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ORGANIZADOR DO LIVRO O ASSASSINATO DE JK PELA DITADURA

“Os elementos são avassaladores”

»Entrevista | MARCO AURÉLIO BRAGA | ORGANIZADOR DO LIVRO O ASSASSINATO DE JK PELA DITADURA

 

SILVESTRE GORGULHO
Especial para o Correio

Qual foi a força que levou à tona o que mostram JK foi assassinado na Via Dutra?
Porque o trabalho acumulou ao longo de uma década finalmente encontrou caminho institucional adequado. Hoje o caso JK está formalmente instalado perante a CEMDP, que, pela primeira vez na democracia e de verdade no Brasil, tem o poder-dever de aplicar o princípio in dubio pro victimae e declarar a morte de JK como violenta e causada pelo Estado. O mesmo tempo, a Resolução nº 50/2024 criou o mecanismo operacional para a retificação das certidões de óbito, e em janeiro de 2025, a certidão de Rubens Paiva foi retificada nesses termos. No caso JK, esse é o passo seguinte natural e juridicamente necessário.

O que o inquérito do MPF trouxe de inédito ao debate?
O MPF fez um trabalho muito relevante, pois o trabalho também muito importantes das Comissões da Verdade: ouviu pessoas, como o chefe da Polícia Política chilena, Contreras, que afirmou a atuação conjunta das ditaduras no contexto da Operação Condor; ouviu o motorista José Oliveira e outras testemunhas, confirmando que jamais ocorreu colisão do ônibus com Opala. Além disso, realizou perícias independentes, sobre a colisão e sobre os procedimentos médico-legais que demonstram, de maneira irretorquível, que a versão da ditadura foi uma farsa, com qualidade técnica sofrível.

Essas provas devem ser analisadas pela Comissão sob o regime jurídico que é da sua competência: apuração de busca da verdade e da memória nacional, e de reconhecimento da responsabilidade das vítimas.

Qual é a importância do princípio in dubio pro victimae para o desfecho do caso?
É o coração jurídico do processo. O princípio reconhece uma realidade que qualquer pessoa honesta pode admitir: é próprio para o processo de reconstrução histórica para eliminar evidências, fabricar laudos, forjar versões. Exigir, quase 50 anos depois, a mesma prova plena que se exigiria num processo penal comum é premiar exatamente essa estratégia de ocultamento. E fazer o Estado se beneficiar dos seus próprios crimes. No caso JK, os elementos são avassaladores para a atuação: por esse critério. A notícia da morte foi plantada na imprensa dias antes de ocorrer. O laudo oficial foi considerado tecnicamente inepto pelo próprio Judiciário da ditadura. Existem documentos e serviços de inteligência estrangeiros registrando planos de eliminação de JK. Há testemunhos e ameaças recebidas. Tentativas de suborno e outras alterações do motorista do ônibus foi incoerente. Tudo isso, avaliado pelo in dubio pro victimae, aponta numa única direção: a declaração pelo assassinato político.

O que a decisão da comissão significa para o Brasil?
Significa que o Estado, finalmente, assume a verdade. Não como um gesto simbólico, mas como um ato jurídico com todas as consequências que isso implica para a memória, para a reparação, para a história. Significa também que a democracia tem memória longa e suficiente para não deixar impunes as mentiras que a ditadura fabricou. E tem um significado que vai além do caso JK. Cada vez que o Estado brasileiro diz “essa morte foi política, foi causada por nós, no contexto de uma perseguição sistemática”, ele está construindo uma barreira contra a repetição. Está dizendo às gerações que vêm depois que aquilo teve nome, teve vítimas, teve responsáveis — e teve consequências. O caso JK não é sobre o passado: é sobre o futuro do país — um país que não conta mentiras e diz que suas verdades; um país em que podemos acreditar no Estado e nas autoridades; um país decente.

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QUANTO GANHOU LUCIO COSTA POR INVENTAR BRASÍLIA?

(Para homenagear o aniversariante do dia: MARIA ELISA COSTA que faleceu em 25 de agosto de 2026, aos 91 anos)

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Os gênios se preocupam com quase tudo: sua obra, sua história, sua vida, sua família, mas nunca se preocupam com dinheiro. Assim foi Lucio Costa.
Gosto sempre de mostrar esses números: quanto dr. Lucio ganhou por inventar Brasília?
Lá se vão 69 anos.
No dia 15 de março de 1957, a comissão julgadora, coordenada por Oscar Niemeyer, bateu o martelo sobre o projeto urbanístico escolhido para construção de Brasília.
Entre os 26 projetos apresentados, o primeiro lugar – como todos sabem – coube a Lucio Costa. Fora o valor imaterial, cultural e histórico, quanto ganhou dr. Lucio Costa para inventar Brasília? Fiz as contas a preciosa ajuda de um amigo economista, aposentado do Banco Central, Paulo Cesar Caldas.
Vamos ao que interessa:
O prêmio recebido por Lucio Costa , em maio de 1957, foi de Cr$ 1.000.000,00 (Hum milhão de Cruzeiros).
Ao segundo colocado, coube CR$ 500.000,00 (Meio Milhão).
Ao terceiro, CR$ 300.000,00 (Trezentos mil).
Bem, Lucio Costa ganhou um milhão de cruzeiros. O que isso significa? Na época, o salário-mínimo era de CR$ 3.800,00 (três mil e oitocentos cruzeiros). Um Dólar equivalia a Cr$ 66,66 (Sessenta e seis Cruzeiros e sessenta e seis centavos).
LOGO:
– O salário-mínimo correspondia a US$ 57,00 (cinquenta e sete dólares).
– O Prêmio equivalia a US$ 15,000.00 (Quinze mil dólares). Portanto, o Prêmio correspondia, aproximadamente, a 263 salários-mínimos.
Hoje, 22 de outubro de 2026, 69 anos depois, o salário-mínimo é de R$ 1.621,00. Um dólar vale mais ou menos R$ 5,00 (Cinco Reais). Para facilitar as contas, a cinco reais, US$ 15,000.00 correspondem a R$ 75.000,00.
Desse modo, o valor do Prêmio seria, hoje, equivalente a 46,26 salários-mínimos (R$ 75.000,00 divididos por R$ 1.621,00).
UUUUfa! O pior da história, é que segundo conta a filha do dr. Lucio, Maria Elisa Costa (a aniversariante de hoje) seu pai deixou o dinheiro no Banco por anos e anos considerando aquilo uma aposentadoria. Quando foi buscar não valia mais nada.
Coisa dos gênios!
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea

Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
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Yasmim Rodrigues

O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.

 

00:0002:06

 

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Fonte: Agência Senado

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13 TEMPORADAS NETFLIX

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É INACREDITÁVEL!
A rede de beldades, bondades, maldades, idades, lealdades e autoridades em torno de DANIEL VORCARO ultrapassa qualquer imaginação, ficção, invenção e simulação.
É ACREDITÁVEL!
Já estão preparando um série NETFLIX com 13 temporadas?
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