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Em 15 anos, Fiocruz mobiliza R$ 800 milhões para viabilizar projetos

Instituição busca parcerias para 15 projetos para execução em 2024

 

O Escritório de Captação de Recursos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dedicado a construir pontes entre os projetos desenvolvidos pela instituição com diferentes atores da sociedade que podem se tornar parceiros de investimentos, mobilizou desde sua criação, em 2008, R$ 800 milhões para viabilização de cerca de 120 projetos. O escritório nasceu de uma tese sobre mecanismos alternativos de sustentabilidade dentro de uma instituição de ciência e tecnologia pública, explicou nesta quarta-feira (19) à Agência Brasil o gerente-geral do Escritório de Captação de Recursos, Luis Donadio.

“Com o tempo, essas parcerias foram ganhando diferentes contornos”. No início, o escritório trabalhava mais com ações voltadas para a cultura científica e projetos sociais. “Depois, a gente começou a trazer projetos de educação, projetos mais na área tecnológica, de desenvolvimento de novas tecnologias para servir ao Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica Donadio.

Na pandemia da covid-19, foi criado o programa Unidos contra a Covid, que mobilizou volume de recursos da ordem de R$ 550 milhões, que possibilitaram iniciativas como a construção da fábrica de produção de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), elemento fundamental na formulação de um fármaco; implantação de um barco ambulatório e de cinco usinas de oxigênio na Região Amazônica; implantação de duas centrais de processamento de testes, sendo uma no Rio de Janeiro e outra na cidade de Euzébio (CE).

“Vários projetos e programas que deixaram legados para o SUS e isso também, naturalmente, trouxe outro patamar para a relação da parceria público-privada e da percepção da sociedade em seu conceito mais amplo, envolvendo empresas, fundações, indivíduos, de que é possível apoiar projetos importantes que estão sendo realizados por instituições públicas, como a própria Fiocruz, universidades e outros institutos de ciência e tecnologia em projetos que, se apoiados, vão ter mais força”.

Acesso

A atuação central da Fiocruz é no fortalecimento do SUS, explicou Luis Donadio. O gerente-geral afirmou que a Fiocruz é uma instituição de ciência e tecnologia em saúde, “mas a nossa compreensão na promoção da saúde na Fundação é baseada nos determinantes sociais da saúde, seguindo conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS) que entende a promoção da saúde como acesso a diversos fatores, entre os quais cultura, educação, comunicação”. Por isso, a Fiocruz acaba tendo uma atuação bastante diversificada quando se fala dos programas que a instituição desenvolve.

A linha central é saúde, mas a Fiocruz desenvolve ações de cultura científica, como o Museu da Vida, que oferece espetáculos teatrais e oficinas audiovisuais. “A gente entende que a promoção da cultura científica é acesso à saúde”. Donadio lembrou que a Fiocruz é a instituição não universitária que mais forma quadros para a área da saúde. “Muita gente se forma ali. A gente tem fortes programas educacionais”.

O Escritório de Captação de Recursos está comemorando 47 parcerias celebradas em 2022 que estão viabilizando 13 projetos, em 2023. A unidade da Fiocruz está buscando construir parcerias para 15 novos projetos nas áreas cultural, social e de tecnologias para o SUS, para execução a partir de 2024.

Seminário

O Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz promove no próximo dia 25 o seminário Parceria que Dá Certo: Público e Privado no Fortalecimento da Saúde, Ciência e Cultura, que será realizado no auditório do Centro de Documentação em História da Saúde da instituição, no Rio de Janeiro. O evento é gratuito e aberto para profissionais das áreas de governança ambiental social e corporativa (ESG), saúde, terceiro setor, universidades, institutos de pesquisa e demais interessados no tema. A inscrição pode ser feita pela plataforma Sympla até o dia 24. Quem se inscrever receberá na véspera do seminário, por e-mail, o link para a transmissão do evento.

Luis Donadio afirmou que o seminário vai celebrar com os parceiros que apoiaram projetos da Fiocruz no ano passado, porque entende a importância de fazer o reconhecimento e o agradecimento e mostrar aos apoiadores o estágio de cada um daqueles projetos. Outro objetivo é fomentar a cultura, junto às instituições de ciência e tecnologia principalmente, de construir mecanismos que conversem com os potenciais financiadores do mercado. “A gente quer, com esse seminário, trazer discussões sobre fundo patrimonial, blended finance (arranjo financeiro que combina recursos públicos, privados e filantrópicos), programas de doação de indivíduos que poderiam estar sendo aplicados em universidades, institutos de pesquisa”.

