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Brasília é segunda cidade brasileira a contar com oferta de stopover

Serviço oferecido por companhias aéreas em parceria com o GDF e Inframerica permite desembarque de passageiros por até três dias para fazer turismo na capital da República

 

Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

 

Está sabendo da supernovidade? Brasília agora é ponto de parada sem custo adicional das companhias aéreas Gol e Latam. Depois de mais de um ano de tratativas entre Governo do Distrito Federal (GDF), empresas e a Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, a capital se tornou a segunda cidade brasileira a contar com o serviço de stopover. É como se fosse um “leve 2, pague 1”. Os clientes que fizerem viagens nacionais ou internacionais com conexão na capital federal podem optar por desembarcar gratuitamente, por até três dias, para conhecer o quadradinho e, depois, seguir viagem para o destino final. Até agora, o serviço estava disponível apenas em São Paulo.

“Esse é um trabalho que não foi da noite para o dia. É algo de médio a longo prazo e de muito convencimento junto às empresas de transporte aéreo. Para que elas aceitassem a proposta, precisamos mostrar que somos uma cidade bem-estruturada para receber os turistas, que temos uma rede organizada de hotelaria e bons pontos turísticos e de lazer”Cristiano Araújo, secretário de Turismo

Para conquistar o serviço de stopover das companhias aéreas, o GDF precisou provar estar apto, em todas as esferas, a acolher os turistas que decidirem fazer uma parada mais longa no DF. “Esse é um trabalho que não foi da noite para o dia. É algo de médio a longo prazo e de muito convencimento junto às empresas de transporte aéreo. Para que elas aceitassem a proposta, precisamos mostrar que somos uma cidade bem estruturada para receber os turistas, que temos uma rede organizada de hotelaria e bons pontos turísticos e de lazer para quem decidir conhecer a cidade”, afirmou o secretário de Turismo do DF, Cristiano Araújo.

Depois de mais de um ano de tratativas entre Governo do Distrito Federal (GDF), empresas e a Inframerica, concessionária do Aeroporto de Brasília, a capital se tornou a segunda cidade brasileira a contar com o serviço de stopover | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Segurança pública e cidade acessível para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também foram pontos avaliados pelas companhias para aceitarem a proposta de incluir Brasília no serviço de stopover. Além disso, o Aeroporto Internacional de Brasília é um dos hubs (centros de conexão de voos) mais importantes do país, único terminal brasileiro com voos para os 26 estados e duas pistas operando simultaneamente, conectando milhões de passageiros a destinos nacionais e internacionais – competitividade incentivada pela redução de 12% para 7%, determinada pelo GDF, no ICMS incidente sobre o querosene de aviação (QAV).

Atualmente, a Gol opera voos de Brasília para 29 destinos, sendo dois internacionais para a Flórida, nos EUA (Orlando e Miami). Em outubro, entre pousos e decolagens, a companhia aérea teve média de 102 voos diários em Brasília. Já a Latam opera 34 rotas com conexão local, sendo 25 dessas em capitais brasileiras.

Os clientes que voarem pela Gol podem solicitar o stopover em Brasília no próprio site da companhia, no ato da pesquisa de voos. Já no site da Latam, a contratação do serviço é feita somente pela assistente virtual do WhatsApp (+56 9 6825 0850). Para adquirir o stopover, é necessário que a permanência mínima seja de 12 horas.

Para aceitarem a proposta do serviço de stopover, as companhias levaram em conta características de Brasília, como segurança pública e acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Novo destino internacional

Cidade moderna que sedia o centro político do país, resultado de um projeto urbanístico criado por Lucio Costa e com os marcantes traços de Oscar Niemeyer, Brasília tem se tornado um destino cada vez mais procurado não só por turistas locais, mas pelos internacionais.

De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Turismo, de janeiro a setembro deste ano, chegaram a Brasília 35.418 turistas de fora do país, sendo 12.771 da América do Norte (36,06%) e 10.449 da Europa (29,5%). Este número é 89,76% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, quando houve um total de 18.665 turistas internacionais.

“A gente recebe essa notícia com muita felicidade, porque é exatamente o que nós buscamos com o trabalho diário. Nós queremos aumentar o fluxo de turistas estrangeiros aqui no DF. Esse índice nos mostra que devemos ter ainda mais responsabilidade na capacitação das pessoas dos nossos receptivos e cuidar do nosso trade turístico e dos hotéis disponíveis na capital”, afirmou o secretário de Turismo.

CAT

Para acolher essa gama de turistas e visitantes, o GDF investe cada vez mais no turismo e nos centros de atendimento ao turista (CATs), que é a porta de entrada para receber e dar informações sobre os pontos turísticos da cidade.

Somente na região central da capital federal existem cinco pontos de apoio, sendo quatro fixos (Aeroporto, Esplanada dos Ministérios, Rodoviária Interestadual e Superquadra 308 da Asa Sul) e um móvel, na Torre de TV. O ponto móvel da Torre funciona de sexta a domingo, em todos os fins de semanas e feriados.

Nos centros de atendimento, os visitantes encontram todo o apoio de que precisam e recebem gratuitamente informações sobre os produtos e serviços turísticos no DF e Entorno, como mapas, guias turísticos e materiais promocionais, distribuídos individualmente. Todos os pontos contam com atendentes bilíngues, e o material distribuído ao turista também é traduzido para o inglês.

