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Selo reconhece mais de 80 empresas no DF por empregarem jovens

Condecoração é concedida pelo GDF a empresários que, em 2023, contrataram mais de mil estagiários e aprendizes

 

Josiane Borges, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

Há um ano e meio, uma oportunidade de estágio transformou a vida de Kauan Vinicius da Silva, de 19 anos. Hoje como assistente administrativo, o morador do Recanto das Emas viu na oportunidade, à época, uma chance de conquistar seu primeiro emprego. Assim como ele, cerca de mil jovens entre 18 e 29 anos entraram no mercado de trabalho por meio da iniciativa de 80 empresas do Distrito Federal.

A oportunidade do estágio ajudou Kauan Vinicius da Silva, morador do Recanto das Emas, a conquistar seu primeiro emprego | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A conquista deste estágio, que depois se tornou um emprego, mudou minha vida. A empresa me lapidou, aprendi muito e fui contratado como funcionário efetivo. Muitas coisas mudaram: minha renda e benefícios aumentaram, e agora tenho mais maturidade e responsabilidade, tanto no trabalho quanto na vida pessoal”, relata Kauan.

Para reconhecer a função social dessas empresas na inclusão de jovens aprendizes e no desenvolvimento da força de trabalho da capital, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria da Família e Juventude (SFJ), concederá o selo Parceiro da Juventude às empresas que assumem a tarefa de treinar e capacitar pessoas para o futuro profissional.

“Essa contratação me permitiu continuar meus estudos, pagar minha faculdade e continuar aprendendo para crescer dentro da empresa”, diz Vinicius Fernandes

“Desde o início do programa, 80 empresas já se cadastraram e foram reconhecidas por demonstrar esforços no combate ao desemprego juvenil, que é uma questão crucial. Até março, planejamos entregar 100 selos aos empresários do DF”, afirma o secretário da Família e Juventude, Rodrigo Delmasso.

Vinicius Fernandes Bastos, assistente administrativo de 20 anos, compartilha uma experiência semelhante à de Kauan. Ele ingressou na equipe de um hospital há cinco meses como estagiário e agora já faz parte do quadro de funcionários da instituição. “Foi muito bom para mim; senti-me reconhecido e valorizado. Essa contratação me permitiu continuar meus estudos, pagar minha faculdade e continuar aprendendo para crescer dentro da empresa”, diz.

É por histórias como essas que a iniciativa, regulamentada pelo governador Ibaneis Rocha em 2020, destaca os empreendedores que desempenham um papel crucial ao investir em jovens com idade entre 15 e 29 anos, como Vinicius e Kauan,  por meio de contratação direta ou contribuição para o ingresso no mercado de trabalho.

O coordenador administrativo do Hospital Anna Nery, Amauri Soares, diz que 50% dos jovens que ingressam na instituição como aprendizes ou estagiários permanecem no quadro da empresa

De acordo com Rodrigo Delmasso, cada empresa cadastrada para receber o selo contrata entre 5 e 10 jovens. “Estamos ultrapassando a marca de mil empregos gerados para esse público. A prática é extremamente positiva, e é crucial que essas empresas sirvam de exemplo para outras. O selo é como um troféu de reconhecimento”, ressalta.

Boas práticas

Uma das empresas que em breve ganhará o selo Parceiro da Juventude é o Hospital Anna Nery, que atualmente emprega 124 jovens de até 29 anos e foi cadastrado para receber a condecoração. Na avaliação do coordenador administrativo da unidade, Amauri Soares, a contratação de jovens aprendizes e estagiários é uma forma de treinar os funcionários para as diretrizes da empresa.

“Todos os funcionários são treinados, independentemente se são aprendizes ou estagiários. Nossa cultura é de inclusão, para que todos tenham a mesma fala, entendam a visão e os valores da instituição. Durante os treinamentos, focamos o desenvolvimento pessoal, identificando em qual setor da empresa eles mais se destacam, para que encontrem seu espaço dentro do hospital”, destaca Soares. Ele afirma que, com essas práticas, 50% dos jovens que ingressam na instituição permanecem no quadro da empresa.

O gestor lembra que o reconhecimento do GDF às boas práticas desenvolvidas pelas empresas na contratação da mão de obra jovem é benéfico para o hospital e seus funcionários. “É de extrema importância para as empresas, gestores e funcionários a iniciativa do GDF de reconhecer esse incentivo ao mercado de trabalho. Com o apoio da direção, conseguimos desenvolver pessoas, e o selo é uma qualificação importante, até mesmo para que esses profissionais sejam reconhecidos dentro da empresa”, acredita o coordenador administrativo.

As empresas poderão utilizar o selo em suas peças publicitárias e sinalizar para a sociedade a contribuição na formação profissional dos jovens do DF.

