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Homenagem aos sanitaristas é marcada por defesa do SUS e da democracia

Homenagem aos sanitaristas é marcada por defesa do SUS e da democracia

 

Foto: Felipe Ando/Agência CLDF

Sessão solene incluiu a entrega de moções de louvor aos profissionais pelos relevantes serviços prestados à saúde pública

Nesta quinta-feira (20), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu sessão solene em homenagem aos sanitaristas, profissionais dedicados à saúde coletiva, à gestão e à formulação de políticas públicas e à vigilância em saúde, entre outras atribuições. Os participantes da solenidade defenderam o aumento da participação dos sanitaristas no Sistema Único de Saúde (SUS) como forma de aprimorar a rede pública.

“Nós temos condições de qualificar a gestão do SUS”, ressaltou o sanitarista Danylo Vilaça, presidente da Associação de Bacharéis em Saúde Coletiva (Asbac). “E não existe essa dissociação entre a gestão e a assistência. Elas estão juntas para alcançar os princípios da humanização, da equidade e da universalidade”, pontuou.

Presidente da Associação de Bacharéis em Saúde Coletiva, Danylo Vilaça (Foto: Felipe Ando/ Agência CLDF)

Para a estudante Jeniffer de Sá, do curso de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB), a profissão precisa de mais reconhecimento e oportunidades. “Uma pergunta acompanhou muitos estudantes ao longo da graduação: E depois do diploma? Onde está o nosso espaço? O mercado e os serviços de saúde vão reconhecer quem é o bacharel de saúde coletiva? Essa insegurança fez e ainda faz parte da trajetória de muitos estudantes”, relatou Jeniffer.

Uma das conquistas recentes da categoria foi a regulamentação obtida neste ano pelo Decreto nº 12.921, de abril de 2026, que detalhou as condições previstas na Lei nº 14.725/2023, que regula a profissão de sanitarista.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS), Felipe Proenço, fez alguns esclarecimentos sobre o processo de registro dos sanitaristas no Sistema de Registro Profissional do Ministério da Saúde (Sirp-MS). Ele explicou que o decreto tem prazo de 180 dias para entrar em vigor, por isso os registros ainda não estão sendo emitidos. “Nós já estamos olhando esses pedidos de registro, mas ainda não estamos atualizando esse status no sistema”, informou o secretário.

Representantes do Ministério da Saúde, Ilano Barreto e Felipe Proenço, e a deputada Dayse Amarilio ao centro (Foto: David Calaça/ Agência CLDF)

História 

Os discursos destacaram que os sanitaristas trabalharam de forma decisiva pela criação do SUS na Constituição Federal de 1988. “O papel da saúde coletiva foi muito importante para que a gente pudesse ter, no momento de redemocratização do país, o nascimento do Sistema Único de Saúde, que é o maior patrimônio do povo brasileiro”, ressaltou a deputada distrital Dayse Amarilio (PSB), propositora da sessão solene.

O papel histórico da categoria foi reforçado pela sanitarista Blenda Leite, assessora técnica do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). “Estamos aqui hoje fazendo essa homenagem porque tivemos, há algumas décadas, um movimento de reforma sanitária, quando alguns ousados sanitaristas, num momento de ditadura militar, defenderam a saúde, mas não como mercadoria, e sim como um direito”, lembrou a assessora do Conasems.

“Não existe Sistema Único de Saúde se nós não tivermos um cenário em que a democracia seja central”, afirmou o sanitarista Ilano Barreto, secretário-adjunto da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (Saps/MS). “Por isso, é necessário que os estudantes e os profissionais sanitaristas continuem mobilizados e participem ativamente da política. Essa é a chave para o sanitarista ter uma melhor absorção no mercado de trabalho e no Sistema Único de Saúde e assim conseguir, de fato, fazer a diferença na vida das pessoas”, avaliou Barreto.

No final, foram entregues moções de louvor aos profissionais pelos relevantes serviços prestados à saúde pública.

A sessão solene completa está disponível no YouTube da TV Câmara Distrital.

A cobertura fotográfica pode ser acessada no Banco de Imagens da Agência CLDF.

