O Distrito Federal está em situação de emergência zoossanitária enquanto durar o estado de emergência nacional para prevenção da influenza aviária, conhecida como gripe aviária. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quarta-feira (13), por meio do Decreto nº 48.582 de 2026, e mantém as ações de fiscalização, controle e preparação para atuação nas ocorrências de foco da doença na capital do país.
Reportagens
Premiação da 38ª Copa Candanga de Futsal reúne jovens atletas na CLDF
Torneio é uma das competições mais tradicionais do DF na formação de atletas, com faixas etárias que vão do Sub-5 ao Sub-15
Foto: Arquivo Pessoal
João Marcelo Araújo atuou como capitão e conquistou o vice-campeonato na categoria sub-10
O auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) será palco da cerimônia de premiação da 38ª Copa Candanga de Futsal, nesta terça-feira (5), a partir das 18h. O evento ocorre por iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos) e reúne vencedores e destaques da competição na edição de 2026.
A Copa Candanga de Futsal é uma das competições mais tradicionais do Distrito Federal na formação de atletas, organizada pela Liga Candanga de Futsal desde o fim dos anos 1990. O torneio reúne equipes de diversas regiões administrativas e foca nas categorias de base, com faixas etárias que vão do Sub-5 ao Sub-15, bem como categorias femininas.
A competição reúne ações voltadas à formação esportiva, à convivência entre os participantes e à preparação das equipes para competições de nível nacional. A Copa também amplia o acesso de crianças e jovens ao esporte e apoia iniciativas comunitárias em diferentes regiões do DF.
Com 9 anos, João Marcelo Araújo atuou como capitão e conquistou o vice-campeonato na categoria sub-10. O atleta representa a AD3 no futsal e o PSG no futebol de campo e foi eleito o melhor jogador em diversas partidas da competição.
Ao comentar a experiência, João Marcelo destacou a importância da prática esportiva e disse que gostaria que mais crianças tivessem acesso ao esporte e ao lazer. Ele também ressaltou o caráter coletivo do resultado: “Essa vitória não é só minha, é minha, da minha família, da minha equipe, dos meus professores”.
A solenidade poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.
Ágata Vaz (sob supervisão de Noelle Oliveira)
Reportagens
Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal
Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço
Foto: Tony Winston / Agência Brasília
Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.
O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.
De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.
A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação. A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.
Acompanhe:
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Emergência zoossanitária no DF valerá durante alerta nacional para gripe aviária
Medida publicada no DODF desta quarta-feira (13) reforça ações de fiscalização e controle da doença no Distrito Federal
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
Assinado pela governadora Celina Leão, o texto altera o Decreto nº 44.836, publicado em 2023, que previa situação de emergência por 180 dias. Com a nova redação, a medida passa a valer enquanto estiver em vigor o estado de emergência zoossanitária nacional declarado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Em 26 de março, o Mapa prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o país devido à circulação do vírus da influenza aviária H5N1.
Reportagens
PF: pai de Vorcaro liderava A Turma, milícia pessoal do banqueiro
Grupo intimidava e monitorava desafestos de Henrique e Daniel Vorcaro
Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil
Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master, desempenhava papel central no gerenciamento do grupo denominado A Turma, apontado pela Polícia Federal (PF) como milícia pessoal do ex-banqueiro. 

Nesta quinta-feira (14), Henrique foi preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master e a atuação de Daniel Vorcaro junto a agentes públicos.
O alvo principal da fase deflagrada hoje são os grupos denominados A Turma e Os Meninos. Segundo relatório encaminhado pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF), ambos eram formados por agentes que realizavam ações de monitoramento e intimidação de desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.
“Em síntese, o que se extrai, nesta fase, é que HENRIQUE MOURA VORCARO não apenas se beneficiava dos serviços ilícitos da Turma, mas os solicitava, os fomentava financeiramente e permanecia em contato com seus operadores mesmo após o avanço ostensivo das investigações, revelando vínculo funcional intenso, contemporâneo e indispensável à manutenção do grupo criminoso”, descreve o ministro do STF André Mendonça, que autorizou a prisão.
