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Ressaca de Carnaval e cultura gratuita movimentam o fim de semana no DF

De bloquinhos e maratona de samba a teatro, literatura, cinema e programação infantil, confira o que fazer na capital

 

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Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

Fevereiro, o mês carnavalesco, já se despede. Mas antes do adeus, a tradicional ressaca de Carnaval ainda anima o fim de semana no Distrito Federal. Para quem quer estender a folia e sair fantasiado, há bloquinhos espalhados pela capital federal. Já quem prefere um programa mais tranquilo também encontra boas opções.

O que não falta é programação, e o melhor: muita coisa gratuita. Para facilitar o acesso, o público ainda pode contar com o Vai de Graça, programa do Governo do Distrito Federal (GDF) que garante transporte público sem custo.

No sábado (28), a programação da ressaca de Carnaval começa às 16h, com o Canteiro do Samba – A Maratona da Ressaca, no Museu Nacional, com festa que segue até as 4h. Mais tarde, das 18h à meia-noite, o Samba Quente anima o público na QD 01, LT 22/23, no estacionamento em frente à Administração Regional de Água Quente.

No domingo (1º/3), a folia se espalha pelo DF: o bloco Carnaval Delas toma conta da Praça São Sebastião, no Setor Tradicional de Planaltina, das 15h às 22h; o Carnaflash agita a Praça da Bíblia, no Setor P (QNP 19E), em Ceilândia, das 16h às 22h30; e o Filhos de Guetta promete movimentar o Setor Comercial Sul, no Plano Piloto, das 15h às 22h.

Música

A banda Jah Live é uma das atrações do festival Guaraense Raiz, no Teatro de Arena do Guará | Foto: Divulgação

Para quem quer aproveitar o fim de semana de outra forma, longe da folia carnavalesca, uma pedida é o Guaraense Raiz, que abre a programação neste fim de semana, no Teatro de Arena do Guará. Com entrada gratuita, das 14h às 22h, o projeto transforma o espaço público em território de cultura, convivência e economia criativa, com shows da cantora Célia Porto, no sábado, e da banda Jah Live, no domingo. O espaço também terá feira colaborativa, oficinas artísticas, teatro, capoeira, praça de alimentação e área infantil. Realizado pelo Instituto Evolui, o evento conta com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (Secec-DF).

Também terá programação para quem busca uma experiência cultural diferente: no sábado (28), às 16h20, o Coletivo Transverso e a Andaime Cia de Teatro conduzem o público pela visita guiada gratuita do projeto Cada Caminho é um Poema – Edição Relicário. A caminhada tem saída do Espaço Cultural Renato Russo e percorre pouco mais de um quilômetro pela W3 Sul, transformada em território de escuta, memória e imaginação.

 

Coletivo Transverso e a Andaime Cia de Teatro promovem uma experiência cultural pelo projeto Cada Caminho é um Poema – Edição Relicário | Foto: Divulgação

Ao longo do trajeto, os participantes acessam áudios por meio de QR codes distribuídos em um mapa, com cenas, textos, depoimentos e paisagens sonoras inspiradas nas histórias e tensões do próprio território. A experiência é ao mesmo tempo individual e coletiva: cada pessoa utiliza fones de ouvido, mas compartilha o percurso e a escuta com o grupo. A recomendação é levar telefone celular carregado, fones de ouvido e, se possível, guarda-chuva.

A relação entre a gafieira e a ribalta é o tema do livro ‘Processos Criativos Teatrais: Dá Samba?’, que terá lançamento na Cia Lá na Dança | Foto: Tainá Botelho/Divulgação

Nesta sexta-feira (27), das 19h à meia-noite, a Cia Lá na Dança, na 203 Norte, Bloco A, recebe o lançamento do livro Processos Criativos Teatrais: Dá Samba?, da pesquisadora e artista Júlia Gunesch. Com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), a obra investiga como o samba de gafieira pode se transformar em método de criação cênica no teatro. A programação inclui conversa com a autora, intervenção dançada com Vitor Avelar e Verane Comis, além de baile comandado pelo DJ Erivaldo Alves.

Na Asa Norte, o Pontão de Cultura Mapati oferece aulas gratuitas de arte para a comunidade, com atividades de dança, teatro e circo para todas as idades. A programação começa neste fim de semana com a oficina Encanto de Itapoã, de bumba meu boi, ministrada pela professora Eliana Costa. As aulas ocorrem aos sábados, de 28 de fevereiro a 28 de março, das 14h às 16h30, no galpão da Quadra 3, Conjunto C, Casa 45, na Fazendinha, no Itapoã. Cada turma tem até 15 participantes, e as inscrições podem ser feitas pelo telefone ou WhatsApp (61) 3347-3920. O projeto é gratuito e conta com fomento do Programa Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, e apoio da Secec-DF.

