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Brasília lidera ranking de energia solar entre as capitais e amplia geração em escolas e prédios públicos
Usina pública de Águas Claras abastece 80 prédios, incluindo dez escolas; no Recanto das Emas, sistema implantado em 2025 virou projeto pedagógico e pode economizar até R$ 80 mil ao ano
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Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Brasília alcançou 530,1 MW de potência instalada em energia solar e ocupa a primeira posição entre as capitais brasileiras, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
O resultado faz parte da política de descarbonização do Governo do Distrito Federal (GDF), que combina expansão da geração em prédios públicos e escolas com estímulo à mobilidade elétrica. O avanço inclui a implantação de usinas públicas e novos projetos para ampliar a capacidade instalada no DF.
Placas fotovoltaicas no teto do CEF 801 do Recanto das Emas: tecnologia chega às escolas e amplia raio de sustentabilidade no DF | Foto: Acervo CEF 801
Usina pública em Águas Claras
Inaugurada em junho de 2024 no Parque Ecológico de Águas Claras, a 1ª Usina Pública de Energia Solar Fotovoltaica do DF recebeu investimento de R$ 4,3 milhões. A capacidade anual é de 962,77 MWh, com economia estimada em R$ 1 milhão por ano. A energia abastece 80 prédios públicos, incluindo dez escolas da rede pública do DF.
“Os investimentos em energia solar já apresentam resultados expressivos em termos de economia, inovação e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população”
Gutemberg Gomes, secretário do Meio Ambiente
O relatório consolidado também registra o programa Brasília — Capital da Iluminação Solar, com previsão de R$ 130 milhões e meta de 100 MW, além de projeto da Companhia Energética de Brasília (CEB) para construção de usina de 120 MW destinada ao atendimento de prédios do GDF.
Para o secretário do Meio Ambiente, Gutemberg Gomes, os resultados indicam continuidade da política pública. “O balanço das ações do GDF em sustentabilidade e energia limpa demonstra um compromisso sólido e contínuo com um futuro mais verde e próspero para o Distrito Federal”, aponta.
“Os investimentos em energia solar já apresentam resultados expressivos em termos de economia, inovação e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida da população”, comemora.
Segundo o secretário, a transição ainda está em curso. “O caminho para a consolidação de uma matriz energética 100% limpa e de uma cidade totalmente sustentável ainda é longo, mas o DF já se posiciona como um protagonista nessa jornada”, avalia.
Economia e laboratório pedagógico
No CEF 801 do Recanto das Emas, o sistema foi implantado em maio de 2025, com 104 placas solares. A unidade atende 920 alunos distribuídos em 41 turmas.
Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801 do Recanto das Emas, comemora as instalações: “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Antes da instalação, a escola pagava entre R$ 5,5 mil e R$ 7 mil por mês de energia elétrica. “A economia representa algo entre R$ 70 mil e R$ 80 mil por ano para o Estado”, afirma o diretor da instituição, Cleiton de Oliveira.
Segundo dados técnicos da rede, em média os sistemas implantados suprem cerca de 40% do consumo das unidades escolares. No caso do CEF 801, a direção estima desempenho superior. “Acredito que fique entre 70% e 80%, principalmente porque nossa região tem longos períodos de sol”, calcula ele.
“Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa”
Cleiton de Oliveira, diretor do CEF 801
O sistema é integrado à rede elétrica. Quando a produção supera o consumo, o excedente é convertido em crédito na fatura seguinte. A manutenção se limita à limpeza periódica das placas.
Mais que economia, a estrutura virou ferramenta pedagógica. Antes mesmo da instalação, professores trabalharam o tema em sala com vídeos, pesquisas e textos informativos. No dia da inauguração, os estudantes apresentaram trabalhos sobre sustentabilidade.
“Não foi algo pontual”, explica o diretor. “Entrou no nosso projeto anual. São quase mil alunos aprendendo na prática o que é energia limpa.”
O tema passou a integrar o planejamento permanente da escola. Os alunos acompanham a produção de energia, visitam os equipamentos e discutem matriz energética, consumo consciente e fontes renováveis. “Estamos formando gerações com um olhar mais consciente sobre sustentabilidade”, enfatiza Cleiton de Oliveira. “Não existe lugar melhor para iniciar esse tipo de projeto do que numa escola.”
Transporte com menor emissão
O sistema de transporte coletivo do DF conta atualmente com seis ônibus elétricos. A meta é alcançar 90 veículos até o fim deste ano. A renovação da frota inclui ônibus com tecnologia Euro 6, que reduz a emissão de poluentes em até 80%. O setor de transportes é a principal fonte de gases de efeito estufa no DF.