A existência dessa milícia pessoal foi descoberta pela PF a partir de mensagens extraídas do celular do próprio Vorcaro. As evidências sobre as atividades ilícitas do grupo se avolumaram com o avanço das investigações, incluindo conversas obtidas no celular do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.
Vazamento de investigações
O material mostra que Marilson tinha papel de operacionalizar as ações de intimidação aos desafetos de Vorcaro, além de conseguir informações sigilosas sobre investigações em curso tendo como alvo Henrique e Daniel Vorcaro, mediante pagamentos a uma delegada e a um agente da própria Polícia Federal.
Lotado na superintendência da PF no Rio de Janeiro, o policial Anderson da Silva Lima “era acionado não apenas para consultas cadastrais simples, mas também para sondar investigações policiais sigilosas de interesse direto do núcleo VORCARO, inclusive mobilizando sua rede de confiança dentro da corporação”, relatou a PF.
A pedido da PF, Mendonça determinou a transferência de Marilson Roseno da Silva para o Sistema Penitenciário Federal, dado seu protagonismo e ingerência sobre A Turma. Anderson da Silva Lima também foi preso preventivamente nesta quinta.
“Marilson exerce papel de liderança no núcleo “A Turma”, em posição hierárquica elevada, sendo imprescindível a sua custódia em estabelecimento com maior rigor de fiscalização, restrição de contatos e reforço da incomunicabilidade prática, a fim de impedir que continue a influenciar a organização criminosa ou a frustrar o andamento das investigações”, escreveu o ministro.
Segundo a PF, outra figura crucial que exercia papel de gerente dos grupos criminosos é Felipe Mourão, cujo apelido era Sicário. Ele chegou a ser preso em fase anterior da Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela para a qual foi levado, na superintendência da PF em Belo Horizonte.
Jogo do bicho e ameaças
Também foi preso nesta quinta Manoel Mendes Rodrigues, suspeito de ser líder de uma filial da Turma, no Rio de Janeiro. Segundo as investigações da PF, ele teria participado diretamente de ameaças de morte presenciais contra um comandante de um iate e um chefe de cozinha no município de Angra dos Reis (RJ).
Segundo o testemunho das pessoas ameaçadas, ao realizar ele próprio as ameaças, Manoel relatou ser “amigo de Vorcaro” e que “mexia com o jogo do bicho”.
Fuga com computadores
Em relatório parcial, a PF diz que outro homem apontado como figura de destaque na organização criminosa é David Henrique Alves, que seria responsável por contratar hackers para executar monitoramentos ilícitos, ataques digitais, invasões e derrubada de perfis em redes sociais.
Alves foi preso em uma fase anterior da Compliance Zero em uma aparente fuga com carro que pertencia a Felipe Mourão. No veículo estavam cinco computadores e objetos pessoais. A suspeita da PF é de que os equipamentos seriam destruídos.
Além dele, foram presos Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Victor Lima Sedlmaier, apontados com hackers que executaram os crimes cibernéticos.
Prisões
Ao todo, foram presas nesta quinta-feira (14) sete pessoas. São elas:
- Anderson da Silva Lima
- David Henrique Alves
- Henrique Moura Vorcaro,
- Manoel Mendes Rodrigues
- Victor Lima Sedlmaier
- Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos
- Sebastião Monteiro Júnior
Defesa
A defesa de Henrique Vorcaro enviou nota na qual chama a prisão de “grave e desnecessária”, por ter sido realizada antes mesmo do pai de Daniel Vorcaro ser ouvido nas investigações.
“Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da licitude e do lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele”, escreveram os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Horta.
A Agência Brasil tenta contato com as defesas dos demais citados e deixa o espaço aberto para incluir os posicionamentos.
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