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CLDF homenageia profissionais que movem o setor de eventos no Distrito Federal

Solenidade destacou o papel essencial dos profissionais que atuam nos bastidores para movimentar a economia e transformar sonhos em experiências inesquecíveis

 

Foto: Sara Marques/Agência CLDF

Noite foi marcada pela entrega de Moções de Louvor a centenas de profissionais, incluindo decoradores, fotógrafos, seguranças e produtores

Em sessão solene realizada nesta quarta-feira (10), a Câmara Legislativa do DF prestou homenagem aos profissionais que compõem a cadeia produtiva de eventos na capital. A iniciativa, proposta pela deputada Paula Belmonte (PSDB), buscou dar visibilidade a um setor que movimenta a economia, gera empregos e promove a cultura, muitas vezes por meio de um trabalho realizado nos bastidores.

A parlamentar destacou a importância de reconhecer aqueles que transformam planejamento em realidade. “Há profissões que aparecem no palco e há aquelas que tornam o palco possível”, afirmou Paula Belmonte, ressaltando que o setor é feito de pessoas que constroem histórias e conexões humanas.

Ela também relembrou as dificuldades enfrentadas pelo segmento durante a pandemia, quando muitos profissionais foram “invisibilizados”.
“Essa sessão solene é em homenagem a cada um de vocês que movimentam a economia do DF”, reforçou.

Desafios da profissão

A mesa de honra contou com referências do setor, que compartilharam suas trajetórias e a complexidade da profissão. O cerimonialista e consultor César Serra, com quase 37 anos de carreira, definiu o trabalho como um “sacerdócio”. “Quero saudar a todos os mercadores de sonho que estão aqui presentes… Trabalhar na condução do sonho de alguém é uma responsabilidade muito grande”, declarou o realizador do congresso Luxo de Festa.

 

Sara Marques/Agência CLDF

 

Já Tito Santana, fundador do projeto “Bate-papo do Terceiro Setor”, trouxe uma reflexão sobre a resiliência necessária na área. De forma bem-humorada, ele pontuou que, apesar dos imprevistos técnicos e logísticos, a paixão pelo ofício prevalece. “A felicidade não é ausência de conflitos, mas a habilidade em lidar com eles. Isso é ser produtor de evento”, afirmou, destacando ainda o papel social do setor na melhoria de vidas.

Força feminina e união no pós-pandemia

A representatividade feminina no setor também foi pauta central. A presidente da Associação Brasiliense de Empresários do Setor de Eventos (Abra Eventos), Carla Vinhas, lembrou que a entidade nasceu em meio ao “caos” da pandemia para apoiar pequenos e médios empresários. Ela fez um apelo por políticas públicas mais eficazes: “O que eu quero te pedir? Que seja por menos burocracia e mais apoio. Nós precisamos de apoio”.

A empresária Eline Pink reforçou a necessidade de valorizar o “backstage”, que compõe 80% dos trabalhadores envolvidos em eventos. Além disso, alertou para a importância de as empresas e instituições garantirem a proteção de crianças e adolescentes em grandes eventos.

A empresária e decoradora Anete Carrard  destacou que o setor de eventos é “construído por pessoas que transformam sonhos e ideias em realidade”. Em sua fala, ela ressaltou que, por trás da beleza e da decoração final, existe um intenso trabalho de logística, montagem e dedicação que exige coragem e resiliência dos profissionais.

Reconhecimento

A solenidade também homenageou figuras históricas da cidade. Nilton Garcia, diretor da Diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes  (Abrasel), relembrou sua participação na criação do Eixão do Lazer e na arrecadação de fundos para a construção do Hospital da Criança. “Essas coisas foram construídas com amor, com carinho, com compartilhamento”, disse o profissional com mais de 50 anos de atuação na área.

 

Sara Marques/Agência CLDF

 

A noite foi marcada pela entrega de Moções de Louvor a centenas de profissionais, incluindo decoradores, fotógrafos, seguranças e produtores.

Ao encerrar a sessão, Paula Belmonte reafirmou seu compromisso com o fomento à autonomia financeira e com a defesa do setor produtivo. “Brasília é cultura, é fomento e é o povo. Precisamos estar unidos por princípios e valores”, concluiu a deputada.

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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