Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).
Reportagens
CCJ convoca presidente do BRB e cúpula da Secretaria de Economia
Após recusarem convite para comparecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) , presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, e o atual secretário adjunto de Economia, Daniel Izaías de Carvalho, foram formalmente convocados pelo colegiado
Foto: Felipe Ando / Agência CLDF

Após recusarem convite para comparecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (7), o presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Souza, e o atual secretário adjunto de Economia, Daniel Izaías de Carvalho, foram formalmente convocados pelo colegiado para prestar esclarecimentos. Os dois requerimentos de convocação aprovados hoje — Req. nº 2724/2026 e Req. nº 2725/2026 — são de autoria do presidente da Comissão, deputado Thiago Manzoni (PL), e incluem também o secretário de Economia, Valdivino Oliveira.
O parlamentar explicou que a opção inicial pelo envio de convites a Nelson Souza e Daniel Izaías foi um gesto de boa-fé institucional, com o objetivo de assegurar o diálogo com o Governo do Distrito Federal. Segundo ele, havia um compromisso público de que ambos compareceriam à reunião desta terça. “Lamentavelmente, esse compromisso não foi honrado. O não comparecimento, especialmente diante da gravidade dos fatos, não é apenas um desrespeito a esta comissão. É, sobretudo, um desrespeito ao cidadão do Distrito Federal, que tem o direito de saber o que está acontecendo com o BRB”, enfatizou Manzoni.

A nova data da audiência pública será informada posteriormente. Os integrantes da CCJ aguardam os desdobramentos da auditoria que está sendo realizada no BRB para definir o melhor momento. O deputado Fábio Felix (PSOL), contudo, solicitou que a decisão ocorra ainda no início da próxima semana. Já o deputado Chico Vigilante (PT) pediu que o plenário da Câmara Legislativa seja reservado para ouvir as autoridades convocadas.
Félix considerou lamentável a ausência de Souza e Carvalho, ainda mais diante de novas informações divulgadas na imprensa sobre a compra de ativos do Banco Master. “É muito importante que a CCJ tome providências. Queremos saber qual é a real situação do BRB. É isso que as pessoas perguntam nas ruas”, afirmou o distrital.
Vigilante também enfatizou que o presidente do BRB deve explicações e que não cabe a ele definir o cronograma da comissão. “Está aí na imprensa que o BRB comprou R$ 1,5 bilhão da Reag após a operação Carbono Oculto, que revelou que essa empresa está envolvida com o crime organizado”, afirmou.
Nova gestão
Após a aprovação dos requerimentos, Thiago Manzoni fez questão de ressaltar a mudança recente no comando do GDF e comentou que a governadora Celina Leão já adotou medidas relevantes relacionadas ao BRB, como o afastamento de dirigentes. “É uma providência acertada, que demonstra sensibilidade institucional e compromisso com a lisura da administração pública. Não tenho dúvida de que a governadora se empenhará pessoalmente para que esses esclarecimentos sejam prestados”, declarou.
O deputado destacou, contudo, que é necessário avançar na fiscalização e que a sociedade exige respostas claras sobre a real situação econômico-financeira do BRB.
“Precisamos conhecer os critérios que embasaram decisões recentes de grande magnitude, os processos internos de governança e controle e eventuais responsabilidades que possam ter causado prejuízos ao banco. Não se trata de politização, mas de agir com responsabilidade”, concluiu Manzoni.
Confira a íntegra da reunião:
Bruno Sodré – Agência CLDF
Reportagens
Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos
Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras
Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil
Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.
Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.
“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.
Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.
“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.
Sacchetta deixa dois filhos e neto.
O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.
Reportagens
Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios
Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.
Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).
Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.
Mais segurança pública
A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.
Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
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