Reportagens

Vacinação e combate à dengue marcam o 27º GDF Mais Perto do Cidadão

Arapoanga recebeu ações de enfrentamento à doença e importantes serviços de apoio à comunidade, como emissão de carteira de identidade, inscrições em programas sociais, entre outros

 

Por Victor Fuzeira, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

A Unidade Básica de Saúde (UBS) 5 de Arapoanga foi palco, neste sábado (13), da 13ª edição do Dia D de combate à dengue, iniciativa promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF) na luta contra o Aedes aegypti – mosquito transmissor da doença. A ação ocorreu durante a 27ª edição do GDF Mais Perto do Cidadão, que ofereceu uma gama de atendimentos e serviços aos moradores da região administrativa.

Na ocasião, além da vacinação de crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos, 18 agentes comunitários de saúde (ACS), 15 agentes de vigilância ambiental em saúde (Avas) e 150 bombeiros militares atuaram na cidade realizando visitas domiciliares para identificar eventuais focos de proliferação do mosquito e orientar a população sobre a prevenção à doença. Quatro drones e 12 viaturas de fumacê reforçaram a ação.

Autoridades do GDF, como a vice-governadora Celina Leão e as secretárias Lucilene Florêncio e Marcela Passamani, encampam a luta contra a dengue no Distrito Federal | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

A vice-governadora Celina Leão destacou o empenho do GDF no enfrentamento à epidemia. “Todos os dias da semana nós escolhemos uma região administrativa e fazemos esse trabalho. É um trabalho de prevenção, é aquele dia onde a gente faz um mutirão para eliminar os focos de dengue nas cidades”, explicou.

A gestora lembra que, durante a força-tarefa, também são ofertados atendimentos aos pacientes suspeitos da doença, incluindo avaliação clínica, hidratação e manejo, caso necessário. “Além do mutirão, nós também temos o atendimento às pessoas com sintomas de dengue e vários outros serviços prestados à comunidade, desde o atendimento às crianças até a vacinação aos animais”, acrescentou.

Mais cedo, a vice-governadora participou da inauguração da tenda de acolhimento de pacientes com dengue no Paranoá. A unidade está entre as 11 contratadas pelo GDF e fará atendimentos 24h, com capacidade de realizar exames com resultados em até dez minutos.

“Já inauguramos três tendas e essas primeiras são aquelas que irão funcionar 24 horas e estão em regiões estratégicas do DF. Neste domingo (14), vamos inaugurar a de Planaltina, que ficará ao lado do hospital regional. A gente acredita que isso vai desafogar muito a nossa rede, para a gente atender outras especialidades”, detalhou.

Isaque Lopes aproveitou o GDF Mais Perto do Cidadão para colocar as vacinas em dia

Segundo a secretária de Saúde do DF, Lucilene Florêncio, somado à nova instalação, Planaltina terá reforço no quadro de profissionais de saúde, que fazem parte dos 461 médicos contratados temporariamente pelo GDF com a missão de fortalecer as equipes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Teremos 16 médicos generalistas encaminhados para o Hospital Regional de Planaltina”, adiantou a titular da pasta durante o GDF Mais Perto do Cidadão.

Vacinação

No DF, a campanha de imunização contra a dengue é exclusiva para crianças e adolescentes com 10 anos a 14 anos de idade completos. A vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas.

“Hoje, nós temos a vacina QDenga, que está sendo ofertada nas nossas UBSs e nos nossos equipamentos públicos. O DF tem um lote de imunizantes que vai até 30 de abril e esse lote, com certeza, será todo ele administrado. Nós pedimos que a população venha até os nossos equipamentos, procure uma unidade básica de saúde ou um desses nossos postos volantes para atualizar o calendário vacinal, o cartão de vacinação”, enfatizou a secretária.

Maria Domingas Barbosa: “É muito bom ter essa ação perto de casa. O atendimento é muito rápido e acho uma iniciativa muito importante para a comunidade, especialmente para quem não tem condições de se deslocar”

Para se vacinar, basta um dos pais ou o responsável comparecer em um dos 90 postos de vacinação espalhados pela capital portando documento de identificação e a caderneta da criança. Foi o que fez a dona de casa Maria José dos Santos Lopes, 50 anos. Ela aproveitou o mutirão de vacinação na UBS 5 de Arapoanga para colocar as vacinas do filho Isaque, de 12 anos, em dia.