O incentivo também alcança veículos particulares. Desde 2021, veículos elétricos são isentos de IPVA no Distrito Federal. Em 2025, o benefício foi ampliado para híbridos seminovos. Entre 2020 e 2024, a frota de elétricos cresceu 9.455%, passando de 154 para 14.715 unidades.
Veja abaixo a lista de escolas que já contam com sistema de energia solar.
♦ Escolas atendidas com energia fotovoltaica por compensação — energia gerada na usina de Águas Claras
⇒ Escola Classe (EC) Natureza do Plano Piloto
⇒ EC 06 de Brazlândia
⇒ EC Arniqueira de Taguatinga
⇒ Centro de Ensino Fundamental (CEF) Vila Areal de Taguatinga
⇒ Centro de Educação Infantil (CEI) 07 de Taguatinga
⇒ Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) Professor Walter José de Moura de Taguatinga
⇒ Centro Educacional (CED) Miriam Ervilha de Samambaia
⇒ EC Vila Buritis do Recanto das Emas
⇒ Centro de Ensino Médio (CEM) 01 do Riacho Fundo
⇒ Escola de Música de Brasília (EMB)
♦ Escolas com sistema de placas fotovoltaicas
⇒ CEF 01 do Planalto, no Plano Piloto
⇒ CEF Santos Dumont de Santa Maria
⇒ EC 218 de Santa Maria
⇒ EC 510 do Recanto das Emas
⇒ EC Vila dos Buritis do Recanto das Emas
⇒ CEM 111 do Recanto das Emas
⇒ CED do Guará
⇒ Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará
⇒ CEF 407 de Samambaia
⇒ CEM 01 do Riacho Fundo
⇒ Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama.
ÁGUA – RELAÇÃO FILOSÓFICA E ESPIRITUAL
O escritor Maurício Andrés Ribeiro está além de suas atividades na arquitetura, fotografia e gestão das águas. E seu novo livro, Hidrosofia, está – como o autor – muito além da dimensão econômica da água. Mais do que um livro sobre recursos hídricos, Hidrosofia é uma jornada que apresenta a água como uma riqueza e um patrimônio filosófico, cultural, fonte de vida e inspiração, abordando-a através das lentes da filosofia, ética, artes, ciências, arquitetura e educação. O livro busca mergulhar numa relação mais sábia, harmoniosa e consciente entre a humanidade e a água.

UMA VISÃO INTEGRAL EM CINCO PARTES
A estrutura do livro reflete seu propósito de abraçar a complexidade do tema, de tratar a água como tema gerador central e de colocar a água no centro da atenção, numa perspectiva Hidrocêntrica, que vai além do antropocentrismo, do biocentrismo e do ecocentrismo.
Parte 1: Hidroética: Explora a relação filosófica e espiritual com a água, incluindo cosmovisões indígenas, a personificação de rios na Nova Zelândia, os fundamentos da justiça socioambiental aplicada à água e as limitações de uma abordagem utilitarista.
Parte 2: Artes: Traça a presença da água nas artes brasileira e mundial, percorrendo sua representação na música, literatura e poesia, artes plásticas, fotografia, cinema e animação e nos jogos eletrônicos e arte digital.
Parte 3: Arquitetura e Ambiente Construído: Examina como a água se integra ao espaço, desde as artes cênicas, a arquitetura, o paisagismo e o urbanismo sensíveis ao ciclo hídrico, a cidade e o ciclo da água, as superquadras de Brasília, até exemplos de harmonia na relação com a água no Japão e a importância de espaços como os museus e oceanários.
Parte 4: Ciências: Oferece uma base científica, desde a origem da água na Terra e seu ciclo, sua presença no cosmos, até conceitos modernos como hidrologia integral, pegada hídrica, água virtual e as fascinantes descobertas sobre a quarta fase da água. Foca na relação intrínseca entre a água e a saúde integral, traçando um paralelo entre o sistema circulatório do corpo humano e o dos territórios ou bacias hidrográficas.
Parte 5: Educação: Propõe um caminho transdisciplinar para o futuro, discutindo a necessidade da hidroalfabetização, a superação da hidroalienação; a água nas redes sociais e na internet, e projetos educacionais que promovam a hidratação das consciências das crianças e dos cidadãos em suas profissões.
PARA QUEM É ESTE LIVRO?
