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Alunos de escolas públicas do DF marcam presença na Feira do Livro

São esperados até este domingo (26) oito mil estudantes das 14 regionais de ensino

 

Lúcio Flávio, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

Aos 10 anos, Elise Feitosa, conhecida como Elisefefê, já é escritora, com direito a autógrafo e entrevista no lançamento do livro na 36ª edição da Feira do Livro de Brasília (FeLiB), evento que tem as atividades encerradas neste domingo (26), no Complexo Cultural da República. Sua história, intitulada #Viralizei, tem como temática assunto delicado e atual: o dolorido período da pandemia da covid-19, em que várias pessoas sofreram enclausuradas e com a perda de parentes. A ideia de escrever a obra, aliás, realizada durante os dois anos do auge da crise sanitária, nasceu um ano antes, em uma visita à FeLiB.

“Foi em 2019, quando visitei a feira pela primeira vez e fiquei encantada com o tanto de livros e escritores”, lembra a jovem literata, dona de retórica contagiante. “Pensei comigo: ‘também posso lançar meu livro, também quero ser escritora’, então prometi que voltaria para lança-lo aqui”, conta a estudante, atendida no programa de altas habilidades de superdotação do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 04 do Gama.

Fã de Maurício de Sousa e das fábulas de Monteiro Lobato, Elise se envereda pela narrativa lúdica, claro, para falar sobre os perigos e cuidados que as pessoas devem ter durante essa fase difícil da humanidade, os sintomas da doença e os benefícios da vacina. “Quem narra a história é o coronavírus, que faz um desabafo por causar tantos problemas às pessoas”, resume a escritora-mirim, entregando o plot criativo da trama que é sucesso entre os colegas.

 

Trinta e dois alunos da Escola Classe Altamir, do núcleo rural de Planaltina, visitaram a 36ª Feira do Livro

É o caso dos estudantes de 9 e 10 anos da Escola Classe (EC) 62 de Ceilândia, que visitaram pela primeira vez o evento e estavam encantados não apenas com o espaço, a quantidade de livros, de gente, mas de experiências extraordinárias, como o da pequena notável Elisefefê. “Muito legal o trabalho dela. Mostra que a gente também pode tentar escrever histórias”, observa, muito bem, a esperta Isabelly Victória Barbosa, 9 anos, aluna da EC 62 de Ceilândia. “Nunca tinha vindo na Feira do Livro, estou gostando bastante, muita novidade”, sentencia.

Coordenadora pedagógica da Escola Classe Altamir, localizada no núcleo rural de Planaltina, Meire Ellen explica que a visita de 32 alunos da 1ª e 5ª série da instituição foi uma experiência ímpar em todos os sentidos. “Muitos deles nunca tinham vindo a Brasília, ao Plano Piloto, então foi uma aventura maravilhosa para muitos”, defende. “E muitos queriam conhecer a feira, que ouviram falar da televisão. A maioria deles gostam de livros, de leitura, então é um momento rico”, acrescenta.

Segundo a organização do evento, a expectativa é de que cerca de oito mil estudantes das 14 regionais de ensino da Secretaria de Educação passem pelo tradicional evento literário até este domingo (26). “Tivemos uma participação bacana. É maravilhoso ter alunos pela manhã, à tarde e à noite no evento, frequentando os corredores, trocando experiências com livros, escritores, contadores de histórias”, avalia o curador e porta-voz do encontro, Marcus Linhares. “Outro dia, aqui estava cheio de alunos do EJA [Educação de Jovens e Adultos] e do ensino médio que assistiram, encantados, a um show de rock de um garoto autista, um momento inspirador”, conta.

 

 

 

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Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bilhões

Resultado acumulado até setembro alcança R$ 2,351 trilhões

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Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.

As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.

Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

Previdência

A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.

Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.

“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.

Importações e rendimentos de capital

Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.

O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.

O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.

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Carga máxima de trabalho passará a 42 horas semanais em 15 de dezembro

Antes do Natal: como todos os demais trabalhadores empregados no comércio, caixas de supermercados terão direito a duas folgas semanais
Marcos Oliveira/Agência Senado

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Foi promulgada na sexta-feira (16) a emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e prevê duas folgas semanais (EC 141/2026). A emenda, oriunda da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado na semana passada, reduz gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, ao longo de 14 meses. Conforme o período de transição previsto na lei, isso significa que a carga de 42 horas entra em vigor em 15 de dezembro.

 

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Fonte: Agência Senado

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CLDF aprova crédito orçamentário para Fundo de Assistência Social do DF

Projeto do Executivo quita débitos com organizações que atendem crianças e idosos vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Social

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Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF

 

Projeto aprovado abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00

Os deputados distritais aprovaram, na tarde desta quarta-feira (14), o Projeto de Lei nº 2.492/2026, de autoria do Poder Executivo, que abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00. O crédito será destinado para o pagamento de valores atrasados a entidades que prestam serviço para a Secretaria de Desenvolvimento Social em diversas ações de assistência social.

O deputado Gabriel Magno (PT) votou a favor do projeto, mas fez críticas ao governo. “Esse projeto é para pagar entidades que estão sem receber há meses. Vamos votar a favor porque é fundamental que o atendimento das entidades continue acontecendo, mas sabemos que esse crédito é resultado da falta de transparência no balanço do BRB”, afirmou.

A deputada Paula Belmonte (PSDB) também se pronunciou ao votar favorável ao projeto. “Essas entidades fazem a diferença na vida de milhares de crianças. É inconcebível não existir previsão orçamentária para o atendimento a essas crianças. Também estamos falando de idosos que precisam de acolhimento”, pontuou. Para Max Maciel, o projeto de lei é necessário. “Esse crédito dá uma salvaguarda para as entidades”, observou o deputado. O projeto foi aprovado em primeiro e segundo turnos e segue para sanção ou veto do Poder Executivo.

Eder Wen – Agência CLDF

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