“Trouxe ele para vacinar contra a dengue. É um gesto importante para evitar a doença. O irmão dele já teve dengue e ficou crítico, por isso, é preciso ter esse cuidado. Faço um apelo para que as mães tragam seus filhos para vacinar, que tenham esse cuidado com seus filhos”, defendeu.

Cuidado com a população

Somado às ações de combate à epidemia de dengue, a 27ª edição do GDF Mais Perto do Cidadão viabilizou o acesso da população a importantes serviços de apoio à comunidade, como emissão de carteira de identidade, inscrições em programas sociais, atendimentos pela Defensoria Pública, cortes de cabelo, testes rápidos e vacinações, inclusive de animais.

“Estamos cada vez mais estruturados nesse projeto, que agora já é um programa de governo. Chegamos à 27ª edição e, agora, semanalmente estamos acompanhando as ações de combate à dengue do GDF”, ressaltou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani. “Nosso objetivo é trazer os serviços do governo para perto do cidadão, de modo com que ele possa fazer o uso desse serviço, que é tanto para ele quanto para toda a família”, completou a titular da Sejus.

A dona de casa Maria Domingas Barbosa, 39, ficou sabendo que o programa estava na cidade e não perdeu tempo: levou os cães Totó e Billy para tomar a vacina antirrábica oferecida gratuitamente pela rede pública. “É muito bom ter essa ação perto de casa. O atendimento é muito rápido e acho uma iniciativa muito importante para a comunidade, especialmente para quem não tem condições de se deslocar”, avaliou.

 

 

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Mês das Crianças nos Museus da Fundação Projeto Tamar

Diversão, aprendizado e conservação marinha para toda a família!

Publicado

em

Por

 

Neste Mês das Crianças, os Museus da Fundação Projeto Tamar prepararam uma programação especial para transformar a sua visita em uma experiência inesquecível. Aqui as crianças podem mergulhar no universo marinho por meio de atividades interativas, oficinas educativas, atividades culturais e experiências sensoriais. De forma lúdica e envolvente, elas aprendem mais sobre as tartarugas marinhas, seus hábitos, os desafios que ameaçam a sua sobrevivência e a importância de cuidar dos oceanos.

Durante a programação, teremos visitas orientadas, alimentação das tartarugas, atividades de enriquecimento ambiental, oficinas artísticas e educativas, apresentações musicais e outras experiências interativas.

Um dos momentos mais esperados por todos é a Alimentação Interativa, na qual as crianças podem ajudar os tratadores a alimentar as tartarugas.

 

Uma viagem às profundezas do oceano

Em Aracaju e na Praia do Forte, a experiência vai ainda mais fundo! Além de conhecer as tartarugas marinhas e os tubarões-lixa, os visitantes podem embarcar em uma verdadeira viagem às profundezas do oceano nos Novos Submarinos Amarelos, um ambiente imersivo inspirado nas zonas mais profundas do mar.

De tubarões a caranguejos, passando pelo enigmático peixe-bruxa e pela curiosa barata-gigante, a experiência apresenta espécies pouco conhecidas e revela um universo que, até pouco tempo atrás, só podia ser observado pelo ser humano a bordo de um submarino.

 

Quer viver uma experiência ainda mais especial?

No programa Biólogo por um Dia, crianças e adultos podem participar de atividades desenvolvidas pela Fundação Projeto Tamar voltadas à proteção das tartarugas marinhas.

Os participantes seguem os passos da nossa equipe pelos museus, por meio das ações de educação ambiental e da rotina de manejo.

É uma oportunidade de conhecer de perto a missão do Tamar e descobrir como cada pessoa pode contribuir para a conservação da vida marinha.

 

Não fique de fora dessa celebração! Venha comemorar o Mês das Crianças nos Museus da Fundação Projeto Tamar. Confira a programação do museu mais próximo de você e venha viver essa experiência com a gente!

Garanta seu ingresso em -> http://ingressos.tamar.org.br

Continue Lendo

Reportagens

Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação

Projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação

Publicado

em

Por

 

Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

 

É muito fácil criar qualquer tipo de conteúdo com inteligência artificial (IA). Qualquer pessoa pode, com alguns cliques, criar imagens, textos e vídeos. Tudo isso pode servir para informar ou mesmo para criar conteúdos falsos, que divulgam mentiras.

Até onde vai o impacto do que as pessoas criam com a IA? Essa foi uma das perguntas que motivou as estudantes Alice Gomes, Beatriz Vasconcellos e Letícia de Oliveira, de 14 anos de idade, do 9º ano do Colégio e Curso Desafio, em Recife, a criarem a ferramenta Pense Bem.