Participação social

Donadio avalia que o Brasil não tem uma cultura tão forte de participação social apoiando projetos importantes para o país e que são desenvolvidos por instituições públicas. Ele explica que 80% da ciência básica produzida no Brasil é feita em universidades e institutos de ciência e tecnologia. “E muito desse conhecimento não consegue sair da bancada nem completar uma fase pré-clinica, por coisas muito básicas como aquisição de insumos, manutenção de um pesquisador visitante”. Ele não entende que isso é uma lógica substitutiva da responsabilidade do governo na manutenção e no investimento do setor público, mas constitui um instrumento complementar diante de um recurso orçamentário curto. Nesse caso, a saída é buscar essas alternativas de maneira organizada, planejada e profissional. Como a Fiocruz desenvolveu essa experiência ao longo dos últimos 15 anos, Luis Donadio entende que isso é algo para ser compartilhado com outras instituições que realizam trabalhos tão importantes quanto, mas que não têm isso estruturado na sua operação.

Olhando para a cultura de doação mais ampla, verifica-se que o Brasil está entre os 20 países do ranking de principais nações solidárias e de participação filantrópica, segundo o relatório anual World Giving Index 2022, produzido pela organização Charities Aid Foundatio’n (CAF), representada no Brasil pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (Idis).

Donadio ressaltou que falta no Brasil uma cultura institucional nas instituições públicas e universitárias de pesquisa para trabalhar esse contexto de parcerias que, se forem estimuladas e chamadas, participam das iniciativas.

O seminário acontecerá presencialmente, das 8h30 às16h30, e também será transmitido pela internet, reunindo diversos especialistas e instituições em três painéis ao longo do dia, que debaterão a A economia criativa como força de desenvolvimento socioeconômico nas periferias; Fundos patrimoniais, funcionam no Brasil?; e O ESG no fortalecimento da Saúde e da Pesquisa no país.

Edição: Aline Leal

ebc

 

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Nova lei institui Programa Carreta da Saúde na Escola no DF

Iniciativa prevê atendimento médico e odontológico preventivo nas escolas públicas, com a realização de consultas, exames e encaminhamento para a rede pública

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    Foto: Agência Brasília Além dos atendimentos clínicos, programa prevê ações de orientação e educação em saúde voltadas à promoção de hábitos saudáveis Já está em vigor no Distrito Federal a Lei nº 7.908/2026, publicada em 11 de junho, que institui o Programa Carreta da Saúde na Escola. A iniciativa prevê a oferta de atendimento médico e odontológico preventivo nas escolas públicas distritais, com a realização de consultas, exames e encaminhamento de estudantes para tratamento na rede pública de saúde. A norma tem origem no Projeto de Lei nº 1.329/2024, de autoria do deputado Thiago Manzoni (PL), aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em maio deste ano. Segundo a justificativa da proposta, o programa busca ampliar o acesso dos estudantes aos serviços preventivos de saúde, contribuindo para a identificação precoce de enfermidades que possam comprometer a qualidade de vida e o desempenho escolar. De acordo com a lei, a Carreta da Saúde na Escola funcionará como uma unidade móvel equipada para a realização de consultas e exames médicos e odontológicos, além de encaminhar os estudantes para serviços especializados quando necessário. As equipes serão compostas por profissionais de diferentes áreas, entre eles médicos, dentistas, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e psicólogos. Além dos atendimentos clínicos, o programa prevê ações de educação em saúde voltadas à promoção de hábitos saudáveis, com orientações sobre alimentação, higiene pessoal, saúde bucal, prevenção de doenças transmissíveis e não transmissíveis e incentivo ao bem-estar físico e mental. A lei estabelece que as despesas para execução do programa correrão por dotações orçamentárias próprias. A norma também autoriza a celebração de parcerias com entidades privadas para a aquisição de insumos destinados ao funcionamento das unidades móveis. Ágata Vaz (sob supervisão de Ivan Iunes)
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA

Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal

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Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.

Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.

Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.

“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.

Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.

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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas

Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

 

Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.

Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.

Exposição integra a etapa local do Festival dos Povos da Floresta, que amplia o acesso a múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país | Fotos: Divulgação

A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.

Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.

A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.

Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.

Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.

Além da mostra, o público poderá explorar tecnologia imersiva e assistir a seleção de curtas-metragens, com narrativas que dialogam com os temas da exposição  

Programação audiovisual e realidade virtual

Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.

A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.

Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.

Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.

Serviço

Exposição dos Povos da Floresta      

⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)

⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h

⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro

⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h

⇒ Entrada gratuita.

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010