Agência CLDF

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CLDF debate políticas públicas para dislexia e demais transtornos de aprendizagem

Evento organizado pelo Movin e pela Frente Parlamentar do Autismo reuniu especialistas e alertou para a falta de dados sobre alunos neurodivergentes no DF

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Foto: Sara Marques/ Agência CLDF

“Eu vejo adolescentes do nono ano sem nenhum nível de alfabetização, com a autoestima destruída”, contou a fonoaudióloga Renata Monteiro

Nessa segunda-feira (19), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) sediou o 1º Fórum Distrital de Conscientização da Dislexia e Demais Transtornos de Aprendizagem. O evento foi organizado pela associação Movimento para a Inclusão (Movin), em parceria com a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas com Autismo, presidida pelo deputado Eduardo Pedrosa (União).

O parlamentar destacou que “a luta pela neurodiversidade é uma só, não importa a sigla da condição”. Ele defendeu políticas públicas efetivas e citou ações necessárias para o desenvolvimento dos estudantes com dislexia, transtorno de aprendizagem caracterizado por dificuldades na leitura e na escrita.

“Precisamos de ações governamentais estruturadas que garantam a triagem precoce, ainda na educação infantil, reduzindo drasticamente as dificuldades da alfabetização. Precisamos de formação continuada para educadores, avaliações adaptadas e apoio multidisciplinar acessível a todos, na rede pública e privada”, apontou Pedrosa.

A neropsicopedagoga Andreia Alves entregou um documento com propostas ​​​​​
para ​​​​​o deputado Eduardo Pedrosa (Foto: Tiago Orihuela / Agência CLDF)

A neuropsicopedagoga Andreia Alves alertou para a falta de dados sobre alunos neurodivergentes. “Como construir políticas públicas eficazes se não conhecemos com precisão a realidade dos estudantes com transtornos de aprendizagem? Existem apenas estimativas”, criticou. “Sem dados consistentes, o planejamento fica muito limitado. Não podemos formular políticas públicas apenas com base em estimativas quando a vida de milhares de estudantes exige respostas concretas”, completou.

A fonoaudióloga do Sistema Único de Saúde (SUS) Renata Monteiro relatou a realidade do Distrito Federal e do Entorno. Ela atua na região de saúde oeste, que abrange locais como Ceilândia, Brazlândia, Sol Nascente, Pôr do Sol e municípios do Entorno, como Águas Lindas de Goiás.

“Lá eu vejo adolescentes do nono ano sem nenhum nível de alfabetização, com a autoestima destruída. São adolescentes e crianças tristes, que não têm perspectiva. Quando eu começo o trabalho, há uma mudança no perfil. Eles sorriem porque começaram a ler”, contou a fonoaudióloga. No nono ano, a idade média dos alunos é de 14 anos.

Durante o evento, também foram apresentadas palestras da fonoaudióloga e professora da Universidade de Brasília Vanessa Martins; da defensora pública Amanda Fernandes; da diretora de comunicação da Associação Brasileira de Dislexia e pessoa disléxica, Maria Eugênia Braga Ianhez; e da voluntária do Movimento para a Inclusão e pessoa disléxica Vanessa Santos, entre outros participantes.

Confira a cobertura fotográfica no Banco de Imagens da Agência CLDF. 

A transmissão do fórum está disponível, na íntegra, no YouTube da TV Câmara Distrital.

 

Agência CLDF

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Carga máxima de trabalho passará a 42 horas semanais em 15 de dezembro

Antes do Natal: como todos os demais trabalhadores empregados no comércio, caixas de supermercados terão direito a duas folgas semanais
Marcos Oliveira/Agência Senado

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Foi promulgada na sexta-feira (16) a emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e prevê duas folgas semanais (EC 141/2026). A emenda, oriunda da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado na semana passada, reduz gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, ao longo de 14 meses. Conforme o período de transição previsto na lei, isso significa que a carga de 42 horas entra em vigor em 15 de dezembro.

Fonte: Agência Senado

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UnB conquista 25 medalhas nos Jogos Universitários Brasileiros 2026

Instituição teve onze conquistas a mais do que na edição anterior, com destaques na natação, no atletismo e no cheerleading

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Os JUBs 2026 reuniram mais de 370 instituições de ensino de todos os estados. O Distrito Federal foi representado por 342 atletas de 12 instituições, sendo 108 estudantes-atletas da UnB. Foto Kennedy dos Santos Carvalho

 

Mais uma edição dos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) entra para a história. Desta vez, 108 estudantes-atletas vestiram a camisa da UnB e trouxeram para casa 25 medalhas, conquistadas em dez modalidades. A edição de 2026 do maior evento esportivo universitário do país aconteceu nas cidades de Goiânia e Trindade, em Goiás, de 23 de agosto a 5 de setembro, com a participação de mais de 9 mil pessoas.

