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Oncologista Daniel Girardi recebe Título de Cidadão Honorário de Brasília
A solenidade foi iniciativa do deputado Roosevelt Vilela (PL) e contou com testemunhos emocionados de familiares, amigos e pacientes
Foto: Simone Ribeiro / Divulgação
A celebração da vida de um médico que alia conhecimentos científicos e gestão, a um olhar social e tratamento humanizado. Essa foi a tônica da sessão solene que concedeu o Título de Cidadão Honorário de Brasília ao oncologista Daniel da Mota Girardi. A solenidade, no plenário da Câmara Legislativa, na noite de quarta-feira (18), foi iniciativa do deputado Roosevelt Vilela (PL) e contou com testemunhos emocionados de familiares, amigos e pacientes.
Na abertura da solenidade, o deputado relatou a alegria de poder agraciar os “bons exemplos da sociedade” e chamou atenção para os trabalhos de Girardi no Hospital de Base, com a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília, e no Hospital Sírio-Libanês. “Ninguém questiona seu mérito na medicina e, em especial, na oncologia. Você é um exemplo de que, por meio do estudo, da dedicação, do amor e do carinho, conseguimos fazer a diferença na vida da pessoas. Você é um orgulho para toda a população de Brasília”, disse Roosevelt.
A gestora da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília, Larissa Bezerra, destacou a importância do oncologista para o grupo. “Expresso minha gratidão a um médico que cuida, que escuta, que luta. Um médico, mas, acima de tudo, uma pessoa boa, que transforma a dor em esperança. Seu trabalho na Rede é prova viva disso”.
Larissa é filha de Vera Lúcia Bezerra, conhecida como Verinha, antiga coordenadora da Rede. Verinha, que faleceu em 2024, foi paciente de Daniel Girardi e juntos trabalharam em projetos no Hospital de Base. “Esse reconhecimento é reflexo de tudo que construiu com o coração, porque o senhor não é só feito de conhecimento e de técnica. O senhor é feito de amor e ação, de presença verdadeira e compromisso que se estende à vida de cada pessoa que cruza seu caminho”, acrescentou.
O médico e paciente Paulo de Tarso destacou Girardi como grande profissional e amigo. “A medicina é ciência e arte, e você me remete a um romance histórico da grande Taylor Caldwell, que faz referência a São Lucas, nosso patrono dos médicos. Você é o que pode se chamar de ‘o médico de homens e almas’ ‘”, afirmou em referência a um livro clássico da autora.
Já a gerente-geral de assistência do Hospital de Base, Ana Patrícia de Paula, trouxe o lado gestor do homenageado à sessão solene, sua visão sistêmica e capacidade de perceber o impacto de sua atuação na vida das pessoas: “Daniel foi uma pessoa importante na ampliação do atendimento em oncologia clínica no Hospital. Teve o papel de conseguir sensibilizar pessoas”.
Por sua vez, o diretor do Hospital Sírio Libanês, Rafael Gadia, citou o “currículo fantástico para um médico da idade dele”. Daniel Nasceu em 1984. “Quando ele chegou, em 2017, notamos seu grande talento. Absorveu toda a intensidade do trabalho, matando no peito e saindo jogando. A casa pode estar caindo e parece que está tudo bem. Mas, por trás dessa tranquilidade, há proatividade e uma capacidade de entrega impressionante”, comentou Gadia.
Já o chefe da Assessoria de Política e Prevenção e Combate ao Câncer da Secretária de Saúde, Gustavo Bastos Ribas, lembrou que o reconhecimento é uma honra para a comunidade médica como um todo, em especial, para a comunidade oncológica de Brasília. “Daniel é o exemplo de uma pessoa engajada e com domínio técnico. Continue nessa luta de levar assistência médica com os princípios do SUS, com equidade, integralidade e universalidade”, afirmou o representante do Governo do DF na solenidade.
Trajetória

Emocionado com os pronunciamentos, Daniel Girardi disse sentir que a homenagem não era só para ele, mas para uma trajetória feita com muitas pessoas presentes no plenário da CLDF. “Meu propósito é ter um impacto positivo na vida das pessoas e nos lugares que eu frequento. Com essa homenagem, consigo ter o conforto de que essa missão está sendo cumprida”, afirmou o mais novo cidadão honorário.
Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o homenageado fez residência médica em Clínica Médica e Oncologia Clínica pela USP. Após concluir sua formação, mudou-se para Brasília e, desde 2017, atua no Hospital Sírio-Libanês. A partir de 2018, passou a integrar a equipe do Hospital de Base do Distrito Federal e, em 2024, o Hospital Universitário de Brasília (HUB).
No setor público, exerceu a chefia do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Base, entre 2019 e 2025, e foi gestor do serviço de oncologia do HUB, em 2024. Nesse período, liderou processos de reorganização do atendimento, ampliação de estruturas, formulação de protocolos institucionais, incorporação de novas terapias e fortalecimento dos programas de residência médica.
A trajetória também inclui experiência internacional. Entre 2019 e 2020, participou de programa avançado de especialização em tumores geniturinários e pesquisa clínica no National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos, experiência que contribuiu para trazer ao DF conhecimentos de ponta aplicados diretamente ao cuidado dos pacientes.
Reconhecido também como pesquisador e palestrante, Daniel Girardi é autor de artigos científicos e capítulos de livros na área de oncologia, além de integrar entidades médicas nacionais e internacionais, como a Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO) e a American Society of Clinical Oncology (ASCO).
Bruno Sodré – Agência CLDF
ÁGUA – RELAÇÃO FILOSÓFICA E ESPIRITUAL
O escritor Maurício Andrés Ribeiro está além de suas atividades na arquitetura, fotografia e gestão das águas. E seu novo livro, Hidrosofia, está – como o autor – muito além da dimensão econômica da água. Mais do que um livro sobre recursos hídricos, Hidrosofia é uma jornada que apresenta a água como uma riqueza e um patrimônio filosófico, cultural, fonte de vida e inspiração, abordando-a através das lentes da filosofia, ética, artes, ciências, arquitetura e educação. O livro busca mergulhar numa relação mais sábia, harmoniosa e consciente entre a humanidade e a água.

UMA VISÃO INTEGRAL EM CINCO PARTES
A estrutura do livro reflete seu propósito de abraçar a complexidade do tema, de tratar a água como tema gerador central e de colocar a água no centro da atenção, numa perspectiva Hidrocêntrica, que vai além do antropocentrismo, do biocentrismo e do ecocentrismo.
Parte 1: Hidroética: Explora a relação filosófica e espiritual com a água, incluindo cosmovisões indígenas, a personificação de rios na Nova Zelândia, os fundamentos da justiça socioambiental aplicada à água e as limitações de uma abordagem utilitarista.
Parte 2: Artes: Traça a presença da água nas artes brasileira e mundial, percorrendo sua representação na música, literatura e poesia, artes plásticas, fotografia, cinema e animação e nos jogos eletrônicos e arte digital.
Parte 3: Arquitetura e Ambiente Construído: Examina como a água se integra ao espaço, desde as artes cênicas, a arquitetura, o paisagismo e o urbanismo sensíveis ao ciclo hídrico, a cidade e o ciclo da água, as superquadras de Brasília, até exemplos de harmonia na relação com a água no Japão e a importância de espaços como os museus e oceanários.
Parte 4: Ciências: Oferece uma base científica, desde a origem da água na Terra e seu ciclo, sua presença no cosmos, até conceitos modernos como hidrologia integral, pegada hídrica, água virtual e as fascinantes descobertas sobre a quarta fase da água. Foca na relação intrínseca entre a água e a saúde integral, traçando um paralelo entre o sistema circulatório do corpo humano e o dos territórios ou bacias hidrográficas.
Parte 5: Educação: Propõe um caminho transdisciplinar para o futuro, discutindo a necessidade da hidroalfabetização, a superação da hidroalienação; a água nas redes sociais e na internet, e projetos educacionais que promovam a hidratação das consciências das crianças e dos cidadãos em suas profissões.
PARA QUEM É ESTE LIVRO?