Como participar

Os estabelecimentos comerciais com a cultura corporativa de empregar o público jovem que desejam obter o selo Parceiro da Juventude devem fazer a solicitação pelo e-mail gabsefj@sefj.df.gov.br e encaminhar a seguinte documentação:

→ Formulário de solicitação, disponível aqui;
→ Cartão CNPJ;
→ CPF do responsável legal pela empresa;
→ Resumo das ações empreendidas pela empresa que favoreçam jovens entre 15 a 29 anos no Distrito Federal, dentro das metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

 

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Representação feminina: total de candidatas à Câmara cai 24% em 2026

Barreiras culturais e de financiamento persistem, aponta estudo do Instituto Esfera

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Deputadas da bancada feminina da CâmaraFoto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O número de candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados caiu 24% em 2026 em relação a 2022, passando de 3.717 para 2.820. Apesar da queda no total de inscritas, a proporção de mulheres entre os concorrentes a deputado federal subiu de 35% para 36,7%.

Nas eleições majoritárias, não há mulheres nas chapas presidenciais de partidos com representação no Congresso Nacional. Além disso, 34 mulheres disputam os governos estaduais e o Distrito Federal, em um universo de 198 concorrentes. Em 2022, foram 38.

Estudo e propostas

Um estudo do Instituto Esfera aponta que é necessário ampliar o acesso das mulheres aos recursos do Fundo Partidário e adotar a reserva de vagas. A pesquisadora Daniela Matos afirma que México e Bolívia alcançaram índices próximos a 50% de mulheres nas cadeiras do Poder Legislativo com esse modelo.

Segundo o levantamento, o Brasil tem a menor representação feminina na política entre os países da América Latina.

Do conjunto geral de 20.719 candidaturas registradas para todos os cargos nas eleições de 2026, 35% são de mulheres. Em 2022, elas representavam 34%.

Conforme o levantamento do Instituto Esfera, entre 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%. No mesmo período, o número de deputadas eleitas cresceu apenas 210%.

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No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitoradoFoto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Cotas e financiamento

No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam cerca de 18% das vagas do Congresso Nacional, embora a legislação determine cota de 30% para candidaturas e recursos repassados pelos partidos.

Segundo Daniela Matos, falta fiscalização na distribuição das verbas. “O sistema de cotas até garante que a mulher seja candidata, mas não dá condições para a eleição. Não dá condições e um dos motivos é a falta de acesso ao Fundo Partidário”, afirma.

A pesquisadora explica que diversos fatores dificultam a entrada das mulheres na vida pública. “Geralmente o trabalho doméstico ainda recai sobre a mulher: cuidar das crianças e organizar a rotina. A vida partidária ocorre à noite e nos fins de semana, exigindo dedicação contínua. As barreiras culturais e de acesso são muito altas”, ressalta.

 

 

 

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Conheça os direitos de pessoas com deficiência no transporte público do DF

Todos os benefícios garantem direitos, mas cada um tem um uso específico

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Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro.

O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial.

O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei.

Carteira de Identificação de PcD

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação

A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente.

 

Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente.

Cartão Especial

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.

O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício.

Empatia e garantia de direitos

É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos.

Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.

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Semana da Primeira Infância une música, educação e conscientização ambiental

Crianças de Ceilândia participaram de atividade lúdica no auditório da CLDF e aprenderam sobre a importância da preservação da fauna do Cerrado

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Foto: David Calaça/Agência CLDF

Iniciativa busca promover educação para a cidadania a partir de atividades que incluem visitas guiadas, contação de histórias, oficinas e espetáculos

Apresentação do grupo Camerata Caipira

 

A conscientização sobre a preservação da fauna do Cerrado, apresentada de forma lúdica por meio da música, deu o tom do encerramento do projeto Infância Cidadã no auditório da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (25). Com uma proposta lúdica e pedagógica, o grupo Camerata Caipira encantou crianças da Escola de Ensino Fundamental 17 de Ceilândia. O evento integra a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), que ocorre hoje e amanhã.

A apresentação do grupo reforça a iniciativa da Elegis, que busca promover educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficinas e espetáculos musicais.

A exibição reuniu ritmos como xote, samba de roda e frevo para mostrar aos alunos a importância da preservação do Cerrado e de espécies nativas como o lobo-guará, o tamanduá, o tatu-canastra, a anta e o teiú.

 

Alunos do EC 17 de Ceilândia particiaram da apresentação

Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.

A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.

A programação segue na tarde desta terça-feira e durante toda a quarta-feira (26), com uma conferência magna e uma meda redonda.

25 de agosto (terça-feira)

Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
•    8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
•    14h às 17h | Projeto Infância Cidadã

26 de agosto (quarta-feira)

Local: Auditório da CLDF
•    8h30 | Credenciamento e acolhimento
•    9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
•    9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
–    Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
•    11h30 às 14h | Intervalo para almoço
•    14h | Recepção

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Confira as imegens a apresentação

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010