Programação infantil

Há também programação para a criançada. A Biblioteca Nacional de Brasília abre, no dia 28 de fevereiro, a temporada 2026 do Clube de Leitura Juvenil, que terá como primeira obra Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. Já o Clubinho da Leitura da BNB promove encontro no mesmo dia, às 11h, com o tema “Quantas cores cabem no mundo”.

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Audiovisual brasileiro terá linhas de crédito e plano de exportação

Programa federal quer fortalecer setor como indústria estratégica

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Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciou nesta segunda-feira (25) a criação do Programa da Nova Indústria do Audiovisual Brasileiro. O objetivo é disponibilizar linhas de crédito específicas e um plano de exportação de produtos para o setor, considerado pelo governo federal como estratégico para o desenvolvimento nacional. 

Segundo o ministro Márcio Elias Rosa, o evento marca a inclusão da cadeia produtiva do audiovisual no programa da Nova Indústria Brasil (NIB). Lançado em janeiro de 2024 pelo governo federal, o NIB usa instrumentos tradicionais de políticas públicas, como subsídios, empréstimos com juros reduzidos e ampliação de investimentos federais, além de incentivos tributários e fundos especiais para estimular setores da economia.

De acordo com Rosa, para cada R$ 10 milhões produzidos no audiovisual, é gerado um impacto de R$ 12 milhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“Nós estamos falando de uma atividade econômica que ainda não tinha uma política ordenada. O setor audiovisual representa 0,6% do PIB. Isso é maior do que muita atividade industrial tradicional, como a indústria têxtil. Também emprega mais do que a indústria automotiva”, destacou o ministro em evento no Rio de Janeiro.

A política será lançada oficialmente, com todos os detalhes, no próximo sábado (30), no Rio de Janeiro, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O MDIC destacou como uma das principais missões garantir acesso do audiovisual a crédito. O objetivo é buscar investimentos com agentes financeiros como BNDES, Finep, Banco do Brasil e Caixa Econômica.

Tanto o ministério quanto representantes do setor afirmam que pretendem seguir modelos bem-sucedidos de exportação de produções nacionais, como os empreendidos por Índia, China e Coreia do Sul. A presidente da Federação da Indústria e Comércio do Audiovisual (Fica), Walkiria Barbosa, citou o exemplo dos coreanos.

“Tenho a certeza de que nós estamos dando um grande passo para a construção de uma política de Estado. Cito sempre a Coreia do Sul, porque era um país que ninguém conhecia há 20 anos e hoje, por meio do audiovisual, o mundo consome tudo de lá, inclusive os produtos de beleza. Nós podemos fazer exatamente o que eles fizeram”,  disse Walkiria.

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Olavo Noleto, reforçou a importância do engajamento do setor em mostrar o potencial do audiovisual brasileiro como indústria capaz de gerar riqueza, inovação, empregos e projeção internacional.

“Essa é mais uma vitória obtida por meio da luta, da história, da construção coletiva, dos saberes, da cultura brasileira, do reafirmar das nossas tradições, que tanto vivemos, tanto sofremos em alguns momentos, mas tanto nos orgulhamos. Vamos aprender juntos nessa caminhada e vamos fazer com que o audiovisual seja uma indústria brasileira de ponta no mundo”, disse Noleto.

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Equipes do Hospital da Criança se unem no controle de infecções

Pacientes internados são monitorados periodicamente para reduzir riscos ligados a uso de cateter

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

Garantir a segurança de uma criança que passa por tratamento de saúde envolve prevenir infecções e, caso elas aconteçam, agir em tempo hábil para combatê-las. Para aprimorar esse cuidado, o Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB) implementou novo processo de vigilância, integrando a equipe de enfermagem ao monitoramento das infecções relacionadas à assistência à saúde (Iras).

Controle de infecção é rigoroso nos procedimentos adotados pelos profissionais do hospital | Fotos: Maria Clara Oliveira/HCB

As Iras se dividem entre infecções primárias da corrente sanguínea (IPCS), pneumonia associada à ventilação e a infecções do trato urinário. Dos três tipos, o mais comum no HCB é o IPCS, devido ao perfil de pacientes atendidos: crianças imunossuprimidas, vários tipos de cateter e complexidade de acessos venosos. Periodicamente, os pacientes internados passam por visitas duranta as quais se coletam os bundles, conjuntos de informações referentes ao controle de infecções.

“Podemos ver os sinais precocemente e agir precocemente para evitar a infecção”

Lorena Borges, enfermeira do HCB

As visitas para verificação de cateteres das crianças internadas no Hospital são feitas pelas equipes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do HCB e de enfermagem. Ao envolver mais profissionais na tarefa, o hospital consegue identificar sinais de infecção mais rapidamente.

Análises aprimoradas

“Sempre trabalhamos com os bundles de IPCS, mas as auditorias eram muito centradas no SCIH”, relata o gerente do Serviço, o infectologista Bruno Lima. “Tínhamos dificuldade em cobrir alguns turnos e de discussão de condutas entre as equipes.” Com o novo processo, a equipe orientou os enfermeiros sobre a melhor forma de analisar os cateteres e quais informações coletar com pacientes e acompanhantes.