Segundo o próprio Maurício Andrés, o livro Hidrosofia é leitura apropriada para profissionais e acadêmicos de diversas áreas (ambiental, social, humanidades, artes), educadores, gestores públicos, ativistas socioambientais e qualquer leitor que busque uma compreensão mais profunda e interconectada dos desafios e da beleza que a água representa no século XXI. “Existe hoje uma relevância do tema da água que clama pela hidrosofia”, explica o autor. “Em um contexto de falência, emergência e crise hídrica global e das mudanças climáticas, a obra surge como um farol, argumentando que a solução para os problemas relacionados à água não é apenas técnica ou gerencial, mas também cultural, ética e espiritual”.
Com prefácio de Sérgio Luís Boeira, da Universidade Federal de Santa Catarina, a obra, cujo próprio título é um neologismo e um campo novo para abordar o tema, apresenta um olhar inovador, discutindo conceitos como Hidrodiversidade, Justiça das Águas, Hidroconsciência e Hidromimética.
ATRAVESSAMENTOS IMPOSSÍVEIS
Para o editor, Anelito de Oliveira, Hidrosofia preenche com precisão um dos pré-requisitos da Coleção Atravessamentos impossíveis: pensar fora da caixa, ultrapassar barreiras epistemológicas que nos impedem de operacionalizar de modo mais produtivo questões prementes neste século XXI, que se revelam em eventos climáticos extremos como tsunamis, furacões, enchentes, secas e estiagens. “Neste livro, encontramos uma referência muito clara do que entendemos como modo produtivo de pensar as questões prementes: a transdisciplinaridade, a mobilização de perspectivas diversas para a compreensão de um objeto que é complexo de tão simples, que é irredutível a qualquer campo de conhecimento, sobretudo àqueles campos movidos (ainda) por preceitos racionalistas ocidentais, limitações logocêntricas”, salienta o editor.
SOBRE O AUTOR E SUA OBRA
Maurício Andrés Ribeiro é arquiteto, escritor e fotógrafo. Foi pesquisador visitante no Instituto Indiano de Administração, em Bangalore, Índia (1977-1978). Atuou como presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de Minas Gerais (IAB-MG), entre 1982 e 1983, e é atual diretor da instituição no período 2025-2028. Entre 1985 e 1987, foi diretor do Centro de Estudos Culturais da Fundação João Pinheiro. Posteriormente, exerceu o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (1990-1992) e presidiu a Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais – FEAM (1995-1998). No contexto federal, foi diretor executivo do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, em Brasília (2001-2002), além de ter atuado como secretário-geral substituto da Agência Nacional de Águas – ANA. Também foi vice-presidente da Fundação Cidade da Paz, em Brasília.

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BioTech XP reúne público no Planetário de Brasília
Confirma nova edição no Pátio Brasil com mais de 40 horas de atrações
Brasília recebeu nesta semana a festa de lançamento da BioTech XP no Planetário de Brasília, em um evento que combinou ciência, tecnologia e experiências imersivas voltadas ao público jovem e às famílias. A programação movimentou o espaço com atividades interativas, palestras e atrações que transformaram o ambiente em um grande laboratório de descobertas.
Entre os destaques da edição no Planetário estiveram os simuladores de realidade virtual de montanha-russa e asa-delta, que proporcionaram uma experiência sensorial de alta imersão aos visitantes. As atrações chamaram a atenção do público pela proposta de aproximar ciência e tecnologia de forma prática e acessível.
O evento também contou com a participação do Einstein Jr., que apresentou conteúdos de biologia e ciência de maneira dinâmica e interativa, despertando a curiosidade dos participantes e incentivando o aprendizado por meio da experimentação. A proposta central da BioTech XP foi justamente apresentar a ciência sob uma nova perspectiva, mais lúdica e conectada ao cotidiano.
De acordo com a organização, a receptividade do público reforça a consolidação do projeto como uma iniciativa de divulgação científica voltada para novas gerações, unindo educação, entretenimento e inovação em um mesmo ambiente.
Com o sucesso da estreia, a BioTech XP já tem nova edição confirmada no Pátio Brasil Shopping. O evento contará com mais de 40 horas de programação, incluindo experiências imersivas, atividades educativas e novas atrações voltadas à ciência e tecnologia, ampliando ainda mais o alcance da proposta.
A iniciativa reforça a expansão do projeto no Distrito Federal e a intenção de levar conteúdos científicos de forma acessível e envolvente a diferentes públicos, mantendo a experiência como elemento central da jornada do visitante.
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