no mesmo lugar, o que otimiza o tempo e facilita a resolução de pendências”, disse. Segundo a secretária, a integração dos órgãos é fundamental para quem empreende. “Ser empresário é um grande desafio, e a gente precisa facilitar a vida de quem gera emprego e renda no Distrito Federal”, concluiu.

Com a inauguração do Na Hora Empresarial, o DF passa a contar com oito unidades fixas do programa Na Hora, todas coordenadas pela Sejus-DF.

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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