Reportagens
Retorno da Stock Car a Brasília coloca a capital de volta ao calendário automobilístico
Este fim de semana, o complexo recebeu a 11ª etapa da competição, com a presença do governador Ibaneis Rocha
Por
Adriana Izel e Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
O governador Ibaneis Rocha acompanhou a prova principal da Stock Car 2025 em Brasília neste domingo (30). O evento é o primeiro esportivo desde a reabertura do equipamento público, na quinta-feira (27), e marca uma nova fase para a cidade. O grande vencedor foi o piloto Nelson Piquet Júnior.
“Com a reinauguração do autódromo, a gente traz mais vida para Brasília”, declarou o governador. “Estamos devolvendo esse equipamento muito importante para a nossa cidade, que vai trazer — é bom frisar isso — muito emprego, muita renda e turismo para a nossa capital.”
O chefe do Executivo também visitou os boxes e o grid antes da largada da prova principal, contou com a participação da primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha, e, na largada, com o piloto brasiliense Nelson Piquet, o tetracampeão da F1.
“Este governo conseguiu tirar do papel e realmente viabilizar esse grande marco para a nossa cidade. Hoje estamos dando um pontapé para grandes eventos. O esporte só ganha com isso”
Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer
Segundo o governador, a programação do complexo começa a se desenhar, confirmando o potencial esportivo, econômico e turístico do local: “Nós já temos agendados 56 eventos para o ano que vem: Fórmula Truck, Motovelocidade, Stock Car, e Copa Porsche… Então teremos muitos eventos aqui”.
O secretário de Esporte e Lazer do DF, Renato Junqueira, reforçou: “Brasília é a capital do esporte. A gente vem trazendo diversos eventos para cá de nível nacional e internacional, como vôlei, basquete e MMA, mas o automobilismo tem a peculiaridade de ser um espaço apto. Este governo conseguiu tirar do papel e realmente viabilizar esse grande marco para a nossa cidade. Hoje estamos dando um pontapé para grandes eventos. O esporte só ganha com isso”.
Movimentação da economia
A realização da 11ª etapa da Stock Car Pro Series, aliada à 6ª etapa da Stock Light, mexeu com o Distrito Federal. Cerca de 30 mil ingressos foram disponibilizados por dia, atraindo moradores e turistas para acompanhar os treinos, os bastidores e as corridas. Além do público, a movimentação gerada pela operação do evento — entre equipes técnicas, profissionais das escuderias, fornecedores e staff — ampliou ainda mais o impacto econômico.
Essa circulação intensa refletiu diretamente nos segmentos de hotéis, bares, restaurantes, transportes e diversos serviços da cidade, conforme destacou o secretário de Turismo, Cristiano Araújo. “A rede hoteleira está toda cheia, e isso também se refletiu nos restaurantes dos shoppings”, comemorou. “A gente atinge o nosso objetivo, que é fomentar o turismo”.
A volta do Autódromo de Brasília
Após quase 12 anos fechado, o Autódromo Internacional de Brasília voltou a funcionar como espaço esportivo e cultural. Após passar por uma ampla reforma estrutural viabilizada por R$ 60 milhões investidos pelo Governo do Distrito Federal (GDF), o complexo foi reinaugurado na quinta-feira (27), em cerimônia conduzida pelo governador Ibaneis Rocha. Durante o final de semana, foram realizadas provas da Stock Car, marcando o retorno esportivo e automobilístico do espaço.
A entrega marca mais um passo do GDF na recuperação de equipamentos públicos históricos que estavam abandonados. Desde 2019, o governo tem restaurado e modernizado espaços deteriorados, como o Museu de Arte de Brasília (MAB), a Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Claudio Santoro, e a Casa de Chá.
Com a reabertura, o autódromo retoma seu papel no automobilismo e no motociclismo, reunindo a maior pista em extensão do país — 5.384 metros, seis traçados, duas variantes e 16 curvas. A modernização também reforça o potencial de Brasília para sediar grandes eventos esportivos, culturais e de lazer, alinhados à vocação original do complexo, concebido em 1974 como arena multiúso.
Reportagens
Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bilhões
Resultado acumulado até setembro alcança R$ 2,351 trilhões
A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.
Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
Previdência
A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.
Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.
“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.
Importações e rendimentos de capital
Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.
O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.
Reportagens
Carga máxima de trabalho passará a 42 horas semanais em 15 de dezembro
Antes do Natal: como todos os demais trabalhadores empregados no comércio, caixas de supermercados terão direito a duas folgas semanais
Marcos Oliveira/Agência Senado
Foi promulgada na sexta-feira (16) a emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e prevê duas folgas semanais (EC 141/2026). A emenda, oriunda da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado na semana passada, reduz gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, ao longo de 14 meses. Conforme o período de transição previsto na lei, isso significa que a carga de 42 horas entra em vigor em 15 de dezembro.
Opções: Download
Fonte: Agência Senado
Reportagens
CLDF aprova crédito orçamentário para Fundo de Assistência Social do DF
Projeto do Executivo quita débitos com organizações que atendem crianças e idosos vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Social
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
Projeto aprovado abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00
Os deputados distritais aprovaram, na tarde desta quarta-feira (14), o Projeto de Lei nº 2.492/2026, de autoria do Poder Executivo, que abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00. O crédito será destinado para o pagamento de valores atrasados a entidades que prestam serviço para a Secretaria de Desenvolvimento Social em diversas ações de assistência social.
O deputado Gabriel Magno (PT) votou a favor do projeto, mas fez críticas ao governo. “Esse projeto é para pagar entidades que estão sem receber há meses. Vamos votar a favor porque é fundamental que o atendimento das entidades continue acontecendo, mas sabemos que esse crédito é resultado da falta de transparência no balanço do BRB”, afirmou.
A deputada Paula Belmonte (PSDB) também se pronunciou ao votar favorável ao projeto. “Essas entidades fazem a diferença na vida de milhares de crianças. É inconcebível não existir previsão orçamentária para o atendimento a essas crianças. Também estamos falando de idosos que precisam de acolhimento”, pontuou. Para Max Maciel, o projeto de lei é necessário. “Esse crédito dá uma salvaguarda para as entidades”, observou o deputado. O projeto foi aprovado em primeiro e segundo turnos e segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
Eder Wen – Agência CLDF
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