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“Selva Elétrica”, de Vivian Caccuri, estreia na CAIXA Cultural Brasília em 18 de agosto

Mostra inédita, com curadoria de Bernardo José de Souza, transforma sons, instalações e obras têxteis em um percurso sensorial que convida o público a repensar as relações entre humanos, natureza e cultura

 

Publicado por ETC Comunicação

 

Gatonet (Tiana)

O zumbido de um mosquito pode contar uma história sobre cultura, natureza, colonialismo, ecologia ferais e a forma como percebemos o mundo. É desse encontro entre arte sonora, instalação e artes visuais que nasce Selva Elétrica, exposição da artista Vivian Caccuri, que entra em cartaz na CAIXA Cultural Brasília em 18 de agosto e fica até 22 de novembro. Com curadoria de Bernardo José de Souza, a mostra convida o público a percorrer ambientes onde som, vídeo, esculturas e obras têxteis que transformam a galeria em uma experiência imersiva, na qual a escuta ocupa um papel tão importante quanto o olhar. A entrada é gratuita.

Em vez de apresentar obras isoladas, Selva Elétrica constrói uma grande atmosfera sensorial. Cabos elétricos assumem a forma de cipós, caixas de som se espalham pelo espaço como se integrassem uma floresta e sons produzidos a partir de registros científicos de mosquitos, combinados a frequências geradas por inteligência artificial, conduzem o visitante por um percurso que aproxima a selva da cidade. Entre os destaques está Gatonet (Tiana), instalação inédita criada para a exposição, que ocupa grande parte da galeria e transforma o zumbido desses insetos em paisagem sonora.

Ao longo de mais de uma década de pesquisa, Vivian Caccuri investiga o som como linguagem e como forma de comunicação entre diferentes espécies. Em Selva Elétrica, o mosquito, geralmente associado apenas às doenças, torna-se um agente para refletir sobre memória, colonialismo, meio ambiente e convivência entre humanos e outras formas de vida. A artista propõe uma inversão do olhar tradicional sobre esse pequeno inseto e questiona fronteiras historicamente estabelecidas entre natureza e cultura, humano e não humano.

Reconhecida internacionalmente, Vivian Caccuri desenvolve uma produção que transita entre artes visuais, instalação e arte sonora. Seu trabalho já integrou exposições como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal do Mercosul e instituições como a Serpentine Galleries, em Londres, além de fazer parte de coleções do Museu de Arte do Rio (MAR), da Pinacoteca de São Paulo e do Institute of Contemporary Art (ICA), em Miami.

“O som sempre escapa ao controle e às fronteiras do mundo visual. É justamente essa condição da escuta que mais me interessa e que orienta meu trabalho: criar experiências em que o público possa perceber o espaço e o mundo para além que vê”.

 

Como parte da programação de abertura, o público poderá participar de atividades gratuitas com a artista e o curador Bernardo José de Souza. No dia 18 de agosto, às 19h, será realizada uma visita mediada pela exposição. Já no dia 19 de agosto, às 15h, acontece uma conversa entre Vivian Caccuri e Bernardo José de Souza, seguida, às 16h30, de uma nova visita mediada, oferecendo ao público a oportunidade de conhecer mais profundamente o processo criativo, os conceitos e as pesquisas que deram origem à mostra.

Selva Elétrica conta com realização da Cisma Produções e corealização da Phi Projetos. A Cisma atua desde 2003 no desenvolvimento de projetos na intersecção entre artes visuais, cinema e teatro, trabalhando com artistas de destaque no Brasil e no exterior, enquanto a Phi Projetos, fundada em 2013, realiza exposições e projetos multilinguagem que conectam arte, tecnologia e pensamento crítico em parceria com importantes instituições culturais.

Sobre a artista

Vivian Caccuri (São Paulo, 1986) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Sua produção transita entre artes visuais, instalação e arte sonora, investigando o som como linguagem e como elemento capaz de transformar a percepção dos espaços e das relações entre humanos e outras espécies. Participou de importantes exposições e bienais no Brasil e no exterior, entre elas a Bienal de São Paulo, Bienal de Veneza, Bienal do Mercosul e mostras na Serpentine Galleries (Londres). Suas obras integram coleções do Museu de Arte do Rio (MAR), da Pinacoteca de São Paulo e do Institute of Contemporary Art (ICA), em Miami.

Sobre o curador

Bernardo José de Souza é curador, pesquisador e escritor. Foi diretor artístico da Fundação Iberê Camargo e integrou as equipes curatoriais da Bienal do Mercosul e da Bienal Sesc_Videobrasil. Atualmente vive em Madri, onde desenvolve pesquisas e projetos em arte contemporânea, assinando exposições em instituições da Europa e da América Latina.

 

Obras em destaque

Gatonet (Tiana) (2026)

Principal instalação da mostra e criada especialmente para esta exposição, ocupa quase toda a galeria. Cabos elétricos, caixas de concreto e alto-falantes formam uma espécie de floresta sonora, onde zumbidos de mosquitos reais e produzidos por inteligência artificial envolvem o visitante em uma experiência imersiva.

Lexapro III (2026)

Painel têxtil inédito em que corpos humanos e mosquitos parecem fundir-se em uma mesma existência. A obra investiga o som como forma de convivência entre espécies e convida o público a imaginar frequências que escapam à percepção cotidiana.

Locust (2024)

Obra têxtil produzida sobre tela de mosquiteiro que integra a investigação da artista sobre som, memória e ecologias compartilhadas. Os materiais e a transparência do suporte evocam a ideia de camadas, deslocamentos e formas de comunicação que escapam ao olhar imediato.

Sombra pacífica (2024)

Também desenvolvida a partir da tela de mosquiteiro, combina diferentes materiais têxteis para construir uma imagem marcada por transparências e sobreposições. A obra dialoga com a pesquisa da artista sobre percepção, paisagem e a relação entre matéria e atmosfera.

Palmo Sangue (2024)

Painel têxtil que integra a série de trabalhos em que Vivian Caccuri transforma a tela de mosquiteiro em suporte para investigar o tempo, o som e as relações entre corpo, natureza e memória, explorando o contraste entre delicadeza e tensão.

Mosquitos também sambam (2024)

Videoinstalação que reúne imagem e som em uma reflexão sobre a presença dos mosquitos na cultura, na história e no imaginário. A obra amplia a pesquisa da artista sobre esses insetos como agentes de narrativas que atravessam questões ambientais, políticas e sensoriais.

Programação de abertura

18 de agosto (terça-feira)

19h – Visita mediada com Vivian Caccuri e Bernardo José de Souza

19 de agosto (quarta-feira)

15h – Conversa entre Vivian Caccuri e Bernardo José de Souza

16h30 – Visita mediada com Vivian Caccuri e Bernardo José de Souza

 

 

SERVIÇO

Selva Elétrica – Vivian Caccuri

Curadoria: Bernardo José de Souza

Período de visitação: 18 de agosto a 22 de novembro de 2026

Local: CAIXA Cultural Brasília (Setor Bancário Sul Q. 4 – Asa Sul

Horário: das 9h às 21h, de terça a domingo

Classificação Indicativa: Livre

Entrada gratuita

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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