Segundo o próprio Maurício Andrés, o livro Hidrosofia é leitura apropriada para profissionais e acadêmicos de diversas áreas (ambiental, social, humanidades, artes), educadores, gestores públicos, ativistas socioambientais e qualquer leitor que busque uma compreensão mais profunda e interconectada dos desafios e da beleza que a água representa no século XXI. “Existe hoje uma relevância do tema da água que clama pela hidrosofia”, explica o autor. “Em um contexto de falência, emergência e crise hídrica global e das mudanças climáticas, a obra surge como um farol, argumentando que a solução para os problemas relacionados à água não é apenas técnica ou gerencial, mas também cultural, ética e espiritual”.
Com prefácio de Sérgio Luís Boeira, da Universidade Federal de Santa Catarina, a obra, cujo próprio título é um neologismo e um campo novo para abordar o tema, apresenta um olhar inovador, discutindo conceitos como Hidrodiversidade, Justiça das Águas, Hidroconsciência e Hidromimética.
ATRAVESSAMENTOS IMPOSSÍVEIS
Para o editor, Anelito de Oliveira, Hidrosofia preenche com precisão um dos pré-requisitos da Coleção Atravessamentos impossíveis: pensar fora da caixa, ultrapassar barreiras epistemológicas que nos impedem de operacionalizar de modo mais produtivo questões prementes neste século XXI, que se revelam em eventos climáticos extremos como tsunamis, furacões, enchentes, secas e estiagens. “Neste livro, encontramos uma referência muito clara do que entendemos como modo produtivo de pensar as questões prementes: a transdisciplinaridade, a mobilização de perspectivas diversas para a compreensão de um objeto que é complexo de tão simples, que é irredutível a qualquer campo de conhecimento, sobretudo àqueles campos movidos (ainda) por preceitos racionalistas ocidentais, limitações logocêntricas”, salienta o editor.
SOBRE O AUTOR E SUA OBRA
Maurício Andrés Ribeiro é arquiteto, escritor e fotógrafo. Foi pesquisador visitante no Instituto Indiano de Administração, em Bangalore, Índia (1977-1978). Atuou como presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de Minas Gerais (IAB-MG), entre 1982 e 1983, e é atual diretor da instituição no período 2025-2028. Entre 1985 e 1987, foi diretor do Centro de Estudos Culturais da Fundação João Pinheiro. Posteriormente, exerceu o cargo de secretário municipal de Meio Ambiente de Belo Horizonte (1990-1992) e presidiu a Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais – FEAM (1995-1998). No contexto federal, foi diretor executivo do Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA, em Brasília (2001-2002), além de ter atuado como secretário-geral substituto da Agência Nacional de Águas – ANA. Também foi vice-presidente da Fundação Cidade da Paz, em Brasília.

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BioTech XP reúne público no Planetário de Brasília
Confirma nova edição no Pátio Brasil com mais de 40 horas de atrações
Brasília recebeu nesta semana a festa de lançamento da BioTech XP no Planetário de Brasília, em um evento que combinou ciência, tecnologia e experiências imersivas voltadas ao público jovem e às famílias. A programação movimentou o espaço com atividades interativas, palestras e atrações que transformaram o ambiente em um grande laboratório de descobertas.
Entre os destaques da edição no Planetário estiveram os simuladores de realidade virtual de montanha-russa e asa-delta, que proporcionaram uma experiência sensorial de alta imersão aos visitantes. As atrações chamaram a atenção do público pela proposta de aproximar ciência e tecnologia de forma prática e acessível.
O evento também contou com a participação do Einstein Jr., que apresentou conteúdos de biologia e ciência de maneira dinâmica e interativa, despertando a curiosidade dos participantes e incentivando o aprendizado por meio da experimentação. A proposta central da BioTech XP foi justamente apresentar a ciência sob uma nova perspectiva, mais lúdica e conectada ao cotidiano.
De acordo com a organização, a receptividade do público reforça a consolidação do projeto como uma iniciativa de divulgação científica voltada para novas gerações, unindo educação, entretenimento e inovação em um mesmo ambiente.
Com o sucesso da estreia, a BioTech XP já tem nova edição confirmada no Pátio Brasil Shopping. O evento contará com mais de 40 horas de programação, incluindo experiências imersivas, atividades educativas e novas atrações voltadas à ciência e tecnologia, ampliando ainda mais o alcance da proposta.
A iniciativa reforça a expansão do projeto no Distrito Federal e a intenção de levar conteúdos científicos de forma acessível e envolvente a diferentes públicos, mantendo a experiência como elemento central da jornada do visitante.
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