Essa integração traz tempo de resposta mais rápido, avalia a enfermeira Lorena Borges, gerente da Linha de Cuidado do Paciente Onco-hematológico: “Podemos ver os sinais precocemente e agir precocemente para evitar a infecção”. A periodicidade das vistorias varia dependendo do perfil de atendimento de cada ala da internação do HCB, mas todos os pacientes são acompanhados no que se refere a vermelhidão, presença de sangue, fluidez do cateter e outras características relacionadas a um processo infeccioso.

 

O HCB também adotou uma ferramenta para o registro das visitas, gerando um histórico de cada paciente. Com isso, em casos de infecção, é possível verificar outras informações relacionadas à causa ou ao manejo do quadro. “Hoje, o processo todo é registrado na plataforma RedCap e conseguimos rastrear todos os bundles nominalmente”, aponta Bruno Lima. “Se tivermos uma infecção e quisermos rastreá-los retroativamente, temos acesso a essas informações, o que foi um ganho muito grande”.

O novo processo teve início em 2025, como um projeto-piloto, e alcançou toda a internação em janeiro deste ano. Ao longo das diferentes fases da implementação, o HCB tem mantido uma taxa de conformidade de 96%. A expectativa é que, ao final do primeiro semestre, os dados consolidados confirmem os bons resultados alcançados até o momento.
*Com informações do Hospital da Criança de Brasília

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Novas leis ampliam proteção e oportunidades para mulheres no DF

Normas visam ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica e fortalecer o empreendedorismo das profissionais do setor de beleza, estética e cuidados pessoais

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

 

Leis aprovadas alteram normas do aluguel social e criam o Programa Beleza Legal DF

O Distrito Federal passa a contar, a partir deste mês, com duas novas leis em benefício das mulheres. As normas, publicadas no Diário Oficial do DF, visam ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica e fortalecer o empreendedorismo das profissionais do setor de beleza, estética e cuidados pessoais no DF.

De autoria da deputada Doutora Jane (Republicanos), ambos os textos foram promulgados pelo presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz (MDB), após a derrubada dos vetos do Buriti na sessão plenária de 29 de abril.

A Lei nº 7.879/2026 altera a norma que trata do aluguel social (Lei nº 6.623/2020) para agilizar a concessão do benefício às mulheres vítimas de violência doméstica. A medida, na prática, permite que essas pessoas possam acessar os recursos para a locação de moradia desde o registro do boletim de ocorrência policial. Antes dessa alteração, para receber o auxílio de R$ 600 mensais, as beneficiárias precisavam atender alguns requisitos, entre eles, já terem uma medida protetiva vigente.

“Quando a mulher registra boletim de ocorrência, muitas vezes não aceita oferta de Casa Abrigo, mas não tem para onde retornar. Se ela tiver oportunidade de registrar a ocorrência e puder lançar mão do aluguel social, isso vai fortalecer a vontade e o desejo de sair de uma relação de abuso e de violência doméstica”, avalia Doutora Jane.

 

Rinaldo Morelli/Agência CLDF

A outra norma que passou a integrar o ordenamento jurídico do DF é a Lei nº 7.890/2026, que institui o Programa Beleza Legal DF. A iniciativa busca incentivar o desenvolvimento, a formalização e a valorização de milhares de mulheres que atuam no ramo da beleza, estética e cuidados pessoais no Distrito Federal.

Entre as diretrizes do programa, estão o incentivo à formalização como MEI (Microempreendedor Individual), a oferta de capacitação técnica gratuita, o acesso a microcrédito, além do incentivo à formação de redes e cooperativas femininas. Para isso, a nova lei prevê parcerias com instituições de ensino, organizações do terceiro setor e órgãos do Sistema S, a exemplo do Sebrae e Senac.

Autora da norma, Doutora Jane argumenta que o setor de beleza é um dos que mais crescem no DF, gerando emprego e renda em todas as regiões administrativas. “As trabalhadoras da área são verdadeiras empreendedoras do cuidado, que sustentam famílias e movimentam a economia local. Nosso objetivo é garantir que elas tenham acesso à formalização, crédito, capacitação e saúde ocupacional, promovendo dignidade e desenvolvimento”, explica a parlamentar.

Para a deputada Doutora Jane, as duas novas leis representam “conquistas concretas” para mulheres que enfrentam realidades diferentes, mas que carecem, igualmente, de apoio do Estado. “Uma mulher em situação de violência não pode esperar. Ela precisa de proteção imediata, de um lugar seguro para recomeçar. E uma mulher que trabalha, empreende e sustenta sua família também precisa de oportunidades para crescer com dignidade”, ressalta a distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa da deputada Doutora Jane

Denise Caputo – Agência CLDF

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