O que fazer na capital federal

A coleção Rotas Brasília, disponível para os viajantes nos CATs e no site da Secretaria de Turismo do DF (Setur), reúne 13 rotas turísticas, organizadas por segmentos que mostram que a capital vai muito além da política, apresentando as atrações e espaços para visitação que atraem pessoas de todos os gostos e todos os bolsos.

Investimentos

A Setur programa investir mais de R$ 20 milhões no setor ainda neste ano. A expectativa é que esse recurso seja utilizado em projetos de capacitação e de captação de eventos. Com o investimento, Brasília também ganhou uma nova unidade do CAT, na região do Pontão do Lago Sul.

 

 

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Representação feminina: total de candidatas à Câmara cai 24% em 2026

Barreiras culturais e de financiamento persistem, aponta estudo do Instituto Esfera

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Deputadas da bancada feminina da CâmaraFoto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

O número de candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados caiu 24% em 2026 em relação a 2022, passando de 3.717 para 2.820. Apesar da queda no total de inscritas, a proporção de mulheres entre os concorrentes a deputado federal subiu de 35% para 36,7%.

Nas eleições majoritárias, não há mulheres nas chapas presidenciais de partidos com representação no Congresso Nacional. Além disso, 34 mulheres disputam os governos estaduais e o Distrito Federal, em um universo de 198 concorrentes. Em 2022, foram 38.

Estudo e propostas

Um estudo do Instituto Esfera aponta que é necessário ampliar o acesso das mulheres aos recursos do Fundo Partidário e adotar a reserva de vagas. A pesquisadora Daniela Matos afirma que México e Bolívia alcançaram índices próximos a 50% de mulheres nas cadeiras do Poder Legislativo com esse modelo.

Segundo o levantamento, o Brasil tem a menor representação feminina na política entre os países da América Latina.

Do conjunto geral de 20.719 candidaturas registradas para todos os cargos nas eleições de 2026, 35% são de mulheres. Em 2022, elas representavam 34%.

Conforme o levantamento do Instituto Esfera, entre 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%. No mesmo período, o número de deputadas eleitas cresceu apenas 210%.

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No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitoradoFoto: Roberto Jayme/Ascom/TSE

Cotas e financiamento

No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam cerca de 18% das vagas do Congresso Nacional, embora a legislação determine cota de 30% para candidaturas e recursos repassados pelos partidos.

Segundo Daniela Matos, falta fiscalização na distribuição das verbas. “O sistema de cotas até garante que a mulher seja candidata, mas não dá condições para a eleição. Não dá condições e um dos motivos é a falta de acesso ao Fundo Partidário”, afirma.

A pesquisadora explica que diversos fatores dificultam a entrada das mulheres na vida pública. “Geralmente o trabalho doméstico ainda recai sobre a mulher: cuidar das crianças e organizar a rotina. A vida partidária ocorre à noite e nos fins de semana, exigindo dedicação contínua. As barreiras culturais e de acesso são muito altas”, ressalta.

 

 

 

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Conheça os direitos de pessoas com deficiência no transporte público do DF

Todos os benefícios garantem direitos, mas cada um tem um uso específico

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Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro.

O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial.

O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei.

Carteira de Identificação de PcD

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação

A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente.

 

Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente.

Cartão Especial

O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.

O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício.

Empatia e garantia de direitos

É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos.

Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.

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Semana da Primeira Infância une música, educação e conscientização ambiental

Crianças de Ceilândia participaram de atividade lúdica no auditório da CLDF e aprenderam sobre a importância da preservação da fauna do Cerrado

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Foto: David Calaça/Agência CLDF

Iniciativa busca promover educação para a cidadania a partir de atividades que incluem visitas guiadas, contação de histórias, oficinas e espetáculos

Apresentação do grupo Camerata Caipira

 

A conscientização sobre a preservação da fauna do Cerrado, apresentada de forma lúdica por meio da música, deu o tom do encerramento do projeto Infância Cidadã no auditório da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (25). Com uma proposta lúdica e pedagógica, o grupo Camerata Caipira encantou crianças da Escola de Ensino Fundamental 17 de Ceilândia. O evento integra a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), que ocorre hoje e amanhã.

A apresentação do grupo reforça a iniciativa da Elegis, que busca promover educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficinas e espetáculos musicais.

A exibição reuniu ritmos como xote, samba de roda e frevo para mostrar aos alunos a importância da preservação do Cerrado e de espécies nativas como o lobo-guará, o tamanduá, o tatu-canastra, a anta e o teiú.

 

Alunos do EC 17 de Ceilândia particiaram da apresentação

Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.

A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.

A programação segue na tarde desta terça-feira e durante toda a quarta-feira (26), com uma conferência magna e uma meda redonda.

25 de agosto (terça-feira)

Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
•    8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
•    14h às 17h | Projeto Infância Cidadã

26 de agosto (quarta-feira)

Local: Auditório da CLDF
•    8h30 | Credenciamento e acolhimento
•    9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
•    9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
–    Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
•    11h30 às 14h | Intervalo para almoço
•    14h | Recepção

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Confira as imegens a apresentação

Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010