Reportagens
Biblioteca da Asa Sul promove encontro Leitura para Bebês
Reuniões para comunidade local acontecem toda sexta-feira, às 10h, na 308 Sul
Agência Brasília* | Edição: Saulo Moreno
Senta que lá vem história boa. Um grupo de professores atuantes na Biblioteca Escolar e Comunitária Professora Tatiana Eliza Nogueira, na 308 Sul, promove, há pouco mais de um mês, um encontro dedicado à contação de histórias e musicalização infantil. A iniciativa, batizada de Leitura para Bebês, atende os pequenos de até 2 anos, todas as sextas-feiras, às 10h, na área verde localizada em frente à biblioteca.

Não é preciso fazer inscrição para participar do projeto, que é aberto à comunidade. O espaço é aconchegante e colorido com tapete e livros espalhados pelo chão e os bebês podem transitar à vontade durante as músicas e a contação de histórias narradas pela professora, escritora e idealizadora do projeto, Ana Neila Torquato. “A ideia é simples e consiste em aproximar os pais e seus filhos da leitura e, além disso, trazer a vizinhança para nosso espaço público e prazeroso de conhecimento”, explica.
“Procuramos entender como os bebês aprendem e se relacionam com as obras literárias nos primeiros meses de vida e como os pais podem participar desse processo. Eles podem levar os livros para casa e consequentemente voltar ao hábito da leitura, que fica perdido em meio às atividades cotidianas da vida”Ana Neila Torquato, escritora e idealizadora do projeto
Os encontros começam com a chegada dos pequenos curiosos vasculhando as páginas dos livros expostos. No centro da roda, um baú guarda a história do dia. Dele, a professora retira um pandeiro, fantoches, chocalhos, argolas e brinquedos utilizados para despertar o imaginário durante a leitura. Para a docente, o momento de descontração e leitura ajuda na interação, socialização de pais e filhos e o principal, a alfabetização das crianças..
“Procuramos entender como os bebês aprendem e se relacionam com as obras literárias nos primeiros meses de vida e como os pais podem participar desse processo. Eles podem levar os livros para casa e, consequentemente, voltar ao hábito da leitura, que fica perdido em meio às atividades cotidianas da vida”, conta a escritora e autora de cinco livros infantis já publicados.
Pais de Sofia, 10 meses, Danilo Gustavo, 38 anos, e Thaís Imperatori, 36, levam a pequena todas as sextas-feiras à biblioteca e as visitas já se tornaram rotina da família. “A ideia do projeto é bacana, nós já tínhamos o hábito de ler pra ela e até assinamos um clube de letras, mas aqui vimos que, além da leitura, ela vai poder se socializar mais com outros bebês”, conta o servidor público.

Leitura para Bebês é o projeto mais recente realizado na biblioteca. O espaço também oferece à comunidade mais de 10 atividades voltadas à família. “Nossa biblioteca está sempre em movimento com atividades diversas. Temos o ‘Férias na Biblioteca’, em janeiro e fevereiro, com atividades colaborativas para crianças; o ‘Hora do Canto’, espaço aberto para convidados fazerem contação de histórias; a ‘Semana Monteiro Lobato’, momento em que a biblioteca abre as portas para estudantes do ensino infantil e fundamental aprenderem sobre os mais variados contos do autor de O Sítio do Pica-Pau Amarelo e, muitos outros projetos bacanas que podem envolver crianças, adolescentes e a família”, explica a articuladora e professora da Secretaria de Educação (SEEDF), Dione Gregory Mee.
Patrimônio local
Projetada pelo arquiteto Lúcio Costa, a Biblioteca Escolar e Comunitária Professora Tatiana Eliza Nogueira foi criada em 1961 e fica na quadra modelo de Brasília.
O espaço, que atualmente funciona de segunda a quinta, das 8h às 22h e às sextas, das 8h às 18h, contém um acervo literário com mais de 7 mil obras literárias de gêneros distintos para todas as idades. A biblioteca conta, ainda, com um projeto de paisagismo interno criado pelo arquiteto paisagista Roberto Burle Marx. Qualquer pessoa da comunidade pode pegar um livro emprestado.
A biblioteca funciona sob a supervisão de um grupo de professores da SEEDF, responsáveis pela catalogação dos livros e atendimento à comunidade, com contação de histórias e demais atividades pedagógicas.
O nome da biblioteca é uma homenagem à bibliotecária e professora da rede pública do Distrito Federal, Tatiana Eliza Nogueira, que trabalhou no espaço por mais de 20 anos e faleceu em 2015. O espaço recebe todos os dias visitantes e estudantes que utilizam o local para estudar e pegar livros emprestados.
Conheça as próximas atividades realizadas na biblioteca
* Café literário (2 de junho, às 19h).
* Sarau para terceira idade (6 de outubro)
* Musicaldos (1 de dezembro)
*Com informações da Secretaria de Educação do DF
Reportagens
Fim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
Paulo Paim (de costas e no telão) defendeu a proposta e disse que ela deve ter primeira votação na semana que vem
Ton Molina/Agência Senado
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.
— A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário.
Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.
A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).
‘Hora da mudança’
Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:
— A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.
Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
MEC irá pedir investigação de ameaças a universidades em redes sociais
Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será acionada
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem “uma preocupação grande de que essa violência escale”.

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.
“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades”, ressaltou.
Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.
A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.
“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores”, disse, Barchini.
“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, acrescentou.
Reportagens
Projeto Marias da Penha estreia ciclo de contação de histórias e música contra a violência de gênero na CLDF
Ação com estudantes do CEF 03 de Sobradinho abre série de 10 apresentações culturais e educativas promovidas em instituições do DF
Foto: Divulgação
A programação terá contação de histórias com o Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas
Unindo arte, debate e cidadania, o Projeto Marias da Penha: Cultura e Conscientização contra a Violência de Gênero dá início nesta quinta-feira (8) a uma nova etapa de suas atividades, apostando na contação de histórias e em intervenções artísticas como ferramentas de transformação social. A abertura acontece, a partir das 14h, na Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa, localizada no Térreo Superior (TS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com a participação de turmas do Centro de Ensino Fundamental 03 (CEF 03) de Sobradinho.
A atividade de hoje é a primeira de uma série de 10 apresentações que irão circular pela CLDF e por diversas outras instituições do Distrito Federal. A proposta leva reflexões sobre a prevenção da violência doméstica e familiar de maneira acessível e sensível aos jovens, dialogando diretamente com a realidade da comunidade escolar.
A programação traz a contação de histórias do Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas, além da discotecagem temática comandada pelo DJ Zapatta, trazendo repertório focado na valorização, força e no empoderamento feminino.
Durante o encontro na CLDF, os estudantes visitam a Exposição Marias, conhecem o histórico do projeto e recebem a cartilha educativa “Não é Mimimi, é Violência” — material didático desenvolvido para auxiliar na identificação de condutas abusivas e na divulgação dos canais de apoio e denúncia.
Com entrada franca, a iniciativa é uma realização conjunta da Artise e do Projeto Marias da Penha, contando com o fomento do Ministério da Cultura e o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e do Conselho Curador de Cultura.
Serviço
Abertura do ciclo de contações – Projeto Marias da Penha.
Data: Hoje, 8 de outubro de 2026.
Horário: 14h
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) – Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa (Térreo Superior – TS).
Atrações: Contação de histórias com o Grupo Paepalanthus e discotecagem com DJ Zapatta
Entrada: Gratuita.
Agência CLDF
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