O projeto venceu o HackaNAV 2026, competição nacional de inovação organizada pelo Nave a Vela, solução de educação tecnológica da Arco Educação. Como prêmio, as estudantes ganharam uma imersão tecnológica na agência de pesquisa espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

“No Pense Bem, você pode colocar publicações que você pretende fazer para que ele faça o cálculo de risco, como que isso pode escalonar, se aquilo ali pode ter um efeito dominó negativo”, explica Beatriz Vasconcellos, uma das estudantes criadoras do Pense Bem.

A plataforma já está no ar, mas ainda deve ser aprimorada para ser lançada oficialmente.

“Antes de publicar, pense no impacto”, esse é o convite para quem acessa. A partir daí, são feitas diversas perguntas para que se possa avaliar se o conteúdo oferece ou não algum risco ao ser divulgado.

Entre as perguntas estão:

  •  Este conteúdo envolve nudez, material íntimo ou sexual de alguém menor de 18 anos – ou de qualquer pessoa sem consentimento?
  •  Foi gerado ou editado por IA?
  •  Há pessoas reais reconhecíveis?
  •  Elas deram consentimento?
  •  Mostra os fatos como realmente aconteceram?

A plataforma, então, classifica o conteúdo quanto ao risco e aponta se é possível fazer adequações ao conteúdo e a postagem para que ela não gere desinformação e cause danos à população.

“A gente viu em várias pesquisas que as fake news podem afetar muito a vida das pessoas, até mesmo na vida pessoal, a socialização. Fake news criada por uma pessoa, sobre uma pessoa, pode afetar diretamente até mesmo o psicológico”, avalia Beatriz.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chegou a classificar a desinformação como principal risco global para 2025 e para os anos que estão por vir, à frente das mudanças climáticas, da crise ambiental, dos fluxos migratórios, da violência e do terrorismo.

Recife (PE), 16/10/2026 - Estudantes desenvolvem plataformas para combater a desinformação. Foto: Renan Braz/Divulgação
Estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho – Foto: Renan Braz/Divulgação

Democracia

As três estudantes fizeram pesquisas e entrevistas com professores, estudantes e especialistas para desenvolver o trabalho.

“Existem muitos impactos negativos que podem acontecer por causa da desinformação. E eu acho que o que mais choca, o que mais é surpreendente, pelo menos para mim, é que eu descobri o quanto a desinformação pode afetar a nossa democracia. Tanto em ano de eleição, quanto em ano que não seja de eleição, a democracia pode ser afetada com desinformação, quando são espalhadas fake news”, disse Beatriz.

Para Alice Gomes, também integrante do grupo, a IA ajuda, mas pode também fazer com que as pessoas não questionem o que chega pela internet ou mesmo em grupos de WhatsApp de família.

“Isso faz com que a pessoa, quando ela recebe uma informação, ela não procure antes se essa informação é verdadeira ou falsa. Ela apenas pega essa informação e acaba compartilhando a informação, sem saber se ela é verdadeira ou não, sem saber as fontes dela”, disse.

Alice revela que o projeto a ajudou a mudar a forma como recebe, compartilha e cria conteúdos na internet.

“A gente vê uma notícia online ou até em aplicativos do nosso dia a dia e logo pensa ‘Nossa, eu vou pesquisar melhor sobre essa notícia’. Eu diria que melhorou o nosso pensamento como pessoa”.

“A sua solução é fazer com que as outras pessoas também melhorem o seu dia a dia, melhorem também o seu pensamento crítico”, defende.

A terceira integrante do grupo, Letícia de Oliveira, ressalta que a pesquisa a ajudou a ver o mundo digital de outra forma e a importância de uma educação midiática e uma educação para os meios digitais.

“A gente percebe que a desinformação está sendo um problema muito grave, que afeta a população e as pessoas ao redor da gente. Eu vi, tanto no grupo da família, quanto no Instagram, pessoas sendo afetadas pelas fake news, pelas informações digitais”, disse.

“Eu acho que o assunto da desinformação digital era uma coisa falada, mas nunca foi uma coisa que eu aprofundei muito em saber. E aí, com esse projeto, eu consegui ter mais conhecimento sobre a desinformação e como nós podemos ajudar as outras pessoas a combater ela”, acrescenta a estudante.

Desdobramentos

O Pense Bem tem ainda desdobramentos voltados para a formação nas escolas, com jogos e mesmo uma formação em educação digital, ainda em desenvolvimento.