 

Ao todo, a competição contou com 31 modalidades, sendo quatro delas paradesportivas e uma acadêmica, e inscrições de 370 instituições de ensino de todos os estados. Com muitas histórias para contar, o time UnB fez sua melhor campanha até hoje, trazendo para casa oito medalhas de ouro, nove de prata e oito de bronze, resultado maior que nos anos anteriores.

 

Na edição de 2025, realizada em Natal (RN), a Universidade conquistou 14 medalhas; em 2024, em Brasília (DF), ficou com 13 medalhas; e nos jogos de 2023, em Joinville (SC), levou apenas sete. “As equipes da UnB vêm numa crescente, muito por mérito e protagonismo dos discentes, mas também por uma parceria com a instituição, que tem incentivado a prática do esporte”, afirma o diretor de Esportes e Atividades Comunitárias (Deac/DAC) da UnB, Pedro Ivo Barbosa.

 

A exemplo desse estímulo, ele citou a retomada dos Jogos Internos da Universidade de Brasília (JIUnBs 2026) e a recente aprovação pelo Conselho de Administração (CAD) da Política de Esporte e Lazer da UnB, que amplia o acesso a práticas esportivas e inclui diretrizes para a dupla carreira de estudantes-atletas. Para Pedro Ivo, a instituição ainda deve ser reconhecida na premiação Melhores do Ano 2026, promovida pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU).

A equipe da UnB sagrou-se campeã da competição de team cheer do cheerleading nos JUBs 2026. Foto: Kennedy dos Santos Carvalho

 

O gestor destaca que, para além de medalhas, o produto mais importante do trabalho em desenvolvimento é o incentivo, a orientação e o treinamento adequado oferecidos aos atletas para sua evolução, o que traz resultados que ultrapassam os esportivos.

 

VITÓRIAS – Este ano, a equipe de natação liderou o ranking de medalhas da UnB, com três de ouro e duas de prata obtidas nas provas de 100 metros costas, 50 metros costas, 50 metros borboleta, 100 metros livre e 50 metros livre. “Foi uma experiência incrível e muito importante na minha trajetória esportiva e acadêmica poder representar a UnB em uma competição desse nível e ainda conseguir melhorar a maioria das minhas marcas pessoais”, afirmou João Pedro Sales, atleta da natação paradesportiva e estudante de Educação Física, que ganhou as cinco medalhas.

 

Quem também trouxe cinco medalhas para casa foi o time de atletismo. João Victor Melo garantiu três de ouro nas provas de 100, 200 e 400 metros paralímpico masculino; já Lucca Campbell ganhou a prata nos 400 metros com barreiras masculino e Luise Braga ficou com o bronze nos 400 metros feminino. “Gosto de representar a UnB fazendo o esporte que amo. Além disso, o JUBs é um evento jovem, divertido e uma experiência leve”, comentou o estudante de Medicina Lucca Campbell, medalhista na prova pela terceira vez.

 

Outra equipe veterana na competição é a de cheerleading. Mais uma vez, o grupo garantiu uma medalha de ouro na categoria team cheer, que reúne a formação completa da equipe, e ficou com a prata na classificação geral. “Nossa modalidade vem crescendo e o JUBs é muito importante para ter mais espaço. Inclusive foi a nossa vitória no ano passado que nos levou para o mundial, esse ano, na Suécia”, afirmou Maria Eduarda Mesiano, aluna de Farmácia.

O basquete da UnB ergueu o troféu de campeão da terceira divisão e garantiu acesso à segunda divisão do campeonato universitário brasileiro. Foto: Kennedy dos Santos Carvalho

 

A UnB também foi a campeã no basquete masculino, o que garantiu acesso à segunda divisão do campeonato universitário brasileiro. “A gente está com uma equipe e um treinador novo, tivemos que treinar muito e enfrentar equipes muito boas para alcançar essa primeira medalha no JUBs”, salientou Mateus Ries, estudante de Administração, feliz com o resultado.

 

A equipe de tênis garantiu mais três medalhas de prata, enquanto na modalidade estreante de kart, a Universidade levou uma prata no masculino e um bronze no feminino. No jiu-jitsu, a UnB obteve uma medalha de prata na categoria peso leve faixa azul/roxa e uma de bronze na categoria super pesado faixa azul/roxa, as duas no feminino.

 

A equipe do karatê finalizou a participação com dois bronzes; já as das modalidades de judô e taekwondo terminaram com uma medalha de bronze cada.

 

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