Esse não é o primeiro trabalho do trio, que desenvolveu também no âmbito da competição a plataforma Fato ou Boato, para identificar notícias falsas. Nela é possível colar o link da notícia para que seja analisada a veracidade.

As três estudantes estão empolgadas com a visita à Nasa e, com o projeto, contam que se interessaram mais por tecnologia. Letícia e Alice cogitam seguir carreiras em áreas tecnológicas. Já Beatriz, pretende ser médica.

Continue Lendo

Reportagens

III Fórum Internacional Sábias Vivências debate longevidade, direitos e políticas públicas na CLDF

Evento será realizado em 26 e 27 de outubro, em formato híbrido, com programação presencial na Câmara Legislativa e apresentação de trabalhos acadêmicos no segundo dia

Publicado

em

Por

 

A Câmara Legislativa do Distrito Federal será palco, em 26 de outubro, da programação presencial do III Fórum Internacional Sábias Vivências: Longevidade, Direitos e Políticas Públicas. Promovido pela Rede Geronto, em parceria com o Conselho de Cultura da CLDF, o evento será realizado em 26 e 27 de outubro, em formato híbrido, reunindo pessoas idosas, parlamentares, gestores públicos, pesquisadores, docentes, estudantes, profissionais de diferentes áreas e representantes de organizações da sociedade civil e instituições de ensino.

A programação prevê debates sobre longevidade, direitos, cuidados, moradia, tecnologia e políticas públicas, com participação de pessoas idosas, pesquisadores, gestores, profissionais e organizações da sociedade civil.

O primeiro dia do Fórum será realizado presencialmente na Câmara Legislativa, na Sala das Comissões, das 8h30 às 18h, com programação dedicada aos temas longevidade, direitos, cuidado, moradia, tecnologias e territórios. A agenda inclui solenidade de abertura, mesas temáticas, manifestação das pessoas idosas, painel institucional, homenagens e encerramento.

Entre os assuntos a serem discutidos estão a Política Nacional de Cuidados, os direitos da pessoa idosa e a justiça intergeracional; cidades amigas da pessoa idosa; moradias acessíveis e modelos de habitação colaborativa; tecnologias, inovação e cuidado; além de cuidados paliativos, atenção integral e dignidade no envelhecimento.

Também está previsto o “Manifesto do Fórum Internacional Sábias Vivências III”, espaço destinado à manifestação das pessoas idosas sobre temas como cidade, moradia, cuidado, pertencimento, memória, participação social, direitos e inclusão digital.

Políticas públicas e inovação

A programação pretende aproximar o debate acadêmico e social da formulação de políticas públicas. No painel “Da escuta à ação”, serão apresentadas recomendações para políticas de longevidade, cuidado, moradia e tecnologia, com destaque para cidades amigas da pessoa idosa, Política Nacional de Cuidados, cuidados paliativos, moradias inclusivas, habitações colaborativas, inclusão digital, gerontotecnologias e inovação social.

O Fórum também prevê homenagens a pessoas idosas, lideranças comunitárias, pesquisadores, profissionais, cuidadores, instituições e projetos que contribuem para a garantia de direitos, o cuidado, a moradia digna, a inovação e a participação social.

Segundo dia será dedicado à produção científica

Em 27 de outubro, a programação será realizada de forma on-line, pela plataforma Google Meet, com o eixo “pesquisa, experiências e tecnologias sociais para a longevidade”. A agenda inclui conferência sobre pesquisa, inovação social e longevidade, apresentação da chamada científica e sessões de comunicação oral.

Serão apresentados trabalhos científicos, relatos de experiência, projetos de extensão, tecnologias sociais, estudos de caso e práticas intergeracionais. A programação prevê ainda uma mesa editorial sobre divulgação científica e uma sessão de boas práticas, com destaque para experiências de impacto social, inovação, intergeracionalidade, cuidado, moradia, cidades amigas da pessoa idosa e tecnologias.

Entre os eixos temáticos para submissão de trabalhos estão longevidade, direitos e políticas públicas; Política Nacional de Cuidados e redes de proteção; cidades amigas da pessoa idosa; moradias e cohousing sênior; cuidados paliativos; saúde e envelhecimento; educação ao longo da vida; intergeracionalidade; inclusão digital; tecnologias sociais; inovação, sustentabilidade e longevidade.

Os trabalhos aprovados serão publicados na Revista Diálogos em Gerontologia da Rede Geronto. Outras informações e inscrições pelo site https://doity.com.br/3-forum-internacional-sabias-vivencias.

Agência CLDF

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010